Questões de Vestibular Comentadas sobre português
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A família do morto — sua respeitável filha e seu formalizado genro, funcionário público de promissora carreira; tia Marocas e seu irmão mais moço, comerciante com modesto crédito num banco — afirma não passar toda a história de grossa intrujice de bêbedos inveterados, patifes à margem da lei e da sociedade, velhacos cuja paisagem devera ser as grades da cadeia e não a liberdade das ruas, o porto da Bahia, as praias de areia branca, a noite imensa.
AMADO, Jorge. A morte e a morte de Quincas Berro Dágua. 44. ed. Rio de Janeiro: Record, 1979. p. 16.
Inserindo-se o fragmento no todo da obra, sobre o relacionamento de Vanda e Leonardo, é correto afirmar:
Perpetuum mobile
estive na antemanhã inacontecida
de jovens mãos deslumbradas
carregando sol
e passei
atravessei a plenoite decifrada
monótonas luas transcorridas
nos meus olhos
e segui
cheguei ao amor culminante
mundo que cessa
no intérmino minuto
e parti
alcancei a absoluz
onde o tempo intranspõe
e a alma DEUS solve
e vou
PARENTE, Helena Cunha . Perpetuum mobile. Além de estar: antologia poética. Rio de Janeiro: Imago, 2000. p. 32.
Assinale com V as afirmativas verdadeiras e com F, as falsas.
No texto, o sujeito poético
( ) experimenta sensações antitéticas no fluir da existência.
( ) anseia por fincar raízes, a fim de restaurar o seu equilíbrio.
( ) representa o ser humano em sua eterna mutabilidade.
( ) transpõe os limites da realidade imediata.
( ) busca desvendar o mistério da morte.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para
baixo, é a
Infância Meu pai montava a cavalo, ia para o campo. Minha mãe ficava sentada cosendo. Meu irmão pequeno dormia. Eu sozinho menino entre mangueiras Lia a história de Robinson Crusoé Comprida história que não acaba mais.
No meio-dia brando de luz uma voz que aprendeu A ninar nos longes da senzala – e nunca se esqueceu Chamava para o café. Café preto que nem a preta velha Café gostoso Café bom. Minha mãe ficava sentada cosendo Olhando para mim. - Psiu... Não acorde o menino. Para o berço onde pousou um mosquito. E dava um suspiro... que fundo! Lá longe meu pai campeava No mato sem fim da fazenda.
E eu não sabia que minha história Era mais bonita que a de Robinson Crusoé.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética. 12. Ed. Rio de Janeiro, J. Olympio, 1978. P.57.
No poema, poeta e sujeito poético tem uma só voz, pois Drummond relata recordações de sua infância. O tempo e modo verbal que viabiliza tal registro, logo, predomina no texto em questão é: