Questões de Vestibular
Comentadas sobre realismo em literatura
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KAFKA, Franz. A metamorfose. São Paulo: Cia das Letras, 1997. p. 7.
A partir das sentenças iniciais de A metamorfose, de Franz Kafka, e de seu conhecimento sobre o livro, é correto dizer que
Tal movimento distingue-se pela atenuação do sentimentalismo e da melancolia, a ausência quase completa de interesse político no contexto da obra (embora não na conduta) e (como os modelos franceses) pelo cuidado da escrita, aspirando a uma expressão de tipo plástico. O mito da pureza da língua, do casticismo vernacular abonado pela autoridade dos autores clássicos, empolgou toda essa fase da cultura brasileira e foi um critério de excelência. É possível mesmo perguntar se a visão luxuosa dos autores desse movimento não representava para as classes dominantes uma espécie de correlativo da prosperidade material e, para o comum dos leitores, uma miragem compensadora que dava conforto.
(Antonio Candido. Iniciação à literatura brasileira, 2010. Adaptado.)
O texto refere-se ao movimento denominado
Considere as seguintes afirmações sobre o conto Teoria do medalhão, de Machado de Assis.
I - O pai, em diálogo com o filho, na noite em que este completa 21 anos, dá instruções de como tornar-se um medalhão. Essas instruções envolvem dedicação aos estudos, trabalho árduo e retidão.
II - O texto é construído em chave irônica, e a ironia é tematizada no conto.
III- O filho não aceita os conselhos do pai e contra-argumenta em defesa de uma vida de facilidades e privilégios.
Quais estão corretas?
Sobre o conto O espelho, de Machado de Assis, assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações.
( ) Jacobina, o casmurro cavalheiro, expõe aos eloquentes investigadores de coisas metafísicas sua teoria sobre as duas almas humanas.
( ) O alferes, sozinho em casa, precisa despir-se da farda para ver-se nitidamente no espelho.
( ) A nomeação do alferes para a guarda nacional já era esperada por todos, uma vez que vinha de família nobre.
( ) A leitura do conto permite refletir sobre vaidade, reconhecimento público e desigualdade social.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
I. ele confere dois atributos aos olhos da cigana. II. a construção contrapõe-se a outra do narrador Bentinho, qual seja: “olhos de ressaca”. III. a capacidade de sedução de Capitu é sugerida por “olhos de ressaca”.
Está/Estão correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
“Identificação da poesia com a escultura; correção métrica e gramatical; ausência de sentimentalismo (mas não de sentimento); ‘mot juste’, a palavra exata; gosto pelos poemas descritivos e/ou narrativos; uso do alexandrino (o que nem sempre foi seguido); apreço pela rima (raros poemas em versos brancos); predileção pela forma fixa (soneto, balada etc); presença da mitologia greco-latina; história grega ou romana; exotismo, focalizando o mundo oriental; tudo isso constitui o conjunto das principais características desse movimento.”
O texto refere-se ao
[...] Mas o livro é enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contração cadavérica; vício grave, e aliás ínfimo, porque o maior defeito deste livro és tu, leitor. Tu tens pressa de envelhecer, e o livro anda devagar; tu amas a narração direta e nutrida, o estilo regular e fluente, e este livro e o meu estilo são como os ébrios, guinam à direita e à esquerda, andam e param, resmungam, urram, gargalham, ameaçam o céu, escorregam e caem
[...]
ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Ateliê Editorial. p. 172 (fragmento)
Essa forma de escrita de Machado de Assis sinaliza uma característica importante que está presente na
Recusando as regras, os modelos e as normas, seus autores defendem a total liberdade criadora. Aos gêneros estanques opõem a sua mistura, conforme o livre-arbítrio do escritor; à ordem clássica, a aventura; ao equilíbrio racional, a anarquia, o caos; ao universalismo estético, o individualismo; ao Cosmos, o “eu” particular; o seu ego constitui a única paisagem que lhe interessa, de tal forma que a Natureza se lhe afigura mera projeção do seu mundo interior.
(Massaud Moisés. Dicionário de termos literários, 2004. Adaptado.)
O comentário do crítico Massaud Moisés refere-se aos autores do seguinte movimento literário: