Questões de Vestibular Sobre português

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Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2024 - UNB - Prova de Conhecimentos II - 1° dia |
Q3107459 Português
   A IA incorporou-se à ciência, ao sistema financeiro, à segurança, à saúde, à educação, à propaganda e ao entretenimento, na maioria das vezes sem que as pessoas percebessem. A sua regulamentação deveria estabelecer um equilíbrio entre reduzir os riscos de mau uso, evitar a discriminação de grupos minoritários da população e garantir privacidade e transparência aos usuários. Deveria também preservar o espaço da inovação.

S. Schmidt. Os desafios para regulamentar o uso da inteligência artificial. In:Revista Pesquisa, 2023. (com adaptações). 

Considerando a abrangência sociológica da temática tratada no texto precedente, julgue o próximo item. 

Por trabalhar com dados extraídos de hábitos humanos, a IA é capaz de produzir conteúdos extremamente personalizados no que diz respeito a gostos e visões de mundo, o que parece fascinante, mas também pode confundir os indivíduos em relação à compreensão de fenômenos sociais e à tomada de decisões. 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2024 - UNB - Prova de Conhecimentos II - 1° dia |
Q3107458 Português
   A IA incorporou-se à ciência, ao sistema financeiro, à segurança, à saúde, à educação, à propaganda e ao entretenimento, na maioria das vezes sem que as pessoas percebessem. A sua regulamentação deveria estabelecer um equilíbrio entre reduzir os riscos de mau uso, evitar a discriminação de grupos minoritários da população e garantir privacidade e transparência aos usuários. Deveria também preservar o espaço da inovação.

S. Schmidt. Os desafios para regulamentar o uso da inteligência artificial. In:Revista Pesquisa, 2023. (com adaptações). 

Considerando a abrangência sociológica da temática tratada no texto precedente, julgue o próximo item. 


Embora o funcionamento dos sistemas de IA requeira o armazenamento de um grande número de informações em inúmeros servidores, a infraestrutura necessária para a manutenção dos sistemas de IA é considerada de baixo impacto ambiental. 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2024 - UNB - Prova de Conhecimentos II - 1° dia |
Q3107457 Português
   A IA incorporou-se à ciência, ao sistema financeiro, à segurança, à saúde, à educação, à propaganda e ao entretenimento, na maioria das vezes sem que as pessoas percebessem. A sua regulamentação deveria estabelecer um equilíbrio entre reduzir os riscos de mau uso, evitar a discriminação de grupos minoritários da população e garantir privacidade e transparência aos usuários. Deveria também preservar o espaço da inovação.

S. Schmidt. Os desafios para regulamentar o uso da inteligência artificial. In:Revista Pesquisa, 2023. (com adaptações). 

Considerando a abrangência sociológica da temática tratada no texto precedente, julgue o próximo item. 

A IA vem sendo utilizada eficazmente no combate à violência urbana, a exemplo de câmeras com reconhecimento facial, que auxiliam a identificação de potenciais criminosos de modo eficiente e isento de preconceitos raciais ou étnicos. 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2024 - UNB - Prova de Conhecimentos II - 1° dia |
Q3107456 Português
   A IA incorporou-se à ciência, ao sistema financeiro, à segurança, à saúde, à educação, à propaganda e ao entretenimento, na maioria das vezes sem que as pessoas percebessem. A sua regulamentação deveria estabelecer um equilíbrio entre reduzir os riscos de mau uso, evitar a discriminação de grupos minoritários da população e garantir privacidade e transparência aos usuários. Deveria também preservar o espaço da inovação.

S. Schmidt. Os desafios para regulamentar o uso da inteligência artificial. In:Revista Pesquisa, 2023. (com adaptações). 

Considerando a abrangência sociológica da temática tratada no texto precedente, julgue o próximo item. 

Por serem treinadas com bases de dados criados socialmente, as IA podem reproduzir e perpetuar preconceitos e desigualdades sociais.  
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2024 - UNB - Prova de Conhecimentos II - 1° dia |
Q3107455 Português
   A IA incorporou-se à ciência, ao sistema financeiro, à segurança, à saúde, à educação, à propaganda e ao entretenimento, na maioria das vezes sem que as pessoas percebessem. A sua regulamentação deveria estabelecer um equilíbrio entre reduzir os riscos de mau uso, evitar a discriminação de grupos minoritários da população e garantir privacidade e transparência aos usuários. Deveria também preservar o espaço da inovação.

S. Schmidt. Os desafios para regulamentar o uso da inteligência artificial. In:Revista Pesquisa, 2023. (com adaptações). 

Considerando a abrangência sociológica da temática tratada no texto precedente, julgue o próximo item. 

As tentativas de regulamentação da Internet e das tecnologias de IA limitam a atuação das empresas e, com isso, o desenvolvimento de novas tecnologias. 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2024 - UNB - Prova de Conhecimentos II - 1° dia |
Q3107453 Português
          O pastor pianista


Soltaram os pianos na planície deserta
 Onde as sombras dos pássaros vêm beber.
 Eu sou o pastor pianista,
 Vejo ao longe com alegria meus pianos
 Recortarem os vultos monumentais
 Contra a lua.


 Acompanhado pelas rosas migradoras
 Apascento os pianos: gritam
 E transmitem o antigo clamor do homem


 Que reclamando a contemplação,
 Sonha e provoca a harmonia,
 Trabalha mesmo à força,
 E pelo vento nas folhagens,
 Pelos planetas, pelo andar das mulheres,
 Pelo amor e seus contrastes,
 Comunica-se com os deuses. 


Murilo Mendes. O pastor pianista. In: Antonio Candido.
Na sala de aula. Caderno de análise literária. São Paulo: Ática, 2004, p. 82. 





               Lira 77



 Eu, Marília, não fui nenhum vaqueiro,
 fui honrado pastor da tua aldeia;
 vestia finas lãs e tinha sempre
 a minha choça do preciso cheia.
 Tiraram-me o casal e o manso gado,
 nem tenho a que me encoste um só cajado.


 (...)


 Ah! minha bela, se a fortuna volta,
 se o bom, que já perdi, alcanço e provo,
 por essas brancas mãos, por essas faces
 te juro renascer um homem novo,
 romper a nuvem que os meus olhos cerra,
 amar no céu a Jove e a ti na terra!


 Fiadas comprarei as ovelhinhas,
 que pagarei dos poucos do meu ganho;
 e dentro em pouco tempo nos veremos
 senhores outra vez de um bom rebanho.
 Para o contágio lhe não dar, sobeja
 que as afague Marília, ou só que as veja.


 Se não tivermos lãs e peles finas,
 podem mui bem cobrir as carnes nossas
 as peles dos cordeiros mal curtidas,
 e os panos feitos com as lãs mais grossas.
 Mas ao menos será o teu vestido
 por mãos de amor, por minhas mãos cosido.


 Nós iremos pescar na quente sesta
 com canas e com cestos os peixinhos;
 nós iremos caçar nas manhãs frias
 com a vara enviscada os passarinhos.
 Para nos divertir faremos quanto
 reputa o varão sábio, honesto e santo.


 Nas noites de serão nos sentaremos
 cos filhos, se os tivermos, à fogueira:
 entre as falsas histórias, que contares,
 lhes contaras a minha, verdadeira.
 Pasmados te ouvirão; eu, entretanto,
 ainda o rosto banharei de pranto.


 Quando passarmos juntos pela rua,
 nos mostrarão co dedo os mais pastores,
 dizendo uns para os outros: — Olha os nossos
 exemplos da desgraça e sãos amores.
 Contentes viveremos desta sorte,
 até que chegue a um dos dois a morte. 


Tomás Antônio Gonzaga. Marília de Dirceu. In: Antonio Candido. Na sala de aula. Caderno de análise literária. São Paulo: Ática, 2004, p. 20 (com adaptações). 
A partir da leitura dos textos O pastor pianista e Lira 77, apresentados anteriormente, julgue o item.

No trecho da Lira 77, as palavras são empregadas majoritariamente em sentido denotativo, entretanto a linguagem figurada se faz presente no conjunto do poema, pois, sob a pele de homem rústico do sujeito lírico, esconde-se poeticamente o homem civilizado. 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2024 - UNB - Prova de Conhecimentos II - 1° dia |
Q3107449 Português
        Inteligências artificiais (IA) já foram capazes de vencer o campeão humano de xadrez e de passar em concursos de universidades de ponta, mas são capazes de contar histórias melhor do que nós? Um recente estudo mostrou que não. Pesquisadores espanhóis pediram que o premiado romancista argentino Patricio Pron e o ChatGPT-4 escrevessem histórias curtas sobre os mesmos temas. Em seguida, eles compararam os resultados com base na opinião de centenas de críticos literários. O desafio, que foi chamado de “Pron versus Prompt”, mostrou que as máquinas ainda estão longe de vencer o talento humano quando o assunto é criatividade. Esse exemplo foi trazido pelo acadêmico Edmundo de Souza e Silva durante mesa-redonda na 76.ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). “São essencialmente máquinas de estatística, com uma capacidade imensa de entender padrões, mas elas estão limitadas à sua base de dados, não vão criar nada”, afirmou o cientista da computação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O que está ocorrendo nessa revolução de IA é que as bases de dados se tornaram imensas, para além até da nossa capacidade de curadoria. Aliadas a um poder de processamento cada vez maior, surgiram máquinas com capacidade de dominar a linguagem natural (inglês, português etc.) para muito além do que os especialistas imaginavam ser possível. “Muitos imaginavam que, quando as máquinas dominassem a linguagem natural, elas seriam verdadeiramente inteligentes. Pois bem, está acontecendo”, refletiu o acadêmico Osvaldo Novais Jr., professor de física e especialista em linguística computacional. Por isso, embora ainda longe de dominarem a atividade criativa nas artes, as IA já estão perto de dominar outro ramo da cultura: a ciência. “Creio que estamos nos aproximando de um novo paradigma científico, segundo o qual a própria máquina vai gerar conhecimento. Essa será a maior de todas as revoluções tecnológicas, pois não precisará mais do humano no processo”, afirmou Novais. 


Academia Brasileira de Ciências. Inteligência artificial não faz literatura, mas pode fazer ciência. Internet: <https://www.abc.org.br> (com adaptações). 








       Em A regra do jogo, filme de Jean Renoir, de 1939, a gorda senhora pianista, com as mãos no colo, pode ser vista olhando, embevecida e melancólica, para a autonomia esquelética do teclado, atrás do qual as cordas do piano assumiram o controle total. Essa é uma síntese imagética da obra de arte nesse estágio particular de sua reprodução mecânica, olhando para o seu próprio poder alienado com fascinação mórbida. O pós-moderno, no entanto, alcançou um estágio mais avançado do que esse; ao contrário do deleite do moderno em seus projetos de máquinas que operam maravilhas, seu deleite com o colapso dessas máquinas no ponto crítico está sujeito aos mais graves mal-entendidos se não percebermos que é precisamente assim que a tecnologia pós-moderna consome e celebra a si mesma. 


Fredric Jameson. Pós-modernismo. A lógica cultural do capitalismo tardio.
Trad. Maria Elisa Cevasco. São Paulo: Ática, 1997, p. 383 (com adaptações).
Com base nas informações dos textos precedentes acerca da relação entre tecnologia e arte, bem como na reflexão que o recorte da cena do filme A regra do jogo suscita, julgue o item a seguir.

O texto que enfoca as IA caracteriza-se como informativo e científico, apresentando-se nele declarações de diferentes especialistas; o texto acerca do filme de Jean Renoir caracteriza-se como filosófico e crítico, expondo contradições sobre a temática comum a ambos os textos apresentados.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2024 - UNB - Prova de Conhecimentos II - 1° dia |
Q3107448 Português
        Inteligências artificiais (IA) já foram capazes de vencer o campeão humano de xadrez e de passar em concursos de universidades de ponta, mas são capazes de contar histórias melhor do que nós? Um recente estudo mostrou que não. Pesquisadores espanhóis pediram que o premiado romancista argentino Patricio Pron e o ChatGPT-4 escrevessem histórias curtas sobre os mesmos temas. Em seguida, eles compararam os resultados com base na opinião de centenas de críticos literários. O desafio, que foi chamado de “Pron versus Prompt”, mostrou que as máquinas ainda estão longe de vencer o talento humano quando o assunto é criatividade. Esse exemplo foi trazido pelo acadêmico Edmundo de Souza e Silva durante mesa-redonda na 76.ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). “São essencialmente máquinas de estatística, com uma capacidade imensa de entender padrões, mas elas estão limitadas à sua base de dados, não vão criar nada”, afirmou o cientista da computação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O que está ocorrendo nessa revolução de IA é que as bases de dados se tornaram imensas, para além até da nossa capacidade de curadoria. Aliadas a um poder de processamento cada vez maior, surgiram máquinas com capacidade de dominar a linguagem natural (inglês, português etc.) para muito além do que os especialistas imaginavam ser possível. “Muitos imaginavam que, quando as máquinas dominassem a linguagem natural, elas seriam verdadeiramente inteligentes. Pois bem, está acontecendo”, refletiu o acadêmico Osvaldo Novais Jr., professor de física e especialista em linguística computacional. Por isso, embora ainda longe de dominarem a atividade criativa nas artes, as IA já estão perto de dominar outro ramo da cultura: a ciência. “Creio que estamos nos aproximando de um novo paradigma científico, segundo o qual a própria máquina vai gerar conhecimento. Essa será a maior de todas as revoluções tecnológicas, pois não precisará mais do humano no processo”, afirmou Novais. 


Academia Brasileira de Ciências. Inteligência artificial não faz literatura, mas pode fazer ciência. Internet: <https://www.abc.org.br> (com adaptações). 








       Em A regra do jogo, filme de Jean Renoir, de 1939, a gorda senhora pianista, com as mãos no colo, pode ser vista olhando, embevecida e melancólica, para a autonomia esquelética do teclado, atrás do qual as cordas do piano assumiram o controle total. Essa é uma síntese imagética da obra de arte nesse estágio particular de sua reprodução mecânica, olhando para o seu próprio poder alienado com fascinação mórbida. O pós-moderno, no entanto, alcançou um estágio mais avançado do que esse; ao contrário do deleite do moderno em seus projetos de máquinas que operam maravilhas, seu deleite com o colapso dessas máquinas no ponto crítico está sujeito aos mais graves mal-entendidos se não percebermos que é precisamente assim que a tecnologia pós-moderna consome e celebra a si mesma. 


Fredric Jameson. Pós-modernismo. A lógica cultural do capitalismo tardio.
Trad. Maria Elisa Cevasco. São Paulo: Ática, 1997, p. 383 (com adaptações).
Com base nas informações dos textos precedentes acerca da relação entre tecnologia e arte, bem como na reflexão que o recorte da cena do filme A regra do jogo suscita, julgue o item a seguir.


Infere-se do trecho “Essa é uma síntese imagética da obra de arte nesse estágio particular de sua reprodução mecânica, olhando para o seu próprio poder alienado com fascinação mórbida” que a cena do filme A regra do jogo sintetiza a possibilidade de que os seres humanos se vejam alienados de exercer suas potencialidades artísticas diante dos avanços tecnológicos.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2024 - UNB - Prova de Conhecimentos II - 1° dia |
Q3107447 Português
        Inteligências artificiais (IA) já foram capazes de vencer o campeão humano de xadrez e de passar em concursos de universidades de ponta, mas são capazes de contar histórias melhor do que nós? Um recente estudo mostrou que não. Pesquisadores espanhóis pediram que o premiado romancista argentino Patricio Pron e o ChatGPT-4 escrevessem histórias curtas sobre os mesmos temas. Em seguida, eles compararam os resultados com base na opinião de centenas de críticos literários. O desafio, que foi chamado de “Pron versus Prompt”, mostrou que as máquinas ainda estão longe de vencer o talento humano quando o assunto é criatividade. Esse exemplo foi trazido pelo acadêmico Edmundo de Souza e Silva durante mesa-redonda na 76.ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). “São essencialmente máquinas de estatística, com uma capacidade imensa de entender padrões, mas elas estão limitadas à sua base de dados, não vão criar nada”, afirmou o cientista da computação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O que está ocorrendo nessa revolução de IA é que as bases de dados se tornaram imensas, para além até da nossa capacidade de curadoria. Aliadas a um poder de processamento cada vez maior, surgiram máquinas com capacidade de dominar a linguagem natural (inglês, português etc.) para muito além do que os especialistas imaginavam ser possível. “Muitos imaginavam que, quando as máquinas dominassem a linguagem natural, elas seriam verdadeiramente inteligentes. Pois bem, está acontecendo”, refletiu o acadêmico Osvaldo Novais Jr., professor de física e especialista em linguística computacional. Por isso, embora ainda longe de dominarem a atividade criativa nas artes, as IA já estão perto de dominar outro ramo da cultura: a ciência. “Creio que estamos nos aproximando de um novo paradigma científico, segundo o qual a própria máquina vai gerar conhecimento. Essa será a maior de todas as revoluções tecnológicas, pois não precisará mais do humano no processo”, afirmou Novais. 


Academia Brasileira de Ciências. Inteligência artificial não faz literatura, mas pode fazer ciência. Internet: <https://www.abc.org.br> (com adaptações). 








       Em A regra do jogo, filme de Jean Renoir, de 1939, a gorda senhora pianista, com as mãos no colo, pode ser vista olhando, embevecida e melancólica, para a autonomia esquelética do teclado, atrás do qual as cordas do piano assumiram o controle total. Essa é uma síntese imagética da obra de arte nesse estágio particular de sua reprodução mecânica, olhando para o seu próprio poder alienado com fascinação mórbida. O pós-moderno, no entanto, alcançou um estágio mais avançado do que esse; ao contrário do deleite do moderno em seus projetos de máquinas que operam maravilhas, seu deleite com o colapso dessas máquinas no ponto crítico está sujeito aos mais graves mal-entendidos se não percebermos que é precisamente assim que a tecnologia pós-moderna consome e celebra a si mesma. 


Fredric Jameson. Pós-modernismo. A lógica cultural do capitalismo tardio.
Trad. Maria Elisa Cevasco. São Paulo: Ática, 1997, p. 383 (com adaptações).
Com base nas informações dos textos precedentes acerca da relação entre tecnologia e arte, bem como na reflexão que o recorte da cena do filme A regra do jogo suscita, julgue o item a seguir.

Em ambos os textos, a relação entre literatura e tecnologia é entendida como uma forma de enriquecimento da cultura humana, uma vez que a tecnologia, enquanto sujeita ao controle de seus criadores, não consegue ameaçar a criatividade do ser humano. 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2024 - UNB - Prova de Conhecimentos II - 1° dia |
Q3107446 Português
        Inteligências artificiais (IA) já foram capazes de vencer o campeão humano de xadrez e de passar em concursos de universidades de ponta, mas são capazes de contar histórias melhor do que nós? Um recente estudo mostrou que não. Pesquisadores espanhóis pediram que o premiado romancista argentino Patricio Pron e o ChatGPT-4 escrevessem histórias curtas sobre os mesmos temas. Em seguida, eles compararam os resultados com base na opinião de centenas de críticos literários. O desafio, que foi chamado de “Pron versus Prompt”, mostrou que as máquinas ainda estão longe de vencer o talento humano quando o assunto é criatividade. Esse exemplo foi trazido pelo acadêmico Edmundo de Souza e Silva durante mesa-redonda na 76.ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). “São essencialmente máquinas de estatística, com uma capacidade imensa de entender padrões, mas elas estão limitadas à sua base de dados, não vão criar nada”, afirmou o cientista da computação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O que está ocorrendo nessa revolução de IA é que as bases de dados se tornaram imensas, para além até da nossa capacidade de curadoria. Aliadas a um poder de processamento cada vez maior, surgiram máquinas com capacidade de dominar a linguagem natural (inglês, português etc.) para muito além do que os especialistas imaginavam ser possível. “Muitos imaginavam que, quando as máquinas dominassem a linguagem natural, elas seriam verdadeiramente inteligentes. Pois bem, está acontecendo”, refletiu o acadêmico Osvaldo Novais Jr., professor de física e especialista em linguística computacional. Por isso, embora ainda longe de dominarem a atividade criativa nas artes, as IA já estão perto de dominar outro ramo da cultura: a ciência. “Creio que estamos nos aproximando de um novo paradigma científico, segundo o qual a própria máquina vai gerar conhecimento. Essa será a maior de todas as revoluções tecnológicas, pois não precisará mais do humano no processo”, afirmou Novais. 


Academia Brasileira de Ciências. Inteligência artificial não faz literatura, mas pode fazer ciência. Internet: <https://www.abc.org.br> (com adaptações). 








       Em A regra do jogo, filme de Jean Renoir, de 1939, a gorda senhora pianista, com as mãos no colo, pode ser vista olhando, embevecida e melancólica, para a autonomia esquelética do teclado, atrás do qual as cordas do piano assumiram o controle total. Essa é uma síntese imagética da obra de arte nesse estágio particular de sua reprodução mecânica, olhando para o seu próprio poder alienado com fascinação mórbida. O pós-moderno, no entanto, alcançou um estágio mais avançado do que esse; ao contrário do deleite do moderno em seus projetos de máquinas que operam maravilhas, seu deleite com o colapso dessas máquinas no ponto crítico está sujeito aos mais graves mal-entendidos se não percebermos que é precisamente assim que a tecnologia pós-moderna consome e celebra a si mesma. 


Fredric Jameson. Pós-modernismo. A lógica cultural do capitalismo tardio.
Trad. Maria Elisa Cevasco. São Paulo: Ática, 1997, p. 383 (com adaptações).
Com base nas informações dos textos precedentes acerca da relação entre tecnologia e arte, bem como na reflexão que o recorte da cena do filme A regra do jogo suscita, julgue o item a seguir. 

De acordo com o texto acerca da cena do filme A regra do jogo, verifica-se uma evolução positiva da relação entre arte e tecnologia ao longo da história moderna, pois o sujeito humano permanece, em todos os momentos, como o elemento central a ser celebrado pela tecnologia.  
Alternativas
Ano: 2024 Banca: COMVEST - UNICAMP Órgão: UNICAMP Prova: COMVEST - UNICAMP - 2024 - UNICAMP - Vestibular |
Q3107229 Português

Leia os versos da canção “Silêncio de um cipreste” – composição de Cartola e Carlos Cachaça.


Todo mundo tem o direito

De viver cantando.

O meu único defeito

É viver pensando

Em que não realizei

E é difícil realizar.

Se eu pudesse dar um jeito

Mudaria o meu pensar.

O pensamento é uma folha desprendida

Do galho de nossas vidas

Que o vento leva e conduz,

É uma luz vacilante e cega,

É o silêncio do cipreste

Escoltado pela cruz.



Nesta canção, é possível afirmar que o eu-lírico

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Ano: 2024 Banca: COMVEST - UNICAMP Órgão: UNICAMP Prova: COMVEST - UNICAMP - 2024 - UNICAMP - Vestibular |
Q3107228 Português
Em “Sonhos para adiar o fim do mundo”, o pensador Ailton Krenak conta-nos que um pajé Xavante sonhou que a terra ficaria desolada diante da ação predatória dos homens brancos. Escreve Krenak no livro:
“Foi ali que eu atinei que tinha algo na perspectiva dos povos indígenas, em nosso jeito de observar e pensar, que poderia abrir uma fresta de entendimento nesse entorno que é o mundo do conhecimento. Naquele tempo eu comecei a visitar as florestas (...) e, por todos os lados, os pajés diziam: ‘vocês precisam tomar cuidado porque o mundo dos brancos está invadindo a nossa existência.’ Invadindo.”.
(KRENAK, A. A vida não é útil. São Paulo: Companhia das Letras, p. 35-36, 2020.)

No trecho, as preocupações dos pajés evocam 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: COMVEST - UNICAMP Órgão: UNICAMP Prova: COMVEST - UNICAMP - 2024 - UNICAMP - Vestibular |
Q3107227 Português
“(...) Tão geladas as pernas e os braços e a cara que pensei em abrir a garrafa [de conhaque] para beber um gole, mas não queria chegar na casa dele meio bêbado, hálito fedendo, não queria que ele pensasse que eu andava bebendo, e eu andava, todo dia um bom pretexto, e fui pensando também que ele ia pensar que eu andava sem dinheiro, chegando a pé naquela chuva toda, e eu andava, estômago dolorido de fome, e eu não queria que ele pensasse que eu andava insone, e eu andava, roxas olheiras (...)”.
(ABREU, Caio Fernando. Além do ponto. Morangos Mofados. São Paulo: Companhia das Letras, p. 42, 2019.)

No conto “Além do ponto”, observa-se que o contraste entre o “eu”, personagem que deseja, e o “ele”, personagem imaginado,
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Ano: 2024 Banca: COMVEST - UNICAMP Órgão: UNICAMP Prova: COMVEST - UNICAMP - 2024 - UNICAMP - Vestibular |
Q3107226 Português
“Vou ao espelho tentar descobrir o que há de errado em mim. Vejo olheiras negras no meu rosto, meu Deus, grandes olheiras! Tendo andado a chorar muito por estes dias, choro até de mais”. (CHIZIANE, Paulina. Niketche. Uma história de Poligamia. São Paulo: Companhia das Letras [Companhia de Bolso], p. 14, 2021.)
“Lembro-me ainda do temor de minha mãe nos dias de fortes chuvas. Em cima da cama (...) ela nos protegia com seu abraço (...). Nesses momentos os olhos de minha mãe se confundiam com os olhos da natureza. Chovia, chorava! Chorava, chovia! Então, por que eu não conseguia lembrar a cor dos olhos dela?” (EVARISTO, Conceição. Olhos D’água. Rio de Janeiro: Pallas; Fundação Biblioteca Nacional, p. 17-18, 2016.)


A partir da leitura dos trechos e da compreensão do todo da narrativa, podemos afirmar que, comparativamente, os textos exprimem,
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Ano: 2024 Banca: COMVEST - UNICAMP Órgão: UNICAMP Prova: COMVEST - UNICAMP - 2024 - UNICAMP - Vestibular |
Q3107225 Português
A citação a seguir, de Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá, de Lima Barreto, apresenta como o narrador conheceu o protagonista.
Num país em que, com tanta facilidade, se fabricam manipansos milagrosos, ídolos aterradores e deuses onipotentes, causa pasmo que a Secretaria dos Cultos não seja tão conhecida como a da Viação. Há, entretanto, nela, no seu Museu e nos seus registros, muita cousa interessante e digna de exame.
Foi, por ocasião de desempenhar-me da incumbência do meu diretor, que vim a conhecer Gonzaga de Sá, afogado num mar de papeis, na seção de “alfaias, paramentos e imagens”, informando muito seriamente a consulta do vigário de Sumaré, versando sobre o número de setas que devia ter a imagem de S. Sebastião.
(BARRETO, Lima. Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá. São Paulo: Edição da Revista do Brasil, p. 17, 1919.)


A partir dessa citação e da leitura do romance, é correto afirmar que Lima Barreto usa a personagem Gonzaga de Sá para
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Ano: 2024 Banca: COMVEST - UNICAMP Órgão: UNICAMP Prova: COMVEST - UNICAMP - 2024 - UNICAMP - Vestibular |
Q3107224 Português
O excerto a seguir, do livro Alice no país das maravilhas, de Lewis Carrol, narra o encontro entre a protagonista e o Gato de Cheshire:
O Gato apenas sorriu ao avistá-la. Alice achou que ele parecia afável. Mas como tinha garras muito compridas e dentes bem graúdos, sentiu que devia tratá-lo com respeito. – Gatinho de Cheshire – começou a dizer timidamente, sem ter certeza se ele gostaria de ser tratado assim, mas ele apenas abriu um pouco mais o sorriso. “Ótimo, parece que ele gostou”, pensou ela, e prosseguiu: – Podia me dizer, por favor, qual é o caminho para sair daqui? – Isso depende muito do lugar para onde você quer ir – disse o Gato. – Não me importa onde... – disse Alice. – Nesse caso não importa por onde você vá – disse o Gato. – ...conquanto que eu chegue a algum lugar – acrescentou Alice como explicação. – É claro que isso acontecerá – disse o Gato –, desde que você ande por algum tempo.
(CARROLL, L. Aventuras de Alice no país das maravilhas. Tradução de Sebastião Uchoa Leite. São Paulo: Editora 34, p. 68-69, 2016.)

A partir da leitura do trecho e da compreensão do todo da narrativa, pode-se afirmar que o excerto é um exemplo 
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Ano: 2024 Banca: COMVEST - UNICAMP Órgão: UNICAMP Prova: COMVEST - UNICAMP - 2024 - UNICAMP - Vestibular |
Q3107223 Português

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O “duplo sentido” a que o autor se refere está relacionado a uma

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Ano: 2024 Banca: COMVEST - UNICAMP Órgão: UNICAMP Prova: COMVEST - UNICAMP - 2024 - UNICAMP - Vestibular |
Q3107222 Português
Qual o macete de ‘Macetando’?

Macetar, verbo transitivo: “golpear (alguém ou algo) com maceta ou macete, um martelo de cabo curto”. A definição está nos dicionários, mas o carnaval, como de praxe, mascarou o significado a seu bel-prazer. O coro da multidão que acompanhou Ivete Sangalo na abertura da folia de Salvador comprova que essa é a época ideal para enriquecer o vocabulário. Música gravada pela cantora baiana com participação de Ludmilla, “Macetando” despontou como hit nacional ao encher a boca do povo com o refrão-chiclete: “Ah, bebê, é a Veveta que tá no comando / Macetando, macetando, macetando...”.
(Adaptado de CUNHA, G. Qual o macete de ‘macetando’? O Globo (versão online), 10/02/2024.)


Na letra da música em questão, um dos aspectos que contribuem para o mascaramento do significado de macetar é
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Ano: 2024 Banca: COMVEST - UNICAMP Órgão: UNICAMP Prova: COMVEST - UNICAMP - 2024 - UNICAMP - Vestibular |
Q3107221 Português



*Legenda das falas do último quadrinho:

“Quantos títulos eu tenho? / Quem foi meu avô?”

(Quadrinhos de Wesley Samp. Disponível em https://westrips.com.br/author/wesleysamp/. Acesso em 04/05/2024.)

Enquanto o povo da cidade se sentia muito importante, eu, por minha vez, me sentia necessário. Eles, porém, não me viam como alguém necessário, me viam como alguém útil. Para eles eu era um servidor, um serviçal. Eu era útil, mas poderia ser substituído porque não era necessário. Percebi que o povo da cidade tinha relações de utilidade e importância, mas não tinha relações de necessidade. Para nós, a pessoa que é importante não é quase nada. É aquela pessoa que se acha ótima, mas não serve. O termo que tem valor para nós é necessário. Há pessoas que são necessárias e há pessoas que são importantes. As pessoas que são importantes acham que as outras pessoas existem para servi-las. As pessoas necessárias são diferentes, são pessoas que fazem falta. Pessoas que precisam estar presentes, de quem se vai atrás.
(SANTOS, Antônio Bispo dos. A terra dá, a terra quer. São Paulo: UBU/Piseagrama, p. 24, 2023.)

Considerando o ponto de vista apresentado no texto de Antônio Bispo dos Santos sobre os “tipos de pessoa”, a personagem que fala nos quadrinhos de Wesley Samp pode ser caracterizada como alguém que
Alternativas
Ano: 2024 Banca: COMVEST - UNICAMP Órgão: UNICAMP Prova: COMVEST - UNICAMP - 2024 - UNICAMP - Vestibular |
Q3107220 Português



*Legenda das falas do último quadrinho:

“Quantos títulos eu tenho? / Quem foi meu avô?”

(Quadrinhos de Wesley Samp. Disponível em https://westrips.com.br/author/wesleysamp/. Acesso em 04/05/2024.)

Na tira de Wesley Samp, a relação entre o verbal e o não verbal se dá por meio de uma 
Alternativas
Respostas
641: C
642: E
643: E
644: C
645: E
646: C
647: C
648: C
649: E
650: E
651: C
652: C
653: A
654: D
655: C
656: D
657: B
658: D
659: A
660: D