Questões de Vestibular Comentadas sobre literatura

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Ano: 2025 Banca: UFRGS Órgão: UFRGS Prova: UFRGS - 2025 - UFRGS - Vestibular - 1º Dia |
Q4129397 Literatura
No bloco superior abaixo, encontram-se alguns personagens do enredo de Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez; no inferior, alguns trechos do enredo da obra relacionados a tais personagens.

Associe adequadamente o bloco inferior ao superior.

1- Amaranta
2- Coronel Aureliano Buendía
3- Prudencio Aguillar
4- Remédios, a Bela
5- Úrsula Iguarán

( ) ........ promoveu trinta e duas revoluções armadas e perdeu todas. Teve dezessete filhos varões de dezessete mulheres diferentes, que foram exterminados um atrás do outro numa mesma noite, antes que o mais velho fizesse trinta e cinco anos. Escapou de quatorze atentados, setenta e três emboscadas e de um pelotão de fuzilamento. Sobreviveu a uma dose de estricnina no café que teria sido suficiente para matar um cavalo. Recusou a Ordem do Mérito outorgada pelo presidente da república.
( ) Ela estava tão comovida que na outra vez em que viu o morto destampando as panelas do fogão entendeu o que ele buscava, e desde então pôs potes de água pela casa afora. Certa noite em que o encontrou lavando as feridas em seu próprio quarto, José Arcádio Buendía não conseguiu resistir. – Está bem, ........ – disse a ele. – Vamos embora deste lugar o mais longe que a gente conseguir, e não voltaremos nunca mais. Agora, vá embora tranquilo.
( ) Nem mesmo levantou os olhos para apiedar-se dela na tarde em que ........entrou na cozinha e pôs a mão nas brasas do fogão, até doer tanto que não sentiu mais dor e sim a pestilência de sua própria carne chamuscada. Foi uma dose de cavalo contra o remorso. Durante vários dias andou pela casa com a mão metida num pote cheio de claras de ovos, e quando as queimaduras sararam foi como se as claras de ovo também tivessem cicatrizado as úlceras de seu coração.
( ) ........ foi a única que permaneceu imune à peste da banana. Empacou numa adolescência magnífica, cada vez mais impermeável aos formalismos, mais indiferente à malícia e à suspicácia, feliz num mundo próprio de realidades singelas. Não entendia por que as mulheres complicavam a vida com espartilhos e anáguas de balão, e então costurou para si mesma uma batina de estopa que simplesmente metia a cabeça e resolvia sem mais delongas o problema de se vestir, sem abandonar a impressão de estar nua (...). 
( ) Amanheceu morta na quinta-feira santa. Na última vez em que tinham ajudado ........ a fazer as contas de sua idade, nos tempos da companhia da bananeira, calcularam entre cento e quinze e cento e vinte e dois anos. Foi enterrada numa caixinha pouco maior que a cestinha em que Aureliano tinha sido levado, e muito pouca gente assistiu ao enterro, em parte porque não eram muitos os que se lembravam dela, e em parte porque naquele meio-dia fez tanto calor que os pássaros desorientados se esfacelavam feito perdigotos contra as paredes (...).

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é 
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Ano: 2025 Banca: UFRGS Órgão: UFRGS Prova: UFRGS - 2025 - UFRGS - Vestibular - 1º Dia |
Q4129395 Literatura
Instrução: Para responder a questão, leia o excerto abaixo, retirado de Água funda, de Ruth Guimarães.


Aí, o Joca entrou no meio da conversa:

— Mãe de Ouro... Hum... — espichou o beiço com pouco caso. — Mãe de Ouro... Mãe de bosta, com perdão da má palavra. Aquilo é uma estrela que mudou de lugar.

— Ela escuta, Joca!

— Que escute!

— Se não acredita, não abuse...

Ele agravou a Mãe de Ouro, porque era abusante como ele só. Mas pagou. Ela escutou a praga e veio. Porque, se não fosse a praga, podia bem ser que ele escapasse.
Assinale a alternativa correta sobre o excerto acima, considerando, também, a leitura integral da obra Água funda.
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Ano: 2025 Banca: UFRGS Órgão: UFRGS Prova: UFRGS - 2025 - UFRGS - Vestibular - 1º Dia |
Q4129393 Literatura
Instrução: Para responder a questão, leia os excertos abaixo, retirados de Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf.


Ela e Sally vinham mais atrás. Então ocorreu o momento mais requintado de toda a sua vida, ao passarem por uma floreira de pedra. Sally parou; colheu uma flor; beijou-a nos lábios. Foi como se o mundo virasse de ponta-cabeça! Os outros haviam sumido; estava sozinha com Sally. E sentiu ter recebido um presente, embrulhado, com a recomendação de que o guardasse, sem olhá-lo – um diamante, algo extremamente precioso que, enquanto caminhavam (de um lado para outro, de um lado para outro), ela então desembrulhava, ou era traspassada pela radiância, pela revelação, pelo sentimento religioso! – até que se viram diante do velho Joseph e de Peter.


Havia muito de Dalloway, daquela mentalidade da classe governante do Império Britânico, de seu espírito cívico, de seu reformismo tarifário, que se arraigara nela, como costuma ocorrer. Com o dobro da inteligência do marido, era obrigada a ver as coisas pelos olhos de Dalloway – uma das tragédias da vida matrimonial. Mesmo com opiniões próprias, sempre citava Richard – como se a gente não pudesse saber o que pensava Richard pela leitura matinal do Morning Post! 
A partir da leitura dos excertos e da leitura integral da obra Mrs. Dalloway, assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações.

( ) O primeiro excerto exemplifica um instante epifânico de Clarissa Dalloway ao rememorar o beijo que trocou com Sally no passado, na mocidade.
( ) Sally Selton, em idade avançada, mantém o espírito livre e rebelde de outrora, negando-se às obrigações socialmente impostas às mulheres: matrimônio e maternidade.
( ) Peter Walsh, ao se casar com Elisabeth Dalloway, no presente da narrativa, sofre as perturbações do estresse pós-traumático em decorrência da luta na Primeira Guerra Mundial.
( ) O segundo excerto revela que, mesmo Mrs. Dalloway tendo consciência de sua superioridade intelectual sobre o marido, a esposa era obrigada a conformar-se ao pensamento machista do matrimônio.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
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Ano: 2025 Banca: UFRGS Órgão: UFRGS Prova: UFRGS - 2025 - UFRGS - Vestibular - 1º Dia |
Q4129391 Literatura

Instrução: Para responder a questão, leia o excerto abaixo, retirado de Quincas Borba, de Machado de Assis.


Queria dizer aqui o fim do Quincas Borba, que adoeceu também, ganiu infinitamente, fugiu desvairado em busca do dono e amanheceu morto na rua, três dias depois. Mas, vendo a morte do cão narrada em capítulo especial, é provável que me perguntes se ele, se o seu defunto homônimo é que dá o título ao livro, e por que antes um que outro – questão prenhe de questões, que nos levariam longe... Eia! Chora os dois recentes mortos, se tens lágrimas. Se só tens riso, ri-te! É a mesma coisa. O Cruzeiro, que a linda Sofia não quis fitar, como lhe pedia Rubião, está assaz alto para não discernir os risos e as lágrimas dos homens. 

A partir da leitura do excerto e da leitura integral da obra Quincas Borba, assinale a alternativa correta.
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Ano: 2025 Banca: UFRGS Órgão: UFRGS Prova: UFRGS - 2025 - UFRGS - Vestibular - 1º Dia |
Q4129390 Literatura
Leia as afirmações a seguir sobre O demônio familiar, de José de Alencar.

I - O demônio familiar, do título da peça, refere-se a Pedro, escravizado, pois ele “perturba a paz doméstica”, como diz Eduardo, no último ato.
II - Eduardo, jovem médico, defende a abolição da escravidão e faz da alforria de Pedro um ato político para criticar as leis do Império.
III- Azevedo, depois do retorno da França, critica a escravidão brasileira, pois seria uma vergonha nacional.

Quais estão corretas?
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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2025 - EINSTEIN - Vestibular - Prova I - 1º Semestre 2026 |
Q4116339 Literatura
Para responder à questão, leia o poema “Desencontro (2)”, de Mia Couto. 

No avesso das palavras
na contrária face
da minha solidão
eu te amei
e acariciei
o teu imperceptível crescer
como carne da lua
nos noturnos lábios entreabertos

E amei-te sem saberes
amei-te sem o saber
amando de te procurar
amando de te inventar

No contorno do fogo
desenhei o teu rosto
e para te reconhecer
mudei de corpo
troquei de noites
juntei crepúsculo e alvorada

Para me acostumar
à tua intermitente ausência
ensinei às timbilas1
a espera do silêncio

(Mia Couto. Poemas Escolhidos, 2016.)

1timbila: instrumento musical de percussão, do tipo xilofone, tradicional de Moçambique.
Dizia Obermann no Senancour: “Eu sinto: eis a única palavra do homem que exige verdades. Eu sinto, eu existo para me consumir em desejos indomáveis, para me embeber na sedução de um mundo fantástico, para viver aterrado com o seu voluptuoso engano.”
(Alfredo Bosi. História concisa da literatura brasileira, 2022.)
A citação estabelece uma aproximação do poema de Mia Couto à estética do movimento
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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2025 - EINSTEIN - Vestibular - Prova I - 1º Semestre 2026 |
Q4116337 Literatura
Para responder à questão, leia o poema “Desencontro (2)”, de Mia Couto. 

No avesso das palavras
na contrária face
da minha solidão
eu te amei
e acariciei
o teu imperceptível crescer
como carne da lua
nos noturnos lábios entreabertos

E amei-te sem saberes
amei-te sem o saber
amando de te procurar
amando de te inventar

No contorno do fogo
desenhei o teu rosto
e para te reconhecer
mudei de corpo
troquei de noites
juntei crepúsculo e alvorada

Para me acostumar
à tua intermitente ausência
ensinei às timbilas1
a espera do silêncio

(Mia Couto. Poemas Escolhidos, 2016.)

1timbila: instrumento musical de percussão, do tipo xilofone, tradicional de Moçambique.
A situação amorosa descrita pelo eu lírico envolve 
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Q4115794 Literatura
Leia o trecho do romance O cortiço, de Aluísio Azevedo (1857-1913), para responder à questão.

        Passaram-se semanas. Jerônimo tomava agora, todas as manhãs, uma xícara de café bem grosso, à moda da Ritinha, e tragava dois dedos de parati1 “pra cortar a friagem”.

        Uma transformação, lenta e profunda, operava-se nele, dia a dia, hora a hora, reviscerando-lhe o corpo e alando-lhe os sentidos, num trabalho misterioso e surdo de crisálida. A sua energia afrouxava lentamente: fazia-se contemplativo e amoroso. A vida americana e a natureza do Brasil patenteavam-lhe agora aspectos imprevistos e sedutores que o comoviam; esquecia-se dos seus primitivos sonhos de ambição; para idealizar felicidades novas, picantes e violentas; tornava- -se liberal, imprevidente e franco, mais amigo de gastar que de guardar; adquiria desejos, tomava gosto aos prazeres, e volvia-se preguiçoso resignando-se, vencido, às imposições do sol e do calor, muralha de fogo com que o espírito eternamente revoltado do último tamoio entrincheirou a pátria contra os conquistadores aventureiros. [...]

        E o curioso é que quanto mais ia ele caindo nos usos e costumes brasileiros, tanto mais os seus sentidos se apuravam, posto que em detrimento das suas forças físicas. Tinha agora o ouvido menos grosseiro para a música, compreendia até as intenções poéticas dos sertanejos, quando cantam à viola os seus amores infelizes; seus olhos, dantes só voltados para a esperança de tornar à terra, agora, como os olhos de um marujo, que se habituaram aos largos horizontes de céu e mar, já se não revoltavam com a turbulenta luz, selvagem e alegre, do Brasil, e abriam-se amplamente defronte dos maravilhosos despenhadeiros ilimitados e das cordilheiras sem fim, donde, de espaço a espaço, surge um monarca gigante, que o sol veste de ouro e ricas pedrarias refulgentes e as nuvens tocam de alvos turbantes de cambraia2 , num luxo oriental de arábicos príncipes voluptuosos.

(O cortiço, 2011.)

1parati: cachaça.
2cambraia: tecido fino, branco, de algodão.
Zoomorfismo é um recurso utilizado pela literatura naturalista, no qual os seres humanos são comparados com animais e os aspectos corpóreos dos personagens são privilegiados, em detrimento de sua racionalidade.
Configura um exemplo explícito de zoomorfismo a passagem: 
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Q4115792 Literatura
O __________ lançou-se contra o passado e sonhou uma superliteratura no século da “velocidade”; o __________ via a destruição do mundo, mas sabendo que do caos se organizaria uma estrutura superior, que era a verdadeira beleza. Para o __________ , entretanto, não havia passado, nem futuro: o que havia era a guerra, o nada; e a única coisa que restava ao artista era produzir uma antiarte, uma antiliteratura.
(Gilberto Mendonça Telles. Vanguarda europeia e modernismo brasileiro, 2022. Adaptado.)
Os movimentos de vanguarda, com suas propostas de rompimento com o academicismo e busca por novas experiências artísticas, foram essenciais para a consolidação do Modernismo no Brasil.
As lacunas do excerto são preenchidas, respectivamente, por:
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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2025 - EINSTEIN - Vestibular - Prova I - 1º Semestre 2025 |
Q4114273 Literatura

Leia o soneto de Luís de Camões para responder à questões.



Quem diz que Amor é falso ou enganoso,

ligeiro, ingrato, vão, desconhecido,

sem falta1 lhe terá bem merecido

que lhe seja cruel ou rigoroso.


Amor é brando2, é doce e é piadoso3.

Quem o contrário diz não seja crido;

seja por cego e apaixonado tido,

e aos homens, e inda4 aos deuses, odioso.


Se males faz Amor, em mim se veem;

em mim mostrando todo o seu rigor,

ao mundo quis mostrar quanto podia.


Mas todas suas iras são de amor;

todos estes seus males são um bem,

que eu por todo outro bem não trocaria.



(Luís de Camões. Sonetos: antologia comentada, 2012.)



1 sem falta: sem dúvida.

2 brando: manso, meigo.

3 piadoso: piedoso.

4 inda: ainda.

Rimas ricas são aquelas que ocorrem entre palavras de classes gramaticais diferentes. Constitui um exemplo de rima rica a que ocorre entre:
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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: UNIFIPA Prova: VUNESP - 2025 - UNIFIPA - Vestibular Medicina - Conhecimentos Gerais |
Q3966806 Literatura
    Enquanto rejeitam o herói, essas obras demoram-se em retratar as cenas do cotidiano. Nesse contexto, bem e mal, belo e feio, em vez de se contraporem estilizados, misturam-se, ou melhor, revelam-se em sua convivência magmática. Buscam- -se a verdade expressiva, a pintura fiel de situações, personagens concretos e a objetividade da descrição, recusando-se a impor o selo do próprio julgamento do autor. Enfatizam-se o ambiente, a raça, o momento e o “contexto”.

(Luciana Stegagno Picchio. História da literatura brasileira, 2024. Adaptado.)

Tendo em vista as características elencadas, as obras referidas no texto vinculam-se à estética
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST Prova: FUVEST - 2025 - FUVEST - Vestibular - 1ª Fase - Conhecimentos Gerais |
Q3946264 Literatura
A jornada das mulheres pela igualdade de direitos no Brasil, como em outras partes do mundo, sempre envolveu lutas sociais, políticas e jurídicas, com marcos importantes como a Lei Geral de 1827, que permitiu o acesso das mulheres à educação, e a Constituição de 1934, que garantiu o direito ao voto feminino. A partir da década de 1960, houve avanços significativos, como o Estatuto da Mulher Casada (1962), que eliminou a necessidade de receber autorização do marido para diversas atividades, e, na década de 1970, a Lei do Divórcio (1977) e o fortalecimento dos movimentos feministas. As obras Caminho de pedras, de Rachel de Queiroz, e As meninas, de Lygia Fagundes Telles, discutem questões relativas aos direitos das mulheres e sua relação com a política ao longo do século XX no Brasil. Sobre esses romances, é correto afirmar:
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Ano: 2025 Banca: FCM Órgão: UNIFEI Prova: FCM - 2025 - UNIFEI - Vestibular |
Q3882372 Literatura

A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO A SEGUIR.


O táxi

Gonçalo M. Tavares


Uma mulher levanta o braço. Está no passeio. Não tem pressa, mas levanta o braço e acena com a mão. O táxi não para. Está vazio, mas não para.


A mulher veste calças elegantes, castanhas. Tem um lenço ao pescoço.


De novo, vemos a sua mão levantada a acenar. Outro táxi que não para.


A mulher está a sorrir. É bonita. Levanta o braço de novo. Estamos sempre a vê-la, a ver o seu entusiasmo sorridente. Mas não, de novo o táxi não para. Também vazio, mas não para.


O plano agora abre-se mais. Vemos a mulher, sim, as suas calças elegantes castanhas. E, junto aos seus pés, um corpo inerte; provavelmente morto.


TAVARES, Gonçalo M. Short Movies. Porto Alegre: Dublinense, 2015. (e-book).

É correto afirmar que, no conto “O táxi”, o escritor português contemporâneo Gonçalo M. Tavares apresenta uma estética marcada pela(o)
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Ano: 2025 Banca: FCM Órgão: UNIFEI Prova: FCM - 2025 - UNIFEI - Vestibular |
Q3882370 Literatura

A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO A SEGUIR.


Os Sapos

Manuel Bandeira


Enfunando os papos,

Saem da penumbra,

Aos pulos, os sapos.

A luz os deslumbra.

Em ronco que aterra,


Berra o sapo-boi:

— “Meu pai foi à guerra!”

— “Não foi!” — “Foi!” — “Não foil!?.


O sapo-tanoeiro,

Parnasiano aguado,

Diz: — “Meu cancioneiro

É bem martelado.


Vede como primo

Em comer os hiatos!

Que arte! E nunca rimo

Os termos cognatos.


[...]


Lá, fugido ao mundo,

Sem glória, sem fé,

No perau profundo

E solitário, é


Que soluças tu,

Transido de frio,

Sapo cururu

Da beira do rio...


Disponível em: https://www.escritas.org/PT/t/4814/os-sapos. Acesso em: 11 set. 2025.

É correto afirmar que, nesse poema, Manuel Bandeira critica os poetas parnasianos pelo(a)
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Q3857494 Literatura
Analise o excerto do romance Esaú e Jacó, de Machado de Assis, publicado originalmente em 1904.

— Mas o que é que há? perguntou Aires.
— A república está proclamada.
— Já há governo?
— Penso que já; mas diga-me V. Ex.a: ouviu alguém acusar-me jamais de atacar o governo? Ninguém. Entretanto... Uma fatalidade! Venha em meu socorro. Excelentíssimo. Ajude-me a sair deste embaraço. A tabuleta está pronta, o nome todo pintado. — “Confeitaria do Império”, a tinta é viva e bonita. O pintor teima em que lhe pague o trabalho, para então fazer outro. Eu, se a obra não estivesse acabada, mudava de título, por mais que me custasse, mas hei de perder o dinheiro que gastei? V. Ex.a crê que, se ficar “Império”, venham quebrar-me as vidraças?
— Isso não sei.
— Realmente, não há motivo; é o nome da casa, nome de trinta anos, ninguém a conhece de outro modo.
— Mas pode por “Confeitaria da República”...
— Lembrou-me isso, em caminho, mas também me lembrou que, se daqui a um ou dous meses, houver nova reviravolta, fico no ponto em que estou hoje, e perco outra vez o dinheiro.

(Machado de Assis. Obra completa, 1986.)

O excerto mostra um diálogo do proprietário de uma confeita ria com outro personagem, o Conselheiro Aires. No diálogo, o dono da confeitaria expressa
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Q3857468 Literatura
Para responder a questão, leia o primeiro poema da seção intitulada “Homenagem a Ricardo Reis”, da poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004), publicado originalmente em 1972 no livro Dual.


Não creias, Lídia, que nenhum estio1
Por nós perdido possa regressar
                    Oferecendo a flor
                    Que adiamos colher.


Cada dia te é dado uma só vez
E no redondo círculo da noite
                    Não existe piedade
                    Para aquele que hesita.


Mais tarde será tarde e já é tarde.
O tempo apaga tudo menos esse
                    Longo indelével rasto2
                    Que o não-vivido deixa.


Não creias na demora em que te medes.
Jamais se detém Kronos3 cujo passo
                    Vai sempre mais à frente
                    Do que o teu próprio passo.


(Sophia de Mello Breyner Andresen. Coral e outros poemas, 2018.)


1 estio: verão.
2 rasto: rastro.
3Kronos: do grego khrónos, “tempo”. Na mitologia grega, titã do tempo.
Depreende-se das reflexões do eu lírico uma visão de mundo influenciada, sobretudo, pela
Alternativas
Q3857465 Literatura
Para responder a questão, leia o primeiro poema da seção intitulada “Homenagem a Ricardo Reis”, da poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004), publicado originalmente em 1972 no livro Dual.


Não creias, Lídia, que nenhum estio1
Por nós perdido possa regressar
                    Oferecendo a flor
                    Que adiamos colher.


Cada dia te é dado uma só vez
E no redondo círculo da noite
                    Não existe piedade
                    Para aquele que hesita.


Mais tarde será tarde e já é tarde.
O tempo apaga tudo menos esse
                    Longo indelével rasto2
                    Que o não-vivido deixa.


Não creias na demora em que te medes.
Jamais se detém Kronos3 cujo passo
                    Vai sempre mais à frente
                    Do que o teu próprio passo.


(Sophia de Mello Breyner Andresen. Coral e outros poemas, 2018.)


1 estio: verão.
2 rasto: rastro.
3Kronos: do grego khrónos, “tempo”. Na mitologia grega, titã do tempo.

Logo na estrofe inicial do poema, o eu lírico ressalta o caráter


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Ano: 2025 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2025 - CEDERJ - Vestibular - Segundo Semestre |
Q3776517 Literatura
A cultura brasileira é alimentada por produções importantes desde o século XIX. Uma das opções a seguir reúne corretamente obras e autores que promoveram nossa cultura e que tiveram expressão nos séculos XIX e XX predominantemente. Assinale-a:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2025 - CEDERJ - Vestibular - Primeiro Semestre |
Q3776387 Literatura
As colunas que estão registradas a seguir relacionam autores e livros/títulos de tendências variadas.

Assinale a opção que organiza de forma correta autores e livros.

Autores
1. Machado de Assis
2. Maquiavel
3. Thomas Hobbes
4. Gabriel Garcia Marques
5. Lima Barreto
6. João do Rio

Livros/Títulos
I. O Príncipe
II. Dom Casmurro
III. Leviatã
IV. A alma encantadora das ruas
V. Cem anos de solidão
VI. Triste Fim de Policarpo Quaresma
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUNDEPES Órgão: Qualin Prova: FUNDEPES - 2025 - Qualin - Vestibular - Medicina - Segundo Semestre - 1º Dia |
Q3747860 Literatura
Autocrítica

Só duas coisas conseguiram
(des)feri-lo até a poesia:
o Pernambuco de onde veio
e o aonde foi, a Andaluzia.
Um, o vacinou do falar rico
e deu-lhe a outra, fêmea e viva,
desafio demente: em verso
dar a ver Sertão e Sevilha.
MELO NETO, João Cabral de. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1999. p. 456.

Dadas as afirmativas sobre esse poema de João Cabral de Melo Neto,

I. Se trata de um metapoema, no qual o autor celebra a concisão e a visualidade.
II. Se configura como um poema lírico-amoroso de enaltecimento da mulher amada.
III. Se faz como uma homenagem ao Sertão e à Sevilha, lugares recorrentes em sua obra.
IV. Articula a noção de crítica ao fazer poético, o que é comum na obra cabralina.

verifica-se que está/ão correta/s apenas
Alternativas
Respostas
21: D
22: A
23: B
24: C
25: A
26: B
27: E
28: A
29: C
30: C
31: C
32: D
33: B
34: D
35: C
36: D
37: C
38: C
39: B
40: E