Questões de Vestibular
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Releia atentamente esse excerto e marque o item que melhor traduz a expressão dentro do texto em análise.
I. Nenhuma arte, por si só, é capaz de mudar a sociedade.
II. Um artista não deve viver em recolhimento, sem dar atenção aos problemas que o cercam.
III. O artista não deve ser passivo, pois é, por natureza, um questionador.
Está correto o que se diz em
I. As expressões “o difícil é” (linha 49) e “O difícil mesmo é” (linha 50) marcam, na superfície textual, a coincidência entre a visão do entrevistado e a do entrevistador sobre a produção literária.
II. O entrevistado reformula a tese sugerida pelo entrevistador, negando o foco específico e apresentando elementos que mostram tratar- se de uma questão mais ampla.
III. Uma das possibilidades de leitura para a resposta do entrevistado é que “escrever um livro” envolve contar com mecanismos de distribuição e com público leitor.
Está correto o que se afirma em

Reflita sobre o comercial do “Space Fox Trend”, calcado no provérbio “Pense duas vezes antes de agir”. Ele configura linguisticamente um détournement, caso específico de intertextualidade implícita, que altera ou adultera um texto-fonte, com algum propósito. Considere o que se diz sobre o détournement dessa propaganda e marque V para o que for verdadeiro e F para o que for falso.
( ) O détournement que gerou o comercial da Volkswagen foi produzido por meio do acréscimo e da substituição de palavras.
( ) A descoberta ou o conhecimento do texto- fonte, no caso do détournement, é indesejável.
( ) O détournement presente no comercial do “Space Fox Trend” é do tipo lúdico: brinca com as palavras como um jogo infantil. É próprio para divertir crianças.
( ) O détournement do comercial da Volkswagen desautoriza o texto-fonte. É utilizado com o propósito de orientar o interlocutor para a construção de um outro sentido.
( ) No caso da propaganda em questão, o détournement leva o interlocutor a acreditar que o carro apresentado é tão bom que não se precisa pensar duas vezes para comprá- lo. Ele é tão especial que contradiz uma afirmação considerada verdade universal.
Está correta, de cima para baixo, a sequência seguinte:
I. Na medida em que retrata uma cena da realidade, autoriza uma leitura referencial.
II. Autoriza uma leitura mais profunda: o abacate seria algo ruim que teria levado a menina a ser castigada e que teria deixado uma marca de dor.
III. Os dois versos seguintes (linhas 21-23) corroboram essa segunda leitura.
É correto o que se afirma em
I. Trocar as pernas bambas é um indício, não uma prova do medo que a menina sentia.
II. A pluralização do substantivo medo tem o efeito expressivo de tornar a sensação do medo quase física.
III. Há, entre os adjetivos crescidos e enormes, uma gradação ascendente, à qual a reticência parece dar continuidade.
Está correto o que se diz em

Considerando os textos acima apresentados, o primeiro, um soneto árcade do Brasil Colônia, e o segundo, um poema da literatura brasileira contemporânea, julgue os itens de 110 a 115 e faça o que se pede no item 116, que é do tipo D.

Tendo como referências iniciais o texto e as figuras acima, julgue os itens de 1 a 6.
I. Se a expressão “E isso com os dentes serrilhando" (linha 13) for substituída por E isso entre dentes, mantém-se o sentido original da oração.
II. As expressões “m'imbora" (linha 3), “cambriuzano" (linha 4), “damanhã" (linha 5), “im jejum" (linha 5) e “descurpe" (linha 6) são vocábulos que caracterizam somente o linguajar africano – a fala dos escravos.
III. Da expressão “e disse com todas as suas forças e todos os seus erres" (linhas 12 e 13) infere- se que a autora quis ressaltar o sotaque alemão do Dr. Büchmann.
IV. A oração destacada no período “eu cheguei a pensar que o camarada fosse desmaiar" (linha 14) sintaticamente é classificada como uma oração subordinada substantiva subjetiva.
V. O sentido do verbo passar (linha 14) é equivalente a tornar-se, portanto pode ser classificado como verbo de ligação, na oração.
Assinale a alternativa correta.
[...]
Sendo talvez meu medo a revivescência de impressões atávicas? O espelho inspirava receio supersticioso aos primitivos, aqueles povos com a idéia de que o reflexo de uma pessoa fosse a alma. Via de regra, sabe-o o senhor, é a superstição fecundo ponto de partida para a pesquisa. A alma do espelho – anote-a – esplêndida metáfora. Outros, aliás, identificavam a alma com a sombra do corpo; e não lhe terá escapado a polarização: luz – treva. Não se costumava tapar os espelhos, ou voltá-los contra a parede, quando morria alguém da casa? Se, além de os utilizarem nos manejos de magia, imitativa ou simpática, videntes serviam-se deles, como da bola de cristal, vislumbrando em seu campo esboços de futuros fatos, não será porque, através dos espelhos, parece que o tempo muda de direção e de velocidade? Alongo-me, porém. Contava-lhe... [...] ROSA, Guimarães. Primeiras estórias. 50ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001, p. 122.
( ) Para Ethel, seus genros e noras deveriam ser todos alemães, ela não admitia o casamento de seus(suas) filhos(as) com brasileiros(as).
( ) O romance apresenta um enredo constituído basicamente pelas lembranças de Homig, um solteirão, último da linhagem dos Ziegel; diante de “Kleid", Homig relembra a vida de seus antepassados.
( ) A obra é constituída por vários contos regionalistas permeados por uma única temática – a colonização alemã no sul de Santa Catarina.
( ) O romance evidencia um universo de personagens femininas, razão por que as mulheres são consideradas personagens planas na obra.
( ) Hilda, personagem da obra, era uma mulher que fugia aos padrões da época: era ousada, rebelde, montava cavalos, usava cabelos soltos. A leitura da obra leva o leitor a inferir que ela era assim por não ter sido batizada.
Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
[...]
Sendo talvez meu medo a revivescência de impressões atávicas? O espelho inspirava receio supersticioso aos primitivos, aqueles povos com a idéia de que o reflexo de uma pessoa fosse a alma. Via de regra, sabe-o o senhor, é a superstição fecundo ponto de partida para a pesquisa. A alma do espelho – anote-a – esplêndida metáfora. Outros, aliás, identificavam a alma com a sombra do corpo; e não lhe terá escapado a polarização: luz – treva. Não se costumava tapar os espelhos, ou voltá-los contra a parede, quando morria alguém da casa? Se, além de os utilizarem nos manejos de magia, imitativa ou simpática, videntes serviam-se deles, como da bola de cristal, vislumbrando em seu campo esboços de futuros fatos, não será porque, através dos espelhos, parece que o tempo muda de direção e de velocidade? Alongo-me, porém. Contava-lhe... [...] ROSA, Guimarães. Primeiras estórias. 50ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001, p. 122.



