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CASTILLO, A. R. G. L. et al. Transtornos de ansiedade. Revista Brasileira de Psiquiatria. n. 22, p. 20-23, 2000 (adaptado).
Considerando as informações apresentadas no texto e o contexto dos transtornos de ansiedade em crianças e adolescentes, avalie as afirmações a seguir.
I. Os sintomas de ansiedade na adolescência são difíceis de se identificar, uma vez que podem ser confundidos com comportamentos comumente reconhecidos como típicos dessa fase da vida.
II. O desenvolvimento emocional, as relações familiares e o ambiente incidem sobre as causas e a maneira como se manifestam os medos considerados patológicos, em crianças e adolescentes.
III. O transtorno de ansiedade em crianças e adolescentes tende a ser transitório, sendo superado no curso do desenvolvimento, uma vez que medos e preocupações são comuns nessa etapa da vida.
IV. A avaliação e o planejamento da intervenção psicológica são fundamentais para obter uma história detalhada sobre início dos sintomas, possíveis fatores desencadeantes, tipo de apego, estilo parental e significado da experiência para a criança ou o adolescente.
É correto apenas o que se afirma em
Gabarito comentado
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Alternativa correta: E — I, II e IV
Tema central: transtornos de ansiedade na infância e adolescência — identificação, fatores causais e importância da avaliação precoce para evitar prejuízos (evasão escolar, queixas somáticas, risco de transtornos na vida adulta).
Resumo teórico: sintomas ansiosos em jovens frequentemente se confundem com comportamentos típicos da adolescência (agitação, irritabilidade, retraimento), o que dificulta o reconhecimento clínico (I). Fatores psíquicos e ambientais — desenvolvimento emocional, relações familiares, estilo parental e tipo de apego — influenciam tanto as causas quanto a manifestação dos medos patológicos (II). A avaliação detalhada é fundamental para histórico, identificação de gatilhos e planejamento terapêutico (IV). Ao contrário da crença antiga, os transtornos de ansiedade não são necessariamente transitórios: muitos persistem e elevam o risco de psicopatologia adulta (III é falso). Fontes: Castillo et al. (2000); DSM-5 (APA, 2013); diretrizes clínicas (p.ex. NICE para jovens).
Por que E é a correta: I é verdadeira — sintomas na adolescência podem mimetizar comportamentos típicos, dificultando identificação. II é verdadeira — evidências mostram influência de vínculos, família e ambiente. IV é verdadeira — avaliação clínica ampla (início, gatilhos, apego, estilo parental, significado) é parâmetro básico para intervenção (p.ex. aplicação de TCC adaptada, psicoeducação, trabalho com família).
Análise das alternativas incorretas: A (I) — incompleta; II e IV também procedem. B (II e III) — inclui III, que é falsa (ansiedade pode ser persistente e requer intervenção). C (III e IV) — apesar de IV correta, III é equivocado. D (I, II e III) — incorreta por conter III.
Dica de prova: questione afirmações absolutas sobre “transitoriedade” de transtornos; procure itens que reflitam prática clínica (avaliação detalhada, influência familiar) — geralmente verdadeiros. Use a discrepância entre crença histórica e evidência atual para identificar afirmações falsas.
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