Questões de Vestibular
Comentadas sobre realismo em literatura
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Considere os trechos abaixo, retirados da obra A falência, de Júlia Lopes de Almeida, e a leitura integral da obra.
I. — Minha senhora, eu sou da opinião de que a mulher nasceu para mãe de família. Crie os seus filhos, seja fiel ao seu marido, dirija bem a sua casa e terá cumprido a sua missão. Este foi sempre o meu juízo e não me dei mal com ele; não quis casar com mulher sabichona. É nas medíocres que se encontram as esposas.
II. (...) tinha ascendência sobre a criadagem, que a tratava por dona. Mesmo entre os brancos a palavra da sua experiência era ouvida com acatamento. Ela era a mulher desembaraçada, a doceira dos grandes dias de festa, a única das engomadeiras capaz de satisfazer as impertinências do dono da casa; ninguém sabia como a (...) preparar um remédio, um suadouro, nem dar um escalda-pés sinapisado, nem tão bem escolher o peixe, preparar um pudim ou vestir uma criança.
III. Aos doze anos conservava o seu ar estúpido e humilde; não conhecia uma letra, mas ensinava as criadas novas a varrerem a casa e a porem a mesa com perfeição. Como o Mário lhe bateu um dia com os arreios do seu cavalo de pau, Francisco Theodoro resolveu pô-la em um colégio, de pensionista, recomendando uma instrução prática, nada ornamental.
Assinale a alternativa correta acerca dos perfis femininos que compõem o enredo.
( ) Os dois trechos permitem identificar o realismo mágico. No primeiro, isso é percebido, também, por meio do longo período ininterrupto de chuva sobre Macondo; no segundo, a personagem mítica Mãe de Ouro assume o formato de bola de fogo ou de uma bela mulher.
( ) A formação de Macondo e da família Buendía, na obra de García Márquez, ocorre de maneira sobreposta. A sequência de nascimentos e de mortes dessa família são os únicos dados que possibilitam ao leitor o entendimento do enredo.
( ) O livro de Guimarães está ambientado na Fazenda Olhos D´Água. O enredo organiza-se em dois principais momentos: a história de Sinhá Carolina, dona da fazenda ao fim da época escravagista, e a história de amor entre Curiango e Joca, que se apaixona pela moça ao vê-la pela primeira vez.
( ) A linguagem aproxima-se do tom coloquial e da oralidade na obra de Guimarães, em tom de conversa. A variação interiorana que compõe o relato, tanto na fala do narrador quanto no modo de expressão das personagens, abarca expressões e vocábulos rurais da sociedade campestre.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
( ) Em Conto de Escola, o narrador relembra como o professor Policarpo ensinou os jovens a se afastarem da corrupção e da delação.
( ) Em A Causa Secreta, Fortunato assiste Garcia chorar sobre o caixão de Maria Luíza.
( ) Em Dona Paula, a protagonista do conto reencontra, na história da sobrinha, algo de seus amores passados.
( ) Em Mariana, depois de 18 anos de ausência, Evaristo retorna ao Brasil, quando os amantes revivem as angústias de um amor proibido.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Associe adequadamente o bloco inferior ao superior.
1 - “O cônego”
2 - “Trio em lá menor”
3 - “Uns braços”
4 - “Um homem célebre”
( ) Maria Regina está igualmente interessada por dois pretendentes, Maciel e Miranda.
( ) Renomado compositor de polcas não consegue criar obra prima erudita.
( ) Reverendo Matias escreve sermões, a partir de teoria estilística muito peculiar.
( ) Jovem Inácio relembra situação inusitada vivida com D. Severina, que se confunde com um sonho.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
1. Memórias de um sargento de milícias, Manuel Antônio de Almeida
2. Memórias póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis
3. O crime do padre Amaro, Eça de Queirós
( ) “Cresci; e nisso é que a família não interveio; cresci naturalmente, como crescem as magnólias e os gatos. Talvez os gatos são menos matreiros, e, com certeza, as magnólias são menos inquietas do que eu era na minha infância. [...] Desde os cinco anos merecera eu a alcunha de ‘menino diabo’; e verdadeiramente não era outra coisa; fui dos mais malignos do meu tempo, arguto, indiscreto, traquinas e voluntarioso.”
( ) “Tornou-se muito medroso. Dormia com lamparina, ao pé de uma ama velha. As criadas de resto feminizavam-no; achavam-no bonito, aninhavam-no no meio delas, beijocavam-no, faziam-lhe cócegas, e ele rolava por entre as saias, em contato com os corpos, com gritinhos de contentamento. Às vezes, quando a senhora marquesa saía, vestiam-no de mulher, entre grandes risadas; ele abandonava-se, meio nu, com os seus modos lânguidos, os olhos quebrados, uma roseta escarlate nas faces.”
( ) “Passemos por alto sobre os anos que decorreram desde o nascimento e batizado do nosso memorando, e vamos encontrá-lo já na idade de sete anos. Digamos unicamente que durante todo este tempo o menino não desmentiu aquilo que anunciara desde que nasceu: atormentava a vizinhança com um choro sempre em oitava alta; era colérico; tinha ojeriza particular à madrinha, a quem não podia encarar, e era estranhão até não poder mais.”
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Considere as seguintes afirmações sobre os romances brasileiros mencionados.
I - Em Dom Casmurro, de Machado de Assis, o narrador Bento Santiago rememora seu namoro e casamento com Capitu, a quem acusa de tê-lo traído com Escobar, seu melhor amigo, embora se reconcilie com a esposa e perdoe o amigo.
II - Em O cortiço, de Aluísio Azevedo, reconstrói-se o cotidiano de uma habitação coletiva na cidade do Rio de Janeiro, cujo proprietário, João Romão, explora os moradores, gente pobre que se aglomera e luta para sobreviver como pode.
III- Em O Ateneu, de Raul Pompeia, o narrador Sergio, já maduro, repassa sua experiência de interno no colégio, sob o domínio do vaidoso e autoritário diretor Aristarco; as ambivalências sexuais e a sensibilidade infantojuvenil são cruciais no livro.
Quais estão corretas?
Considere as seguintes afirmações sobre Papéis avulsos, de Machado de Assis.
I - Em “O alienista”, Simão Bacamarte, um estudioso de renome, cria um manicômio e dispõe-se a ali recolher quem não se enquadra nos seus critérios científicos de normalidade, do que resulta um encarceramento generalizado.
II - Em “O espelho”, Jacobina toma a palavra durante uma reunião noturna entre amigos e expõe uma experiência pela qual passou na juventude, quando enfrentou uma rebelião de escravos na cidade do Rio de Janeiro.
III- “O segredo do Bonzo” é atribuído a Fernão Mendes Pinto, e narra as aventuras do bonzo Pomada, que se destacava por recusar o conhecimento da época e praticar charlatanismo na cura de doenças transmissíveis.
Quais estão corretas?
Considerando o fragmento de texto precedente e os múltiplos aspectos a ele relacionados, julgue o item a seguir.
Machado de Assis, além de romancista, escreveu peças
teatrais típicas do realismo teatral, cujos temas estão
centrados essencialmente na contestação do colonialismo.
A partir da leitura desse fragmento da crônica de Machado de Assis, publicada em 1876, julgue o item.
No texto, as referências à história romana denotam que a obra de Machado de Assis tem como uma de suas características a
rejeição dos conteúdos eurocêntricos.
(Arnold Hauser. História social da arte e da literatura, 1994. Adaptado.)
O texto refere-se ao movimento
Sem identidade, hierarquias no chão, estilos misturados, a pós-modernidade é isto e aquilo, num presente aberto pelo e. (Jair Ferreira dos Santos, O que é o pós-moderno. São Paulo: Brasiliense, 2004, p. 110.)
Com base nas indicações cênicas (as didascálias) que abrem e fecham a peça O marinheiro, de Fernando Pessoa, é correto afirmar que o seu estilo é
(Antonio Candido. Formação da literatura brasileira, 2013. Adaptado.)
O texto refere-se ao movimento
Read the text and asnwer questions:
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They rose up like men. We saw them. Like men they stood.
We shouldn’t have been anywhere near that place. Like most farmland outside Lotus, Georgia, this here one had plenty scary warning signs. The threats hung from wire mesh fences with wooden stakes every fifty or so feet. But when we saw a crawl space that some animal had dug—a coyote maybe, or a coon dog—we couldn’t resist. Just kids we were. The grass was shoulder high for her and waist high for me so, looking out for snakes, we crawled through it on our bellies. The reward was worth the harm grass juice and clouds of gnats did to our eyes, because there right in front of us, about fifty yards off, they stood like men. Their raised hooves crashing and striking, their manes tossing back from wild white eyes. They bit each other like dogs but when they stood, reared up on their hind legs, their forelegs around the withers of the other, we held our breath in wonder. One was rust-colored, the other deep black, both sunny with sweat. The neighs were not as frightening as the silence following a kick of hind legs into the lifted lips of the opponent. Nearby, colts and mares, indifferent, nibbled grass or looked away. Then it stopped. The rust-colored one dropped his head and pawed the ground while the winner loped off in an arc, nudging the mares before him.
As we elbowed back through the grass looking for the dug-out place, avoiding the line of parked trucks beyond, we lost our way. Although it took forever to re-sight the fence, neither of us panicked until we heard voices, urgent but low. I grabbed her arm and put a finger to my lips. Never lifting our heads, just peeping through the grass, we saw them pull a body from a wheelbarrow and throw it into a hole already waiting. One foot stuck up over the edge and quivered, as though it could get out, as though with a little effort it could break through the dirt being shoveled in. We could not see the faces of the men doing the burying, only their trousers; but we saw the edge of a spade drive the jerking foot down to join the rest of itself. When she saw that black foot with its creamy pink and mud-streaked sole being whacked into the grave, her whole body began to shake. I hugged her shoulders tight and tried to pull her trembling into my own bones because, as a brother four years older, I thought I could handle it. The men were long gone and the moon was a cantaloupe by the time we felt safe enough to disturb even one blade of grass and move on our stomachs, searching for the scooped-out part under the fence. When we got home we expected to be whipped or at least scolded for staying out so late, but the grown-ups did not notice us. Some disturbance had their attention.
Since you’re set on telling my story, whatever you think and whatever you write down, know this: I really forgot about the burial. I only remembered the horses. They were so beautiful. So brutal. And they stood like men.
SOURCE: Excerpted from MORRISON, Toni. Home (2012), Harmondsworth: Penguin, 2012.
I. Barroco. II. Realismo. III. Classicismo. IV. Romantismo. V. Modernismo.
( ) Predomina o determinismo: o indivíduo de nada vale, existem leis universais que regem a história, a sociedade e o homem. ( ) Tem como características, dentre outras, a defesa da pátria e da liberdade, o mal do século e o sentimentalismo. ( ) Termina junto com a 2ª Guerra; tem como características o ataque à arte tradicional, o desejo de renovar e nacionalizar a arte brasileira.
A sequência está correta em