Questões de Vestibular
Sobre modernismo em literatura
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O trecho acima integra o conto O Burrinho
Pedrês, da obra Sagarana, escrita por João
Guimarães Rosa. Dele é correto afirmar que

• Esse poema integra a obra Claro Enigma,
de Carlos Drummond de Andrade. Da leitura
dele, depreende-se que
Mas ... Houve um pequeno engano, um
contratempo de última hora, que veio
pôr dois bons sujeitos, pacatíssimos e
pacíficos, num jogo dos demônios, numa
comprida complicação.
O trecho acima faz parte do conto “Duelo”, uma das narrativas de Sagarana, de João Guimarães Rosa.
Essa narrativa, como um todo, apresenta
A MÁQUINA DO MUNDO
E como eu palmilhasse vagamente
uma estrada de Minas, pedregosa,
e no fecho da tarde um sino rouco
se misturasse ao som de meus sapatos
que era pausado e seco; e aves pairassem
no céu de chumbo, e suas formas pretas
lentamente se fossem diluindo
na escuridão maior, vinda dos montes
e de meu próprio ser desenganado,
a máquina do mundo se entreabriu
para quem de a romper já se esquivava
e só de o ter pensado se carpia.
( ... )
O trecho ao lado integra um poema maior da
obra Claro Enigma, de Carlos Drummond de
Andrade. Considerando o poema como um todo,
NÃO É CORRETO afirmar que
Analise o poema, transcrito abaixo.
A água é falsa, a água é boa.
Nada, nadador!
A água é mansa, a água é doida,
aqui é fria, ali é morna,
a água é fêmea.
Nada, nadador!
A água sobe, a água desce,
a água é mansa, a água é doida.
Nada, nadador!
A água te lambe, a água te abraça,
a água te leva, a água te mata.
Nada, nadador!
Senão, o que restará de ti, nadador?
Nada, nadador!
Jorge de Lima. Poemas escolhidos.
Veja acima o poema O Nadador, de autoria do poeta alagoano Jorge Lima. Analise os comentários que são feitos acerca de sua obra e, particularmente, acerca desse poema.
1) O poema exibe uma grande incidência de recursos reiterativos, sobretudo no âmbito da forma.
2) O poeta emprestou ao poema uma elaboração dialógica, muito semelhante às práticas sociais da conversação coloquial.
3) A obra poética de Jorge de Lima se insere na segunda geração dos modernistas brasileiros. Revelou-se um artista multifacetado, em constante mudança, pois recorreu a diferentes estilos e perspectivas estéticas.
4) Os dois últimos versos são bastante expressivos, pois exploram os efeitos de sentido provocados pelo recurso a uma homonímia.
Estão corretas as alternativas:
TEXTO 07
Assaltaram a gramática Assaltaram a gramática Assassinaram a lógica Meteram poesia na bagunça do dia a dia Sequestraram a fonética Violentaram a métrica Meteram poesia onde devia e não devia Lá vem o poeta com sua coroa de louro, Agrião, pimentão, boldo O poeta é a pimenta do planeta! (Malagueta!)
Waly Salomão
Fonte: http://portugues.uol.com.br/literatura/dez-poemas-geracao-mimeografo-ou-poesia-marginal.html. Acesso em: 12 de mar 2017.
Sobre o TEXTO 07 e ou sobre o poeta Waly Salomão, só NÃO é correta a seguinte afirmativa:
Texto 05
Mãos dadas
Carlos Drummond de Andrade
Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, do tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.(in: Sentimento de Mundo)
Fonte: https://www.letras.mus.br/carlos-drummond-de-andrade/460648/. Acesso em: 17 mar 2017.
Sobre o poema “Mãos dadas” e sobre a estética de Carlos Drummond de Andrade, TEXTO 05, NÃO É
CORRETA a seguinte afirmativa:
TEXTO 4
NO MEIO DO CAMINHO
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.
ANDRADE, Carlos Drummond de. No meio do caminho. Disponível em: http://www.algumapoesia.com.br/drummond/ drummond04.htm. Acesso: 12 out. 2017.
TEXTO 5
POEMA DE SETE FACES
Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu
coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.
Meu Deus, por que me
abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.
Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma
solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como
o diabo.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Poema de sete faces. Disponível em: http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/poema-das-sete-faces-carlos-drummond-de-andrade/. Acesso: 12 out. 2017
Os TEXTOS 4 e 5 apresentam poemas de Carlos Drummond de Andrade, importante poeta do Modernismo brasileiro. Acerca deste significativo movimento da literatura brasileira, analise as proposições a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
I. Drummond integrou a 2ª Geração Modernista Brasileira, a qual, ao contrário da 1ª Geração, mostrava consolidação e amadurecimento na literatura do Brasil.
II. Juntamente com Oswald de Andrade e Mário de Andrade, Drummond de Andrade fez parte da 1ª Geração Modernista, e os TEXTOS 4 e 5 demonstram a insatisfação e a rebeldia frente ao comportamento das pessoas no Brasil daquela época.
III.Drummond fez parte da 3ª Geração Modernista, a “Geração de 45”, e, por se tratar de um período menos conturbado em relação ao vivenciado pelas Gerações anteriores, a produção literária tinha espaço para suscitar reflexões acerca do comportamento da sociedade.
IV. Os poemas que constituem os TEXTOS 4 e 5 abordam temáticas cotidianas e fazem uso da linguagem coloquial, características recorrentes nas produções literárias dessa fase do Modernismo brasileiro.
V. O uso de versos livres e brancos nos poemas dos TEXTOS 4 e 5 corresponde à tendência das produções literárias do Modernismo brasileiro nesta fase: com evidente desprendimento de formatos clássicos e limitadores para se fazer poesia.
Estão CORRETAS, apenas, as proposições
TEXTO:

AMADO, Jorge. A morte e a morte de Quincas Berro Dágua. São
Paulo, Companhia das Letras, 2008. p. 91-92.
( ) Nessa obra, o autor se afasta da abordagem crítica de questões sociais de seus romances anteriores para se concentrar na criação de tipos humanos especiais e na ênfase na cor local e costumes típicos – o que granjeou grande sucesso popular para sua obra. ( ) Essa obra integra um momento da produção literária do autor em que o seu foco se desloca da crítica social para crítica de costumes, voltando-se para a criação de personagens que promovem uma ruptura com os valores pequeno-burgueses da classe média. ( ) O conjunto das obras do autor se concentra num foco único, que privilegia a denúncia da exploração sofrida pelas classes marginalizadas, com a criação de personagens que são heróis e cujo comportamento revolucionário se volta para a superação das injustiças sociais. ( ) Mesmo que o autor seja situado na segunda fase do modernismo – de 1930 a 1945, quando os romances se dedicam a registrar criticamente a realidade brasileira – essa obra foi publicada pela primeira vez na década de 50, quando o autor se volta para um percurso literário diferenciado. ( ) Considerado um clássico da literatura brasileira, essa obra se situa num momento literário denominado regionalismo nordestino, do qual fazem parte autores como Rachel de Queiroz, José Lins do Rego e Graciliano Ramos, que produzem uma literatura engajada na luta contra a miséria social provocada pela seca e pelo coronelismo.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
TEXTO:

AMADO, Jorge. A morte e a morte de Quincas Berro Dágua. São
Paulo, Companhia das Letras, 2008. p. 91-92.
I. Quincas Berro Dágua e Joaquim Soares da Cunha correspondem a traços contrastantes de um mesmo indivíduo, sendo Quincas uma transmutação de Joaquim, que rompe com as configurações de sua vida social de teor burguês.
II. Quincas e Joaquim, apesar de comportamentos antitéticos, são amigos e têm em comum o nome e o desejo de promover uma ruptura com tudo que represente a opressão: o funcionalismo público e o conservadorismo de suas respectivas famílias.
III. O personagem central sintetiza uma oposição entre um ícone da ordem burguesa – o funcionário público exemplar Joaquim Soares da Cunha, esposo, pai e cidadão de bem – e a marginalidade – representada pelo boêmio e malandro Quincas Berro Dágua.
IV. Para Joaquim, Quincas é o seu alter ego, um ser imaginário que representa seu desejo reprimido e não consumado de romper com as amarras de um emprego monótono de funcionário público e os vínculos sufocantes de uma família conservadora.
V. Apesar do título, na obra, há três mortes do personagem: a morte moral, promovida pela família para ocultar a ruptura de Joaquim com a ordem estabelecida, a morte real, ocorrida na pocilga em que ele morava como boêmio, e a morte onírica ou fantástica, narrada pelos amigos, ocorrida nos mares da Bahia.
A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a
1. “Era como se a gente houvesse deixado a Terra. De repente surgiam vozes estranhas. Que eram? Ainda hoje não sei. Vozes que iam crescendo, monótonas, e me causavam medo”. 2. “Ia cheio de satisfação maluca. Não tirava a mão do bolso, apalpava as caixinhas, sentia através do papel de seda a macieza do veludo. Na alvura do braço roliço a fita do relógio faria uma cinta negra; a pedrinha branca faiscaria no dedo miúdo”. 3. “E Julião Tavares parado. Minutos antes andava na maciota, o cigarro aceso, o pensamento na cama da mocinha sardenta. Agora ali junto da cerca, estirado. Inconveniente ficar ao lado dele. Inconveniente”. 4. “Não haveria desatino: as duas mulheres eram fatalistas e queixavam-se da sorte. Malucas. Revoltava-me o recurso infantil de se xingarem, arrancarem os cabelos. Era evidente que Julião Tavares devia morrer. Não procurei investigar as razões desta necessidade. Ela se impunha, entravame na cabeça como um prego. Um prego me atravessava os miolos.” 5. “– D. Aurora, tenha paciência. Veja se me arranja um quarto mais barato. Os tempos andam safados, d. Aurora [...] Tudo pela hora da morte, seu Luís. – É verdade, tudo pela hora da morte, d. Adélia. – A senhora já reparou nos preços dos remédios? A farmácia tem uma goela!”
( ) O Brasil sentia os reflexos econômicos da queda da bolsa de Nova York, em 1929, e da revolução de 1930. ( ) Luís da Silva é um homem atormentado e sua narrativa revela confusão. ( ) Após o homicídio, a memória de Luís da Silva é fragmentada, passado e presente se confundem. ( ) Empolgado com o noivado, Luís da Silva se vê desejando entregar à Marina o presente que tanto lhe custara. ( ) Luís da Silva alimenta ódio por Julião Tavares. A gravidez e o abandono de Marina são a mola propulsora para o assassinato.
Assinale a alternativa que apresenta a numeração em sequência CORRETA, de cima para baixo.
I. O primeiro parágrafo traz o transtorno emocional do narrador em sua relação com o pai. A brincadeira no poço não o ensinara a nadar, antes, era uma tortura. O narrador explica que aprendeu a nadar com os bichos. II. O narrador é um homem atormentado, de ideias agressivas, até mesmo homicidas, como se vê no segundo parágrafo, o que se justifica pelo tratamento recebido na infância. III. Ao observar e acarinhar seus bichos de estimação “as ideias ruins desaparecem. Marina desaparece”. Esse trecho comprova que Marina é a causa primeira de tudo o que atormenta Luís da Silva. IV. Apesar da relação difícil com o pai, as memórias da infância do narrador são afáveis: a vida farta na fazenda, os belos sermões do padre Inácio e as lições inesquecíveis do mestre Antônio Justino. V. A metáfora produzida com animais demonstra a inferioridade com que Luís percebe a si e aos outros.