Questões de Vestibular Comentadas sobre literatura
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Quando a indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou caroável), Talvez eu tenha medo. Talvez sorria, ou diga: – Alô, iniludível! O meu dia foi bom, pode a noite descer. (A noite com os seus sortilégios.) Encontrará lavrado o campo, a casa limpa, A mesa posta, Com cada coisa em seu lugar.
Por um lado te vejo como um seio murcho Pelo outro como um ventre de cujo umbigo pende ainda [o cordão placentário
És vermelha como o amor divino
Dentro de ti em pequenas pevides Palpita a vida prodigiosa Infinitamente
E quedas tão simples Ao lado de um talher Num quarto pobre de hotel.
“Quando Chico Bento, depois daquela noite passada ali, no abandono da estrada, chamou a mulher Cordulina e, ajudando a levantar um dos meninos, foi andando em procura do povoado, em vão buscou, pelas voltas do caminho, sentando nalguma pedra, o vulto de Pedro. Na estrada limpa e seca só se via um homem com uma trouxinha no cacete, e mais à frente, dentro de uma nuvem de poeira um cavaleiro galopando.- Que besteira! Naturalmente ele já está no Acarape...”.
(http://falarachel.com.br/downloads/romance-1-o-quinze-diversidade-em-tempo-de-seca.pdf)
“Eu, desde guri conheci o lagoão já tapado pelos capins, mas o lugar sempre respeitado como um tremedal perigoso: até contavam de um mascate que aí atolou-se e sumiu-se com duas mulas cargueiras e canastras e tudo... Mais de uma rês magra ajudei a tirar de lá; iam à grama verde e atolavam-se logo, até a papada. Só cruzam ali por cima as perdizes e algum cusco leviano.”
(Contos gauchescos. Editora, Leitura XXI, 2011)
“No interior do Rio Grande do Sul, na pacata família Tratskovsky, nasce um centauro: um ser metade homem, metade cavalo. Seu nome é Guedali, quarto filho de um casal de imigrantes judeus russos. Guedali cresce solitário, excluído da sociedade, e o isolamento o leva a cultivar o hábito da leitura. Inteligente e culto, é ele quem conduz a narrativa, feita a partir do dia de seu 38° aniversário, comemorado entre amigos num restaurante de São Paulo. (http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp)
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Minhas irmãs são belas, são ditosas... Dorme a Ásia nas sombras voluptuosas Dos haréns do Sultão. Ou no dorso dos brancos elefantes Embala-se coberta de brilhantes Nas plagas do Hindustão.
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Mas eu, Senhor!... Eu triste abandonada Em meio das areias esgarrada, Perdida marcho em vão! Se choro... bebe o pranto a areia ardente; Talvez... pr’a que meu pranto, ó Deus clemente! Não descubras no chão.
Com base no texto acima, marque a resposta correta.
I – O fragmento foi retirado do poema Navio Negreiro, de Casimiro de Abreu.
II – A primeira estrofe mostra o grito desesperado de uma mulher que perdeu seu filho.
III – Os versos da segunda estrofe revelam a condição privilegiada da Ásia, qual mulher que divide com sua irmã, África, as regalias do sultanato, conforme o poema Vozes d´África, de Castro Alves.
IV – A terceira estrofe mostra o lamento do continente africano, na voz da África personificada.
Está (ão) correta (s):
I. A emoção estética em Lobo da Costa é reflexo do seu temperamento romântico, que buscou sua satisfação na natureza, no sentimento, no regional, no pitoresco. II. O poeta é uma autêntica voz brasileira, falou dos anseios do povo, manifestou o que seus contemporâneos pensavam e sentiam sobre o amor, o infortúnio e sua escrita traz fortes marcas de oralidade, da língua viva dos campos e das cidades. III. Usa, em sua prosa e poemas, processos que mostram a fusão da realidade e fantasia: as personagens históricas convivem com as romanescas, eventos destacados tornam-se motivos para criações artísticas.
A correta é
I. Embora sua obra esteja quase sempre ligada aos aspectos realistas e naturalistas, Machado de Assis pôs em cena situações que desnudam os problemas intimistas e econômicos das grandes metrópoles. II. Uma característica importante a ser ressaltada na obra de João Cabral de Melo Neto é a experimentação com a fonética e fonologia, uma vez que brinca com a língua portuguesa, reinventando sons, ruídos e criando termos onomatopaicos. III. A matriz do mundo poético de Mário Quintana é a sua cidade natal, aquela Porto Alegre mítica e realíssima, onde o poeta viveu tão pouco tempo.