Questões de Vestibular Sobre modernismo: tendências contemporâneas em literatura

Foram encontradas 154 questões

Ano: 2016 Banca: FAG Órgão: FAG Prova: FAG - 2016 - FAG - Vestibular - Primeiro Semestre |
Q1355408 Literatura
O conto Feliz ano novo, de Rubem Fonseca, da coletânea que lhe dá título, surpreende, entre outras coisas:
Alternativas
Ano: 2016 Banca: PUC - Campinas Órgão: PUC - Campinas Prova: PUC - Campinas - 2016 - PUC - Campinas - Vestibular - Direito |
Q1298219 Literatura

Considere o texto abaixo.


    Paralelos históricos nunca são exatos, e por isso sempre são suspeitos, mas no século XIX está o molde do que nos acontece agora, com as revoluções anárquicas da era da restauração pós-Bonaparte, nascidas da frustração com a promessa libertária esgotada da Revolução Francesa, no lugar do nosso atual inconformismo sem centro, nascido da frustração com experiências socialistas fracassadas. Nos dois casos, a revolta sem método, muitas vezes apolítica e suicida, substituiu a revolução racionalizada.


(VERISSIMO, Luis Fernando. O mundo é bárbaro. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008, p. 149)

Integrando o que se pode considerar uma revolta sem método, como manifestação satírica de uma crítica ao estatuto colonia
Alternativas
Ano: 2016 Banca: IFN-MG Órgão: IFN-MG Prova: IFN-MG - 2016 - IFN-MG - Vestibular - Primeiro Semestre |
Q1275112 Literatura
Leia o TEXTO 7, que contém o poema da obra Dez violinos marinhos e uma guitarra de sal, de Sandra Fonseca para responder à questão.

TEXTO 7 

De que são feitos os sonhos? 

De que são feitos os sonhos?
Do sangue
Da essência, a mais divina
Da pele
Dos desejos, os mais estranhos
Da tinta
A mais antiga, em pergaminhos
Da luta
Da dureza dos caminhos
Da língua
Dos anjos, da ira das espadas
Da ponta
Em ferro das chibatas
Do canto
Do lamento das sereias
Do prato
Da eterna lua cheia
Das cores
Da primavera, dos cristais
Das flores etéreas
Do submundo dos astros
Do brilho
Descabido das estrelas
Dos anéis
Dos segredos, e das lendas
Da poeira
Da cauda dos cometas
Do encanto
Das palavras do poeta
Do concerto Que compomos a duras penas
Disso tudo
E além, e algo mais são feitos os sonhos.

FONSECA, Sandra. Dez violinos marinhos e uma guitarra de sal. 2010, p. 24-25. 
O poema apresentado no TEXTO 7 é representativo da poética de Sandra Fonseca porque:
Alternativas
Ano: 2016 Banca: IFN-MG Órgão: IFN-MG Prova: IFN-MG - 2016 - IFN-MG - Vestibular - Primeiro Semestre |
Q1275110 Literatura
Sobre o filme Que horas Ela volta, de Anna Muylaert, pode-se afirmar que:
Alternativas
Ano: 2016 Banca: PUC - RS Órgão: PUC - RS Prova: PUC - RS - 2016 - PUC - RS - Vestibular - Primeiro Semestre - 2º Dia |
Q761496 Literatura
Leia o excerto do romance Intermitências da Morte, de José Saramago, e analise as afirmativas. No dia seguinte ninguém morreu. O facto, por absolutamente contrário às normas da vida, causou nos espíritos uma perturbação enorme, efeito em todos os aspectos justificado, basta que nos lembremos de que não havia notícia nos quarenta volumes da história universal, nem ao menos um caso para amostra, de ter alguma vez ocorrido fenómeno semelhante, passar-se um dia completo, com todas as suas pródigas vinte e quatro horas, contadas entre diurnas e nocturnas, matutinas e vespertinas, sem que tivesse sucedido um falecimento por doença, uma queda mortal, um suicídio levado a bom fim, nada de nada, pela palavra nada. Nem sequer um daqueles acidentes de automóvel tão frequentes em ocasiões festivas, quando a alegre irresponsabilidade e o excesso de álcool se desafiam mutuamente nas estradas para decidir sobre quem vai conseguir chegar à morte em primeiro lugar. I. A partir de uma situação fantástica, a inexistência de mortes é vista como um fato inquietante. II. Conforme o texto, podemos inferir que adoentados em estado grave foram salvos da morte, libertando-se de seu sofrimento. III. O estilo do autor é marcado pela oscilação entre a narrativa de um fato e o comentário dissertativo sobre ele. A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são, apenas,
Alternativas
Ano: 2016 Banca: PUC - RS Órgão: PUC - RS Prova: PUC - RS - 2016 - PUC - RS - Vestibular - Primeiro Semestre - 2º Dia |
Q761495 Literatura
Leia o poema As mortes sucessivas, de Adélia Prado, e analise as afirmativas.
Quando minha irmã morreu eu chorei muito e me consolei depressa. Tinha um vestido novo e moitas no quintal onde eu ia existir. Quando minha mãe morreu Me consolei mais lento. Tinha uma perturbação recém-achada: meus seios conformavam dois montículos e eu fiquei muito nua, cruzando os braços sobre eles é que eu chorava. Quando meu pai morreu Nunca mais me consolei. Busquei retratos antigos, procurei conhecidos, parentes, que me lembrassem sua fala, seu modo de apertar os lábios e ter certeza. Reproduzi o encolhido do seu corpo em seu último sono e repeti as palavras que ele disse quando toquei seus pés: ´deixa, tá bom assim´. Quem me consolará desta lembrança? Meus seios se cumpriram e as moitas onde existo são pura sarça ardente de memória. I. O poema apresenta um eu lírico que busca uma aprendizagem frente à morte. II. As transformações do corpo do eu lírico evidenciam uma sucessão de perdas, enfrentadas desde a juventude. III. A lembrança do pai é representada como ferida dolorosa que não tranquiliza o sentimento de falta. A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são
Alternativas
Ano: 2016 Banca: PUC - RS Órgão: PUC - RS Prova: PUC - RS - 2016 - PUC - RS - Vestibular - Primeiro Semestre - 2º Dia |
Q761493 Literatura
_________, no conto Venha ver o pôr do sol, narra uma história de _________ a partir do encontro de um casal de antigos amantes, em que, ao fim, a personagem feminina é _________
Alternativas
Ano: 2016 Banca: PUC - RS Órgão: PUC - RS Prova: PUC - RS - 2016 - PUC - RS - Vestibular - Primeiro Semestre - 2º Dia |
Q761492 Literatura
Leia os excertos do conto Uma vela para Dario, de Dalton Trevisan, e analise as afirmativas sobre o texto.
Dario vinha apressado, guarda-chuva no braço esquerdo e, assim que dobrou a esquina, diminuiu o passo até parar, encostando-se à parede de uma casa. Por ela escorregando, sentou-se na calçada, ainda úmida de chuva, e descansou na pedra o cachimbo. (...)
Ele reclinou-se mais um pouco, estendido agora na calçada, e o cachimbo tinha apagado. O rapaz de bigode pediu aos outros que se afastassem e o deixassem respirar. Abriu-lhe o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta. Quando lhe retiraram os sapatos, Dario roncou feio e bolhas de espuma surgiram no canto da boca. Cada pessoa que chegava erguia-se na ponta dos pés, embora não o pudesse ver. Os moradores da rua conversavam de uma porta à outra, as crianças foram despertadas e de pijama acudiram à janela. O senhor gordo repetia que Dario sentara-se na calçada, soprando ainda a fumaça do cachimbo e encostando o guarda-chuva na parede. Mas não se via guarda-chuva ou cachimbo ao seu lado.
(....)
A última boca repetiu – Ele morreu, ele morreu. A gente começou a se dispersar. Dario levara duas horas para morrer, ninguém acreditou que estivesse no fim. Agora, aos que podiam vê-lo, tinha todo o ar de um defunto. Um senhor piedoso despiu o paletó de Dario para lhe sustentar a cabeça. Cruzou as suas mãos no peito. Não pôde fechar os olhos nem a boca, onde a espuma tinha desaparecido. Apenas um homem morto e a multidão se espalhou, as mesas do café ficaram vazias. Na janela alguns moradores com almofadas para descansar os cotovelos. Um menino de cor e descalço veio com uma vela, que acendeu ao lado do cadáver. Parecia morto há muitos anos, quase o retrato de um morto desbotado pela chuva. Fecharam-se uma a uma as janelas e, três horas depois, lá estava Dario à espera do rabecão. A cabeça agora na pedra, sem o paletó e o dedo sem a aliança. A vela tinha queimado até a metade e apagou-se às primeiras gotas da chuva, que voltava a cair.
I. O conto retrata a perversa fascinação diante da morte de um passante. II. Dario, ao longo do texto, é privado não só de seus bens materiais, como também de seu nome próprio, sendo referido, ao final, apenas como um morto. III. O personagem, embora enfrente o completo desamparo, recebe uma espécie de cumplicidade e apiedamento de um habitante urbano em situação de fragilidade social. A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são
Alternativas
Ano: 2016 Banca: UNESPAR Órgão: UNESPAR Prova: UNESPAR - 2016 - UNESPAR - Vestibular - 1º Dia - Grupos 1, 2, 3 e 4 |
Q749826 Literatura
Leia atentamente o poema a seguir, de Paulo Leminski, e assinale A ÚNICA ALTERNATIVA CORRETA.
“não creio
que fosse maior
a dor de dante
que a dor
que este dente
e agora em diante
sente

não creio que joyce
visse mais numa palavra
mais do que fosse
que nesta pasárgada
ora foi-se
tampouco creio
quemallarmé
visse mais
que esse olho
nesse espelho
agora
nunca
me vê.”
Alternativas
Ano: 2015 Banca: PUC - Campinas Órgão: PUC - Campinas Prova: PUC - Campinas - 2015 - PUC - Campinas - Vestibular - Direito |
Q809635 Literatura

Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

      Com base numa ideia central de Lucien Goldmann, o crítico e historiador Alfredo Bosi propõe, para a moderna ficção brasileira, enquadramentos como estes:

I. romances de tensão mínima: as personagens não se destacam visceralmente da estrutura social e da paisagem que as condicionam. Exemplos, as histórias populistas de Jorge Amado.

II. romances de tensão crítica: o herói opõe-se e resiste agonicamente às pressões da natureza e da exploração social. Exemplos, os romances de Graciliano Ramos.

III. romances de tensão transfigurada: o herói procura ultrapassar o conflito que o constitui existencialmente pela transmutação mítica ou metafísica da realidade: Exemplos, Guimarães Rosa e Clarice Lispector.

                         (Apud História concisa da literatura brasileira. São Paulo: Cultrix, 1970) 

Comparando-se a linguagem, o meio social retratado e os temas frequentados, poucos pontos comuns há entre Clarice Lispector e Guimarães Rosa, entre eles
Alternativas
Ano: 2015 Banca: PUC - RS Órgão: PUC - RS Prova: PUC - RS - 2015 - PUC - RS - Vestibular - Primeiro Semestre 2º Dia |
Q638272 Literatura

Segundo informações do Amadeus CarsForum, evento realizado em Miami em 2015, a indústria do turismo cresceu 12,6% no Brasil, o dobro da média mundial. Nunca, em todos os tempos, os brasileiros viajaram tanto, atingindo a média de três viagens ao ano por habitante. Cecília Meireles, a poetisa que, significativamente, intitulou seu primeiro livro de Viagem, dizia que “há as viagens que se sonham e as viagens que se fazem – o que é muito diferente”.

Nesta prova de literatura em língua portuguesa, você deverá resolver questões que tratam do viajante, dos lugares percorridos ou imaginados e da experiência da viagem.

INSTRUÇÃO: Para responder à questão, leia o trecho abaixo, de Lygia Fagundes Telles, retirado da obra Passaporte para a China.

“Rio de Janeiro, 24 de setembro de 1960.

Diz o horóscopo que os do signo de Áries não devem de modo algum se arriscar no dia de hoje.

Sou do signo de Áries e daqui a pouco, em plena noite, devo embarcar num avião a jato para a China. Escalas? Dacar, Paris, Praga, Omsk, Irkutsck e finalmente Pequim. Quer dizer, atravessarei quatro continentes: América, África, Europa e Ásia. É continente demais, hein! Melhor tomar antes um chope duplo ali no bar do Lucas, defronte ao mar de Copacabana, ficar ouvindo a voz espumejante das ondas e esquecer que passarei horas e horas “naquela coisa” que às vezes a gente ouve cortar o céu tão rapidamente e com um silvo tão desesperado que quando se olha para as nuvens não se vê mais nada. Nada.”

Com base no texto selecionado e na obra de Lygia Fagundes Teles, analise as seguintes afirmativas:

I. A narradora enfrenta a ideia de voar com expectativa, pois, além do país asiático, conhecerá outras cinco cidades.

II. O texto expressa os sentimentos de uma viajante momentos antes da partida, enfrentando o pânico de cruzar o planeta para conhecer um país distante.

III. O emprego reiterado de aliterações no último parágrafo sugere a ideia da velocidade que provoca temor na viajante supersticiosa.

A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são:

Alternativas
Ano: 2015 Banca: UCS Órgão: UCS Prova: UCS - 2015 - UCS - Vestibular - Literatura Brasileira |
Q588465 Literatura
Na peça teatral O noviço (1987), de Martins Pena, a personagem Carlos busca fugir à obrigação de tornar-se frade. Em sua atuação, Carlos representa um tipo também explorado pelo compositor Chico Buarque. 

Assinale a alternativa, dentre as composições abaixo, em que o excerto se associa ao tipo representado pela personagem Carlos, na peça O noviço


Alternativas
Ano: 2015 Banca: UCS Órgão: UCS Prova: UCS - 2015 - UCS - Vestibular - Literatura Brasileira |
Q588463 Literatura
Os trechos abaixo demonstram formas de representar a figura feminina, respectivamente, nas obras São Bernardo, Um terno de pássaros ao Sul e O noviço.

- “A senhora, pelo que mostra e pelas informações que peguei, é sisuda, econômica, sabe onde tem as ventas e pode dar uma boa mãe de família". (RAMOS, 1977. p. 81).

- “A mãe remava/ em tua devastação,// percorria os parágrafos a lápis./ O grafite dela, fino,/ uma agulha cerzindo// a moldura marfim./ Calma e cordata,/ sentava no meio-fio da tinta,// descansando a fogueira/ das folhas e grilos". (CARPINEJAR, 2008, p. 34-35).

- “Exultai, senhoras. Eu me deveria lembrar antes de me casar com duas mulheres, que basta só uma para fazer o homem desgraçado". (PENA, 1987, p. 118).

As três representações apontam para perspectivas norteadas, respectivamente, pelos seguintes aspectos: 

Alternativas
Ano: 2015 Banca: UCS Órgão: UCS Prova: UCS - 2015 - UCS - Vestibular - Literatura Brasileira |
Q588459 Literatura
Sobre a obra Um terno de pássaros ao Sul (2008), de Fabricio Carpinejar, é correto afirmar que
Alternativas
Ano: 2015 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2015 - UNESP - Vestibular - Primeiro Semestre |
Q587679 Literatura
Leia um trecho do “Manifesto do Surrealismo", publicado por André Breton em 1924.

      Surrealismo: Automatismo psíquico por meio do qual alguém se propõe a exprimir o funcionamento real do pensamento. Ditado do pensamento, na ausência de controle exercido pela razão, fora de qualquer preocupação estética ou moral.

      O Surrealismo assenta-se na crença da realidade superior de certas formas de associação, negligenciadas até aqui, na onipotência do sonho, no jogo desinteressado do pensamento.

(Apud Gilberto Mendonça Teles. Vanguarda europeia e Modernismo brasileiro, 1992. Adaptado.)

Tendo em vista as considerações de André Breton, assinale a alternativa cujos versos revelam influência do Surrealismo.

Alternativas
Ano: 2014 Banca: CÁSPER LÍBERO Órgão: CÁSPER LÍBERO Prova: CÁSPER LÍBERO - 2014 - CÁSPER LÍBERO - Vestibular |
Q1372558 Literatura

Poema 1

o bicho alfabeto

tem vinte e três patas

ou quase


por onde ele passa

nascem palavras

e frases


com frases

se fazem asas

palavras

o vento leve


o bicho alfabeto

passa

fica o que não se escreve


Poema 2

operação de vista

De uma noite, vim.

Para uma noite, vamos,

uma rosa de Guimarães

nos ramos de Graciliano.


Finnegans Wake à direita

un coup de dés à esquerda

que coisa pode ser feita

que não seja pura perda?


Poema 3

Um bom poema

leva anos cinco jogando bola,

mais cinco estudando sânscrito,

seis carregando pedra,

nove namorando a vizinha,

sete levando porrada,

quatro andando sozinho,

três mudando de cidade,

dez trocando de assunto,

uma eternidade, eu e você,

caminhando junto

Os três poemas de Paulo Leminski reproduzidos acima apresentam um forte conteúdo:
Alternativas
Ano: 2014 Banca: CÁSPER LÍBERO Órgão: CÁSPER LÍBERO Prova: CÁSPER LÍBERO - 2014 - CÁSPER LÍBERO - Vestibular |
Q1372557 Literatura
Assinale a opção que apresenta corretamente a análise crítica de Toda poesia, de Paulo Leminski:
Alternativas
Ano: 2014 Banca: CÁSPER LÍBERO Órgão: CÁSPER LÍBERO Prova: CÁSPER LÍBERO - 2014 - CÁSPER LÍBERO - Vestibular |
Q1372556 Literatura
Sobre Tropicália, de Marcelo Machado, é correto afirmar que:
Alternativas
Ano: 2014 Banca: CESGRANRIO Órgão: FMP Prova: CESGRANRIO - 2014 - FMP - Vestibular - PROCESSO SELETIVO 2014/2 |
Q1368428 Literatura
Leia o seguinte texto.

Precursor do conto fantástico no Brasil

Na literatura brasileira, Rubião é visto como iniciador ou precursor do conto fantástico. Machado de Assis, Aluísio Azevedo, Lobato e outros teriam feito incursões rápidas no terreno do fantástico, mas a penetração sistemática nessa esfera vem do contista mineiro. Em uma crítica ao seu primeiro livro, Álvaro Lins aponta a proximidade com Kafka, mas Murilo Rubião diz que foi lê-lo apenas depois. Em todo caso, a escolha narrativa mostra parentesco entre os dois escritores e faz de Rubião um caso singular na literatura brasileira.
(SANSEVERINO, Antônio. In. Leituras Obrigatórias 2014 – UFRGS/organizado por Sergius Gonzaga. Porto Alegre: Leitura XXI, 2013. p. 104)

Com base no texto de Antônio Sanseverino, considere as seguintes afirmações sobre a obra de Murilo Rubião.
I. Nos contos de Murilo Rubião, o fantástico, como categoria estética, insere-se numa forma de relato que introduz um dado espantoso (sobrenatural ou não) que escapa à explicação rotineira e põe em xeque a vida cotidiana, normal.
II. No conto O pirotécnico Zacarias a influência de Machado de Assis se evidencia com força. A abertura lembra Memórias póstumas de Brás Cubas. Nela o narrador discute sua condição de morto e a relação com os outros, os vivos.
III. Em O convidado, a atmosfera kafkiana se dissolve a partir do momento em que José Alferes descobre que está sendo vítima de um golpe. A partir desse momento, o conto adquire uma dimensão realística.

Está(ão) correta(s):
Alternativas
Ano: 2014 Banca: CESGRANRIO Órgão: FMP Prova: CESGRANRIO - 2014 - FMP - Vestibular - PROCESSO SELETIVO 2014/2 |
Q1368427 Literatura
Leia o seguinte fragmento extraído do romance As parceiras, de Lya Luft.

Minha avó ficou meio esquecida com as empregadas e uma governanta. Quando o marido irrompia naquela falsa tranquilidade, não deixava de procurar a mulher. Dava um jeito de abrirem o sótão, e entre gritos e escândalo emprenhava Catarina outra vez.
(LUFT, Lya. As parceiras. 26.ed. Rio de Janeiro: Record, 2013.)

Considere as seguintes afirmações sobre o romance As parceiras.

I. Entre abortos – todos de meninas – Catarina teve, a princípio, três filhas: Beatriz, Dora e Norma. Depois viria Sibila, concebida e parida no sótão – uma menina anã e com problemas mentais.
II. No sótão, Catarina se devolveu à menina interrompida. Mandou forrar o lugar de branco, como um quarto de bonecas, e, como nas brincadeiras infantis, “brincava” inventando vozes.
III. Quando casou, Catarina Von Sassen já era uma moça experiente e ávida por experiências ousadas.

Está(ão) correta(s):

Alternativas
Respostas
81: B
82: B
83: C
84: C
85: D
86: E
87: C
88: D
89: C
90: D
91: D
92: A
93: D
94: C
95: A
96: C
97: D
98: E
99: D
100: B