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Questões de Vestibular Sobre interpretação de textos em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 9.750 questões

Ano: 2023 Banca: VUNESP Órgão: FCM/SANTA CASA Prova: VUNESP - 2023 - FCM/SANTA CASA - Vestibular - Medicina |
Q4149739 Português
Para responder às questões de 02 a 06, leia a crônica “Médicos e monstros”, de Moacyr Scliar, publicada originalmente no jornal Zero Hora, em 20.08.1997.


   Sentenças judiciais nem sempre têm sido muito felizes no que diz respeito aos direitos humanos, mas este 20 de agosto marca o quinquagésimo aniversário de uma decisão jurídica que se tornaria um marco não apenas na história da justiça como na da ética médica. Naquela data o Tribunal de Nuremberg condenou 23 médicos nazistas por participação em atividades de genocídio.

    O número não chega a ser impressionante. E os réus eram, na verdade, figuras secundárias. Ali não estava, por exemplo, Adolf Eichmann, que injetava corante nos olhos de crianças para torná-los arianamente azuis, ou que matou uma criança com suas próprias mãos para confirmar o diagnóstico de tuberculose, posto em dúvida por colegas. Como outros, ele tinha escapado — para ser alcançado depois pelo longo braço da justiça israelense.

     Importante, contudo, foi a sentença. Porque, anexo a ela, estava um documento que depois se tornaria conhecido como o Código de Nuremberg. Em sua defesa, os médicos nazis haviam alegado que estavam agindo em nome da ciência; para evitar que essa afrontosa alegação servisse de desculpa em crimes posteriores, o Código de Nuremberg estabeleceu vários princípios. Que hoje nos parecem óbvios: um experimento médico só pode ser feito com o consentimento da pessoa; deve proporcionar resultados que beneficiem a humanidade; deve evitar qualquer sofrimento. Que os doutores nazistas tenham violado princípios tão básicos mostra a que ponto chegaram em sua degradação. Mas não só eles, obviamente; em Tuskegee, no Alabama, médicos deixaram de usar a penicilina em pacientes negros com sífilis para observar como evoluiria a doença não tratada (um conhecimento, diga-se de passagem, há muito registrado nos manuais clínicos).

    Robert Louis Stevenson criou as figuras de Dr. Jekyll e Mr. Hyde, o médico e o monstro, para simbolizar o antagonismo entre o bem e o mal. Nos doutores nazistas esse antagonismo desapareceu: eram médicos e eram monstros. Diante da enorme quantidade de pessoas indefesas, a medicina optou pela extrema crueldade das experiências sem sentido, da tortura impiedosa, das câmaras de gás. Uma experiência que os médicos da ditadura, por exemplo, herdaram e que praticaram — inclusive aqui no Brasil — até há muito pouco tempo.

    Cinquenta anos depois da sentença do Tribunal de Nuremberg, é necessário lembrar, ainda uma vez, que a medicina surgiu, única e exclusivamente, para ajudar o ser humano. Qualquer ser humano.

(Moacyr Scliar. A nossa frágil condição humana, 2017.)
De acordo com o cronista,
Alternativas
Ano: 2023 Banca: VUNESP Órgão: FCM/SANTA CASA Prova: VUNESP - 2023 - FCM/SANTA CASA - Vestibular - Medicina |
Q4149738 Português
Examine o cartum de Richard Bittencourt, o Fí, publicado em sua conta do Instagram em 13.05.2023.

Imagem associada para resolução da questão


Para obter seu efeito de humor, o cartum explora o seguinte recurso expressivo:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: VUNESP Órgão: FAMERP Prova: VUNESP - 2023 - FAMERP - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q4144306 Português
Leia a narrativa “O protetor”, de Millôr Fernandes, para responder à questão.

        O homem vinha guiando o carro a 120 km/h quando o pneu furou. O carro deu três voltas sobre si mesmo, foi atirado pelos ares, bateu num galho de árvore e, quando ia se esborrachando no chão, alguém o segurou sem que ele pu desse ver quem. Ele ficou um pouco tonto e foi aí que ouviu a voz misteriosa que lhe disse: “Não se estás morto, não! Estás vivo! Eu continuo aqui para proteger-te. Sou teu anjo da guarda. Quando tiveste aquele ataque de coqueluche, aos seis meses de idade, eu estava lá para te salvar. Quando ficaste na frente do trem, aos seis anos, eu estava lá para te ajudar. Quando foste para a guerra na Itália, quando saltaste de paraquedas na Coreia, quando ias te afogando em Copa cabana, sempre fui eu quem te ajudou.”

        “Está bem, está bem, muito obrigado”, disse então o homem agradecido. “Mas onde diabos estava você quando eu me casei?”

(Millôr Fernandes. Contos fabulosos, 2007.)
A pergunta do homem a seu anjo da guarda revela, sobretudo, um sentimento de
Alternativas
Ano: 2023 Banca: VUNESP Órgão: FAMERP Prova: VUNESP - 2023 - FAMERP - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q4144303 Português
Leia o artigo “Sobre homens e ratos”, do médico Drauzio Varella, para responder à questão.

        Mulheres e homens têm apenas 30 mil genes! A divulgação desse dado pelo Projeto Genoma foi um balde de água fria no orgulho humano: imaginávamos que fossem pelo menos 100 mil. Se as moscas têm 13 mil genes, qualquer verme, 20 mil, um abacateiro, 25 mil, e os camundongos que caçamos nas ratoeiras têm 30 mil, 100 mil para nós parecia uma estimativa razoável. Afinal, não foi culpa nossa havermos sido criados à imagem e semelhança de Deus. A bem da verdade, já sabíamos que cerca de 98% de nossas sequências de DNA são idênticas às dos chimpanzés. Mas chimpanzés são animais políticos que formam comunidades com culturas próprias, uti lizam instrumentos rudimentares e matam seus semelhantes premeditadamente. São, por assim dizer, seres mais humanos. Admitir, no entanto, que nosso genoma é formado pelo mesmo número de genes dos ratos, e que somente 300 genes são responsáveis pelas diferenças entre nós e eles, constitui humilhação inaceitável.

        A visão antropocêntrica, segundo a qual a vida na Terra teria evoluído dos seres unicelulares para indivíduos cada vez mais complexos até chegar ao homem, é um mau entendi mento das leis da natureza. No “ranking” evolutivo, não existe primeira posição. A prova é que as bactérias foram os primeiros habitantes do planeta e não só ainda estão por aí como representam mais da metade da biomassa terrestre, isto é, se somarmos o peso de cada uma, obteremos mais da metade da massa de todos os demais seres vivos somados, incluindo árvores, elefantes e baleias. O Homo sapiens é simplesmente uma entre milhões de espécies. Nascemos há 5 milhões de anos, um segundo evolutivo comparado aos 4 bilhões de anos das bactérias. Não fizemos nenhuma falta à vida na Terra durante praticamente toda a existência dela e, se um dia formos extintos, nenhuma formiga, cigarra ou besouro chorará a nossa ausência. A evolução continuará seu caminho inexorável de competição e seleção natural, como ensinaram Charles Darwin e Alfred Wallace.

        Na verdade, os números do Projeto Genoma são lógicos. Os seres vivos mantêm a quase totalidade de seus genes ocupados na execução das tarefas do dia a dia: respiração, circulação, movimentação, digestão, excreção e produção de energia, entre outras. Muitos desses genes são tão essenciais ao trabalho doméstico que a evolução os preservou praticamente intactos de um ser vivo para outro. Entender a razão pela qual temos 30 mil genes como os ratos é fácil: eles são mamíferos como nós e apresentam fisiologia tão semelhante à nossa que podem ser utilizados em experiências para entender a fisiologia humana. O que intriga na evolução não é a proximidade genética entre as espécies, mas os genes responsáveis pelas diferenças.

(Drauzio Varella. Borboletas da alma: escritos sobre ciência e saúde, 2006. Adaptado.)
Para evitar a sua repetição, assegurando-se assim uma maior coesão textual, o autor omite no primeiro parágrafo a expressão:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: VUNESP Órgão: FAMERP Prova: VUNESP - 2023 - FAMERP - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q4144302 Português
Leia o artigo “Sobre homens e ratos”, do médico Drauzio Varella, para responder à questão.

        Mulheres e homens têm apenas 30 mil genes! A divulgação desse dado pelo Projeto Genoma foi um balde de água fria no orgulho humano: imaginávamos que fossem pelo menos 100 mil. Se as moscas têm 13 mil genes, qualquer verme, 20 mil, um abacateiro, 25 mil, e os camundongos que caçamos nas ratoeiras têm 30 mil, 100 mil para nós parecia uma estimativa razoável. Afinal, não foi culpa nossa havermos sido criados à imagem e semelhança de Deus. A bem da verdade, já sabíamos que cerca de 98% de nossas sequências de DNA são idênticas às dos chimpanzés. Mas chimpanzés são animais políticos que formam comunidades com culturas próprias, uti lizam instrumentos rudimentares e matam seus semelhantes premeditadamente. São, por assim dizer, seres mais humanos. Admitir, no entanto, que nosso genoma é formado pelo mesmo número de genes dos ratos, e que somente 300 genes são responsáveis pelas diferenças entre nós e eles, constitui humilhação inaceitável.

        A visão antropocêntrica, segundo a qual a vida na Terra teria evoluído dos seres unicelulares para indivíduos cada vez mais complexos até chegar ao homem, é um mau entendi mento das leis da natureza. No “ranking” evolutivo, não existe primeira posição. A prova é que as bactérias foram os primeiros habitantes do planeta e não só ainda estão por aí como representam mais da metade da biomassa terrestre, isto é, se somarmos o peso de cada uma, obteremos mais da metade da massa de todos os demais seres vivos somados, incluindo árvores, elefantes e baleias. O Homo sapiens é simplesmente uma entre milhões de espécies. Nascemos há 5 milhões de anos, um segundo evolutivo comparado aos 4 bilhões de anos das bactérias. Não fizemos nenhuma falta à vida na Terra durante praticamente toda a existência dela e, se um dia formos extintos, nenhuma formiga, cigarra ou besouro chorará a nossa ausência. A evolução continuará seu caminho inexorável de competição e seleção natural, como ensinaram Charles Darwin e Alfred Wallace.

        Na verdade, os números do Projeto Genoma são lógicos. Os seres vivos mantêm a quase totalidade de seus genes ocupados na execução das tarefas do dia a dia: respiração, circulação, movimentação, digestão, excreção e produção de energia, entre outras. Muitos desses genes são tão essenciais ao trabalho doméstico que a evolução os preservou praticamente intactos de um ser vivo para outro. Entender a razão pela qual temos 30 mil genes como os ratos é fácil: eles são mamíferos como nós e apresentam fisiologia tão semelhante à nossa que podem ser utilizados em experiências para entender a fisiologia humana. O que intriga na evolução não é a proximidade genética entre as espécies, mas os genes responsáveis pelas diferenças.

(Drauzio Varella. Borboletas da alma: escritos sobre ciência e saúde, 2006. Adaptado.)
Reveste-se de uma tonalidade irônica o seguinte trecho do artigo:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: VUNESP Órgão: FAMERP Prova: VUNESP - 2023 - FAMERP - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q4144301 Português
Leia o artigo “Sobre homens e ratos”, do médico Drauzio Varella, para responder à questão.

        Mulheres e homens têm apenas 30 mil genes! A divulgação desse dado pelo Projeto Genoma foi um balde de água fria no orgulho humano: imaginávamos que fossem pelo menos 100 mil. Se as moscas têm 13 mil genes, qualquer verme, 20 mil, um abacateiro, 25 mil, e os camundongos que caçamos nas ratoeiras têm 30 mil, 100 mil para nós parecia uma estimativa razoável. Afinal, não foi culpa nossa havermos sido criados à imagem e semelhança de Deus. A bem da verdade, já sabíamos que cerca de 98% de nossas sequências de DNA são idênticas às dos chimpanzés. Mas chimpanzés são animais políticos que formam comunidades com culturas próprias, uti lizam instrumentos rudimentares e matam seus semelhantes premeditadamente. São, por assim dizer, seres mais humanos. Admitir, no entanto, que nosso genoma é formado pelo mesmo número de genes dos ratos, e que somente 300 genes são responsáveis pelas diferenças entre nós e eles, constitui humilhação inaceitável.

        A visão antropocêntrica, segundo a qual a vida na Terra teria evoluído dos seres unicelulares para indivíduos cada vez mais complexos até chegar ao homem, é um mau entendi mento das leis da natureza. No “ranking” evolutivo, não existe primeira posição. A prova é que as bactérias foram os primeiros habitantes do planeta e não só ainda estão por aí como representam mais da metade da biomassa terrestre, isto é, se somarmos o peso de cada uma, obteremos mais da metade da massa de todos os demais seres vivos somados, incluindo árvores, elefantes e baleias. O Homo sapiens é simplesmente uma entre milhões de espécies. Nascemos há 5 milhões de anos, um segundo evolutivo comparado aos 4 bilhões de anos das bactérias. Não fizemos nenhuma falta à vida na Terra durante praticamente toda a existência dela e, se um dia formos extintos, nenhuma formiga, cigarra ou besouro chorará a nossa ausência. A evolução continuará seu caminho inexorável de competição e seleção natural, como ensinaram Charles Darwin e Alfred Wallace.

        Na verdade, os números do Projeto Genoma são lógicos. Os seres vivos mantêm a quase totalidade de seus genes ocupados na execução das tarefas do dia a dia: respiração, circulação, movimentação, digestão, excreção e produção de energia, entre outras. Muitos desses genes são tão essenciais ao trabalho doméstico que a evolução os preservou praticamente intactos de um ser vivo para outro. Entender a razão pela qual temos 30 mil genes como os ratos é fácil: eles são mamíferos como nós e apresentam fisiologia tão semelhante à nossa que podem ser utilizados em experiências para entender a fisiologia humana. O que intriga na evolução não é a proximidade genética entre as espécies, mas os genes responsáveis pelas diferenças.

(Drauzio Varella. Borboletas da alma: escritos sobre ciência e saúde, 2006. Adaptado.)
No primeiro parágrafo, o autor recorre a uma conhecida expressão própria da linguagem coloquial. Tal expressão designa
Alternativas
Ano: 2023 Banca: VUNESP Órgão: FAMERP Prova: VUNESP - 2023 - FAMERP - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q4144300 Português
Leia o artigo “Sobre homens e ratos”, do médico Drauzio Varella, para responder à questão.

        Mulheres e homens têm apenas 30 mil genes! A divulgação desse dado pelo Projeto Genoma foi um balde de água fria no orgulho humano: imaginávamos que fossem pelo menos 100 mil. Se as moscas têm 13 mil genes, qualquer verme, 20 mil, um abacateiro, 25 mil, e os camundongos que caçamos nas ratoeiras têm 30 mil, 100 mil para nós parecia uma estimativa razoável. Afinal, não foi culpa nossa havermos sido criados à imagem e semelhança de Deus. A bem da verdade, já sabíamos que cerca de 98% de nossas sequências de DNA são idênticas às dos chimpanzés. Mas chimpanzés são animais políticos que formam comunidades com culturas próprias, uti lizam instrumentos rudimentares e matam seus semelhantes premeditadamente. São, por assim dizer, seres mais humanos. Admitir, no entanto, que nosso genoma é formado pelo mesmo número de genes dos ratos, e que somente 300 genes são responsáveis pelas diferenças entre nós e eles, constitui humilhação inaceitável.

        A visão antropocêntrica, segundo a qual a vida na Terra teria evoluído dos seres unicelulares para indivíduos cada vez mais complexos até chegar ao homem, é um mau entendi mento das leis da natureza. No “ranking” evolutivo, não existe primeira posição. A prova é que as bactérias foram os primeiros habitantes do planeta e não só ainda estão por aí como representam mais da metade da biomassa terrestre, isto é, se somarmos o peso de cada uma, obteremos mais da metade da massa de todos os demais seres vivos somados, incluindo árvores, elefantes e baleias. O Homo sapiens é simplesmente uma entre milhões de espécies. Nascemos há 5 milhões de anos, um segundo evolutivo comparado aos 4 bilhões de anos das bactérias. Não fizemos nenhuma falta à vida na Terra durante praticamente toda a existência dela e, se um dia formos extintos, nenhuma formiga, cigarra ou besouro chorará a nossa ausência. A evolução continuará seu caminho inexorável de competição e seleção natural, como ensinaram Charles Darwin e Alfred Wallace.

        Na verdade, os números do Projeto Genoma são lógicos. Os seres vivos mantêm a quase totalidade de seus genes ocupados na execução das tarefas do dia a dia: respiração, circulação, movimentação, digestão, excreção e produção de energia, entre outras. Muitos desses genes são tão essenciais ao trabalho doméstico que a evolução os preservou praticamente intactos de um ser vivo para outro. Entender a razão pela qual temos 30 mil genes como os ratos é fácil: eles são mamíferos como nós e apresentam fisiologia tão semelhante à nossa que podem ser utilizados em experiências para entender a fisiologia humana. O que intriga na evolução não é a proximidade genética entre as espécies, mas os genes responsáveis pelas diferenças.

(Drauzio Varella. Borboletas da alma: escritos sobre ciência e saúde, 2006. Adaptado.)
Por se tratar de um artigo de divulgação científica (e não de um artigo científico propriamente), predomina no texto uma linguagem
Alternativas
Ano: 2023 Banca: VUNESP Órgão: FAMERP Prova: VUNESP - 2023 - FAMERP - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q4144299 Português

Examine o cartum de Rafael Corrêa, publicado em sua conta no Instagram em 15.04.2022.


1.png (213×166)


Na construção de seu sentido, o cartum mobiliza fundamentalmente o seguinte recurso expressivo:

Alternativas
Ano: 2023 Banca: FGV Órgão: FEMPAR Prova: FGV - 2023 - FEMPAR - Vestibular - Medicina |
Q4141978 Português
“Bom piloto é aquele que tem um número igual de decolagens e aterrissagens.”
Assinale a opção que apresenta a qualidade que se destaca no “bom piloto”. 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: FGV Órgão: FEMPAR Prova: FGV - 2023 - FEMPAR - Vestibular - Medicina |
Q4141977 Português
As opções a seguir mostram uma mesma palavra repetida. Assinale a opção em que a palavra repetida tem o mesmo significado.
Alternativas
Ano: 2023 Banca: FGV Órgão: FEMPAR Prova: FGV - 2023 - FEMPAR - Vestibular - Medicina |
Q4141973 Português
Numa descrição, nunca são registrados todos os dados da realidade descrita, mas somente aqueles que mostram algum interesse textual. Veja, por exemplo, o seguinte caso:
O chefe de uma empresa, vira-se para o secretário e diz: – Por favor, dê um pulo ao meu carro, no estacionamento, e pegue o livro que esqueci no banco de trás; é um carro alemão, importado e novo, cinza, com a capota preta.
Assinale a opção que identifica o maior interesse textual dos adjetivos sublinhados nesse pequeno texto.
Alternativas
Ano: 2023 Banca: FGV Órgão: FEMPAR Prova: FGV - 2023 - FEMPAR - Vestibular - Medicina |
Q4141970 Português
Analise o texto a seguir, retirado de um livro dedicado ao ensino da redação.
“As palavras são os utensílios, a ferramenta do escritor. E como em todo ofício ou profissão é imprescindível o conhecimento – o manejo – dos utensílios de trabalho, assim também na arte de escrever. Nossa base, pois, é o conhecimento do vocabulário. O emprego da palavra exata, própria e adequada, é uma das regras fundamentais do estilo. Como o pintor, por exemplo, deve conhecer as cores, assim o escritor deve conhecer os vocábulos.” VIVALDI, Martin. Curso de Redação
Assinale a opção que apresenta a mensagem mais importante desse texto, considerando o livro em que está inserido.
Alternativas
Ano: 2023 Banca: FGV Órgão: FEMPAR Prova: FGV - 2023 - FEMPAR - Vestibular - Medicina |
Q4141969 Português
Leia o texto a seguir, retirado de um dicionário de curiosidades sobre o Rio de Janeiro.
“ABERTURA DOS PORTOS – Monumento erigido na Praia do Russel, em comemoração ao Decreto de D. João VI, em 28/01/1808, determinando a abertura dos portos, medida que acarretou a integração do Brasil no comércio exterior. Este monumento, de bronze, é constituído por duas imagens de mulher, simbolizando o ‘Comércio’ e a ‘Navegação’. O referido monumento, foi obra de Eugène Benet, escultor francês.”
Assinale a opção em que a exemplificação do conteúdo do texto está inadequada
Alternativas
Ano: 2023 Banca: FGV Órgão: FEMPAR Prova: FGV - 2023 - FEMPAR - Vestibular - Medicina |
Q4141968 Português

Observe a placa de sinalização de trânsito a seguir, que indica a proibição de ultrapassagem.


5.jpg (129×124)


Nesse caso, a placa é uma forma abreviada de

Alternativas
Ano: 2023 Banca: FGV Órgão: FEMPAR Prova: FGV - 2023 - FEMPAR - Vestibular - Medicina |
Q4141965 Português
A sabedoria amadurece por meio do sofrimento. (Ésquilo).
Sobre a estruturação desse pensamento, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UNICENTRO Órgão: UNICENTRO Prova: UNICENTRO - 2023 - UNICENTRO - Vestibular |
Q3910172 Português
O conto “O x do problema”, do volume O Seminário dos Ratos, de Lygia Fagundes Telles, expõe personagens diante de um programa de televisão cujo nome intitula a narrativa. A partir da leitura desse conto, considere as afirmativas a seguir que contêm interpretações das falas de personagens.
I. Em “E subiu mais, viu, César? O rio. O moço do jornal já avisou que vai ser que nem no domingo, o céu já tá preto, esta parede num vai aguentar.”, há referências a previsões meteorológicas que ameaçam as já precárias condições de vida daqueles moradores, o que contribui para a ambiguidade do título: o problema enfrentado por eles mesmos.
II. Em “O Mário da Nena disse que esse programa é tudo marmelada, que foi combinado pergunta e resposta, ele conhece o Aryosvaldo, disse que é um cabeleireiro fajuto que sabe dessa Marquesa de Santos tanto quanto a gente.”, há um discurso que aponta a farsa dos programas televisivos e tem ressonância nas demais personagens, redefinindo a narrativa.
III. Em “Ah, coitado, me dá um nervo (...) Fedor desgraçado, acho que essa lama veio do inferno.”, a personagem desvia-se da dinâmica e do suspense do programa para debochar do participante e se conscientizar sobre os próprios problemas causados pela chuva e pelas enchentes que afetam aquela moradia.
IV. Em “Diz que vai ter agora um cara falando de Pelé, mas quem quer Pelé? Pelé está velho, eu queria o Zico. Zico, Zico!”, sobressai a inclinação pelo efêmero com a rejeição a um ídolo com a tradição de Pelé e a expectativa de sua substituição por um ídolo mais jovem, emergente na época, como Zico.
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UNICENTRO Órgão: UNICENTRO Prova: UNICENTRO - 2023 - UNICENTRO - Vestibular |
Q3910171 Português
Leia o trecho do romance A Falência, de Júlia Lopes de Almeida, a seguir.
– O livro? – Está aqui. – Já leu? – Já. Trata-se de um amor um pouco parecido com o nosso. – Então não leio. Sei que está cheio de injustiças e de mentiras perversas. Os senhores romancistas não perdoam às mulheres; fazem-nas responsáveis por tudo – como se não pagássemos caro a felicidade que fruímos! Nesses livros tenho sempre medo do fim; revolto-me contra os castigos que eles infligem às nossas culpas, e desespero-me por não poder gritar-lhes: hipócritas! hipócritas! Leve o seu livro; não me torne a trazer desses romances. Basta-me o nosso para eu ter medo do fim. – Não tenha remorsos; o nosso não acabará! – Remorsos... remorsos de quê? Pensa, Gervásio, que, desde o primeiro ano de casado, o meu marido não me traiu também? Qual é a mulher, por mais estúpida, ou mais indiferente, que não adivinhe, que não sinta o adultério do marido no próprio dia em que ele é cometido? Há sempre um vestígio da outra, que se mostra em um gesto, em um perfume, em uma palavra, em um carinho...
(ALMEIDA, J. L. A Falência. São Paulo: Via Leitura, 2018. p.31-32.)
Com base nesse trecho e na leitura integral desse romance, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UNICENTRO Órgão: UNICENTRO Prova: UNICENTRO - 2023 - UNICENTRO - Vestibular |
Q3910168 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

An old drug offers a new way to stop STIs

July 11, 2023 5:04 AM ET
By Will Stone

A promising line of attack against sexually transmitted infections puts a cheap and widely available medication to a new use. The treatment – a form of post-exposure prophylaxis, or PEP – is a dose of the antibiotic doxycycline taken in the hours immediately after sex which works to extinguish an STI before it leads to symptoms or spreads to others. A growing body of research shows using doxycycline in this way can substantially lower the risk of contracting three of the most common bacterial STIs – chlamydia, gonorrhea and syphilis. Called doxy-PEP, the preventative treatment has instilled enough confidence that the Center for Disease Control and Prevention plans to roll out guidance later this summer to give doctors and public health departments a roadmap for how to offer it. While doxy-PEP will not be recommended for everyone, including most women, and the implications for antibiotic resistance need to be closely monitored, experts say its potential to curb the rising rates of STIs cannot be ignored. “Our efforts to control STIs for the last 50 years have not succeeded,” says Dr. Edward Hook, a professor of medicine and epidemiology at the University Alabama, Birmingham. “It’s time to do something different.”

(Disponível em: . Acesso em: 11 set. 2023.)
Acerca dos recursos de construção do texto, considere as afirmativas a seguir.
I. As expressões “marinheiros da esquadra de Cabral” e “colonização real do território” são empregadas como sinônimas na progressão textual.
II. O uso do trecho “embranquecer a população brasileira” exemplifica uma figura de linguagem chamada hipérbole.
III. Os trechos “falantes de idiomas diferentes” e “ambiente multilíngue” apresentam equivalência de sentidos no contexto utilizado.
IV. O uso da expressão “Brasil cada vez mais negro” está no sentido denotativo, conforme as informações veiculadas no texto.
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UNICENTRO Órgão: UNICENTRO Prova: UNICENTRO - 2023 - UNICENTRO - Vestibular |
Q3910167 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

An old drug offers a new way to stop STIs

July 11, 2023 5:04 AM ET
By Will Stone

A promising line of attack against sexually transmitted infections puts a cheap and widely available medication to a new use. The treatment – a form of post-exposure prophylaxis, or PEP – is a dose of the antibiotic doxycycline taken in the hours immediately after sex which works to extinguish an STI before it leads to symptoms or spreads to others. A growing body of research shows using doxycycline in this way can substantially lower the risk of contracting three of the most common bacterial STIs – chlamydia, gonorrhea and syphilis. Called doxy-PEP, the preventative treatment has instilled enough confidence that the Center for Disease Control and Prevention plans to roll out guidance later this summer to give doctors and public health departments a roadmap for how to offer it. While doxy-PEP will not be recommended for everyone, including most women, and the implications for antibiotic resistance need to be closely monitored, experts say its potential to curb the rising rates of STIs cannot be ignored. “Our efforts to control STIs for the last 50 years have not succeeded,” says Dr. Edward Hook, a professor of medicine and epidemiology at the University Alabama, Birmingham. “It’s time to do something different.”

(Disponível em: . Acesso em: 11 set. 2023.)
Sobre os recursos linguístico-semânticos utilizados no texto, considere as afirmativas a seguir.
I. Em “num ambiente multilíngue cuja única constante era o português”, o pronome “cuja” pode ser substituído pelo termo “onde”, sem prejuízo de sentido.
II. No fragmento “a fim de garantir a manutenção de um modelo europeu”, a expressão “a fim de” indica a finalidade das atitudes vivenciadas no Brasil.
III. No trecho “onde havia africanos lusitanizados e portugueses”, a palavra “onde” pode ser substituída pela expressão “em que” sem alterar o sentido original.
IV. No trecho “ciclos econômicos como o do açúcar e o do café”, o termo “como” foi empregado para exemplificar as informações apresentadas.
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UNICENTRO Órgão: UNICENTRO Prova: UNICENTRO - 2023 - UNICENTRO - Vestibular |
Q3910165 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

Aquela narrativa-padrão segundo a qual não houve tensões e conflitos em nossa formação linguística, que dizia que o português se instalou no Brasil e foi apenas “influenciado” pelas línguas dos povos originários e escravizados (ou, como ouvi na escola, de índios e escravos), já se provou inadequada para descrever o tamanho do impacto que tiveram na trajetória do nosso país as línguas que existiam aqui quando se deu o desembarque dos marinheiros da esquadra de Cabral.

A mesma coisa, você já deve estar imaginando, se aplica ao estudo das alterações geradas em nosso idioma pela presença dos africanos escravizados desde os primeiros momentos da colonização real do território, e de modo bem mais acentuado a partir do estabelecimento de ciclos econômicos como o do açúcar e o do café, que dependiam da exploração cada vez mais intensiva de números crescentes de escravizados. Não é à toa que, descontada a fortuna singular do nheengatu, cujo destino ia se desenrolando numa área que estava (e, em certa medida, ainda está) “isolada” do Brasil litorâneo e mais densamente povoado, o fim do período de ouro da língua geral paulista coincida com o início desse novo modelo econômico.

Num movimento que partia fundamentalmente do Nordeste açucareiro (onde as línguas gerais nunca tiveram a mesma prevalência), o Brasil de brancos e indígenas seria substituído por um Brasil cada vez mais negro. E de maneira curiosa, e até irônica, como veremos, quando se pensa nas tentativas conscientes de embranquecer a população brasileira a partir de meados do século XIX, a fim de garantir a manutenção de um modelo europeu, talvez o fator determinante para a vitória do português em terras brasileiras tenha sido a dispersão dessa mão de obra negra por seu território. [...]

Uma alteração importante nesse nosso ponto de vista é a noção de que alguns escravizados podem já ter chegado ao Brasil com graus variados de conhecimento da língua portuguesa. Primeiro, porque a presença do idioma em Angola ia se estabelecendo como uma realidade. Segundo, pelo fato de que as pessoas capturadas em regiões no interior com frequência acabavam passando longos períodos presas nos entrepostos do litoral. Nessas feitorias, onde havia africanos lusitanizados e portugueses, é possível que a língua estivesse se instalando como instrumento de contato entre falantes de idiomas diferentes. Antes de aportarem no Rio de Janeiro ou em Salvador, essas pessoas faziam viagens transatlânticas que, a depender dos pontos de partida e de chegada, podiam se estender por cerca de três meses, de novo num ambiente multilíngue cuja única constante era o português.

(GALINDO, C. W. Latim em pó: um passeio pela formação do nosso português. São Paulo: Companhia das Letras, 2022. p.164- 165;172.) 
Acerca dos recursos linguísticos empregados no texto, considere as afirmativas a seguir.
I. As aspas usadas em determinadas palavras do texto servem para enfatizar ou ironizar as ideias apresentadas.
II. O uso dos parênteses ao longo do texto gera um efeito de sentido redundante às ideias que são expostas.
III. No segundo parágrafo, o uso do termo “você” tem o objetivo de tornar o texto mais formal devido ao assunto tratado.
IV. No terceiro parágrafo, o uso da expressão “como veremos” indica a inclusão do leitor no processo de leitura.
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
561: E
562: B
563: C
564: A
565: B
566: C
567: E
568: A
569: A
570: D
571: D
572: C
573: A
574: E
575: A
576: A
577: A
578: C
579: E
580: B