Questões de Vestibular Sobre sintaxe em português

Foram encontradas 1.611 questões

Ano: 2025 Banca: UFRGS Órgão: UFRGS Prova: UFRGS - 2025 - UFRGS - Vestibular - 1º Dia |
Q4129379 Português
Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.

Q1_8.png (293×565)
Q1_8_.png (292×224)
Q1_8__.png (293×565)
Q1_8___.png (296×209)


Adaptado de KENEDY, E. Celulares não vão derreter o cérebro de seus filhosmas quase. Disponível em: <https://lefufrj.wordpress.com/2024/12/16/celulares-naovao-derreter-o-cerebro-de-seus-filhos-mas-quase/>.
Acesso em: 25 ago. 2025.
Assinale a alternativa em que a partícula que desempenha a função sintática de sujeito.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UFRGS Órgão: UFRGS Prova: UFRGS - 2025 - UFRGS - Vestibular - 1º Dia |
Q4129378 Português
Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.

Q1_8.png (293×565)
Q1_8_.png (292×224)
Q1_8__.png (293×565)
Q1_8___.png (296×209)


Adaptado de KENEDY, E. Celulares não vão derreter o cérebro de seus filhosmas quase. Disponível em: <https://lefufrj.wordpress.com/2024/12/16/celulares-naovao-derreter-o-cerebro-de-seus-filhos-mas-quase/>.
Acesso em: 25 ago. 2025.
Considere as afirmações abaixo, sobre alternativas de reescrita de algumas frases do texto, fazendo-se os ajustes necessários dos sinais de pontuação e uso da letra maiúscula em cada caso.

I - A oração Sempre que podíamos (l. 05) poderia ser deslocada para imediatamente depois da forma verbal jogar (l. 07).
II - O advérbio Também (l. 16) poderia ser deslocado para imediatamente antes de era (l. 17).
III- A oração é verdade (l. 88) poderia ser deslocada para imediatamente antes de Smartphones (l. 87).

Quais dessas sugestões poderiam ser efetuadas sem alterar o sentido original da frase e mantendo-se sua correção gramatical?
Alternativas
Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2025 - EINSTEIN - Vestibular - Prova I - 1º Semestre 2026 |
Q4116335 Português
Para responder à questão, leia um trecho da obra Ideias para adiar o fim do mundo, uma adaptação de duas palestras e uma entrevista realizadas com o autor Ailton Krenak.

        O fim do mundo talvez seja uma breve interrupção de um estado de prazer extasiante que a gente não quer perder. Parece que todos os artifícios que foram buscados pelos nossos ancestrais e por nós têm a ver com essa sensação. Quando se transfere isso para a mercadoria, para os objetos, para as coisas exteriores, se materializa no que a técnica desenvolveu, no aparato todo que se foi sobrepondo ao corpo da mãe Terra. Todas as histórias antigas chamam a Terra de Mãe, Pacha Mama, Gaia. Uma deusa perfeita e infindável, fluxo de graça, beleza e fartura. Veja-se a imagem grega da deusa da prosperidade, que tem uma cornucópia1 que fica o tempo todo jorrando riqueza sobre o mundo… Noutras tradições, na China e na Índia, nas Américas, em todas as culturas mais antigas, a referência é de uma provedora maternal. Não tem nada a ver com a imagem masculina ou do pai. Todas as vezes que a imagem do pai rompe nessa paisagem é sempre para depredar, detonar e dominar.

        O desconforto que a ciência moderna, as tecnologias, as movimentações que resultaram naquilo que chamamos de “revoluções de massa”, tudo isso não ficou localizado numa região, mas cindiu o planeta a ponto de, no século XX, termos situações como a Guerra Fria, em que você tinha, de um lado do muro, uma parte da humanidade, e a outra, do lado de lá, na maior tensão, pronta para puxar o gatilho para cima dos outros. Não tem fim do mundo mais iminente do que quando você tem um mundo do lado de lá do muro e um do lado de cá, ambos tentando adivinhar o que o outro está fazendo. Isso é um abismo, isso é uma queda. Então a pergunta a fazer seria: “Por que tanto medo assim de uma queda se a gente não fez nada nas outras eras senão cair?”.

        Já caímos em diferentes escalas e em diferentes lugares do mundo. Mas temos muito medo do que vai acontecer quando a gente cair. Sentimos insegurança, uma paranoia da queda porque as outras possibilidades que se abrem exigem implodir essa casa que herdamos, que confortavelmente carregamos em grande estilo, mas passamos o tempo inteiro morrendo de medo. Então, talvez o que a gente tenha de fazer é descobrir um paraquedas. Não eliminar a queda, mas inventar e fabricar milhares de paraquedas coloridos, divertidos, inclusive prazerosos. Já que aquilo de que realmente gostamos é gozar, viver no prazer aqui na Terra. Então, que a gente pare de despistar essa nossa vocação e, em vez de ficar inventando outras parábolas, que a gente se renda a essa principal e não se deixe iludir com o aparato da técnica.

(Ideias para adiar o fim do mundo, 2020.) 1   cornucópia: vaso em forma de chifre, com frutas e flores que dele extravasam profusamente, antigo símbolo da fertilidade, riqueza, abundância.
Anacoluto é a mudança de construção sintática no meio do enunciado. Um fenômeno muito comum, especialmente na linguagem falada, que ocorre quando aquele que fala abstrai-se do começo do enunciado e continua a exprimir-se como se iniciasse uma nova frase.
(Celso Cunha e Luís F. Lindley Cintra. Nova Gramática do Português Contemporâneo, 2007. Adaptado.)
Um trecho do texto em que é possível identificar a presença de anacoluto é:
Alternativas
Q4115799 Português
Leia o poema de José Carlos Capinan (1941-) para responder à questão.

o rebanho e o homem

O rebanho trafega com tranquilidade o caminho:
é sempre uma surpresa ao rebanho que ele chegue
ao campo ou ao matadouro.
Nenhuma raiva
nenhuma esperança o rebanho leva,
pouco importa que a flor sucumba aos cascos
ou ainda que sobreviva.
Nenhuma pergunta o rebanho não diz:
até na sede ele é tranquilo
até na guerra ele é mudo —
o rebanho não pronuncia,
usa a luz mas nunca explica a sua falta
usa o alimento sem nunca se perguntar.
Sobre o rebanho o sexo
que ele nunca explicava
e as fêmeas cobertas
recebem a fecundidade sem admiração.
A morte ele desconhece, e a sua vida,
no rebanho não há companheiros
há cada corpo em si sem lucidez alguma.
O rebanho não vê a cara dos homens
aceita o caminho e vai escorrendo
num andar pesado sobre os campos.

(Heloisa Buarque de Hollanda (org.). 26 poetas hoje: antologia, 2021.)
Há entre os vocábulos “morte” e “vida” (18° verso) uma relação lógica semelhante à relação existente entre:
Alternativas
Q4115795 Português
Leia o trecho do romance O cortiço, de Aluísio Azevedo (1857-1913), para responder à questão.

        Passaram-se semanas. Jerônimo tomava agora, todas as manhãs, uma xícara de café bem grosso, à moda da Ritinha, e tragava dois dedos de parati1 “pra cortar a friagem”.

        Uma transformação, lenta e profunda, operava-se nele, dia a dia, hora a hora, reviscerando-lhe o corpo e alando-lhe os sentidos, num trabalho misterioso e surdo de crisálida. A sua energia afrouxava lentamente: fazia-se contemplativo e amoroso. A vida americana e a natureza do Brasil patenteavam-lhe agora aspectos imprevistos e sedutores que o comoviam; esquecia-se dos seus primitivos sonhos de ambição; para idealizar felicidades novas, picantes e violentas; tornava- -se liberal, imprevidente e franco, mais amigo de gastar que de guardar; adquiria desejos, tomava gosto aos prazeres, e volvia-se preguiçoso resignando-se, vencido, às imposições do sol e do calor, muralha de fogo com que o espírito eternamente revoltado do último tamoio entrincheirou a pátria contra os conquistadores aventureiros. [...]

        E o curioso é que quanto mais ia ele caindo nos usos e costumes brasileiros, tanto mais os seus sentidos se apuravam, posto que em detrimento das suas forças físicas. Tinha agora o ouvido menos grosseiro para a música, compreendia até as intenções poéticas dos sertanejos, quando cantam à viola os seus amores infelizes; seus olhos, dantes só voltados para a esperança de tornar à terra, agora, como os olhos de um marujo, que se habituaram aos largos horizontes de céu e mar, já se não revoltavam com a turbulenta luz, selvagem e alegre, do Brasil, e abriam-se amplamente defronte dos maravilhosos despenhadeiros ilimitados e das cordilheiras sem fim, donde, de espaço a espaço, surge um monarca gigante, que o sol veste de ouro e ricas pedrarias refulgentes e as nuvens tocam de alvos turbantes de cambraia2 , num luxo oriental de arábicos príncipes voluptuosos.

(O cortiço, 2011.)

1parati: cachaça.
2cambraia: tecido fino, branco, de algodão.
Em “quanto mais ia ele caindo nos usos e costumes brasileiros, tanto mais os seus sentidos se apuravam” (3° parágrafo), há duas orações associadas de maneira que
Alternativas
Q4115791 Português
Examine a tirinha do cartunista André Dahmer, publicada na rede social X, em 18.03.2025, para responder à questão.

texto.jpg (204×408)
Transposta para o discurso indireto, a fala do primeiro quadrinho assume a forma:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: UNIFIPA Prova: VUNESP - 2025 - UNIFIPA - Vestibular Medicina - Conhecimentos Gerais |
Q3966802 Português
Para responder à questão, leia o soneto do poeta português Manuel Maria Barbosa du Bocage.


Q68_73.png (281×332)

(Manuel Maria Barbosa du Bocage. Poemas escolhidos, 1974.)


1esmaltar: colorir.

2sensabor: insípido, desinteressante.

3númen: ser divino.
No contexto em que se insere, o termo “Nem” (3ª estrofe) expressa ideia de
Alternativas
Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: UNIFIPA Prova: VUNESP - 2025 - UNIFIPA - Vestibular Medicina - Conhecimentos Gerais |
Q3966800 Português
Para responder à questão, leia o soneto do poeta português Manuel Maria Barbosa du Bocage.


Q68_73.png (281×332)

(Manuel Maria Barbosa du Bocage. Poemas escolhidos, 1974.)


1esmaltar: colorir.

2sensabor: insípido, desinteressante.

3númen: ser divino.
Por razões estilísticas, o poeta recorre a várias inversões sintáticas. Está reescrito em ordem direta o seguinte verso do soneto:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: ECONRIO Órgão: FACMAR Prova: ECONRIO - 2025 - FACMAR - Vestibular Medicina - Primeiro Semestre 2026 |
Q3902314 Português

TEXTO 1



A TECNOLOGIA ESTÁ MOLDANDO SUA SAÚDE – E VOCÊ TALVEZ NEM TENHA PERCEBIDO






NAVAS, Daniel. A tecnologia está moldando sua saúde – e você talvez nem tenha percebido. InfoMoney25. 12 nov. 2025. Disponível em: https://www.infomoney.com.br/saude/tecnologia-hiperconectividade-digital-saude/. Acesso em: 13 nov. 2025. (Adaptado).



TEXTO 2


SUA MEMÓRIA ESTÁ PIOR? NÃO, ELA SÓ DESISTIU DE COMPETIR COM O CELULAR






DOLCI, Renato. Sua memória está pior? Não, ela só desistiu de competir com o celular. InfoMoney25. 26 out. 2025. Disponível em: https://www.infomoney.com.br/ colunistas/renato-dolci/sua-memoria-esta-pior-nao-ela-so-desistiu-de-competir-com-o-celular/. Acesso em: 13 nov. 2025. (Adaptado).

Na passagem “Ou seja: não é falta de capacidade, é foco sequestrado.” (l. 8-9, texto 2), a expressão “ou seja” tem a função discursivo-pragmática de:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FCM Órgão: UNIFEI Prova: FCM - 2025 - UNIFEI - Vestibular |
Q3882367 Português

A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO A SEGUIR.


Não existem finais felizes: a felicidade é uma ilusão que não desejamos

Julián Fuks


Convidaram-me a falar sobre a mentira dos finais felizes. Tarefa fácil: são mesmo mentirosos os finais felizes. Basta lançar ao mundo algum olhar clínico. Nossa cultura já aprendeu que nem tudo se dissolve em harmonia, que jamais se cria uma paz absoluta, carente de todo trauma passado e todo conflito futuro. Onde se vê felicidade pura pode ser que algo não se veja, que os olhos estejam turvos.


A fórmula clássica que encerra as histórias infantis, "e viveram felizes para sempre", é a expressão de um desinteresse total pelo que seria essa existência feliz. Nela se realiza, é fácil sentir, uma associação entre felicidade e morte. No fundo o que a fórmula diz, em tom apaziguador, equivale a um "não viveram mais nada até que morreram". Mas me convidaram a falar sobre isso em Medelín, em espanhol, e nessa língua o final clássico tem outra nuance: "vivieron felices y comieron perdices". Nesse pequeno detalhe acrescido, o fato de terem comido perdizes, cabe ao menos um pouco de vida. Nessa outra fórmula o que se diz é que "viveram uma série de outras coisas que já não nos interessam", e só depois disso se chega ao fim.


Seja como for, do tempo dos clássicos até o tempo presente, deu-se uma revolução em nosso interesse. Já há alguns séculos, desde o surgimento do romance moderno, nossa curiosidade tem recaído exatamente sobre essa vida comum que se inicia ao fim de qualquer aventura, sobre o cotidiano tenso que antes tomávamos por feliz. Interessa a aflição que subjaz à rotina, interessa a angústia sutil que se gesta em silêncio ao longo dos anos. O que procuramos nas histórias que narramos a nós mesmos, agora, é a desilusão da vida que trai os anseios juvenis, é o indiscreto caos do convívio familiar, é o medo da morte depois de tanta monotonia, tudo isso quem sabe redimido em alguma medida por um final mais ameno.


"Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua maneira." Nessa frase magistral de Tolstói que abre Anna Karenina se manifesta com clareza nossa vontade insuperável de observar com atenção de que é feita a infelicidade. Mas acho que ela merece um reparo, se formos honestos, e se o leitor me permite tamanha insolência. Também as famílias felizes são felizes cada uma à sua maneira. Não porque haja tanta nuance na paz e na existência tranquila, mas porque aquilo que chamamos felicidade também é feito da infelicidade em sua infinita riqueza, porque uma vida feliz também é atravessada continuamente por tristezas, sobressaltos, sustos, desalentos, desilusões, pesadelos.


De modo que não existe e jamais existiu uma felicidade pura, até porque não existe nenhum tipo real de pureza — mesmo em ciência a pureza é sempre um estado hipotético. Uma felicidade absoluta não chega nem mesmo a ser um ideal que nutrimos, porque a ele associamos algum torpor, uma indolência, uma saciedade que conduz à paralisia, a ausência de um novo desejo que nos vitalize. A partir disso já poderíamos concluir pela impossibilidade de todo "final feliz", já que essa última palavra seria inatingível. Mas a primeira também é uma falácia, e sobre isso talvez valha acrescentar ainda algum raciocínio.


Penso na leitura de livros infantis que tenho feito ao lado das minhas filhas, esse um dos momentos mais puramente felizes da minha vida cotidiana, como já confessei uma vez aqui. Penso nos bordões que Tulipa criou para emendar ao final de cada livro, numa fórmula própria que em alguma medida os ordena. São duas variações: "Mas essa já é outra história", ou então "E vai começar tudo outra vez". Acho cômico e preciso seu sistema de classificação. Vejo nele uma proposta de distinção entre as histórias cíclicas, cujo fim remonta ao princípio, e aquelas que avançam numa espécie de deriva, e vão convocando outros sinuosos acontecimentos que já não cabem nas páginas que lemos.


E então me pergunto se não será assim a vida, feita de retornos e derivas, num movimento perpétuo. Se não se encadeiam assim tanto os momentos felizes quanto os infelizes, ou os momentos a um só tempo felizes e infelizes, sempre sucedidos por outros tão complexos e indefiníveis quanto eles, em nossa própria existência ou na existência daqueles que ficam quando partimos. Não existem finais felizes, eles são uma mentira, pelo simples fato de que não existem finais, de que os finais são sempre uma ilusão momentânea, e nada jamais termina. Bom, nada talvez seja muito: ao menos um texto, sim, é capaz de alcançar o seu fortuito fim. 


Disponível em: https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/julian-fuks/2025/08/23/nao-existem-finais-felizes-a-felicidade-e-uma-ilusao-que-nao-desejamos.htm. Acesso em: 10 set. 2025.

“Nossa cultura já aprendeu que nem tudo se dissolve em harmonia"


É correto afirmar que, em relação à oração principal, a oração em destaque exerce função sintática de oração subordinada substantiva

Alternativas
Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2025 - UNESP - Vestibulinho Unificado 2026 |
Q3858372 Português

Leia a tira para responder à questão.


Em conformidade com o sentido da história e com a norma-padrão, as lacunas do 1⁠º quadro devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2025 - UNESP - Vestibulinho Unificado 2026 |
Q3858368 Português

Leia o texto para responder à questão.


Nascer


Era manhã nova, quando ele telefonou:

— Aída Isabel acabou de nascer! No entressono, que sabia eu de Aída Isabel, como podia avaliar o ato de responsabilidade que ela cometera?

— Quem?

— Aída Isabel.

Agora mesmo!

— E é forte, bonita?

— Não sei não senhor. Ainda não pude ver.

Estranhei que a um pai fosse defeso* espiar sua filha. Explicou-me que o regulamento era dureza, mas ele daria um jeito. E de fato, mais tarde, comunicou-me que conhecera afinal Aída Isabel.

— Como é que você entrou?

— Por baixo. A dona da portaria estava de costas, lendo jornal, eu me agachei e passei juntinho dela, debaixo do balcão.

Sorria ao contá-lo, pois gosta dessas experiências marotas, e se pudesse ir ver a filha ao jeito comum, perderia o sabor.

— Era para ela chegar na semana passada, internei Lucinha no Hospital dos Servidores, à noite a criança cismou de atrasar, as dores pararam. Então o médico disse que carecia desocupar o leito, o funcionalismo está assim de menino fazendo fila para nascer. Voltamos para Olaria, desapontados. Na noite seguinte, acordamos com um estrondo, lá longe; os vidros da casa retiniram. Eu disse comigo: é agora. A explosão de Deodoro ajudou. Pedi a Lucinha que aguentasse firme até o dia clarear. Voltamos ao hospital, não havia vaga, mas eles foram camaradas, mandaram a gente para uma casa de saúde em Botafogo, negócio alinhado, valeu a pena. Só que não recebe visita. Pessoa da família nem nada.

 

(Carlos Drummond de Andrade. 70 historinhas. 2016)

Na passagem do último parágrafo “... internei Lucinha no Hospital dos Servidores, à noite a criança cismou de atrasar, as dores pararam.” as orações apresentam predicado
Alternativas
Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2025 - UNESP - Vestibulinho Unificado 2026 |
Q3858365 Português
Se vai passear em uma praia, ________ óculos, o protetor solar e o chapéu são imprescindíveis. Mas não só eles. ________ também são indispensáveis. O tecido usado na cobertura deste acessório, muitas vezes desprezado pelos turistas, ajuda a combater a radiação ultravioleta. Supermercados e grandes lojas de decoração ________ mais variedade deles.
(https://www.estadao.com.br/sao-paulo. Adaptado)
Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2025 - UNESP - Vestibulinho Unificado 2026 |
Q3858364 Português

Leia o texto para responder à questão.

 

A biodiversidade na Amazônia


Os 5.015.067,749 quilômetros quadrados da Amazônia brasileira abrigam uma enorme biodiversidade. Cientistas já classificaram cerca de 40.000 espécies vegetais, 3.000 peixes, 1.000 aves, 450 mamíferos, 400 anfíbios, 400 répteis e quase 130.000 invertebrados, e estima-se que ainda há várias espécies desconhecidas.

Todos os seres vivos fazem parte de uma cadeia e desempenham uma função. Diferentes animais são essenciais para a polinização e contribuem para a dispersão de sementes, por exemplo, favorecendo a regeneração em outras áreas e o plantio natural de florestas. As plantas podem abrigar outras espécies e servir de alimento para animais herbívoros, que por sua vez também podem ser alimentos para tantos outros. Em um sistema com grande biodiversidade, ou seja, com tamanha diversidade de espécies, como na Amazônia, essas relações são muito ricas e complexas.

Alterar um sistema natural pode trazer desequilíbrio à densidade populacional das espécies e acarretar tanto o aparecimento de pragas, dada a remoção de espécies predadoras, quanto conflitos entre fauna e humanos, devido à escassez de presas.

As pragas podem invadir lavouras, infestar áreas urbanas e transmitir doenças para nós, humanos. A escassez de presas pode levar grandes espécies predadoras a buscar alimentos entre as criações nas fazendas, por exemplo.

Além disso, a biodiversidade nos oferece recursos, tais como medicamentos, que podem ser desenvolvidos tanto a partir de venenos de animais quanto a partir de plantas. Perder biodiversidade é, portanto, perder uma riqueza que ainda nem conhecemos completamente.

 

(Ulisses Galatti e Tainá Oliveira Assis.

https://amazonia.exame.com/biodiversidades. Adaptado)

Releia a passagem do parágrafo final do texto: “... a biodiversidade nos oferece recursos [...] que podem ser desenvolvidos tanto a partir de venenos de animais quanto a partir de plantas.”
Sem prejuízo ao sentido original do texto, a passagem pode ser reescrita da seguinte forma:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2025 - UNESP - Vestibulinho Unificado 2026 |
Q3858363 Português

Leia o texto para responder à questão.

 

A biodiversidade na Amazônia


Os 5.015.067,749 quilômetros quadrados da Amazônia brasileira abrigam uma enorme biodiversidade. Cientistas já classificaram cerca de 40.000 espécies vegetais, 3.000 peixes, 1.000 aves, 450 mamíferos, 400 anfíbios, 400 répteis e quase 130.000 invertebrados, e estima-se que ainda há várias espécies desconhecidas.

Todos os seres vivos fazem parte de uma cadeia e desempenham uma função. Diferentes animais são essenciais para a polinização e contribuem para a dispersão de sementes, por exemplo, favorecendo a regeneração em outras áreas e o plantio natural de florestas. As plantas podem abrigar outras espécies e servir de alimento para animais herbívoros, que por sua vez também podem ser alimentos para tantos outros. Em um sistema com grande biodiversidade, ou seja, com tamanha diversidade de espécies, como na Amazônia, essas relações são muito ricas e complexas.

Alterar um sistema natural pode trazer desequilíbrio à densidade populacional das espécies e acarretar tanto o aparecimento de pragas, dada a remoção de espécies predadoras, quanto conflitos entre fauna e humanos, devido à escassez de presas.

As pragas podem invadir lavouras, infestar áreas urbanas e transmitir doenças para nós, humanos. A escassez de presas pode levar grandes espécies predadoras a buscar alimentos entre as criações nas fazendas, por exemplo.

Além disso, a biodiversidade nos oferece recursos, tais como medicamentos, que podem ser desenvolvidos tanto a partir de venenos de animais quanto a partir de plantas. Perder biodiversidade é, portanto, perder uma riqueza que ainda nem conhecemos completamente.

 

(Ulisses Galatti e Tainá Oliveira Assis.

https://amazonia.exame.com/biodiversidades. Adaptado)

A alternativa que atende à norma-padrão de concordância é: 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2025 - UNESP - Vestibulinho Unificado 2026 |
Q3858362 Português

Leia o texto para responder à questão.

 

A biodiversidade na Amazônia


Os 5.015.067,749 quilômetros quadrados da Amazônia brasileira abrigam uma enorme biodiversidade. Cientistas já classificaram cerca de 40.000 espécies vegetais, 3.000 peixes, 1.000 aves, 450 mamíferos, 400 anfíbios, 400 répteis e quase 130.000 invertebrados, e estima-se que ainda há várias espécies desconhecidas.

Todos os seres vivos fazem parte de uma cadeia e desempenham uma função. Diferentes animais são essenciais para a polinização e contribuem para a dispersão de sementes, por exemplo, favorecendo a regeneração em outras áreas e o plantio natural de florestas. As plantas podem abrigar outras espécies e servir de alimento para animais herbívoros, que por sua vez também podem ser alimentos para tantos outros. Em um sistema com grande biodiversidade, ou seja, com tamanha diversidade de espécies, como na Amazônia, essas relações são muito ricas e complexas.

Alterar um sistema natural pode trazer desequilíbrio à densidade populacional das espécies e acarretar tanto o aparecimento de pragas, dada a remoção de espécies predadoras, quanto conflitos entre fauna e humanos, devido à escassez de presas.

As pragas podem invadir lavouras, infestar áreas urbanas e transmitir doenças para nós, humanos. A escassez de presas pode levar grandes espécies predadoras a buscar alimentos entre as criações nas fazendas, por exemplo.

Além disso, a biodiversidade nos oferece recursos, tais como medicamentos, que podem ser desenvolvidos tanto a partir de venenos de animais quanto a partir de plantas. Perder biodiversidade é, portanto, perder uma riqueza que ainda nem conhecemos completamente.

 

(Ulisses Galatti e Tainá Oliveira Assis.

https://amazonia.exame.com/biodiversidades. Adaptado)

Os verbos impessoais são aqueles que não apresentam sujeito, como é o caso do verbo destacado em:
Alternativas
Q3857463 Português
Para responder à questão, leia um trecho do romance ilustrado As aventuras de Nhô Quim: ou impressões de uma viagem à Corte, de Angelo Agostini (1843-1910) e Cândido Aragonez de Faria (1849-1911), publicado original mente entre 30 de janeiro de 1869 e 12 de outubro de 1872. O Dia do Quadrinho Nacional é celebrado em 30 de janeiro em razão justamente da data de publicação do primeiro capítulo desse romance ilustrado.


Nhô1 Quim, jovem de vinte anos, filho único de gente rica porém honrada, namorara-se de sinhá Rosa, moça virtuosa, mas que... de louça nem um pires. O velho Quim, tendo só em vista a felicidade do pequeno, entende que mulher sem dinheiro é asneira; e por isso em lugar de mandar o filho plantar batatas, (o que seria muito proveitoso na roça), resolve-o a dar um passeio à Corte para distraí-lo.






(Angelo Agostini e Cândido Aragonez de Faria. As aventuras do Nhô Quim: ou impressões de uma viagem à Corte, 2024. Adaptado.)


1nhô: tratamento reverente dispensado originalmente aos brancos, especialmente aos patrões ou proprietários, pelos escravizados.

2ruço: pelo castanho-claro.

3selim: sela para montaria.

4ratão: indivíduo excêntrico, extravagante.

5caiporismo: estado, condição ou qualidade de quem é caipora, infeliz ou azarado em tudo ou quase tudo que faz ou que lhe sucede.

Encostando-se à vidraça do Grande Mágico, Nhô Quim sentiu uma coisa!...”

Em relação à oração que a sucede, a oração sublinhada expressa ideia de
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: FEMPAR Prova: FGV - 2025 - FEMPAR - Vestibular - Medicina |
Q3840966 Português
Texto III


Livros a Mancheias


Em muito boa hora importantes jornais brasileiros, a exemplo do que já fazem publicações no estrangeiro, começaram a oferecer, a título de brinde, obras do maior interesse cultural e artístico. Saem, assim, semanalmente, cadernos de dicionários, de enciclopédias, de atlas, com o propósito de enriquecer o conhecimento de seus leitores e melhorar a biblioteca familiar, hoje praticamente inexistente na maioria dos lares. Estamos, com pesar, distantes daqueles tempos em que uma nutrida biblioteca dentro de casa aumentava as informações oferecidas na escola ou servia de lazer em horas de leitura nos grandes representantes da literatura nacional e estrangeira.


BECHARA, Evanildo. Na Ponta da Língua, Editora Lucerna, RJ 20011
Nas opções a seguir, há dois termos unidos pela conjunção aditiva e; assinale a alternativa em que o segundo termo está englobado no primeiro.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: FEMPAR Prova: FGV - 2025 - FEMPAR - Vestibular - Medicina |
Q3840964 Português
Texto III


Livros a Mancheias


Em muito boa hora importantes jornais brasileiros, a exemplo do que já fazem publicações no estrangeiro, começaram a oferecer, a título de brinde, obras do maior interesse cultural e artístico. Saem, assim, semanalmente, cadernos de dicionários, de enciclopédias, de atlas, com o propósito de enriquecer o conhecimento de seus leitores e melhorar a biblioteca familiar, hoje praticamente inexistente na maioria dos lares. Estamos, com pesar, distantes daqueles tempos em que uma nutrida biblioteca dentro de casa aumentava as informações oferecidas na escola ou servia de lazer em horas de leitura nos grandes representantes da literatura nacional e estrangeira.


BECHARA, Evanildo. Na Ponta da Língua, Editora Lucerna, RJ 20011
Assinale a frase em que a preposição de sublinhada é uma exigência de um termo anterior.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: FEMPAR Prova: FGV - 2025 - FEMPAR - Vestibular - Medicina |
Q3840958 Português
Texto I


Os erros continuam...


Já mais de uma vez, temos procurado apontar erros da imprensa, em textos da redação e de colaboradores, na esperança de vê-los desaparecer. Repetem-se com uma monotonia desanimadora. Já não falo da chamada crase, entregue aos cuidados de colegas. Quase ninguém mais sabe acentuar o a, se com acento agudo ou grave, ou mesmo sem nenhum acento. Nem querem saber, ao que parece. Saliente-se que os principais órgãos da imprensa têm editado uma espécie de manual de redação para o público interno, mas os resultados não têm correspondido à expectativa. Demais, é preciso contar com a contribuição dos colaboradores... Vou, pois, continuar malhando em ferro frio e a trazer mais algumas incorreções postas em letra de forma.


ELIA, Sílvio. 50 textos errados e corrigidos, Rio de Janeiro: Gráfica Olímpica.

No corpo do Texto I, o autor comenta a frequência de erros gramaticais na imprensa em geral; assinale a opção que apresenta a frase que não mostra um erro gramatical. 
Alternativas
Respostas
21: D
22: C
23: B
24: B
25: D
26: E
27: B
28: A
29: C
30: B
31: D
32: C
33: D
34: B
35: C
36: B
37: D
38: A
39: B
40: E