Questões de Vestibular
Sobre modernismo em literatura
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A respeito das personagens encontradas na obra Capitães da areia, marque a alternativa CORRETA.
Ainda em relação à narrativa de Jorge Amado, leia o trecho de carta a seguir:
Sr redator, Desculpe os erros e a letra pois não sou costumeira nestas coisas de escrever e se hoje venho a vossa presença é para botar os pingos no ii. Vi no jornal uma notícia sobre os furtos dos Capitães da areia e logo depois veio a polícia e disse que ia perseguir eles e então o doutor dos menores veio com uma conversa dizendo que era uma pena que eles não se emendavam no reformatório para onde ele mandava os pobres. É pra falar no tal do reformatório que eu escrevo estas mal traçadas linhas. Eu queria que seu jornal mandasse uma pessoa ver o tal do reformatório para ver como são tratados os filhos dos pobres que têm a desgraça de cair nas mãos daqueles guardas sem alma.
AMADO, Jorge. Capitães da areia. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. p. 12.
Examine as seguintes proposições e classifique-as como V (verdadeira) ou F (falsa).( ) A obra inicia-se com os textos divulgados no Jornal da Tarde e dá seguimento com a publicação de cartas de leitores como a da costureira Maria Ricardina, cujo filho foi maltratado no reformatório. ( ) As cartas do padre e da costureira denunciam as péssimas condições humanas a que os adolescentes são submetidos no reformatório, enquanto que a carta do juiz de menores manifesta-se a favor da educação repressora. ( ) O fragmento de texto caracteriza-se por uma linguagem extremamente formal, um rigor gramatical e o uso de expressões típicas da língua culta como “botar os pingos no ii”.
Agora, aponte a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.

Em sua obra Alguma poesia, Carlos Drummond de Andrade exprime a relação do eu lírico com a realidade social moderna. Tendo em vista essa afirmação e o poema “Coração numeroso”, julgue as afirmativas a seguir:
I – A declaração “Acabemos com isso” (linha 14) prenuncia o desfecho fatídico do eu lírico: o seu afogamento na rua do porto.
II – No décimo primeiro verso, a expressão “homem-realejo” revela a constituição de uma identidade deslocada e em constante construção.
III – O poema simboliza o movimento constante do sujeito-lírico que, ao percorrer o Rio de Janeiro, depara-se com uma realidade sociocultural diferente.
IV – O verso “a cidade sou eu” (linha 22) enfatiza a imagem do sujeito solitário diante de uma metrópole impessoal e em processo de desenvolvimento.
Assinale a alternativa CORRETA


A QUESTÃO REFERE-SE AO TEXTO I.
O texto refere-se ao movimento literário denominado:
( )Joaninha Vintém ficou “caidinha” por Cobra Norato. ( )Pajé-pato dá uma informação errada para Cobra Grande, a pedido da rainha Luzia. ( )A filha da rainha Luzia ia se casar com Boiuna. ( )Tatu-de-bunda-seca torna-se companheiro de aventura de Cobra Norato, após tirá-lo de um buraco.
Assinale a alternativa que relaciona a sequência CORRETA de V e F, de cima para baixo:
Pois é, compadre Siga agora o seu caminho
Procure minha madrinha Maleita diga que eu vou me casar [...]
No caminho vá convidando gente pro Caxiri grande
Haverá muita festa durante sete luas sete sóis Traga a Joaninha Vintém o Pajé-pato Boi-Queixume Não se esqueça dos Xicos Maria-Pitanga o João
Ternura
O Augusto Meyer Tarsila Tatizinha Quero o povo de Belém de Porto Alegre de São Paulo
– Pois então até breve, compadre Fico le esperando atrás das serras do Sem-fim
I. Em Cobra Norato o antropomorfismo do herói em cobra permite-lhe transitar pela floresta. II. Ao longo da narrativa, Cobra Norato vai cumprindo missões para aproximar-se da filha da rainha Luzia. III. O autor recorre a seres do imaginário amazônico para compor as aventuras de Cobra Norato.
Assinale a alternativa correta:
Observe os seguintes excertos do canto II, de Cobra Norato:
Começa agora a floresta cifrada
[...]
Aqui um pedaço de mato está de castigo
Arvorezinhas acocoram-se no charco
Um fio de água atrasada lambe a lama
[...]
Agora são os rios afogados
bebendo o caminho
[...]
– Agora sim
Vou ver a filha da rainha Luzia
Mas antes tem que passar por sete portas
Ver sete mulheres brancas de ventres despovoados
guardadas por um jacaré
[...]
Tem que entregar a sombra para o Bicho do Fundo
Tem que fazer mirongas na lua nova
Tem que beber três gotas de sangue
Assinale a alternativa CORRETA:
I. A narração em primeira pessoa é mediada por outras personagens, o padre e o jornalista, contratados por Paulo Honório para escrever suas memórias.
II. O narrador em primeira pessoa promove um aprofundamento psicológico de Paulo Honório e sua tomada de consciência perante a vida.
III. O tempo da história é o mesmo tempo dos acontecimentos, por isso a personagem se vê perdida em seus pensamentos, quase sempre confusos.
IV. O tempo dos acontecimentos é um elemento supérfluo, visto que o narrador não se preocupa em marcá-los de maneira objetiva, deixando-o em aberto.
Assinale a alternativa correta.
Leia o texto a seguir.
Amanheci um dia pensando em casar. Foi uma ideia que me veio sem que nenhum rabo de saia a provocasse. Não me ocupo com amores, devem ter notado, e sempre me pareceu que mulher é um bicho esquisito, difícil de governar.
A que eu conhecia era Rosa do Marciano, muito ordinária. Havia conhecido também a Germana e outras dessa laia. Por elas, eu julgava todas. Não me sentia, pois, inclinado para nenhuma: o que sentia era desejo de preparar um herdeiro para as terras de São Bernardo.
(RAMOS, G. São Bernardo. 28.ed. Rio de Janeiro: Record, 1977. p.54.)
Sobre a morte de Madalena, assinale a alternativa correta.
Leia o poema a seguir e responda à questão.
Plena Pausa
Lugar onde se faz Nenhuma página
o que já foi feito, jamais foi limpa.
branco da página, Mesmo a mais Saara,
soma de todos os textos, ártica, significa.
foi-se o tempo Nunca houve isso,
quando, escrevendo, uma página em branco.
era preciso No fundo, todas gritam,
uma folha isenta. pálidas de tanto.
(LEMINSKI, P. Toda poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p.185.)
I. O poema nega os elementos essenciais do movimento concretista e, portanto, destoa do clima geral do livro.
II. O poema apresenta o elemento metalinguístico como forma de reforçar a realidade psíquica do eu lírico.
III. O poema reforça a importância da página em branco enquanto parte integrante da significação poética.
IV. Orientalismo, concretismo e tropicalismo estão entre as principais referências formais da produção poética do escritor.
Assinale a alternativa correta.
Leia o texto a seguir.
No fundo do mato virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Já na meninice fez coisas de sarapantar. De primeiro: passou mais de seis anos não falando. Se o incitavam a falar, exclamava: – Ai que preguiça!... e não dizia mais nada. Quando era pra dormir trepava no macuru pequeninho sempre se esquecendo de mijar. Como a rede da mãe estava por debaixo do berço, o herói mijava quente na velha, espantando os mosquitos bem. Então adormecia sonhando palavras feias, imoralidades estrambólicas e dava patadas no ar.
(Adaptado de: ANDRADE, M. Macunaíma. Rio de Janeiro: Agir, 2008. p.7.)
Enquanto produção cultural, o Modernismo procurava reconhecer as identidades que formavam o povo brasileiro.
Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a
presença da temática indígena no movimento, tendo
por modelo o romance de Mário de Andrade.
Observe a figura e leia o texto a seguir.

Di Cavalcanti, Moças com violão, óleo sobre tela, 49,8 × 60,8 cm, 1937.
Emiliano Di Cavalcanti foi um dos idealizadores da Semana de Arte Moderna de 1922. Nos períodos de 1923 a 1925, morou na capital francesa e teve contato com alguns artistas da Escola de Paris, entre eles, Pablo Picasso, que se evadia das linhas severas do cubismo para as curvas sensuais das madonas clássicas. O crítico Frederico Morais (2005) afirmou: “Di Cavalcanti deu à mulata brasileira a dignidade da madona renascentista, madonizou a nossa mulata.”
(Adaptado de: Mestres do Modernismo: exposição. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, Fundação José e Paulina Nemirovsky e Pinacoteca do Estado, 2005. e In. MORAIS, F. <www.elfikurten.com.br/ 2013/05/emiliano-di-cavalcanireminiscências.html>. Acesso em: 12 abr. 2016.)
A partir dessa figura, da afirmação do crítico Frederico Morais e dos conhecimentos sobre o modernismo brasileiro, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.
( ) As mulatas de Di Cavalcanti são o resultado de uma interpretação pessoal das mulheres clássicas de Picasso.
( ) As mulheres de Di Cavalcanti não são sofridas e solitárias, expressam, plasticamente, o que há de ondulante, de macio, de materno e de sensual no corpo feminino.
( ) Di Cavalcanti reproduz, acriticamente, as lições que aprendeu com artistas da Escola de Paris.
( ) Em Paris, Di Cavalcanti, em contato com obras do passado e do seu presente, intensificou sua visão de um Brasil multicultural, nem exótico, nem folclórico.
( ) A representação da mulher nas obras de Di Cavalcanti revela que o belo na arte e a beleza feminina são universais e imutáveis.

