Questões de Vestibular
Sobre figuras de linguagem em português
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Examine a tirinha de Rafa Figueiredo, publicada em 27.01.2023, para responder à questão.



“O aborto é perigoso, porque, se malogra, pode produzir uma criança.”
Sobre a estrutura e a significação desse pequeno texto, assinale a afirmativa correta
Pneumotórax
Febre, hemoptise, dispneia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.
Mandou chamar o médico:
– Diga trinta e três.
– Trinta e três… trinta e três… trinta e três…
– Respire.
………………………………………………………….
– O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
– Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
– Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.
BANDEIRA, Manuel. Pneumotórax. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1993. p. 206.



Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado E flutuou no ar como se fosse um pássaro E se acabou no chão feito um pacote flácido
BUARQUE, Chico. Construção. In: Construção. Rio de Janeiro: Philips/Phonogram, 1971(fragmento). [Disco de Vinil e Capa].
Assinale a alternativa que faz referência correta a esse trecho da música Construção, de Chico Buarque de Holanda.
Sujeito de sorte
Presentemente eu posso me Considerar um sujeito de sorte Porque apesar de muito moço Me sinto são e salvo e forte
E tenho comigo pensado Deus é brasileiro e anda do meu lado E assim já não posso sofrer no ano passado
Tenho sangrado demais Tenho chorado pra cachorro Ano passado eu morri Mas esse ano eu não morro
Disponível em: https://www.letras.mus.br/belchior/344922/. Acesso em: 1 jun. 2023 (fragmento).
AmarElo
Eu sonho mais alto que drones Combustível do meu tipo? A fome Pra arregaçar como um ciclone Pra que amanhã não seja só um ontem Com um novo nome
[...]
É um mundo cão pra nóis, perder não é opção, certo? De onde o vento faz a curva, brota o papo reto Num deixo quieto, num tem como deixar quieto A meta é deixar sem chão quem riu de nós sem teto, vai
[...]
Mano, rancor é igual tumor, envenena raiz Onde a plateia só deseja ser feliz, saca? Com uma presença aérea, onde a última tendência É depressão com aparência de férias
Disponível em: https://g.co/kgs/VQLE8i. Acesso em: 1 jun. 2023 (fragmento).
A partir dos seus conhecimentos sobre a língua portuguesa e com base na canção AmarElo e na leitura dos fragmentos transcritos, assinale a alternativa correta.




Candido Portinari. Meninos brincando.
Rio de Janeiro, 1955. Internet:<www.portinari.org.br>.

Roger Mayne. Handstand. London, 1956.
Internet: <viewingroom.huxleyparlour.com>.
O pátio, que se desdobrava diante do copiar, era imenso, julgo que não me atreveria a percorrê-lo. O fim dele tocava o céu. Um dia, entretanto, achei-me além do pátio, além do céu. Como cheguei ali não sei. Homens cavavam o chão, um buraco se abria, medonho, precipício que me encolhia apavorado entre montanhas erguidas nas bordas. Para que estariam fazendo aquela toca profunda? Para que estariam construindo aqueles montes que um pó envolvia como fumaça? Retraí-me na admiração que me causava o extraordinário formigueiro. As formigas suavam, as camisas brancas tingiam-se, enegreciam, ferramentas cravavam-se na terra, outras jogavam para cima o nevoeiro que formava os morros. (...) O que então me pasmou foi o açude, maravilha, água infinita onde patos e marrecos nadavam. Surpreenderam-me essas criaturas capazes de viver no líquido. O mundo era complicado. O maior volume de água conhecido antes continha-se no bojo de um pote e aquele enorme vaso metido no chão, coberto de folhas verdes, flores, aves que mergulhavam de cabeça para baixo, desarranjava-me a ciência. Com dificuldade, estabeleci relação entre o fenômeno singular e a cova fumacenta. Esta, porém, fora aberta numa região distante, e o açude se estirava defronte da casa. Estava ali, mas tinha caprichos, mudava de lugar, não se aquietava, era uma coisa vagabunda.
Graciliano Ramos. Infância.
Rio de Janeiro: Record, 2003, pp. 14 e 15.
No trecho “As formigas suavam, as camisas brancas tingiam-se, enegreciam”, o emprego da metáfora para representar os trabalhadores é um recurso estético que distancia a narrativa da imaginação infantil.
A QUESTÃO REFERE-SE AO ROMANCE O MEU AMIGO PINTOR, DE LYGIA BOJUNGA (Rio de Janeiro: Casa Lygia Bojunga, 2015).
Levei um susto tão grande que a fala nem saiu logo. Ela disse:
– Ele se matou. E diz que quem se mata vai pro inferno.
(...)
Empurrei o diabo da garota longe e vim m’embora. (p. 21-23)
A passagem acima indica certa compreensão do suicídio, associada a algumas crenças. Em relação a tal compreensão, a alternância entre as palavras “inferno” e “diabo” nas falas dos personagens sugere uma crítica.
Essa crítica se constrói por meio da seguinte figura de linguagem:
Examine a tirinha de Fernando Gonsales, publicada na conta do Instagram “Depósito de Tirinhas”, em 23.04.2020.

Para obter seu efeito de humor, a tirinha explora o seguinte recurso expressivo: