Questões de Vestibular
Sobre modernismo: tendências contemporâneas em literatura
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( ) Os dois trechos permitem identificar o realismo mágico. No primeiro, isso é percebido, também, por meio do longo período ininterrupto de chuva sobre Macondo; no segundo, a personagem mítica Mãe de Ouro assume o formato de bola de fogo ou de uma bela mulher.
( ) A formação de Macondo e da família Buendía, na obra de García Márquez, ocorre de maneira sobreposta. A sequência de nascimentos e de mortes dessa família são os únicos dados que possibilitam ao leitor o entendimento do enredo.
( ) O livro de Guimarães está ambientado na Fazenda Olhos D´Água. O enredo organiza-se em dois principais momentos: a história de Sinhá Carolina, dona da fazenda ao fim da época escravagista, e a história de amor entre Curiango e Joca, que se apaixona pela moça ao vê-la pela primeira vez.
( ) A linguagem aproxima-se do tom coloquial e da oralidade na obra de Guimarães, em tom de conversa. A variação interiorana que compõe o relato, tanto na fala do narrador quanto no modo de expressão das personagens, abarca expressões e vocábulos rurais da sociedade campestre.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
No bloco superior abaixo, estão listados títulos de romances; no inferior, aspectos do enredo a eles relacionados.
Associe adequadamente o bloco inferior ao superior.
1- Cadernos de memórias coloniais
2- Ponciá Vicêncio
3- Úrsula
( ) A personagem trabalha muito bem o barro, produzindo objetos que contam a história das origens ancestrais de sua família e dos descendentes de escravizados da comunidade rural onde nasceu.
( ) O relato é centralizado na figura do pai, personificação da lógica de dominação patriarcal que estrutura o processo colonizador.
( ) Tulio, Suzana e Antero são personagens representados em sua identidade negra, no contexto da sociedade escravocrata brasileira.
( ) A colonização portuguesa em Moçambique é narrada, evidenciando episódios de violência física, verbal e sexual, sofrida por negras e negros, testemunhados pela autora quando criança.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Considere os fragmentos do romance Feliz Ano Velho, de Marcelo Rubens Paiva.
I.
Subi numa pedra e gritei:
— Aí, Gregor, vou descobrir o tesouro que você escondeu aqui embaixo, seu milionário disfarçado. Pulei com a pose do Tio Patinhas, bati a cabeça no chão e foi aí que ouvi a melodia: biiiiiiin.
II.
(...) não foi o único “desaparecido”. Há centenas de famílias na mesma situação: filhos que não sabem se são órfãos, mulheres que não sabem se são viúvas. Provavelmente, o homem que me ensinou a nadar está enterrado como indigente em algum cemitério do Rio. O que posso fazer? A justiça neste país é uma palavra sem muita importância.
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre os fragmentos acima.
( ) Os fragmentos referem-se a traumas vividos pelo autor: em I, o acidente que o deixa tetraplégico; em II, o desaparecimento de seu pai, no período da ditadura civil militar brasileira.
( ) O uso de linguagem carregada de humor, observado na cena I, é aspecto que não se mantém ao longo da narrativa, à medida que episódios trágicos vão tomando conta do relato, mergulhando o protagonista em profundo sofrimento.
( ) O protagonista, durante o tempo em que está internado no hospital, passa a meditar sobre as fragilidades humanas e a morte, dedicando-se a experiências místicas que o ajudam a superar suas dores e perdas.
( ) Os episódios referidos nos fragmentos I e II estão ambientados no contexto da cultura jovem dos anos 1980, que o narrador classifica em três correntes: “o caretismo, o desbunde e a revolução”.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Eu deixei o leito as 3 da manhã porque quando a gente perde o sono começa pensar nas miserias que nos rodeia […] Deixei o leito para escrever. Enquanto escrevo vou pensando que resido num castelo cor de ouro que reluz na luz do sol. Que as janelas são de prata e as luzes de brilhantes. Que a minha vista circula no jardim e eu contemplo as flores de todas as qualidades […] É preciso criar este ambiente de fantasia, para esquecer que estou na favela. Fiz o café e fui carregar agua. Olhei o céu, a estrela Dalva já estava no céu. Como é horrível pisar na lama.
Jesus, C. M. de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2014. p. 58.
Com base na leitura desse fragmento de Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus, e na integralidade da leitura do livro, assinale a alternativa correta.
Considere o seguinte texto:
O homem está na cidade
como uma coisa está em outra
e a cidade está no homem
que está em outra cidade
mas variados são os modos
como uma coisa
está em outra coisa:
o homem, por exemplo, não está na cidade
como uma árvore está
em qualquer outra
nem como uma árvore
está em qualquer uma de suas folhas
(mesmo rolando longe dela)
O homem não está na cidade
como uma árvore está num livro
quando um vento ali a folheia.
Gullar, F. Poema sujo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1983. p. 102.
Com base na leitura desse fragmento, extraído da parte final de Poema sujo, de Ferreira Gullar, e na leitura da integralidade do poema, assinale a alternativa correta.
Instrução: A questão refere-se ao romance A noite das mulheres cantoras, de Lídia Jorge.
Leia o segmento abaixo.
........ comunica a ........ que ela não pode assinar todas as letras que compusera, pois é necessário que apareça um nome masculino. Ela pode escolher três de suas letras. As outras serão assinadas por .........
Assinale a alternativa que preenche
corretamente as lacunas do segmento, na
ordem em que aparecem.
Instrução: A questão refere-se ao romance A noite das mulheres cantoras, de Lídia Jorge.
Assinale a alternativa correta sobre o romance.
No bloco superior, abaixo, estão listadas algumas personagens do romance; no inferior, a relação de parentesco que têm com a protagonista.
Associe adequadamente o bloco inferior ao bloco superior.
1 - Catarina 2 - Sibila 3 - Vânia 4 - Otávio 5 - Tiago
( ) Irmã de Anelise. ( ) Avó de Anelise. ( ) Tia anã de Anelise. ( ) Primo de Anelise.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Leia o segmento abaixo.
Há um fragmento do romance O amor de Pedro por João, de Tabajara Ruas, que se destacou do conjunto: o episódio em que Dorival encarou a guarda. Nesse trecho, Dorival, ........, enfrenta o soldado, o cabo, o sargento e o tenente. Fica visível ........ da guarda e ........ de Dorival.
Assinale a alternativa que preenche
corretamente as lacunas na ordem em que
aparecem.
I - O conto O edifício é narrado em primeira pessoa pelo próprio engenheiro, João Gaspar, que é contratado para a construção de um arranha-céu. II - O conto O convidado, narrado em terceira pessoa, conta a história de José Alferes, que, embora tenha recebido um convite estranho para uma festa à fantasia, decide ir mesmo assim. III- O conto O homem do boné cinzento é narrado em primeira pessoa por Roderico, que responsabiliza o homem do boné cinzento pela intranquilidade que se estabelece desde que se mudou para a vizinhança.
Quais estão corretas?
Instrução: A questão refere-se a obra Feliz ano velho, de Marcelo Rubens Paiva.
A propósito da obra, é correto afirmar que
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre a obra.
( ) O romance parte da mem6ria individual do protagonista e abrange a mem6ria coletiva, referente a acontecimentos da hist6ria brasileira. ( ) Os fatos narrados no romance não estabelecem relação com o contexto social brasileiro, visto que o narrador detém-se basicamente na recordação de aspectos do acidente que o deixara tetraplégico. ( ) O romance da voz a cultura de uma geração, nascida nos anos 1960, crescida nos anos 1970 e que chega, na década de 1980, em busca de novas alternativas políticas e culturais. ( ) O romance configura-se como realização artística de caráter subjetivo que não se presta a reflexão sabre o passado hist6rico.
A sequencia correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, e