O objetivo perseguido pelo presidente russo, Vladimir Putin...
ZHEBIT, A. A Rússia na ordem mundial: com o Ocidente, com o Oriente ou um polo autônomo em um mundo multipolar? Revista Brasileira de Política Internacional (RBPI), v. 46, n. 1, 2003, p.153-165 (adaptado).
A respeito da política externa russa da última década do século XX e das primeiras décadas do século XXI, assinale a opção correta.
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Tema central: A questão trata da política externa russa nas décadas pós-URSS, focando nos conceitos de equilíbrio de poder e esfera de influência. Essas ideias são fundamentais no estudo das Relações Internacionais, especialmente sob a ótica da teoria realista, em que os Estados buscam preservar sua segurança e influência regional.
Justificativa da Alternativa Correta (D):
A alternativa D é correta porque descreve fielmente a postura russa recente: após perder a hegemonia soviética, a Rússia utiliza instrumentos militares e pressões para manter sua esfera de influência em territórios próximos (ex: Geórgia, Crimeia, Ucrânia) e resguardar seu papel como potência regional. Essa estratégia busca impedir a expansão ocidental (OTAN/EUA) e diminuir vulnerabilidades externas. A literatura de referência, como John Mearsheimer (“The Tragedy of Great Power Politics”), destaca que potências buscam esse equilíbrio justamente para evitar que rivais ameaçem sua segurança.
Análise das Alternativas Incorretas:
A) Fala em “ascensão pacífica” e ausência de rivalidade direta. No entanto, desde a década de 2000, a Rússia adotou práticas confrontacionistas, inclusive militares, demonstrando rivalidade aberta com o Ocidente.
B) Erra ao afirmar que a Rússia participa da “Belt and Road Initiative” (exclusiva da China) e da OCDE (a Rússia não é membro da OCDE), além de superestimar a adoção russa do multilateralismo sob bases ocidentais.
C) Equivoca-se ao dizer que a Rússia abdicou da cooperação Sul-Sul; pelo contrário, reforçou laços em fóruns como o BRICS. Além disso, o conceito de “frente antiestadunidense” não reflete fielmente o caráter pragmático das parcerias russas.
E) Traz erro factual: a Ucrânia não era membro da OTAN quando ocorreram a anexação da Crimeia (2014) ou a invasão (2022). A estratégia russa é resposta à possibilidade de avanço da OTAN, não a uma adesão consumada.
Dicas de interpretação: Atenção às palavras-chave que indicam ações ou status (ex: “invasão”, “adesão”, “ascensão pacífica”). Trave sua análise sempre comparando fatos recentes e conceitos teóricos (esfera de influência, Estados revisionistas, multilateralismo) para evitar as “pegadinhas” de pequenas distorções factuais, comuns em provas.
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