Questões de Vestibular
Sobre romantismo em literatura
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( ) O poema Navio negreiro, relacionado à militância abolicionista, é uma manifestação que mostra o horror do tráfico negreiro.
( ) A expressão “sonho dantesco” remete a uma realidade, que, de tão horrível, parece infernal e onírica.
( ) Os sons musicais (tinir, estalar, orquestra...) entram em harmonia com a natureza, em contraste com o horror da cena.
( ) Castro Alves, pertencente à 3ª geração da poesia romântica, faz de seus versos um libelo contra a escravidão.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
I - O demônio familiar, do título da peça, refere-se a Pedro, escravizado, pois ele “perturba a paz doméstica”, como diz Eduardo, no último ato.
II - Eduardo, jovem médico, defende a abolição da escravidão e faz da alforria de Pedro um ato político para criticar as leis do Império.
III- Azevedo, depois do retorno da França, critica a escravidão brasileira, pois seria uma vergonha nacional.
Quais estão corretas?
(Paul Teyssier. Dicionário de literatura brasileira, 2003.)
O texto trata do movimento
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do segmento, na ordem em que aparecem.
O ........ caracteriza-se por veicular suas teses ideológicas e estéticas através de manifestos. O ........ recupera o padrão estético clássico, fazendo ressurgir a epopeia, enquanto o ........ busca na temática a identidade nacional, inaugurando o romance no Brasil.
(Antonio Candido. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos, 2017.)
O vínculo estético-político, mencionado no excerto, exprimia-se literariamente
(Afrânio Coutinho. Introdução à literatura no Brasil, 1976. Adaptado.)
O texto trata do movimento
1. Memórias de um sargento de milícias, Manuel Antônio de Almeida
2. Memórias póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis
3. O crime do padre Amaro, Eça de Queirós
( ) “Cresci; e nisso é que a família não interveio; cresci naturalmente, como crescem as magnólias e os gatos. Talvez os gatos são menos matreiros, e, com certeza, as magnólias são menos inquietas do que eu era na minha infância. [...] Desde os cinco anos merecera eu a alcunha de ‘menino diabo’; e verdadeiramente não era outra coisa; fui dos mais malignos do meu tempo, arguto, indiscreto, traquinas e voluntarioso.”
( ) “Tornou-se muito medroso. Dormia com lamparina, ao pé de uma ama velha. As criadas de resto feminizavam-no; achavam-no bonito, aninhavam-no no meio delas, beijocavam-no, faziam-lhe cócegas, e ele rolava por entre as saias, em contato com os corpos, com gritinhos de contentamento. Às vezes, quando a senhora marquesa saía, vestiam-no de mulher, entre grandes risadas; ele abandonava-se, meio nu, com os seus modos lânguidos, os olhos quebrados, uma roseta escarlate nas faces.”
( ) “Passemos por alto sobre os anos que decorreram desde o nascimento e batizado do nosso memorando, e vamos encontrá-lo já na idade de sete anos. Digamos unicamente que durante todo este tempo o menino não desmentiu aquilo que anunciara desde que nasceu: atormentava a vizinhança com um choro sempre em oitava alta; era colérico; tinha ojeriza particular à madrinha, a quem não podia encarar, e era estranhão até não poder mais.”
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
(Benjamin Abdala Junior e Samira Youssef Campedelli. Tempos da literatura brasileira, 1997. Adaptado.)
O texto refere-se ao escritor
[...] Iracema saiu do banho: o aljôfar d’água ainda a roreja, como à doce mangaba que corou em manhã de chuva. Enquanto repousa, empluma das penas do gará as flechas de seu arco, e concerta com o sabiá da mata, pousado no galho próximo, o canto agreste. A graciosa ará, sua companheira e amiga, brinca junto dela. Às vezes sobe aos ramos da árvore e de lá chama a virgem pelo nome; outras remexe o uru de palha matizada, onde traz a selvagem seus perfumes, os alvos fios do crautá, as agulhas da juçara com que tece a renda, e as tintas de que matiza o algodão. Rumor suspeito quebra a doce harmonia da sesta. Ergue a virgem os olhos, que o sol não deslumbra; sua vista perturba-se. Diante dela e todo a contemplá-la está um guerreiro estranho, se é guerreiro e não algum mau espírito da floresta. Tem nas faces o branco das areias que bordam o mar; nos olhos o azul triste das águas profundas. Ignotas armas e tecidos ignotos cobrem-lhe o corpo. [...]
ALENCAR, José de. Iracema. São Paulo: Ática, 2004.
Considerando esse excerto da obra e o contexto de toda a narrativa, assim como as características do Romantismo, analise as assertivas e assinale a alternativa correta.
I. Iracema é uma obra romântica, exercendo, portanto, a função de literatura crítica, denunciando a desumanidade e o apagamento cultural dos nativos implicados no processo de colonização.
II. A representação da natureza no contexto do Romantismo ocorre de maneira idealizada, ressaltando as belezas do Brasil, o que indica a presença de um nacionalismo ufanista na obra.
III. O protagonismo feminino verificado em Iracema visa à representação da mulher como figura emancipada, dona de seu destino, surgindo heroínas independentes do poder masculino.
IV. A linguagem é um aspecto fundamental no Romantismo, de modo que, embora o texto de Iracema seja em prosa, observam-se marcas líricas, com aguçado tom poético, na construção da narrativa.
V. Em Iracema, o colono surge como herói da narrativa, sendo o par romântico da nativa, reforçando o discurso de harmonia entre os colonos e os indígenas.
Julgue o próximo item, com base na leitura do texto 1A2-III.
O predomínio da função referencial da linguagem em
Suspiro de Gaia, embora cause prejuízo estético ao poema,
garante que a realidade violenta que cerca o eu-lírico seja
imediatamente comunicada ao leitor.
Julgue o próximo item, com base na leitura do texto 1A2-III.
No título do poema, a evocação da mitologia grega, em que
Gaia era a deusa que representava a Terra, aproxima a
produção do poeta indígena da fonte primária da literatura
ocidental: a Antiguidade Clássica.
Julgue o próximo item, com base na leitura do texto 1A2-III.
Nos versos finais do poema Suspiro de Gaia, a
personificação da Terra contribui tanto para criar uma
imagem poética de grande beleza plástica quanto para
expressar a concepção indígena da natureza.
Julgue o próximo item, com base na leitura do texto 1A2-III.
A assimetria entre os dois primeiros versos do poema, o
caráter informativo do terceiro verso e a ausência de rimas e
de pontuação, excetuando-se o ponto final empregado no
verso 4, são características suficientes para classificar
Suspiro de Gaia como um poema modernista.
Com base na leitura dos textos 1A2-I e 1A2-II, julgue o item a seguir.
Os dois últimos versos da primeira estrofe de Promessas do
Sol sugerem uma identificação, embora em perspectiva e
tempo diversos, entre o eu-lírico da canção e o do poema
Canção do Tamoio, ou seja, ambos são uma figuração do
canto do indígena no Brasil.
Com base na leitura dos textos 1A2-I e 1A2-II, julgue o item a seguir.
Da leitura comparativa dos textos Canção do Tamoio e
Promessas do Sol entende-se que a representação do
indígena na arte e sua condição social na realidade brasileira
sofreram poucas alterações entre os séculos 19 e 20.
Com base na leitura dos textos 1A2-I e 1A2-II, julgue o item a seguir.
A canção Promessas do Sol não oferece resposta à pergunta
que a encerra — “Que tragédia é essa que cai sobre todos
nós?” —; portanto, cabe ao leitor encontrar, fora do texto,
as razões que justifiquem o fato de o eu lírico classificar
como trágica a realidade que o cerca.
Com base na leitura dos textos 1A2-I e 1A2-II, julgue o item a seguir.
Em Promessas do Sol, a função apelativa presente na
abertura das três estrofes evidencia o objetivo do produtor do
texto de se dirigir ao leitor para convencê-lo da força, da
beleza e da justiça que caracterizam o estado de espírito do
eu-lírico na canção.