Questões de Vestibular
Sobre sintaxe em português
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( ) A leitura da obra leva o leitor a inferir que o título da obra bem como a peregrinação de Alice, por quarenta dias, lembram os quarenta dias em que Jesus permaneceu no deserto, onde teve uma peregrinação sofrida, mas necessária para a preparação de um encontro com Deus. Enquanto que os quarentas dias de perambulação de Alice, por Porto Alegre, foram necessários para criar uma nova aliança com ela, um reencontro consigo mesma.
( ) As expressões destacadas em “da Protásio até a Bento” (linha 18) fazem a concordância não com os substantivos próprios masculinos e sim com a ideia que eles representam; logo, em relação à concordância nominal, há concordância ideológica.
( ) No período “Acho que eu teria ido de qualquer jeito” (linha 11) se a expressão destacada for substituída por mesmo assim, a coerência e o sentido, no texto, são mantidos.
( ) A protagonista registra a história da sua perambulação em um velho caderno com a imagem da boneca Barbie estampada na capa, e é com esta imagem inanimada – que está ali sempre disposta a escutar, que não fala, não interrompe, não aconselha e, principalmente, não perturba e nem é censurável – que Alice dialoga para dividir suas aflições.
( ) A leitura da obra leva o leitor a inferir que a arte da produção escrita da personagem/narradora é um subterfúgio que ela encontra para abrandar a solidão e não sufocar com as memórias e inquietações; dar sentido ao vivido, de passar toda a angústia convivida para uma plano que a absorva.
Assinale a alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo.
A ciência consegue responder a todas as perguntas? Entre os que pensavam que não estava o filósofo Auguste Comte. Há mais de cem anos, ele deu o seguinte exemplo de pergunta sem resposta: “De que são feitas as estrelas?” E rapidamente provou-se que ele estava errado. Mesmo antes de o século XIX acabar, os astrônomos haviam descoberto uma maneira de encontrar a resposta. Quando a luz de uma estrela passa através de um prisma e se espalha num espectro, nós vemos as cores que denunciam as diferentes substâncias – oxigênio, sódio, carbono. As estrelas são feitas dos mesmos tipos de átomos que encontramos na Terra. Arthur C. Clarke disse uma vez: “Se um cientista idoso declarar que algo é impossível, quase com certeza ele estará errado”. Comte foi apenas um deles. (BROCKMAN, J. & MATSON, K. As coisas são assim, p. 302. Adaptado.)
Coloque V para verdadeiro e F para falso nas afirmativas a seguir, feitas a propósito de aspectos diversos do texto:
( ) Em “as diferentes substâncias – oxigênio, sódio, carbono”, o vocábulo “substâncias” se constitui em uma hiperonímia. ( ) Em “As estrelas são feitas dos mesmos tipos de átomos que encontramos na Terra.", o “que” tem a função sintática de objeto direto. ( ) Em “E rapidamente provou-se que ele estava errado”, o “se” é índice de indeterminação do sujeito. ( ) No verbo “pensar” (“Entre os que pensavam”), o elemento mórfico “va” é desinência modo-temporal, enquanto o “m” é desinência número-pessoal.
Assinale a alternativa que relaciona a sequência CORRETA de V e F de cima para baixo:
( ) A palavra “empírico”, na oração “busca explicar fenômenos e regularidades do universo empírico” (primeiro parágrafo), tem o significado de algo que se baseia principalmente em hipóteses. ( ) No início do segundo parágrafo, em “a evolução foi acrescentado um conjunto de conceitos e significados”, o “a” deveria ter recebido o acento indicativo de crase. ( ) Em “mas esse forte viés social impediu-nos de levar a termo a revolução de Darwin” (no segundo parágrafo), o termo “mas”, por dar ideia de oposição, deveria ter sido escrito assim: “mais”. ( ) Palavras e termos do texto, como “bagagem”, “progresso” e “criacionistas científicos”, funcionam como ironias, motivo pelo qual foram colocadas entre aspas. ( ) Uma das ideias transmitidas pelo texto é a de que a religião pode se equiparar à ciência, de vez que ambas especulam sobre assuntos fundamentais da vida.
Assinale a alternativa que relaciona a sequência CORRETA de V e F de cima para baixo:
I – O sujeito de “rega” (terceiro verso da segunda estrofe) é “o sangue das mães”. II – A palavra “ais” (quinto verso da última estrofe) é uma interjeição empregada em função de substantivo. III – As formas verbais “Vibrai” e “Fazei” (quinto e sexto versos da penúltima estrofe) são formas da segunda pessoa do singular do imperativo. IV – O sujeito de “Diz” (quarto verso da penúltima estrofe) é “o mar”.
SILVEIRA Mas esperem: onde vão? Ouçam ao menos uma história. É pequena, mas conceituosa. Um dia anunciou-se um suplício. Toda gente correu a ver o espetáculo feroz. Ninguém ficou em casa: velhos, moços, homens, mulheres, crianças, tudo invadiu a praça destinada à execução. Mas, porque viesse o perdão à última hora, o espetáculo não se deu e a forca ficou vazia. Mais ainda: o enforcado, isto é, o condenado, foi em pessoa à praça pública dizer que estava salvo e confundir com o povo as lágrimas de satisfação. Houve um rumor geral, depois um grito, mais dez, mais cem, mais mil romperam de todos os ângulos da praça, e uma chuva de pedras deu ao condenado a morte de que o salvara a real clemência. ASSIS, Machado de. Quase Ministro. In: Teatro de Machado de Assis. Org. João Roberto Faria. São Paulo: Martins Fontes, 2003, p. 26.
O período “Mas, porque viesse o perdão à última hora, o espetáculo não se deu e a forca ficou vazia” pode ser mais adequadamente parafraseado, sem prejuízo das relações de causa e consequência originais, por:
Leia o poema a seguir e responda à questão.
Plena Pausa
Lugar onde se faz Nenhuma página
o que já foi feito, jamais foi limpa.
branco da página, Mesmo a mais Saara,
soma de todos os textos, ártica, significa.
foi-se o tempo Nunca houve isso,
quando, escrevendo, uma página em branco.
era preciso No fundo, todas gritam,
uma folha isenta. pálidas de tanto.
(LEMINSKI, P. Toda poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p.185.)
I. A marca II. um canal III. a Internet IV. As avós
Assinale a alternativa correta.
Com base no texto, considere as afirmativas a seguir.
I. Em “Porque revolucionou nada menos do que seis diferentes mercados”, a palavra sublinhada é polissêmica, ou seja, pode assumir outros sentidos além do apresentado no texto.
II. Em “mudou o curso das coisas”, a palavra sublinhada tem o sentido de “andamento”.
III. Em “a maior parte das pessoas fazia parte do time dos imbecis”, o verbo pode ser flexionado também no plural.
IV. Em “elas são capazes de tolerar alguns dos seus ‘deslizes’ porque acreditam na causa”, as aspas foram empregadas para destacar um neologismo.
Assinale a alternativa correta.
TEXTO 1


MEIRELES, C.Romanceiro da Inconfidência. 3.ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989, p.182.
TEXTO 2



Disponível em http://acervo.novaescola.org.br/lingua-portuguesa/fundamentos/leitura-textoscomplexidades-diferentes-466478.shtmlTEXTO 1


MEIRELES, C.Romanceiro da Inconfidência. 3.ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989, p.182.
TEXTO 2



Disponível em http://acervo.novaescola.org.br/lingua-portuguesa/fundamentos/leitura-textoscomplexidades-diferentes-466478.shtmlOs conectivos contribuem para a progressão lógico-discursiva de um texto, articulando suas partes e estabelecendo valores semânticos entre elas.
No trecho, “Em um texto argumentativo, é importante tomar cuidado com a falácia, ou seja, argumentos falsos, ilógicos, raciocínios infundados, pois prejudicam a argumentação.”, para que suas ideias continuem coerentes, o conectivo em destaque apenas poderia ser substituído por:
Para responder a questão, leia a crônica “Anúncio de João Alves”, de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), publicada originalmente em 1954.
Figura o anúncio em um jornal que o amigo me mandou, e está assim redigido:
À procura de uma besta. – A partir de 6 de outubro do ano cadente, sumiu-me uma besta vermelho-escura com os seguintes característicos: calçada e ferrada de todos os membros locomotores, um pequeno quisto na base da orelha direita e crina dividida em duas seções em consequência de um golpe, cuja extensão pode alcançar de quatro a seis centímetros, produzido por jumento.
Essa besta, muito domiciliada nas cercanias deste comércio, é muito mansa e boa de sela, e tudo me induz ao cálculo de que foi roubada, assim que hão sido falhas todas as indagações.
Quem, pois, apreendê-la em qualquer parte e a fizer entregue aqui ou pelo menos notícia exata ministrar, será razoavelmente remunerado. Itambé do Mato Dentro, 19 de novembro de 1899. (a) João Alves Júnior.
Cinquenta e cinco anos depois, prezado João Alves Júnior, tua besta vermelho-escura, mesmo que tenha aparecido, já é pó no pó. E tu mesmo, se não estou enganado, repousas suavemente no pequeno cemitério de Itambé. Mas teu anúncio continua um modelo no gênero, se não para ser imitado, ao menos como objeto de admiração literária.
Reparo antes de tudo na limpeza de tua linguagem. Não escreveste apressada e toscamente, como seria de esperar de tua condição rural. Pressa, não a tiveste, pois o animal desapareceu a 6 de outubro, e só a 19 de novembro recorreste à Cidade de Itabira. Antes, procedeste a indagações. Falharam. Formulaste depois um raciocínio: houve roubo. Só então pegaste da pena, e traçaste um belo e nítido retrato da besta.
Não disseste que todos os seus cascos estavam ferrados; preferiste dizê-lo “de todos os seus membros locomotores”. Nem esqueceste esse pequeno quisto na orelha e essa divisão da crina em duas seções, que teu zelo naturalista e histórico atribuiu com segurança a um jumento.
Por ser “muito domiciliada nas cercanias deste comércio”, isto é, do povoado e sua feirinha semanal, inferiste que não teria fugido, mas antes foi roubada. Contudo, não o afirmas em tom peremptório: “tudo me induz a esse cálculo”. Revelas aí a prudência mineira, que não avança (ou não avançava) aquilo que não seja a evidência mesma. É cálculo, raciocínio, operação mental e desapaixonada como qualquer outra, e não denúncia formal.
Finalmente – deixando de lado outras excelências de tua prosa útil – a declaração final: quem a apreender ou pelo menos “notícia exata ministrar”, será “razoavelmente remunerado”. Não prometes recompensa tentadora; não fazes praça de generosidade ou largueza; acenas com o razoável, com a justa medida das coisas, que deve prevalecer mesmo no caso de bestas perdidas e entregues.
Já é muito tarde para sairmos à procura de tua besta, meu caro João Alves do Itambé; entretanto essa criação volta a existir, porque soubeste descrevê-la com decoro e propriedade, num dia remoto, e o jornal a guardou e alguém hoje a descobre, e muitos outros são informados da ocorrência. Se lesses os anúncios de objetos e animais perdidos, na imprensa de hoje, ficarias triste. Já não há essa precisão de termos e essa graça no dizer, nem essa moderação nem essa atitude crítica. Não há, sobretudo, esse amor à tarefa bem-feita, que se pode manifestar até mesmo num anúncio de besta sumida.
(Fala, amendoeira, 2012.)
Assim sendo, assinale a alternativa INCORRETA em relação ao uso do conectivo e o efeito semântico que esse uso provoca:
Texto para a questão







