Questões de Vestibular UFPR 2023 para História
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Leia o trecho a seguir:
Já nas vésperas do abolicionismo popular, a inundação de escravos na região de café do centro-sul causava uma preocupação generalizada nas principais zonas de grandes lavouras do Brasil. Nos fins dos anos 1870, alguns fazendeiros nordestinos, atribuindo à Lei Rio Branco a responsabilidade pela crescente escassez de trabalho na área e pela movimentação inter-regional de escravos, não consideravam mais a escravidão como a solução para seus contínuos problemas de trabalho. Sugeriram a atração de trabalhadores europeus livres com garantias de isenção do serviço militar e incentivos positivos, incluindo o investimento público em educação.
DRESCHER, Seymour. Abolição: uma história da escravidão e do antiescravismo. São Paulo: Editora da Unesp, 2011, p. 516.
Sobre o abolicionismo e a escravidão no Brasil durante o 2º Império, assinale a alternativa correta.
Leia o fragmento a seguir:
A introdução do cafeeiro no Brasil deveu-se a Francisco de Melo Palheta, que em 1727 trouxe para o Pará as primeiras sementes da planta. Utilizado no consumo doméstico, o café chegou ao Rio de Janeiro por volta de 1760, misturando-se aos pequenos cultivos de pomares e hortas dos arredores da capital da Colônia. Foi, porém, no extenso Vale do Rio Paraíba, atravessando uma parte do Rio e de São Paulo, que se reuniram as condições para sua primeira grande expansão em níveis comerciais. A área era conhecida e cortada por alguns caminhos e trilhas que, desde o tempo do apogeu da mineração, se dirigiam a Minas Gerais; aí existiam terra virgem disponível e clima favorável.
FAUSTO, Boris. História do Brasil. 10. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2002, p. 186.
A respeito da economia cafeeira no Brasil durante o século XIX, é correto afirmar:
Leia o trecho a seguir:
Os anos 1970 podem ser considerados a ‘era de ouro’ da televisão brasileira. Foi naquela década que a televisão, como sistema de comunicação, e algumas emissoras em particular (como a Rede Globo) construíram seu poderio e estabeleceram seu lugar definitivo na sociedade e na cultura brasileira. Obviamente, a televisão era considerada pelos setores mais intelectualizados e engajados um grande instrumento de manipulação da opinião pública e de alienação das massas trabalhadoras, que tomavam contato com um mundo artificial e glamouroso, ao qual não tinha acesso real. Enquanto isso, a realidade – política, social e econômica – era mascarada.
NAPOLITANO, Marcos. Cultura brasileira: utopia e massificação (1950-1980). São Paulo: Contexto, 2001, p. 90.
Em relação à expansão da cultura televisiva nos anos 1970, assinale a alternativa correta.
Leia o fragmento a seguir:
Os elementos constitutivos do fascismo eram discrepantes. Encontramos a princípio um impulso romântico, isto é, uma mística nacional que idealiza tradições antigas, frequentemente inventando um passado mítico. A cultura fascista glorificava a ação, a virilidade, a juventude e a luta, traduzindo-as em uma imagem particular do corpo, em gestos, emblemas, e símbolos que visavam redefinir a identidade nacional. Todos esses valores exigiam uma antítese, correspondente a diferentes figuras externas: os gêneros excluídos, como gays e mulheres que não aceitavam sua posição subalterna; os excluídos sociais, como criminosos e ladrões; os excluídos políticos, como anarquistas, bolcheviques e subversivos; os excluídos raciais, como judeus e povos colonizados. Eles carregavam em suas mentes e corpos as marcas da ‘degeneração’, simbolizando a antítese da normalidade burguesa (que é física, como também estética e moral).
TRAVERSO, Enzo. As novas faces do fascismo. Populismo e a Extrema Direita. Belo Horizonte: Editora Âyiné, 2021, p. 142.
Em relação ao ingresso e às influências da ideologia fascista no Brasil, é correto afirmar:
Leia o trecho a seguir:
De um modo ou de outro, o certo é que o visitador Heitor Furtado de Mendonça aqui chegou em 1591, instaurando uma atmosfera de medo e insegurança com a leitura de monitórios, sermões, procissões e autos-de-fé. Quando não eram vigiadas e delatadas pelos temíveis familiares e comissários do Santo Ofício, a rede de medo e terror fazia com que pessoas fossem denunciadas por vizinhos, conhecidos e parentes ou tomassem elas próprias a iniciativa de se confessar. O medo, entretanto, não foi a única razão das delações. Denunciava-se também por zelo moral e por retaliações pessoais movidas por ciúme, vingança, inimizade e até cobrança de dívidas.
BELLINI, Lígia. A coisa obscura. Mulher, sodomia e Inquisição no Brasil colonial. Salvador: Editora da Universidade Federal da Bahia, 2014, p. 15.
Com relação ao texto acima e aos conhecimentos sobre o tema da Inquisição no Brasil colônia, assinale a alternativa correta.
Sobre o bandeirantismo na formação de São Paulo, o historiador John Monteiro afirma que:
Mais do que em qualquer outra instância da história do Brasil, as campanhas do Norte mostraram o lado cruelmente destrutivo da política indigenista em zonas de franca expansão econômica. Não recebendo a esperada recompensa em cativos – como ocorrera nas campanhas do sertão da Bahia –, os paulistas tiveram que medir seu êxito em outros termos. Com o fim de ressarcir-se dos prejuízos, as expedições de apresamento dos paulistas nestes sertões logo assumiram o triste caráter de massacres impiedosos.
MONTEIRO, John. Negros da Terra. Índios e bandeirantes nas origens de São Paulo. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. p.95.
Sobre o contexto da exploração indígena no século XVII, é correto afirmar que: