Questões de Vestibular
Sobre interpretação de textos em português
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Em São Paulo, crianças e jovens aprendem técnicas de respiração e concentração em aulas, palestras, workshops e treinamentos oferecidos por voluntários da Fundação Lama Gangchen para a Cultura de Paz. Os ganhos são visíveis: maior capacidade de concentração e facilidade de aprendizagem. Chama a atenção dos voluntários a dificuldade que as crianças e os adolescentes têm para simplesmente relaxar.
LEAL, Gláucia. Meditação para usar na escola. Disponível em: http://www2.uol.com.br. Acesso em: nov. 2016 (adaptado).
Dalai Lama, famoso líder religioso budista, diz que, se ensinarmos a meditação a cada criança de oito anos, eliminaremos a violência em apenas uma geração. Somente por essa razão valeria a pena tentar a prática. Mas por que a meditação é tão potente?
O primeiro e imediato efeito da meditação nas crianças é acalmá-las, tranquilizá-las. As crianças, assim como os adultos, quando estão calmas, podem focar sua atenção no que quer que seja. Uma vez que a calma chega, o seguinte passo é o enfoque da atenção naquilo que se deseja. Isso pode ser, por exemplo, controlar uma emoção, fazer um exercício, ouvir uma explicação, dizer “não” a algo que possa ser perigoso.
Efetivamente, a meditação ajuda a “alongar” o “músculo” da atenção, e, desse modo, a pessoa fica mais consciente do que acontece dentro e fora dela mesma; do que deseja e do que não deseja; do que sente e do que não sente. E, também, do que desejam, sentem ou fazem os outros.
Benefícios da meditação para as crianças. Disponível em: http://br.guiainfantil.com. Acesso em: nov. 2016 (adaptado).
Ao tratar de meditação como uma prática benéfica, os textos anteriores
Mas afinal a música cessou. Sinhá Rola chorava agora com simplicidade e lassidão e curvara-se sobre o encosto em forma de lira da banqueta onde estava sentada para se abandonar à dor misteriosa que a vencia toda. Celestina contemplou-a assim por muito tempo com os olhos velados de lágrimas, rememorou todas as tristezas passadas de sua vida tão monótona e humilde e viu em espírito o seu futuro apagado, eternamente votado à dependência e à obscuridade, todo feito de sacrifícios inúteis e devotamentos que ninguém compreenderia. Também ela, dentro de poucos anos, tornar-se-ia uma velha fraca e ridícula e o seu choro deveria ser qualquer coisa fora da moda, de antiquado e absurdo como aquele que tinha diante de si.
PENNA, Cornélio. A menina morta. Curitiba: RM Editores, 2010, p. 131-2.
No trecho anterior, do romance A Menina Morta, do escritor brasileiro Cornélio Penna, cuja primeira edição foi publicada em 1954, as situações descritas em cada um dos parágrafos, apesar de distintas, são comparáveis porque
Na charge apresentada anteriormente, os pais repreendem o filho por acharem que ele usa excessivamente o computador para bater papo. Embora o menino discorde dos pais, há um elemento principal na charge que deixa claro que eles têm razão. Esse elemento é
A imagem anterior faz uma crítica ao uso dos sistemas de comunicação e informação. Qual das seguintes passagens também constitui uma crítica ao uso dos sistemas de comunicação e informação?
Eu quisera poder dar a esta data a denominação seguinte: 15 de novembro, primeiro ano de República; mas não posso infelizmente fazê-lo. O que se fez é um degrau, talvez nem tanto, para o advento da grande era.
Em todo o caso, o que está feito, pode ser muito, se os homens que vão tomar a responsabilidade do poder tiverem juízo, patriotismo e sincero amor à liberdade.
Como trabalho de saneamento, a obra é edificante. Por ora, a cor do governo é puramente militar, e deverá ser assim. O fato foi deles, deles só, porque a colaboração do elemento civil foi quase nula.
O povo assistiu àquilo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significava (...).
LOBO, Aristides. O povo assistiu àquilo bestializado. Diário Popular, Rio de Janeiro, 18 nov. 1889 (adaptado).
O texto expressa a posição de um jornalista sobre um significativo evento para a cultura política brasileira. Conforme seu autor, a participação da população civil na Proclamação da República foi
RIOS, Flavia. O protesto negro no Brasil contemporâneo (1978-2010). Lua Nova, n.º 85, 2012, p. 41-79 (adaptado).
Ao discutir as formas de ação coletiva de combate ao preconceito de cor, a autora do texto anterior recorre à expressão “protesto negro”, caracterizado principalmente como
HÖFFE, Otfried. A democracia no mundo hoje. São Paulo: Martins Fontes, 2005, p. 135 (adaptado).
A partir das informações do texto precedente, é correto inferir a existência de
PENA, Paulo Gilvane Lopes et al. Taylorismo cibernético e lesões por esforços repetitivos em operadores de telemarketing em Salvador – Bahia. Caderno CRH. Salvador, v. 24, n.º especial 1, 2011, p. 145 (adaptado).
Pelo menos desde o século XVIII, houve profundas transformações no modo como o trabalho se desenvolve, sendo possível identificar, em especial, o papel exercido pelas mudanças tecnológicas e o impacto que elas provocam sobre a organização e o mundo do trabalho. Conforme o texto anterior, que se refere ao trabalho de telemarketing,
Com 65 milhões de deslocados no mundo, o número de refugiados chegou a “níveis históricos”, segundo o documento assinado pela cúpula do G20. (...) Durante o debate sobre o tema, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, alertou que o sistema europeu de amparo está prestes a chegar ao seu limite e que os demais países não podem ficar à margem da crise. Ele pediu que o problema não fosse apenas reconhecido, mas que se tomem medidas concretas para resolvê-lo. Tusk citou os milhões de refugiados que a União Europeia acolheu e os bilhões de euros investidos no Oriente Médio.
Disponível em: http://g1.globo.com. Acesso em: nov. 2016.
O trecho anterior trata, principalmente, da chegada à Europa de milhares de migrantes e refugiados da Síria, país árabe predominantemente mulçumano. No que se refere a esse fenômeno, que se ampliou nos últimos anos, o Brasil e a Inglaterra
ROLLEMBERG, Denise. Entrevista especial com Denise Rollemberg. Revista IHU Online, nov. 2009. Disponível em: http://www.ihu.unisinos.br. Acesso em: out. 2019 (adaptado).
Melhor seria que, em vez de “civil-militar”, nos habituássemos a utilizar outra caracterização, que talvez capture com mais precisão a natureza daquele regime: uma ditadura empresarial-militar implantada a partir de uma insurreição contrarrevolucionária das classes dominantes.
MELO, Demian Bezerra de. Ditadura “civil-militar”?: controvérsias historiográficas sobre o processo político brasileiro no pós-1964 e os desafios do tempo presente. Espaço plural, v. 13, n.º 27, 2012 (adaptado).
Na abordagem do regime político que vigorou no Brasil entre 1964 e 1985, os textos apresentados exprimem pontos de vista que
ORWELL, George. 1984. São Paulo: Companhia das Letras, 2009 [1961].
O trecho anteriormente citado está no início do livro de ficção científica 1984, publicado em 1961. Nele, o autor retrata uma sociedade totalitária, na qual a tecnologia é utilizada pelo Estado para controlar a vida das pessoas. Considerando-se a atualidade, com a Internet, as redes sociais e a disseminação de aparelhos smartphones, o trecho
Disponível em: www.museudefavela.org. Acesso em: nov. 2016 (adaptado).
A partir das concepções de memória e patrimônio cultural que fundamentam o modelo de museu descrito no texto, conclui-se que
MEYER, Dagmar Estermann et al. Políticas públicas: imperativos e promessas de inclusão social. Ensaio: avaliação e políticas públicas em educação. Rio de Janeiro, v. 22, n.º 85, dez. 2014, p. 1010 (adaptado).
Para a efetivação da imperativa inclusão social, devem-se adotar ações de
BERNARDINO, Joaze. Ação afirmativa e a rediscussão do mito da democracia racial no Brasil. Estudos afro-asiáticos. Rio de Janeiro, v. 24, n.º 2, 2002, p. 249 (adaptado).
Considerando-se as lutas por mudanças nas políticas públicas, uma resposta adequada para a pergunta colocada ao final do texto anterior seria a seguinte: Propor ações afirmativas para a população negra brasileira significa
Depoimento de Davi Kopenawa Yanomami, recolhido em 1998, na aldeia onde vive, e traduzido e editado pelo antropólogo Bruce Albert (Institut de Recherche pour le Développement, Paris). Disponível em: https://pib.socioambiental.org. Acesso em: nov. 2016.
O texto anterior apresenta uma explicação sobre a construção da memória pelo povo Yanomami e remete à prática da alfabetização em povos não indígenas. Conforme o narrador desse texto, a memória do seu povo é constituída
novo. Se demorar espere por mim.
Aqui as crianças estão escondidas e espreitam
o dia com seus pezinhos de lã.
Amanhã preparo o corpo
De perfume e água fria
e vou
rumo ao sul no rasto delas.
Talvez entretanto no pátio dos olhos tenha
Nascido a buganvília.
TAVARES, Paula. Amargos como frutos. São Paulo: Pallas, 2011.
A obra de Paula Tavares, escritora angolana, é marcada pela guerra civil do seu país, ocorrida no processo de descolonização. Nesse contexto, a imagem da criança utilizada no poema é um modo de projetar um futuro político de
ALENCAR, José de. Benção paterna. Prefácio a Sonhos d’Ouro. 7. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, p. 168.
No trecho anterior, Alencar destaca diferenças entre Brasil e Portugal, que se refletem no vocabulário mais comum em cada uma das variedades do português faladas nesses países. Essas diferenças ajudam a compor a identidade nacional. O vocabulário do português do Brasil é o resultado dos
SALOMÃO, Margarida. Revista Teoria e Debate. Edição 149. 29 jun. 2018.
Qual expressão sintetiza a posição crítica defendida pela autora em relação ao uso social da internet como sistema de comunicação e informação?

Disponível em: http://portalsaude.saude.gov.br. Acesso em: 6 nov. 2018.
Para convencer o leitor do anúncio anteriormente apresentado, buscou-se
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança:
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança:
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem (se algum houve) as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor1 espanto,
Que não se muda já como soía2 .
1 mor = forma abreviada de maior.
2 soía = costumava
CAMÕES, Luís Vaz de. Antologia escolar portuguesa. Rio de Janeiro: FENAME, 1970, p. 319.
Texto II
Na verdade, ninguém gosta de mudanças por causa do incômodo e do tempo que precisamos para nos adaptar ao que é novo e diferente. Sempre me esforço para me adaptar com calma e não sentir muita diferença. Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças. A palavra-chave hoje é flexibilidade. O mundo muda e nós temos que mudar também. Quem não consegue, corre o risco de ficar para trás e desatualizado. A vida é feita de mudanças.
Disponível em: https://br.answers.yahoo.com. Acesso em: 19 nov. 2018 (adaptado).
Os textos anteriormente apresentados se aproximam ao tratar do tema da mudança, das transformações. No desenvolvimento do tema, em ambos os textos, as mudanças são