Questões de Vestibular Sobre português

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Ano: 2011 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE - 2011 - UNB - Vestibular - Prova 1 |
Q237538 Português

Tendo como referências iniciais o texto e as figuras acima, julgue os itens de 1 a 6.


No Brasil dos anos 20, os organizadores da Semana de Arte Moderna expressaram evidente paradoxo: ao mesmo tempo em que defendiam a arte livre das amarras de um passado cultural dissociado do Brasil real, apoiavam o regime político vigente, por considerá-lo democrático e socialmente justo.
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Ano: 2011 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE - 2011 - UNB - Vestibular - Prova 1 |
Q237537 Português

Tendo como referências iniciais o texto e as figuras acima, julgue os itens de 1 a 6.


Como consequência da construção de Brasília e da interiorização do desenvolvimento do país, as décadas de 60 e 70 do século passado foram marcadas pela valorização da cultura brasileira, como se verifica, sobretudo, no Cinema Novo, no teatro popular, nas artes visuais, na arquitetura, na música e na literatura de cordel.
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Ano: 2011 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE - 2011 - UNB - Vestibular - Prova 1 |
Q237536 Português

Tendo como referências iniciais o texto e as figuras acima, julgue os itens de 1 a 6.


A arte de contar histórias é uma das formas mais antigas de transmissão de conhecimento. Nas histórias, estão presentes crenças, fantasias, bem como aspectos éticos, estéticos e morais de uma cultura. O contador de histórias pode desenvolver, para cada performance, formas singulares de narrativa, utilizando objetos, músicas, sons e movimentos, de modo que suas ações se organizem cenicamente.
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Ano: 2011 Banca: UDESC Órgão: UDESC Prova: UDESC - 2011 - UDESC - Vestibular - Prova 2 |
Q231156 Português
O mulato Praxedes se encheu daquela safadeza toda e resolveu se levantar e, de mão na cintura, soltou seu verbo: – Sabe o que mais seu dotô? Eu vou mais é m’imbora. Deixa esse diabo morrê de uma vez. Então eu, um trabalhadô às direita, pai de família, cambriuzano de nascimento e de coração, fico dês das 6 damanhã im jejum pra sarvá uma merda dessas e ela ainda me chama de sifilítico? Sifilítico [...]. Me descurpe da má palavra, eu que não entendo nada de alemão, sou capaz de jurar que foi isso aí que o senhor disse dejahoje pra ela. Eu lhe peço, seu dotô, deixa esse diabo morrê de uma veiz. Ela não tá xingando só a mim não. Ela tá xingando é a minha raça inteira. É o brasileiro. E xingou a minha raça, xinga a minha mãe! Quinta coluna dos infernos! Ela que vá pros quinto. O Dr. Büchmann, vermelho como um pimentão, os dentes cerrados, a boca aberta, agarrou o mulato, deu um safanão, jogou-o na cama e disse com todas as suas forças e todos os seus erres: “Fai a merrrdaaa!” E isso com os dentes serrilhando. O Praxedes, de mulato que era, passou a meio desbotado e eu cheguei a pensar que o camarada fosse desmaiar. LAUS, Lausimar. O guarda-roupa alemão. Rio de Janeiro, Pallas S.A., 1975, p. 153.
Em relação ao Texto 4, leia e analise as proposições que seguem.
I. Se a expressão “E isso com os dentes serrilhando" (linha 13) for substituída por E isso entre dentes, mantém-se o sentido original da oração.
II. As expressões “m'imbora" (linha 3), “cambriuzano" (linha 4), “damanhã" (linha 5), “im jejum" (linha 5) e “descurpe" (linha 6) são vocábulos que caracterizam somente o linguajar africano – a fala dos escravos.
III. Da expressão “e disse com todas as suas forças e todos os seus erres" (linhas 12 e 13) infere- se que a autora quis ressaltar o sotaque alemão do Dr. Büchmann.
IV. A oração destacada no período “eu cheguei a pensar que o camarada fosse desmaiar" (linha 14) sintaticamente é classificada como uma oração subordinada substantiva subjetiva.
V. O sentido do verbo passar (linha 14) é equivalente a tornar-se, portanto pode ser classificado como verbo de ligação, na oração.

Assinale a alternativa correta.
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Ano: 2011 Banca: UDESC Órgão: UDESC Prova: UDESC - 2011 - UDESC - Vestibular - Prova 2 |
Q231155 Português
O mulato Praxedes se encheu daquela safadeza toda e resolveu se levantar e, de mão na cintura, soltou seu verbo: – Sabe o que mais seu dotô? Eu vou mais é m’imbora. Deixa esse diabo morrê de uma vez. Então eu, um trabalhadô às direita, pai de família, cambriuzano de nascimento e de coração, fico dês das 6 damanhã im jejum pra sarvá uma merda dessas e ela ainda me chama de sifilítico? Sifilítico [...]. Me descurpe da má palavra, eu que não entendo nada de alemão, sou capaz de jurar que foi isso aí que o senhor disse dejahoje pra ela. Eu lhe peço, seu dotô, deixa esse diabo morrê de uma veiz. Ela não tá xingando só a mim não. Ela tá xingando é a minha raça inteira. É o brasileiro. E xingou a minha raça, xinga a minha mãe! Quinta coluna dos infernos! Ela que vá pros quinto. O Dr. Büchmann, vermelho como um pimentão, os dentes cerrados, a boca aberta, agarrou o mulato, deu um safanão, jogou-o na cama e disse com todas as suas forças e todos os seus erres: “Fai a merrrdaaa!” E isso com os dentes serrilhando. O Praxedes, de mulato que era, passou a meio desbotado e eu cheguei a pensar que o camarada fosse desmaiar. LAUS, Lausimar. O guarda-roupa alemão. Rio de Janeiro, Pallas S.A., 1975, p. 153.
Considerando o Texto 4, a obra O guarda-roupa alemão e as variações linguísticas, assinale a alternativa incorreta.
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Ano: 2011 Banca: UDESC Órgão: UDESC Prova: UDESC - 2011 - UDESC - Vestibular - Prova 2 |
Q231154 Português
                                                      O espelho

[...]
Sendo talvez meu medo a revivescência de impressões atávicas? O espelho inspirava receio supersticioso aos primitivos, aqueles povos com a idéia de que o reflexo de uma pessoa fosse a alma. Via de regra, sabe-o o senhor, é a superstição fecundo ponto de partida para a pesquisa. A alma do espelho – anote-a – esplêndida metáfora. Outros, aliás, identificavam a alma com a sombra do corpo; e não lhe terá escapado a polarização: luz – treva. Não se costumava tapar os espelhos, ou voltá-los contra a parede, quando morria alguém da casa? Se, além de os utilizarem nos manejos de magia, imitativa ou simpática, videntes serviam-se deles, como da bola de cristal, vislumbrando em seu campo esboços de futuros fatos, não será porque, através dos espelhos, parece que o tempo muda de direção e de velocidade? Alongo-me, porém. Contava-lhe... [...] ROSA, Guimarães. Primeiras estórias. 50ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001, p. 122. 
Analise as proposições em relação à obra O guarda-roupa alemão, de Lausimar Laus, e assinale (V) para (verdadeira) ou F para (falsa).
( ) Para Ethel, seus genros e noras deveriam ser todos alemães, ela não admitia o casamento de seus(suas) filhos(as) com brasileiros(as).
( ) O romance apresenta um enredo constituído basicamente pelas lembranças de Homig, um solteirão, último da linhagem dos Ziegel; diante de “Kleid", Homig relembra a vida de seus antepassados.
( ) A obra é constituída por vários contos regionalistas permeados por uma única temática – a colonização alemã no sul de Santa Catarina.
( ) O romance evidencia um universo de personagens femininas, razão por que as mulheres são consideradas personagens planas na obra.
( ) Hilda, personagem da obra, era uma mulher que fugia aos padrões da época: era ousada, rebelde, montava cavalos, usava cabelos soltos. A leitura da obra leva o leitor a inferir que ela era assim por não ter sido batizada.

Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
Alternativas
Ano: 2011 Banca: UDESC Órgão: UDESC Prova: UDESC - 2011 - UDESC - Vestibular - Prova 2 |
Q231153 Português
                                                      O espelho

[...]
Sendo talvez meu medo a revivescência de impressões atávicas? O espelho inspirava receio supersticioso aos primitivos, aqueles povos com a idéia de que o reflexo de uma pessoa fosse a alma. Via de regra, sabe-o o senhor, é a superstição fecundo ponto de partida para a pesquisa. A alma do espelho – anote-a – esplêndida metáfora. Outros, aliás, identificavam a alma com a sombra do corpo; e não lhe terá escapado a polarização: luz – treva. Não se costumava tapar os espelhos, ou voltá-los contra a parede, quando morria alguém da casa? Se, além de os utilizarem nos manejos de magia, imitativa ou simpática, videntes serviam-se deles, como da bola de cristal, vislumbrando em seu campo esboços de futuros fatos, não será porque, através dos espelhos, parece que o tempo muda de direção e de velocidade? Alongo-me, porém. Contava-lhe... [...] ROSA, Guimarães. Primeiras estórias. 50ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001, p. 122. 
Assinale a alternativa incorreta, levando em consideração o Texto 3.
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Ano: 2011 Banca: UDESC Órgão: UDESC Prova: UDESC - 2011 - UDESC - Vestibular - Prova 2 |
Q231152 Português
                                                      O espelho

[...]
Sendo talvez meu medo a revivescência de impressões atávicas? O espelho inspirava receio supersticioso aos primitivos, aqueles povos com a idéia de que o reflexo de uma pessoa fosse a alma. Via de regra, sabe-o o senhor, é a superstição fecundo ponto de partida para a pesquisa. A alma do espelho – anote-a – esplêndida metáfora. Outros, aliás, identificavam a alma com a sombra do corpo; e não lhe terá escapado a polarização: luz – treva. Não se costumava tapar os espelhos, ou voltá-los contra a parede, quando morria alguém da casa? Se, além de os utilizarem nos manejos de magia, imitativa ou simpática, videntes serviam-se deles, como da bola de cristal, vislumbrando em seu campo esboços de futuros fatos, não será porque, através dos espelhos, parece que o tempo muda de direção e de velocidade? Alongo-me, porém. Contava-lhe... [...] ROSA, Guimarães. Primeiras estórias. 50ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001, p. 122. 
Com relação à leitura do Texto 3 e do conto O espelho, de Guimarães Rosa, assinale a alternativa incorreta.
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Ano: 2011 Banca: UDESC Órgão: UDESC Prova: UDESC - 2011 - UDESC - Vestibular - Prova 2 |
Q231149 Português
Por meio das falas e rubricas apresentadas na peça O pagador de promessas, Dias Gomes procurou evidenciar alguns problemas socioculturais da vida brasileira.
Analise o diálogo abaixo e escolha os operadores que o completam de acordo com as recomendações da língua escrita.  Sacristão: Também ________ a senhora vem logo na missa das seis? ________ não vem mais tarde? Beata: ________quero. ________ não é da sua conta. (Aponta para a cruz.) ________ é isso? Sacristão: Isso o ________ ? [...] Sacristão: (Apura a vista.) Ah, sim... agora percebo... É uma cruz de madeira... e parece . ________ há um homem dormindo junto dela. Beata: Vista prodigiosa a sua! Claro .............. é uma cruz de madeira e que há um homem junto dela . O ________ eu quero saber é a razão disso. Sacristão: Não sei. Como quer que eu saiba? ________ a senhora não pergunta a ele? GOMES, Dias. O pagador de promessas. 50ª ed. Rio de Janeiro: Bertranda Brasil, 2009, p. 52-53. 

Assinale a alternativa que completa corretamente os espaços, de cima para baixo.
Alternativas
Ano: 2011 Banca: UDESC Órgão: UDESC Prova: UDESC - 2011 - UDESC - Vestibular - Prova 2 |
Q231148 Português
A peça O pagador de promessas, de Dias Gomes, é permeada de personagens que refletem diferentes atitudes. As proposições abaixo estabelecem uma relação entre personagens e atitudes.
I. Zé-do-Burro e a fé; Padre Olavo e o autoritarismo;
II. Bonitão e o amor; Rosa e a infidelidade;
III. Repórter e a vaidade; Marli e a inocência;
IV. Galego e a ambição; Mestre Coca e o sentimento de coletividade.

Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Ano: 2011 Banca: UDESC Órgão: UDESC Prova: UDESC - 2011 - UDESC - Vestibular - Prova 2 |
Q231146 Português
Os termos empregados na fala do personagem Fabiano, abaixo, foram reutilizados em novas frases.

– Como é, camarada? Vamos jogar um trinta-e-um lá dentro? Fabiano atentou na farda com respeito e gaguejou, procurando as palavras de seu Tomás da bolandeira: – Isto é. Vamos e não vamos. Quer dizer. Enfim, contanto, etc. É conforme. RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. 82ª ed. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2001, p. 27

Relacione as colunas abaixo, estabelecendo uma relação de sentido entre os termos destacados e a ideia que eles concernem às frases em que estão inseridos.
(1) Fabiano atentou para a roupa, isto é, para a farda do homem. 
(2) Conversaram e, enfim, decidiram jogar um trinta-e-um. 
(3) Ele jogaria trinta-e-um com o soldado, contanto que este o respeitasse.
(4) Ele agiu conforme o costume daquela região: respeitar a farda.  

( ) expressa a conclusão 
( ) indica a retificação 
( ) exprime a condição  
( ) estabelece a forma, o modelo  

A alternativa correta, de cima para baixo é:
Alternativas
Ano: 2011 Banca: UDESC Órgão: UDESC Prova: UDESC - 2011 - UDESC - Vestibular - Prova 2 |
Q231145 Português
No final do Texto 2 há uma descrição da comunicação verbal de Fabiano e de sinha Vitória. Assinale a alternativa cuja falas não ilustrariam a comunicação desses personagens.
Alternativas
Ano: 2011 Banca: UDESC Órgão: UDESC Prova: UDESC - 2011 - UDESC - Vestibular - Prova 2 |
Q231144 Português
Assinale a alternativa incorreta, tendo como referência o Texto 2.
Alternativas
Ano: 2011 Banca: UDESC Órgão: UDESC Prova: UDESC - 2011 - UDESC - Vestibular - Prova 2 |
Q231143 Português
Considere as proposições abaixo, tendo como referência o Texto 2.
I. Em “atenção às palavras" (linha 16), de acordo com as regras da escrita padrão, o acento indicativo de crase é facultativo.
II. De “As brasas... de pedras" (linha 8 a 9), tem-se um período composto por três orações que apresentam três sujeitos sintáticos.
III. Em relação às recomendações do nível formal de escrita, a vírgula que acompanha o termo destacado em “A família estava reunida em torno do fogo, Fabiano sentado no pilão caído, sinha Vitória de pernas..." (linhas 1 e 2) poderia ser também substituída pelos dois pontos.
IV. Seguindo-se as orientações gramaticais relativas à concordância nominal e a ideia de coerência no texto, a frase “Fabiano esfregou as mãos satisfeito" (linha 7) deve ser assim redigida: Fabiano esfregou as mãos satisfeitas.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2011 Banca: UDESC Órgão: UDESC Prova: UDESC - 2011 - UDESC - Vestibular - Prova 2 |
Q231142 Português
Assinale a alternativa incorreta, tendo como referência o Texto 2.
Alternativas
Ano: 2011 Banca: UDESC Órgão: UDESC Prova: UDESC - 2011 - UDESC - Vestibular - Prova 2 |
Q231141 Português
                                                      O filho eterno

[...]
Mas há um outro ponto, outra pequena utopia que o futebol promete – a alfabetização. É a única área em que seu filho tem algum domínio da leitura, capaz de distinguir a maioria dos times pelo nome, que depois ele digitará no computador para baixar os hinos de cada clube em mp3, e que cantará, feliz, aos tropeços. Ele ainda confunde imagens semelhantes – Figueirense e Fluminense, por exemplo – mas é capaz de ler a maior parte dos nomes. Em qualquer caso, apenas nomes avulsos. O que não tem nenhuma importância, o pai sente, além da brevíssima ampliação de percepção – alfabetizar é abstrair; se isso fosse possível, se ele se alfabetizasse de um modo completo, o pai especula, ele seria arrancado do seu mundo instantâneo dos sentidos presentes, sem nenhuma metáfora de passagem (ele não compreende metáforas; como se as palavras fossem as próprias coisas que indicam, não as intenções de quem aponta), para então habitar um mundo reescrito. TEZZA, Cristovão. O filho eterno. 9ª ed. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2010, p. 221. 
No sentido denotativo, as palavras significam “as próprias coisas que indicam" (linhas 10 e 11).
Assinale a alternativa que não expressa o sentido denotativo da linguagem.
Alternativas
Ano: 2011 Banca: UDESC Órgão: UDESC Prova: UDESC - 2011 - UDESC - Vestibular - Prova 2 |
Q231140 Português
                                                      O filho eterno

[...]
Mas há um outro ponto, outra pequena utopia que o futebol promete – a alfabetização. É a única área em que seu filho tem algum domínio da leitura, capaz de distinguir a maioria dos times pelo nome, que depois ele digitará no computador para baixar os hinos de cada clube em mp3, e que cantará, feliz, aos tropeços. Ele ainda confunde imagens semelhantes – Figueirense e Fluminense, por exemplo – mas é capaz de ler a maior parte dos nomes. Em qualquer caso, apenas nomes avulsos. O que não tem nenhuma importância, o pai sente, além da brevíssima ampliação de percepção – alfabetizar é abstrair; se isso fosse possível, se ele se alfabetizasse de um modo completo, o pai especula, ele seria arrancado do seu mundo instantâneo dos sentidos presentes, sem nenhuma metáfora de passagem (ele não compreende metáforas; como se as palavras fossem as próprias coisas que indicam, não as intenções de quem aponta), para então habitar um mundo reescrito. TEZZA, Cristovão. O filho eterno. 9ª ed. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2010, p. 221. 
Assinale a alternativa incorreta, tendo como referência o Texto 1.
Alternativas
Ano: 2011 Banca: UDESC Órgão: UDESC Prova: UDESC - 2011 - UDESC - Vestibular - Prova 2 |
Q231139 Português
                                                      O filho eterno

[...]
Mas há um outro ponto, outra pequena utopia que o futebol promete – a alfabetização. É a única área em que seu filho tem algum domínio da leitura, capaz de distinguir a maioria dos times pelo nome, que depois ele digitará no computador para baixar os hinos de cada clube em mp3, e que cantará, feliz, aos tropeços. Ele ainda confunde imagens semelhantes – Figueirense e Fluminense, por exemplo – mas é capaz de ler a maior parte dos nomes. Em qualquer caso, apenas nomes avulsos. O que não tem nenhuma importância, o pai sente, além da brevíssima ampliação de percepção – alfabetizar é abstrair; se isso fosse possível, se ele se alfabetizasse de um modo completo, o pai especula, ele seria arrancado do seu mundo instantâneo dos sentidos presentes, sem nenhuma metáfora de passagem (ele não compreende metáforas; como se as palavras fossem as próprias coisas que indicam, não as intenções de quem aponta), para então habitar um mundo reescrito. TEZZA, Cristovão. O filho eterno. 9ª ed. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2010, p. 221. 
Assinale (V) para (verdadeira) ou F para (falsa), tendo como referência a obra O filho eterno, de Cristóvão Tezza, e o Texto 1.
( ) Do excerto depreende-se que o desejo do pai era que o filho se alfabetizasse por completo. Este sonho se concretiza no final da história, quando o filho consegue ler livros e também escrever seus próprios contos.
( ) O pressuposto é a informação não dita, mas detectada pelo interlocutor. Ao dizer “se ele se alfabetizasse de um modo completo" (linha 8), o narrador confirma, por meio de um pressuposto, que o filho já era um pouco alfabetizado.
( ) A leitura do excerto leva o leitor a inferir que, ao dizer “alfabetizar é abstrair" (linha 7), o autor faz uma crítica ao sistema de alfabetização no Brasil.
( ) Da leitura da obra e do excerto infere-se que o futebol contribuiu positivamente para o desenvolvimento do filho.
( ) Ao dizer “o pai especula" (linha 8), o narrador quer dizer que o pai reflete, imagina, raciocina.

Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
Alternativas
Ano: 2011 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2011 - UEG - Vestibular - Prova 1 |
Q228549 Português
Leia a definição a seguir.

VARIÁVEL Variável, em Matemática, é um ente, em geral representado por uma letra, que pode assumir diferentes valores numéricos em uma expressão algébrica, numa fórmula ou num algoritmo.
WIKIPÉDIA. Variável. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Vari%C3%A1vel>. Acesso em: 21 fev. 2011. 
Considerando-se o aspecto semântico da língua e fazendo-se uma analogia entre conceitos linguísticos e conceitos matemáticos, a classe de palavra que mais se aproxima da noção de variável é:
Alternativas
Ano: 2011 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2011 - UEG - Vestibular - Prova 1 |
Q228548 Português
Leia os períodos a seguir.

I - “a fundação ocorreu imediatamente depois da visita de Alexandre ao santuário do deus egípcio Amon, onde o sacerdote chamou Alexandre de ‘filho de Júpiter’”.

II - “a fundação ocorreu imediatamente depois da visita de Alexandre ao santuário do deus egípcio Amon, onde o sacerdote o chamou de ‘filho de Júpiter’”.

Analisando-se a substituição realizada no período II, constata-se que
Alternativas
Respostas
10061: E
10062: E
10063: C
10064: C
10065: B
10066: D
10067: A
10068: E
10069: E
10070: C
10071: D
10072: A
10073: D
10074: B
10075: C
10076: C
10077: E
10078: A
10079: C
10080: B