Para responder à questão, leia o poema
“Desencontro (2)”, de Mia Couto.
No avesso das palavras
na contrária face
da minha solidão
eu te amei
e acariciei
o teu imperceptível crescer
como carne da lua
nos noturnos lábios entreabertos
E amei-te sem saberes
amei-te sem o saber
amando de te procurar
amando de te inventar
No contorno do fogo
desenhei o teu rosto
e para te reconhecer
mudei de corpo
troquei de noites
juntei crepúsculo e alvorada
Para me acostumar
à tua intermitente ausência
ensinei às timbilas1
a espera do silêncio
(Mia Couto. Poemas Escolhidos, 2016.)
1timbila: instrumento musical de percussão, do tipo xilofone, tradicional de
Moçambique.
Dizia Obermann no Senancour: “Eu sinto: eis a única palavra do homem que exige verdades. Eu sinto, eu existo para
me consumir em desejos indomáveis, para me embeber na
sedução de um mundo fantástico, para viver aterrado com o
seu voluptuoso engano.”
(Alfredo Bosi. História concisa da literatura brasileira, 2022.)
A citação estabelece uma aproximação do poema de Mia
Couto à estética do movimento
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
Compare seu desempenho com quem faz o mesmo concurso. Ver concorrência
teste
Parabéns! Você acertou!
Compare seu desempenho com quem faz o mesmo concurso. Ver concorrência