Questões de Vestibular
Sobre interpretação de textos em português
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I- Há, no texto, dois pontos de vista antagônicos. Um que afirma ser a inveja um sentimento negativo e, como tal, gerador de competitividade e cobiça. Outro que alega ser a inveja um sentimento positivo, desde que não prejudique ninguém e que sirva para o crescimento pessoal. Patrícia Affonso, com base em Cida Medeiros e Priscila Araújo, defende o primeiro em detrimento do segundo.
II- A autora do texto afirma que a inveja é parte inerente de todo ser humano. Sendo assim, podemos inferir, a partir de considerações da própria autora, que a “inveja boa” deve ser desenvolvida, ao passo que a “inveja má” tem de ser repelida.
III- Segundo o texto, é uma unanimidade acreditar que, se soubermos dosar, a inveja pode vir a se tornar uma ferramenta para o crescimento, uma vez que ela é estímulo para se buscar aquilo que desejamos ter ou ser.
IV- Inveja boa e inveja criativa, no texto, são expressões sinônimas. Assim, a inveja boa (ou inveja criativa) serve para dar início a uma série de atitudes benéficas. Ela é como o combustível que nos faz ir atrás de nossos objetivos, desde que não prejudique outras pessoas.
II- Por anteceder a um verbo, o vocábulo a apresenta equivalência morfológica nas três situações seguintes: a evitem (L.18), a competirem (L.26), a cobiçar (L.31).
III- Em ...pinta aquele incômodo persistente...(L.30/31), o vocábulo em destaque é marca predominante da linguagem informal.
IV- Em Essa simples história retrata com clareza um sentimento conhecido por todos nós: a inveja. (L.13/14), os termos em negrito designam uma expressão que faz menção à palavra história.
A instabilidade das cousas do mundo
Nasce o Sol, e não dura mais que um dia, Depois da Luz se segue a noite escura, Em tristes sombras morre a formosura, Em contínuas tristezas a alegria.
Porém se acaba o Sol, por que nascia? Se é tão formosa a Luz, por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia?
Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza, Na formosura não se dê constância, E na alegria sinta-se tristeza.
Começa o mundo enfim pela ignorância, E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância.
(Gregório de Matos)
Considere as afirmações sobre o poema:
I. O autor utiliza o Sol, a beleza e a alegria para ilustrar a efemeridade da vida;
II. O poeta afirma que a única coisa firme é o fato de nada ser constante;
III. O autor utiliza um paradoxo na última estrofe, o que não é próprio da estética Barroca;
IV. O acúmulo de antíteses e a estrutura interrogativa são recursos estilísticos utilizados pelo autor para sustentar sua argumentação.
Assinale a alternativa correta.

Autor: S.I. Revista Língua Portuguesa (2005), nº 2, p.: 10.

Autor: S.I. Revista Língua Portuguesa (2005), nº 2, p.: 10.

Autor: S.I. Revista Língua Portuguesa (2005), nº 2, p.: 10.

Autor: S.I. Revista Língua Portuguesa (2005), nº 2, p.: 10.
II. O autor mescla, de forma eqüitativa, o registro formal e o registro informal da linguagem.
III. Por ser um texto de cunho jornalístico, ele foi escrito, totalmente, levando em consideração o registro formal da linguagem.
IV. De maneira geral, o uso de termos em inglês (Information Mapping) e alguns termos do registro informal da língua, em nada comprometem o caráter prioritariamente formal do texto.
Assinale a alternativa correta.

Autor: S.I. Revista Língua Portuguesa (2005), nº 2, p.: 10.

Autor: S.I. Revista Língua Portuguesa (2005), nº 2, p.: 10.
TORRES, Antônio. Essa Terra. 21 ed. São Paulo: Record, 2005. p. 71.
A personagem em foco
Acendo nosso último cigarro. Ele traga. Sua mão treme um pouco.
— Pode incluir o testemunho de um sacerdote peruano,
Wenceslau Calderón de la Cruz, não é um belo nome?
— Wenceslau o quê?
— Calderón de la Cruz. Considera homens como Guevara e Luther King verdadeiramente santos.
— Não gosto de Luther King — ele resmunga.
— Deixa então só o Che, mas repense sobre Luther King. Antigamente a santidade era vista como o máximo da penitência, caridade, aquilo que você sabe. Mudou tudo. Hoje um cristão não pode alcançar a salvação da alma sem servir objetivamente à sociedade.
TELLES, Lygia Fagundes. As meninas. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. p. 130.
O texto, contextualizado na obra, permite afirmar:
— Papai...
— Não te ponhas com denguices, e falemos como dous amigos sérios. Fecha aquela porta; vou dizer-te cousas importantes. Senta-te e conversemos. Vinte e um anos, algumas apólices, um diploma, podes entrar no parlamento, na magistratura, na imprensa, na lavoura, na indústria, no comércio, nas letras ou nas artes. Há infinitas carreiras diante de ti. Vinte e um anos, meu rapaz, formam apenas a primeira sílaba do nosso destino. Os mesmos Pitt e Napoleão, apesar de precoces, não foram tudo aos vinte e um anos. Mas, qualquer que seja a profissão da tua escolha, o meu desejo é que a faças grande e ilustre, ou pelo menos notável, que te levantes acima da obscuridade comum.
ASSIS, Machado de. A teoria do medalhão. In: Papéis avulsos. Obra completa. 2. ed. ilust. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1962. v. II, p. 288.
No fragmento e no todo do conto, observa-se

SE VOCÊ fica irritado... Veja, São Paulo: Abril, ed. 2131, ano 42, n. 38,
p. 51, 23 set. 2009. Adaptado. Encarte publicitário.
O trecho apresenta

SE VOCÊ fica irritado... Veja, São Paulo: Abril, ed. 2131, ano 42, n. 38,
p. 51, 23 set. 2009. Adaptado. Encarte publicitário.

CAMARGO, José Eduardo; SOARES, L. O Brasil das placas: viagem por um país ao pé da letra, 3. imp., São Paulo: Panda Books, 2007. p. 14-15.
Os textos apresentados fazem parte do livro “O Brasil das placas — viagem por um país ao pé da letra”, de José Eduardo Camargo e L. Soares. Cada placa está acompanhada de um cordel.
A alternativa em que se faz uma análise correta sobre a linguagem da placa e/ou do cordel é a


