Questões de Vestibular Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q1373123 Português
TEXTO:


Prezados senhores, somos todos
da mesma cepa se vistos de binóculo.
    Mas não somos os mesmos.

Eu, com meus poemas indevassáveis
vós, com vossas gravatas coloridas /
eu, com esta consciência de mim
vós, com vossa mesa farta /
eu, buscando o sempre inatingível
vós, com vossas gravatas coloridas /
eu, meditando muito sobre vós
vós,com vossa mesa farta.

Não somos da mesma cepa, mas vistos
de binóculo somos os mesmos.
     Eis uma grande injustiça.


BRASILEIRO, Antônio. Divisor de águas. Antologia poética. Salvador: Fundação Casa de Jorge Amado; COPENE, 1996. p. 77
Na ótica do sujeito poético,
Alternativas
Q1373119 Português
Imagem associada para resolução da questão

LEMINSKI, Paulo. Caprichos e relaxos. São Paulo: Círculo do Livro, [s.d.]. p. 54.

Identifique com V ou F, conforme sejam as afirmativas verdadeiras ou falsas.
O poema comprova

( ) o uso de linguagem polissêmica.
( ) a ruptura com a linearidade do verso.
( ) o enfoque crítico de uma temática social.
( ) o sentimento de dúvida do sujeito poético decorrente do desejo não concretizado.
( ) a disposição das palavras construindo imagens fônica e visual significativas na tradução do tema.


A alternativa que contem a sequência correta, de cima para baixo, é a
Alternativas
Q1354458 Português

TEXTO:


Prezados senhores, somos todos

da mesma cepa se vistos de binóculo.

        Mas não somos os mesmos.


Eu, com meus poemas indevassáveis

vós, com vossas gravatas coloridas /

eu, com esta consciência de mim

vós, com vossa mesa farta /

eu, buscando o sempre inatingível

vós, com vossas gravatas coloridas /

eu, meditando muito sobre vós

vós, com vossa mesa farta.


Não somos da mesma cepa, mas vistos

de binóculo somos os mesmos.

        Eis uma grande injustiça.


BRASILEIRO, Antônio. Divisor de águas. Antologia poética. Salvador: Fundação Casa de Jorge Amado; COPENE, 1996. p. 77

No poema, “gravatas coloridas” conota
Alternativas
Q1351069 Português
Texto
Homem não chora
(Frejat e Alvin L.)
    Homem não chora
    Nem por dor
    Nem por amor
    E antes que eu me esqueça
5  Nunca me passou pela cabeça
    Lhe pedir perdão
    E só porque eu estou aqui
    Ajoelhado no chão
    Com o coração na mão
10 Não quer dizer
    Que tudo mudou
    Que o tempo parou
    Que você ganhou

    Meu rosto vermelho e molhado
15 É só dos olhos pra fora
    Todo mundo sabe
    Que homem não chora
    Esse meu rosto vermelho e molhado
    É só dos olhos pra fora
20 Todo mundo sabe
    Que homem não chora

    Homem não chora
    Nem por ter
    Nem por perder
25 Lágrimas são água
    Caem do meu queixo
    E secam sem tocar o chão
    E só porque você me viu
    Cair em contradição
30 Dormindo em sua mão
    Não vai fazer
    A chuva passar
    O mundo ficar
    No mesmo lugar

35 Meu rosto vermelho e molhado... 
Do álbum Amor pra recomeçar, Frejat, de 2001 (Warner).
Assinale o que for correto a respeito do texto.

Embora o sujeito da letra da canção afirme que “Homem não chora” (linha 1), suas atitudes contrariam suas palavras.
Alternativas
Q1342003 Português
Leia atentamente o soneto abaixo:

SONÊTO
Triste Bahia! oh quão dessemelhante
Estás, e estou do nosso antigo estado!
Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado,
Rica te vejo eu já, tu a mi abundante.

A ti tocou-te a máquina mercante,
Que em tua larga barra tem entrado,
A mim foi-me trocando, e tem trocado
Tanto negócio, e tanto negociante.

Deste em dar tanto açúcar excelente
Pelas drogas inúteis, que abelhuda
Simples aceitas do sangaz Brichote.

Oh se quisera Deus, que de repente
Um dia amanheceras tão sisuda
Que fôra de algodão o teu capote!
MATOS, Gregório. Antologia. Porto Alegre: L&M, 2009, p. 103- 104.

Vocabulário
dessemelhante: diferente.
sangaz: sagaz, astuto, malicioso.
Brichote: palavra depreciativa para designar o estrangeiro.
sisuda: sensata, prudente.
capote: casaco.

Esse soneto é de autoria do poeta barroco Gregório de Matos e nele se encontram as principais características da poesia barroca brasileira. Com relação ao poeta Gregório de Matos e ao soneto, assinale a alternativa correta. 
O poeta Gregório de Matos nasceu na Bahia, por isso não perdoa os dirigentes políticos portugueses (“sangaz Brichote”) da época. 
Alternativas
Q1342002 Português
Leia atentamente o soneto abaixo:

SONÊTO
Triste Bahia! oh quão dessemelhante
Estás, e estou do nosso antigo estado!
Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado,
Rica te vejo eu já, tu a mi abundante.

A ti tocou-te a máquina mercante,
Que em tua larga barra tem entrado,
A mim foi-me trocando, e tem trocado
Tanto negócio, e tanto negociante.

Deste em dar tanto açúcar excelente
Pelas drogas inúteis, que abelhuda
Simples aceitas do sangaz Brichote.

Oh se quisera Deus, que de repente
Um dia amanheceras tão sisuda
Que fôra de algodão o teu capote!
MATOS, Gregório. Antologia. Porto Alegre: L&M, 2009, p. 103- 104.

Vocabulário
dessemelhante: diferente.
sangaz: sagaz, astuto, malicioso.
Brichote: palavra depreciativa para designar o estrangeiro.
sisuda: sensata, prudente.
capote: casaco.

Esse soneto é de autoria do poeta barroco Gregório de Matos e nele se encontram as principais características da poesia barroca brasileira. Com relação ao poeta Gregório de Matos e ao soneto, assinale a alternativa correta. 
Na segunda e na terceira estrofes, o eu-lírico critica fatos e negociantes da Bahia que aceitam mercadorias sem valor, em troca do açúcar produzido.
Alternativas
Q1341996 Português
Leia atentamente o fragmento do poema abaixo e, a seguir, assinale a alternativa correta.

Lira XIV
Minha bela Marília, tudo passa;
A sorte deste mundo é mal segura;
Se vem depois dos males a ventura,
Vem depois dos prazeres a desgraça.
Estão os mesmos deuses
Sujeitos ao poder do ímpio fado:
Apolo já fugiu do céu brilhante,
Já foi pastor de gado.
(...)
Ornemos nossas testas com as flores,
E façamos de feno um brando leito;
Prendamo-nos, Marília, em laço estreito,
Gozemos do prazer de sãos amores.
(...)

GONZAGA, Tomás Antônio. Marília de Dirceu. 2. ed., São Paulo: Martin Claret, 2009, p. 46-47.

Vocabulário
ventura: destino, sorte.
ímpio: que não tem fé, herege.
fado: sorte, destino, ventura.
Apolo: deus da mitologia clássica, símbolo da luz e da beleza.
ornemos: verbo ornar, enfeitar.
feno: erva que serve para alimentar os animais.
brando: macio, flexível.
sãos: sadios, em estado perfeito.
Nos versos “Minha bela Marília, tudo passa;/ (...) Ornemos nossas testas com as flores,/ E façamos de feno um brando leito”, o poeta revela seu desejo de aproveitar a vida na companhia da amada, característica árcade denominada carpe diem. 
Alternativas
Q1341993 Português
Leia atentamente o texto abaixo e, a seguir, assinale a alternativa correta.

    “Antes, porém, que vos vades, assim como ouvistes os vossos louvores, ouvi também agora as vossas repreensões. Servir-vos-ão de confusão, já que não seja de emenda.
    A primeira coisa que me desedifica, peixes, de vós, é que vos comeis uns aos outros. Grande escândalo é este, mas circunstância o faz ainda maior. Não vos comeis uns aos outros, senão que os grandes comem os pequenos. Se fora pelo contrário, era menos mal. Se os pequenos comeram os grandes, bastara um grande para muitos pequenos; mas como os grandes comem os pequenos, não bastam cem pequenos, nem mil, para um só grande. (...) Tão alheia coisa é, não só da razão, mas da mesma natureza, que sendo todos criados no mesmo elemento, todos cidadãos da mesma pátria e todos finalmente irmãos, vivais de vos comer.”

VIEIRA, Antônio. Sermões escolhidos. São Paulo: Martin Claret, 2006, p. 58.
O verbo comer (devorar) é fundamental na organização do texto. Na leitura do trecho, observa-se que foi utilizado no sentido denotativo, ao referir-se aos peixes, e no sentido conotativo e alegórico, quando acusa os homens de corrupção. 
Alternativas
Q1341992 Português
Leia atentamente o texto abaixo e, a seguir, assinale a alternativa correta.

    “Antes, porém, que vos vades, assim como ouvistes os vossos louvores, ouvi também agora as vossas repreensões. Servir-vos-ão de confusão, já que não seja de emenda.
    A primeira coisa que me desedifica, peixes, de vós, é que vos comeis uns aos outros. Grande escândalo é este, mas circunstância o faz ainda maior. Não vos comeis uns aos outros, senão que os grandes comem os pequenos. Se fora pelo contrário, era menos mal. Se os pequenos comeram os grandes, bastara um grande para muitos pequenos; mas como os grandes comem os pequenos, não bastam cem pequenos, nem mil, para um só grande. (...) Tão alheia coisa é, não só da razão, mas da mesma natureza, que sendo todos criados no mesmo elemento, todos cidadãos da mesma pátria e todos finalmente irmãos, vivais de vos comer.”

VIEIRA, Antônio. Sermões escolhidos. São Paulo: Martin Claret, 2006, p. 58.
No trecho acima, Vieira utiliza o processo alegórico, dirigindo-se aos peixes para reprimir o grave e escandaloso problema social do Brasil – a corrupção. 
Alternativas
Q1341991 Português
Leia atentamente o texto abaixo e, a seguir, assinale a alternativa correta.

    “Antes, porém, que vos vades, assim como ouvistes os vossos louvores, ouvi também agora as vossas repreensões. Servir-vos-ão de confusão, já que não seja de emenda.
    A primeira coisa que me desedifica, peixes, de vós, é que vos comeis uns aos outros. Grande escândalo é este, mas circunstância o faz ainda maior. Não vos comeis uns aos outros, senão que os grandes comem os pequenos. Se fora pelo contrário, era menos mal. Se os pequenos comeram os grandes, bastara um grande para muitos pequenos; mas como os grandes comem os pequenos, não bastam cem pequenos, nem mil, para um só grande. (...) Tão alheia coisa é, não só da razão, mas da mesma natureza, que sendo todos criados no mesmo elemento, todos cidadãos da mesma pátria e todos finalmente irmãos, vivais de vos comer.”

VIEIRA, Antônio. Sermões escolhidos. São Paulo: Martin Claret, 2006, p. 58.
No Sermão de Santo Antônio ou dos Peixes, Vieira assume caráter político e missionário e declara o seu desapontamento com os ouvintes, repreendendo a falta de humanidade e de caráter entre as pessoas da mesma pátria. 
Alternativas
Ano: 2010 Banca: Universidade Presbiteriana Mackenzie Órgão: MACKENZIE Prova: Universidade Presbiteriana Mackenzie - 2010 - MACKENZIE - Vestibular |
Q1336267 Português

Texto para a questão

    E se todos os humanos fossem da mesma cor?
    Não haveria intolerância ou o argumento de superioridade racial. Os negros, portanto, não teriam sido escravizados, não teria existido o apartheid nem o nazismo. Ou seja, a história da humanidade seria completamente diferente. Engano seu. A natureza humana é bem mais complexa que isso: mesmo se todos tivessem a mesma cor de pele, textura de cabelo ou formato de olhos, bastaria que algum povo se destacasse no desenvolvimento técnico e econômico para se sentir superior aos demais. Aí o argumento para o domínio não seria a diferença física, mas, sim, cultural, que justificaria a exploração dos mais fracos pelos mais fortes e daria origem a todo tipo de intolerância. Em algum momento o conceito de raça apareceria.

Revista Superinteressante
Todas as alternativas abaixo apontam recurso empregado no desenvolvimento do texto, EXCETO:
Alternativas
Ano: 2010 Banca: Universidade Presbiteriana Mackenzie Órgão: MACKENZIE Prova: Universidade Presbiteriana Mackenzie - 2010 - MACKENZIE - Vestibular |
Q1336266 Português

Texto para a questão

    E se todos os humanos fossem da mesma cor?
    Não haveria intolerância ou o argumento de superioridade racial. Os negros, portanto, não teriam sido escravizados, não teria existido o apartheid nem o nazismo. Ou seja, a história da humanidade seria completamente diferente. Engano seu. A natureza humana é bem mais complexa que isso: mesmo se todos tivessem a mesma cor de pele, textura de cabelo ou formato de olhos, bastaria que algum povo se destacasse no desenvolvimento técnico e econômico para se sentir superior aos demais. Aí o argumento para o domínio não seria a diferença física, mas, sim, cultural, que justificaria a exploração dos mais fracos pelos mais fortes e daria origem a todo tipo de intolerância. Em algum momento o conceito de raça apareceria.

Revista Superinteressante
É correto afirmar que o objetivo principal do texto é
Alternativas
Ano: 2010 Banca: Universidade Presbiteriana Mackenzie Órgão: MACKENZIE Prova: Universidade Presbiteriana Mackenzie - 2010 - MACKENZIE - Vestibular |
Q1336265 Português

Texto para a questão

    E se todos os humanos fossem da mesma cor?
    Não haveria intolerância ou o argumento de superioridade racial. Os negros, portanto, não teriam sido escravizados, não teria existido o apartheid nem o nazismo. Ou seja, a história da humanidade seria completamente diferente. Engano seu. A natureza humana é bem mais complexa que isso: mesmo se todos tivessem a mesma cor de pele, textura de cabelo ou formato de olhos, bastaria que algum povo se destacasse no desenvolvimento técnico e econômico para se sentir superior aos demais. Aí o argumento para o domínio não seria a diferença física, mas, sim, cultural, que justificaria a exploração dos mais fracos pelos mais fortes e daria origem a todo tipo de intolerância. Em algum momento o conceito de raça apareceria.

Revista Superinteressante
Depreende-se corretamente do texto que
Alternativas
Ano: 2010 Banca: UECE-CEV Órgão: UECE Prova: UECE-CEV - 2010 - UECE - Vestibular - Geografia e História - 2ª fase |
Q1308398 Português
O presidente do EUA, Barack Obama, ao proferir seu discurso de posse fez, a seguinte afirmativa: “Para todos os outros povos e governos que estão assistindo hoje, da maior das capitais à pequena vila onde meu pai nasceu: saibam que a América é amiga de cada nação e de todo homem, mulher e criança que procura um futuro de paz e dignidade, e que estamos prontos para liderar mais uma vez (...). A América deve cumprir seu papel em conduzir uma nova era de paz”
(COSTA, A.L.M.C. Obama, o Leopardo In: Carta Capital. São Paulo: Editora Confiança Ltda. p.34-39.)
A declaração acima expressa
Alternativas
Ano: 2010 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2010 - UERJ - Vestibular - Primeiro Exame |
Q1283710 Português

Falamos a todo momento em dois mundos, em sua possível guerra, esquecendo quase sempre que existe um terceiro. É o conjunto daqueles que são chamados, no estilo Nações Unidas, de países subdesenvolvidos. Pois esse Terceiro Mundo ignorado, explorado, desprezado como o Terceiro Estado, deseja também ser alguma coisa.

ALFRED SAUVY

Adaptado de France-Observateur, 14/08/1952


Com essas palavras, o demógrafo e economista francês Alfred Sauvy caracterizou, na década de 1950, a expressão Terceiro Mundo.


No contexto das relações internacionais a que se refere o texto, esse conceito foi utilizado para a crítica da:

Alternativas
Q1275754 Português

Leia o enunciado a seguir e responda à questão.

“Um comediante popular, como Tom Cavalcante, costuma dizer que a diferença está no uso da voz, não na idade da piada.” (linhas 16-18)

Pode-se afirmar que no enunciado:

I - Há um discurso direto explicitado pelo autor que cita uma informação, introduzida por um verbo “dicendi”.

II - Existe um verbo de elocução que introduz uma oração completiva precedida de um conectivo integrante.

III - Há um enunciado completivo, antecedido por uma locução verbal, cujo verbo principal introduz um discurso apelativo.


Analise as proposições e marque a alternativa que apresenta a(s) correta(s).

Alternativas
Ano: 2010 Banca: UEAP Órgão: UEAP Prova: UEAP - 2010 - UEAP - Vestibular - Prova 1 |
Q1274614 Português
Leia o trecho abaixo e assinale a alternativa correta:

"De repente, vi minha pessoa num brejal, a cem braças do recinto da onça, nadando em minha infância nado de cachorrinho. E na segurança de umas tábuas e paus-de-mangue, fui ancorar a barba, espingarda a salvo para o que desse e viesse. [...] E andava eu nessas minudências, quando vi sair, do atrás de um panelão de formiga, aquele tiro sem pai. A pintada, que não esperava chumbo, pulou em modos de voar de imediato e caiu nos estrebuchos da agonia. Avivei a atenção para descobrir Barbirato e quem apareceu, no encaracolado da fumaça, foi o molecote pegador de papa-capim e caboclinho que vez por outra pernoitava no Sobradinho. Veio fagueiro, espingarda no ombro, sem medir consequência. Soltei do banhado meu grito de aviso:
― Afasta! Afasta!
E em dois pulos larguei a água em hora de correr o moleque na ponta da botina, tarefa de que só abri mão ao ver o desmiolado em distância segura, sem risco de vida. Como arremate, parado junto de uns pés de guriri, ainda esbravejei:
― Sujeito sem tino! Cuida que onça é gato de borralho.
Então, voltando atrás, passei ao ouvido da pintada toda a munição do meu paude-fogo que nem a água do brejo teve força de emperrar. Quebrada a jura por um, quebrada por mil. E, mais alto do que o estrondo do tiro, berrei eu:
― Conheceu, papuda!"

(José Cândido de Carvalho. O coronel e o lobisomem. José Olympio Editora: 41ª ed., p. 60-61)
Alternativas
Ano: 2010 Banca: UEAP Órgão: UEAP Prova: UEAP - 2010 - UEAP - Vestibular - Prova 1 |
Q1274611 Português

TEXTO III

O filhinho diz à mãe que chegou de viagem:

- Eu dormiu com o papai ontem.

A empregada o corrige:

- Eu dormi com o papai.

O menino responde:

- Só se foi depois que eu peguei no sono.

(Sírio Possenti. In: Humores da língua. Campinas, SP: Mercado de Letras, 1998, p. 145)


O texto acima apresenta um duplo efeito de sentido, em conseqüência: 

Alternativas
Ano: 2010 Banca: UEAP Órgão: UEAP Prova: UEAP - 2010 - UEAP - Vestibular - Prova 1 |
Q1274610 Português

TEXTO II

Desculpe, querida, mas eu tenho a impressão de que você quer casar comigo só porque eu herdei uma fortuna do meu tio. – Imagina, meu bem! Eu me casaria com você mesmo que tivesse herdado a fortuna de outro parente qualquer!

(Sírio Possenti. In: Humores da língua. Campinas, SP: Mercado de Letras, 1998, p.31)


No texto II, a partir da fala da mulher, o leitor pode ser levado a deduzir que ela quer se casar, não por interesse, mas por amor. Essa dedução, no entanto, é desconstruída quando 

Alternativas
Ano: 2010 Banca: IFG Órgão: IF-GO Prova: IFG - 2010 - IF-GO - Vestibular - Prova 2 |
Q1273622 Português
TEXTO 4

Auto-retrato

Provinciano que nunca soube
Escolher bem uma gravata;
Pernambucano a quem repugna
A faca do pernambucano;
Poeta ruim que na arte da prosa
Envelheceu na infância da arte,
E até mesmo escrevendo crônicas
Ficou cronista de província; 
Arquiteto falhado, músico
Falhado (engoliu um dia
Um piano, mas o teclado
Ficou de fora); sem família,
Religião ou filosofia;
Mal tendo a inquietação de espírito
Que vem do sobrenatural,
E em matéria de profissão
Um tísico profissional.”
(Manuel Bandeira. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1983) 

 TEXTO 5

Felicidade clandestina (excerto)

    Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.
    Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como “data natalícia” e “saudade”. 
    Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.”

(Clarice Lispector. Felicidade clandestina: contos. Rio de Janeiro: Rocco, 1998)  
Nos textos 4 e 5, os autores utilizam a descrição para:
Alternativas
Respostas
4841: E
4842: A
4843: D
4844: C
4845: C
4846: C
4847: C
4848: C
4849: C
4850: C
4851: D
4852: E
4853: E
4854: D
4855: C
4856: C
4857: C
4858: E
4859: D
4860: A