Questões de Vestibular
Sobre interpretação de textos em português
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Para dar credibilidade a essa informação, ele baseia-se
Considere a tirinha em que se veem os amigos Cebolinha e Magali, após a realização de uma pescaria.

(Mauricio de Sousa. O Estado de S.Paulo.)
Como um dos recursos para provocar humor, o artista serviu-se
da figura de linguagem:
O título do poema anuncia a noção de desigualdade.
Pela leitura do conjunto do texto, é possível concluir que a desigualdade entre os homens diz respeito principalmente a:
Todo ser humano é um estranho
ímpar. (v. 26-27)
No contexto, a associação dos adjetivos estranho e ímpar sugere que cada ser humano não se conhece completamente.
Isto acontece porque cada indivíduo pode ser caracterizado como:
Todos os amores, iguais iguais iguais. (v.19)
A intensificação da repetição do termo iguais no mesmo verso, relacionado a amores, enfatiza determinada crítica que o poeta pretende fazer.
A crítica de Drummond se dirige às relações amorosas, no que diz respeito ao seguinte aspecto:
O poema de Carlos Drummond de Andrade se caracteriza por uma repetição considerada estilística, porque é claramente feita para produzir um sentido.
Pode-se dizer que a repetição da expressão são iguais é empregada para reforçar o sentido de:
Ficamos na mesquinhez dos nossos interesses imediatos negando fazer a revolução educacional que poderia completar a quase-abolição de 1888. (l. 39-40)
A criação da palavra composta, quase-abolição, cumpre principalmente a função de:
Antes, com a proibição do tráfico, a lei do ventre livre, a alforria dos sexagenários. Agora, com o bolsa família, o voto do analfabeto ou a aposentadoria rural. Medidas generosas, para inglês ver e sem a ousadia da abolição plena. (l. 34-37)
O fragmento acima apresenta duas enumerações que, separadas pelo tempo, exemplificam um mesmo processo.
Pela leitura do 8º parágrafo, pode-se concluir que os exemplos enumerados se referem a:
No desenvolvimento da argumentação, o autor enumera razões específicas, facilmente constatadas no cotidiano, para sustentar sua opinião, anunciada no título, de que todos nós seríamos ainda escravocratas.
Esse método argumentativo, que apresenta elementos específicos da experiência social cotidiana, para deles extrair uma conclusão geral, é conhecido como:
A expressão somos escravocratas é repetida quatro vezes no texto que, embora assinado pelo autor Cristovam Buarque, é todo enunciado na primeira pessoa do plural.
O uso dessa primeira pessoa do plural, relacionado à escravidão, reforça principalmente o objetivo de:
“Acabar com a escravidão não basta. É preciso acabar com a obra da escravidão” (l. 5-6)
No início do texto, o autor cita entre aspas as frases de Joaquim Nabuco para, em seguida, se posicionar pessoalmente perante seu conteúdo.
Para o autor, a obra da escravidão caracteriza-se fundamentalmente por:
Político que ousou pensar, intelectual que não se omitiu em agir, pensador e ativista com causa, principal artífice da abolição do regime escravocrata no Brasil. (l. 2-4)
Na frase acima, Cristovam Buarque define Joaquim Nabuco de quatro maneiras. As três primeiras definições partem de determinadas pressuposições.
Uma pressuposição que se pode deduzir da leitura do fragmento é:

VERÍSSIMO, Luís Fernando. As cobras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010.
Na tira, as duas cobras estão dialogando entre si, quando a minhoca interfere.
Nessa situação, a repetição e o tom exclamativo da fala da minhoca destacam principalmente a seguinte característica da personagem:

VERÍSSIMO, Luís Fernando. As cobras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010.
No último quadro, a fala da minhoca revela uma reação comum das vítimas de discriminação.
Essa fala deixa subentendida a intenção da personagem de:

VERÍSSIMO, Luís Fernando. As cobras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010.
No segundo quadro da tira, a minhoca se esconde para não ser notada pelas cobras.
Essa tentativa de desaparecimento da personagem é enfatizada pelo uso do seguinte recurso:
Considere as afirmativas abaixo sobre os aspectos formais do Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles:
I. Apegada ao estilo simbolista, do qual nunca se afastou, a autora escreve no livro apenas sonetos de temática amorosa ambientada no contexto da proclamação da República no Brasil.
II. Encarnando até as últimas consequências o espírito da neovanguarda dos anos 1950, a autora escreve no livro uma série de poemas concretos sobre a história do Brasil, colocando como centro da luta pela liberdade assumida pelo movimento abolicionista.
III. Embora se abra a uma variedade de metros poéticos, predominam no texto as redondilhas maiores (de sete sílabas) e as redondilhas menores (de cinco sílabas). Isso demonstra o apego da autora à tradição e, ao mesmo tempo, a busca por exprimir vivacidade e musicalidade que, segundo os teóricos, são alcançados de modo mais pleno nesse tipo de métrica.
IV. Composto de “romances”, tomados como narrativas de tom lírico, o romanceiro é uma referência à tradição poética medieval, para a qual o termo romance tinha um sentido diferente do atual. Primordialmente, havia romances que não eram escritos em prosa. Essa ligação com o passado hibrido – narrativo e lírico – da forma romance é trabalhada esteticamente nos textos do livro, que contam uma ação, mas com elementos poéticos.
É correto o que se afirma SOMENTE em:
Observe as afirmativas abaixo a respeito de Felicidade Clandestina, de Clarice Lispector:
I. Os contos do livro são todos narrados em terceira pessoa e primam pela objetividade, típica do estilo realista adotado pela autora no todo de sua obra. A temática das desigualdades sociais é a que prevalece nas narrativas.
II. Clarice Lispector é uma experimentadora da linguagem. Explorando o regionalismo e a escrita carregada de neologismos, sua obra tem nos contos de Felicidade Clandestina seu ponto alto, com destaque para o modo como se narram as aventuras que se passam no interior do Brasil.
III. O universo fantástico é amplamente explorado nas ações dos contos. Vista como uma seguidora de Franz Kafka, a autora exagera na descrição de situações que, num primeiro momento, parecem absurdas, com a presença de seres maravilhosos e a humanização de animais. Contudo, esse absurdo é funcional para a análise crítica da sociedade e dos valores humanos feita em sua obra.
IV. Há nos contos muito de autobiográfico, especialmente nas ações que envolvem crianças. Mas o diferencial da obra de Clarice Lispector é o primor na descrição do universo interior dos personagens, com a investigação de subjetividades em crise, experienciando revelações e epifanias. A inquietação íntima dos personagens vem da busca por uma identidade e pelo reconhecimento do mundo em sua complexidade.
É correto o que se afirma SOMENTE em:

