Questões de Vestibular
Sobre romantismo em literatura
Foram encontradas 289 questões
I. Em “saber-lhe o sentido”, o pronome oblíquo tem a ideia de posse.
II. No texto, predomina a figura de linguagem denominada sinestesia.
III. As expressões sensoriais caracterizam a fase do Romantismo português.
TAUNAY, Visconde de. Inocência. Disponível em: <www.nead.unama.br> . Acesso em: 19 jun. 2010.
O diálogo entre as personagens Meyer, que representa a ideologia europeia, e Pereira, que traduz os valores sertanejos, evidencia
Leia o texto I e responda a questão.
Texto I
Foi na estância dos Lagoões, duma gente Silva, uns Silvas mui políticos, sempre metidos em eleições e enredos de qualificações de votantes.
A estância era como aqui e o arroio como a umas dez quadras; lá era o banho da família. Fazia uma ponta, tinha um sarandizal e logo era uma volta forte, como uma meia-lua, onde as areias se amontoavam formando um baixo: o perau era do lado de lá. O mato aí parecia plantado de propósito: era quase que pura guabiroba e pitanga, araçá e guabiju; no tempo, o chão coalhava-se de fruta: era um regalo
Já vê... o banheiro não era longe, podia-se bem ir lá, de a pé, mas a família ia sempre de carretão, puxado a bois, uma junta, mui mansos, governados de regeira por uma das senhoras-donas e tocados com uma rama por qualquer das crianças.
Eram dois pais da paciência, os dois bois. Um se chamava Dourado, era baio; o outro, Cabiúna, era preto, com a orelha do lado de laçar branca, e uma risca na papada.
Estavam tão mestres naquele piquete, que, quando a família, de manhãzita, depois da jacuba de leite, pegava a aprontar-se, que a criançada pulava para o terreiro ainda mastigando um naco de pão e as crioulas apareciam com as toalhas e por fim as senhoras-donas, quando se gritava pelo carretão, já os bois havia muito tempo que estavam encostados no cabeçalho, remoendo muito sossegados, esperando que qualquer peão os ajoujasse
(LOPES NETO, Simões. Contos gauchescos. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2008. p. 65-66.)
“– Quem eu sou? na verdade fora difícil dizê-lo: corri muito mundo, a cada instante mudando de nome e de vida. Fui poeta e como poeta cantei. Fui soldado e banhei minha fronte juvenil nos últimos raios de sol da águia de Waterloo. Apertei ao fogo da batalha a mão do homem do século. Bebi numa taverna com Bocage – o português, ajoelhei-me na Itália sobre o túmulo de Dante e fui à Grécia para sonhar como Byron naquele túmulo das glórias do passado. – Quem eu sou? Fui um poeta aos vinte anos, um libertino aos trinta, sou um vagabundo sem pátria e sem crenças aos quarenta. Sentei-me à sombra de todos os sóis, beijei lábios de mulheres de todos os países; e de todo esse peregrinar, só trouxe duas lembranças – um amor de mulher que morreu nos meus braços na primeira noite de embriaguez e de febre – e uma agonia de poeta... Dela tenho uma rosa murcha e a fita que prendia seus cabelos. Dele olhai... O velho tirou de um bolso um embrulho: era um lenço vermelho o invólucro; desataram-no: dentro estava uma caveira.”
O trecho selecionado recupera a fala de um velho que interrompe a história, contada pelo jovem Bertram, um dos rapazes presentes na Taverna. As palavras dessa personagem expressam, nas entrelinhas,
“Acabava de desembarcar; durante dez dias de viagem tinha-me saturado da poesia do mar, que vive de espuma, de nuvens e de estrelas; povoara a solidão profunda do oceano, naquelas compridas noites veladas ao relento, de sonhos dourados e risonhas esperanças; sentia enfim a sede da vida em flor que desabrocha aos toques de uma imaginação de vinte anos, sob o céu azul da corte. (...) – Que linda menina! Exclamei para meu companheiro que também admirava. Como deve ser pura a alma naquele rosto mimoso!”
O fragmento acima pertence ao romance
“Milkau cavalgava molemente o cansado cavalo que alugara para ir do Queimado à cidade do Porto do Cachoeiro, no Espírito Santo. Os seus olhos de imigrante pasciam na doce redondeza do panorama. Nessa região a terra exprime uma harmonia perfeita no conjunto das coisas: nem o rio é largo e monstruoso, precipitando-se como espantosa torrente, nem a serra se compõe de grandes montanhas, dessas que enterram a cabeça nas nuvens e fascinam e atraem como inspiradoras de cultos tenebrosos, convidando à morte como a um tentador abrigo...(...) A solidão formada pelo rio e pelos morros era naquele glorioso momento luminosa e calma.”
Considerando o excerto e o romance de Graça Aranha, assinale V (Verdadeiro) ou F (Falso) diante das seguintes afirmações a respeito do texto acima:
( ) O narrador do romance é um estrangeiro que aprecia a natureza, comparando-a implicitamente com outras paisagens já vistas por ele.
( ) A paisagem contemplada revela algo de harmônico e, ao mesmo tempo, de assustador.
( ) A visão da serra brasileira suscita no observador, simbolicamente, a associação direta a cultos funestos, e o desejo de morte.
( ) Os rios e as montanhas sugerem um locus ameno e uma doçura suave para aquele que descortina pela primeira vez a solidão da paisagem.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

As personalidades referidas neste fragmento que, respectivamente, marcaram a sociedade brasileira e as tendências estéticas da obra literária de Álvares de Azevedo são:
I. Loredano, que pacientemente vai urdindo seu plano de destruição de toda a família de D. Antônio, consegue raptar a bela Cecília, filha de D. Antônio, mesmo sendo ela constantemente vigiada pelo forte e corajoso índio Peri.
II. A narrativa inicia seus momentos épicos logo após o incidente em que Diogo, filho de D. Antônio, inadvertidamente, mata uma indiazinha aimoré, durante uma caçada. Indignados, os aimorés procuram vingança.
III. Surpreendidos por Peri, enquanto espreitavam o banho de Ceci, para logo após assassiná-la, dois aimorés caem transpassados por certeiras flechas. O fato é relatado à tribo aimoré por uma índia que presenciou a cena.
IV. Em um dos episódios mais heróicos da narrativa, Peri, percebendo que ele e a família de D. Antônio estavam quase perdidos, tenta uma solução tipicamente indígena: toma veneno, pois sabe que os aimorés são antropófagos; desce a montanha e vai lutar in loco contra os aimorés.
V. O cerco dos selvagens é cada vez maior. Peri, contra a vontade do pai de Cecília, e percebendo a única maneira segura e possível para os dois fugirem; desce por uma corda através do abismo, carregando Cecília, e consegue, afinal, chegar ao rio Paquequer.
Pela leitura das afirmações acima, assinale a alternativa CORRETA:

No Livro Primeiro de As primaveras, há poemas marcados por um ideário patriótico, deflagrado pela independência política do país. Os escritores românticos desse período tomaram para si a tarefa de erguer as bases da identidade nacional tematizando a pátria e o povo brasileiro, como revela o poema “Sete de setembro”, de Casimiro de Abreu. Em relação a esse ideário patriótico, a ideia que está presente nas três estrofes transcritas, conferindo-lhes unidade, é a de



A partir do trecho apresentado, extraído do clássico poema do indianismo brasileiro I-Juca Pirama, julgue o item a seguir.

Considerando a composição acima e os aspectos que ela suscita,
julgue os seguintes itens.
