Questões de Vestibular
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Agora ele estava tão verdinho! (v. 4)
De modo diferente do que ocorre em passarinhos, o emprego do diminutivo, no verso acima, contribui para expressar um sentido de:
No entanto, no decorrer do poema, a visão predomina sobre a audição.
Os dois elementos que confirmam isso são:
No texto, o significado de cada termo se caracteriza por ser, respectivamente:
É uma imagem verdadeiramente surreal, (l. 17)
Na argumentação desenvolvida pelo autor, a imagem do porta-malas do carro da polícia expressa sentidos ambivalentes em relação à violência.
Esses sentidos podem ser definidos como:
No início do texto, ao expressar sua indignação em relação ao tema abordado, o autor apresenta uma reflexão sobre o emprego de adjetivos.
Essa reflexão está associada à seguinte ideia:
Por meio de aspectos gráficos, o cartum sugere o caráter generalizante que pode ter um preconceito.
Um aspecto que aponta para essa generalização é:
Os textos Retrato e A Lista, abaixo, dialogam porque tratam do mesmo tema. Leia-os atentamente para responder à questão.
Retrato
Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
─ Em que espelho ficou perdida
a minha face?
(Cecília Meireles, Poesia, p.19-20)
A Lista
Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assovia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?
(Oswaldo Montenegro www.letras.mus.br)
I. “Eu não tinha este rosto de hoje, assim calmo, assim triste, assim magro,” “Onde você ainda se reconhece Na foto passada ou no espelho de agora?”
II. “nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo” “Faça uma lista dos sonhos que tinha Quantos você desistiu de sonhar!”
III. “eu não tinha este coração que nem se mostra.” “Quantas pessoas que você amava Hoje acredita que amam você?”
IV. “Eu não dei por esta mudança, tão simples, tão certa, tão fácil:” “Quantas canções que você não cantava Hoje assovia pra sobreviver?”
Os pares que, interpretados, têm o mesmo significado são os contidos em
Leia o texto abaixo para responder à questão.
Retrato
Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
─ Em que espelho ficou perdida
a minha face?
(Cecília Meireles, Poesia, p.19-20)
Leia o trecho abaixo para responder à questão.
“Os reitores das três universidades estaduais paulistas – USP, Unicamp e UNESP – decidiram congelar os salários de professores e servidores neste ano. O motivo é a crise financeira das instituições e o alto nível de comprometimento das receitas com a folha de pagamento, principalmente na USP – que já extrapola o orçamento com salários. Docentes e servidores rechaçam a proposta. É a primeira vez, em pelo menos dez anos, que as estaduais falam em reajuste zero.”
(Estado de S. Paulo, Metrópole, 15/05/2014, p. A22.)
Campo semântico é o conjunto dos significados, dos
conceitos que uma palavra possui de acordo com o
contexto em que está inserida. Assinale a alternativa que
apresenta um vocábulo que não pertence ao mesmo
campo semântico relativo ao contexto do trecho acima.
Qualquer que tivesse sido o seu trabalho anterior, ele o abandonara, mudara de profissão e passara pesadamente a ensinar no curso primário: era tudo o que sabíamos dele. O professor era gordo, grande e silencioso, de ombros contraídos. Em vez de nó na garganta, tinha ombros contraídos. Usava paletó curto demais, óculos sem aro, com um fio de ouro encimando o nariz grosso e romano. E eu era atraída por ele. Não amor, mas atraída pelo seu silêncio e pela controlada impaciência que ele tinha em nos ensinar e que, ofendida, eu adivinhara. Passei a me comportar mal na sala. Falava muito alto, mexia com os colegas, interrompia a lição com piadinhas, até que ele dizia vermelho: ─ Cale-se ou expulso a senhora da sala. Ferida, triunfante, eu respondia em desafio: pode me mandar! Ele não mandava, senão estaria me obedecendo.
(LISPECTOR, Clarice. A legião estrangeira, p.11.)
De acordo com a passagem do texto “passara pesadamente a ensinar no curso primário...”, transcrita do primeiro parágrafo, pode-se compreender que
A crônica de João Ubaldo tem uma estrutura curiosa. Escreva V para o que for verdadeiro e F, para o que for falso sobre essa estrutura.
( ) O primeiro enunciado da crônica, que é também o primeiro da introdução (linha 49), expressa a ideia central do texto.
( ) A introdução é interrompida já na linha 49.
( ) Da linha 50 até a linha 58, quando retoma o enunciado introdutório, o enunciador faz uma digressão ou divagação, afastando-se do tema principal do texto.
( ) A introdução de pequenos fatos narrados levanos a entender que o texto, na realidade, não é uma crônica. Ele configura um novo tipo de texto que poderíamos denominar de gênero misto.
( ) A conclusão da crônica começa na linha 147, com o vocábulo “vestibular”. A partir dessa linha, poderíamos ter um novo parágrafo.
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:
Quando um torturador diz “Que Deus que
nada, porque Deus aqui é nós mesmo” (linhas 38-
39), só NÃO se deve entender ou concluir que
No final do texto, há a sugestão de que
I. no torturado arma-se um embate entre o corpo e a mente.
II. o torturado, no início da tortura, luta para não morrer fisicamente e, no final, anseia por essa morte, que lhe dará alívio.
III. só há duas maneiras de o torturado ver-se livre do sofrimento: morrer fisicamente ou prestar as informações que o torturador deseja.
Estão corretas as complementações contidas em
O dicionário Houaiss eletrônico dá para o
vocábulo “suplício” acepções variadas quase todas
relacionadas ao sofrimento físico. Já para o
substantivo “opróbrio”, as acepções são ligadas ao
sofrimento moral e psicológico. Diante do exposto
sobre a significação desses dois vocábulos, assinale a
assertiva verdadeira.
Ao longo do texto, a palavra “tortura” é substituída por outras, em um processo que se conhece como anáfora. Nesta questão, lidamos com duas anáforas de tortura: “suplício” (linha 21); “supremo opróbrio” (linha 22). Atente ao que se diz a respeito dessas anáforas.
I. O vocábulo “tortura” e suas anáforas – “suplício” e “opróbrio” – estão em uma ordem aleatória, casual. Poder-se-ia mudar a ordem em que foram distribuídos e o texto não seria prejudicado em nenhum nível.
II. A ordem em que os três vocábulos – “tortura”, “suplício” e “opróbrio” – estão dispostos no texto indica uma intenção argumentativa do enunciador, isto é, uma intenção de convencer o leitor sobre as ideias que expressa. Esse cunho argumentativo intensifica-se com o adjetivo “supremo”.
III. O vocábulo supremo significa “que está acima de qualquer coisa; que se encontra no limite máximo”. Assim, esse adjetivo modaliza o discurso do enunciador. Mostra a relação dele com o que está dizendo. No caso do texto, essa relação é de conteúdo assumido: o enunciador assume totalmente o conteúdo do que diz.
Está correto o que se afirma em






