Questões de Vestibular
Sobre modernismo em literatura
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(Gilda de Mello e Souza. O tupi e o alaúde, 1979. Adaptado.)
Tal comentário aplica-se ao livro
Leia o poema e observe a pintura a seguir para responder à questão.
Destes penhascos fez a natureza
O berço, em que nasci: oh quem cuidara,
Que entre pedras tão duras se criara
Uma alma terna, um peito sem dureza!
Amor, que vence os tigres, por empresa
Tomou logo render-me ele declara
Centra o meu coração guerra tão rara,
Que não me foi bastante a fortaleza
Por mais que eu mesmo conhecesse o dano,
A que dava ocasião minha brandura,
Nunca pude fugir ao cego engano:
Vós, que ostentais a condição mais dura,
Temei, penhas, temei; que Amor tirano,
Onde há mais resistência mais se apura
COSTA, Claudio Manuel da. Soneto XCVIII. Disponível em: <http://www.bibvirt.futuro.usp.br>

CARAVAGGIO, Michelangelo. Conversão de São Paulo – 1600-1601. Óleo sobre tela. Disponível em: <galleryhip.com>
Pouco antes de morrer, em 1989, aos 44 anos, Leminski já se sabia, como poeta, um peixe fora d’água no panorama cultural brasileiro, um sobrevivente de uma época. Morreu cercado de um quase-silêncio, com uma aura de dinossauro porra-louca.
Fonte: TRIGO, Luciano. Máquina de Escrever, um olhar crítico sobre literatura, cinema e artes plásticas. http://g1.globo.com/ platb/maquinadeescrever/2013/03/30/toda-poesia-mostra-a-forca-e-a-fraqueza-de-paulo-leminski/ Adaptado. Publicado em 30-03-2013. Acesso 17-09-2015.
O autoepitáfio de Leminski, publicado na obra Toda Poesia, relaciona a sua produção com a (o):
Em Terras do Sem-Fim, Jorge Amado narra as lutas que ocorreram ........ pelas terras da mata do Sequeiro Grande, fértil região próxima a ........: Horácio Silveira e seus seguidores disputaram, ........, com o clã Badaró.
I. Vindo de um mundo destruído em sua grandeza, Mário constrói, a princípio, uma poesia eminentemente crepuscular, percorrida por uma constante amargura e articulada em torno da morte e da tristeza das coisas.
II. O poeta também escreve poemas curtos em prosa. Lembram epigramas, pois são apresentados em prosa, mas com dimensão e densidade poéticas e, por isso, necessariamente curtos e geralmente irônicos.
III.A manutenção de uma lírica tradicional é contrabalançada por uma linguagem de absoluta simplicidade, como se em Quintana houvesse a fusão do subjetivismo crepuscular, de origem simbolista, com o estilo coloquial da poesia moderna.
A sequência correta é
I. Ora afirmando a superioridade do EU sobre o mundo, ora a do mundo sobre o EU, ora escavando os seus próprios abismos pessoais, ora investigando a visão objetiva, Carlos Drummond de Andrade fará dessa dualidade a marca de um poesia tanto lírica, expressando o sujeito, como social e metafísica, delimitando os objetos.
II. Olavo Bilac tratou do amor a partir de dois ângulos distintos: um platônico e outro sensual.
III.Se escreveu folhetins para sobreviver, foi na literatura de denúncia social que Aluísio Azevedo encontrou as condições para o desenvolvimento de uma obra adulta.
Analise as afirmativas
I. Juca e Maria sabem, de antemão, que o beijo é “feio”. II. Juca e Maria percebem que o beijo pode ser “feio”. III. Tia Velha demonstra apenas querer o bem do casal. IV. Tia Velha age respaldada em valores progressistas.
Assinale a alternativa correta
I. O poema aborda a questão do racismo, que esteve em discussão no início do século XIX. II. O poema é religioso, como confirma a referência a São Pedro. III. A linguagem coloquial é uma característica do poeta e do Modernismo brasileiro. IV. A figura de Irene nos remete à imagem das ex-escravas, constantes na literatura do início do século XX. V. O poema nos remete à morte de Irene, figura querida pelo eu lírico.
1) o racismo e a herança da escravidão.
2) a herança armorial na cultura brasileira.
3) o nacionalismo xenofóbico.
4) a defesa da nobreza agrária.
5) a vida intelectual carioca.
Estão corretas:
TEXTO 4
...
Como então dizer quem fala
ora a Vossas Senhorias?
Vejamos: é o Severino da Maria do Zacarias,
Lá da serra da Costela,
limites da Paraíba.
Mas isso ainda diz pouco:
se ao menos mais cinco havia
com nome de Severino
filhos de tantas Marias
mulheres de outros tantos,
já finados, Zacarias,
vivendo na mesma serra
magra e ossuda em que eu vivia.
Somos muitos Severinos
iguais em tudo na vida:
na mesma cabeça grande
que a custo é que se equilibra,
no mesmo ventre crescido
sobre as mesmas pernas finas,
e iguais também porque o sangue
Que usamos tem pouca tinta.
E se somos Severinos
iguais em tudo na vida,
morremos de morte igual,
mesma morte severina:
que é a morte de que se morre
de velhice antes dos trinta,
de emboscada antes dos vinte,
de fome um pouco por dia
(de fraqueza e de doença
é que a morte severina
ataca em qualquer idade,
e até gente não nascida).
Somos muitos Severinos
iguais em tudo e na sina:
a de abrandar estas pedras
suando-se muito em cima,
a de tentar despertar
terra sempre mais extinta,
a de querer arrancar
algum roçado da cinza.