Questões de Vestibular
Sobre gêneros literários em literatura
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( ) O diálogo entre os dois interlocutores constitui-se no núcleo da narrativa. ( ) A sutil ironia do autor reflete sua condescendência com a sociedade. ( ) A intensa ação do conto associa-se à exposição de ideias do pai. ( ) O pai faz uma série de recomendações ao filho para que tenha sucesso na vida.
O correto preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
( ) “Sentenças latinas, ditos históricos, versos célebres, brocardos jurídicos, máximas, é de bom aviso trazê-los contigo para os discursos de sobremesa, de felicitação, ou de agradecimento.” (linhas 01 a 04) ( ) “Essas fórmulas têm a vantagem de não obrigar os outros a um esforço inútil.” (linhas 13 a 15) ( ) “[...] o adjetivo é a alma do idioma, a sua porção idealista e metafísica.” (linhas 53 e 54) ( ) “O substantivo é a realidade nua e crua, é o naturalismo do vocabulário.” (linhas 54 a 56)
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
I. ele confere dois atributos aos olhos da cigana. II. a construção contrapõe-se a outra do narrador Bentinho, qual seja: “olhos de ressaca”. III. a capacidade de sedução de Capitu é sugerida por “olhos de ressaca”.
Está/Estão correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
Ricardo Reis é, assim, o heterônimo clássico, ou melhor, neoclássico: sua visão da realidade deriva da Antiguidade greco-latina. Seus modelos de vida e de poesia, buscou-os na Grécia e em Roma.
(Massaud Moisés. “Introdução”. In: Fernando Pessoa. O guardador de rebanhos e outros poemas, 1997.)
Levando-se em consideração esse comentário, pertencem a Ricardo Reis, heterônimo de Fernando Pessoa (1888-1935), os versos:
I – O gênero lírico, através de poesias, expressa o mundo interior, explorando certa musicalidade nas palavras.
II – O gênero épico, através de seus poemas, apresenta um narrador que ressalta a figura do herói.
III – O gênero dramático expõe o conflito do homem em seu mundo. Os textos deste gênero foram feitos para serem encenados.
Analise tais afirmações, e assinale a alternativa correta:
Para responder a questão, leia os poemas de Carlos Drummond de Andrade e de Olavo Bilac.
Texto
Procura da Poesia
[...]
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
[...]
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema. Aceita-o
Como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?
Repara:
ermas de melodia e conceito,
elas se refugiaram na noite, as palavras.
Ainda úmidas e impregnadas de sono,
rolam num rio difícil e se transformam em desprezo.
ANDRADE, Carlos Drummond de. A Rosa do Povo. 1 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
Texto
Profissão de fé
[...]
Invejo o ourives
Quando escrevo:
Imito o amor
Com que ele, em ouro, o alto-relevo
Faz de uma flor.
Imito-o. E, pois, nem de Carrara
A pedra firo:
O alvo cristal, a pedra rara,
O ônix prefiro.
Por isso, corre, por servir-me,
Sobre o papel
A pena, como em prata firme
Corre o cinzel.
[...]
Torce , aprimora, alteia, lima
A frase; e, enfim,
no verso de ouro engasta a rima
como um rubim.
Quero que a estrofe cristalina,
Dobrada ao jeito
Do ourives, saia da oficina
Sem um defeito.
[...]
Porque o escrever – tanta perícia,
Tanta requer,
Que oficio tal... nem há notícia
De outro qualquer.
BILAC, Olavo. Poesia. Rio de Janeiro: Agir, 2005.
De acordo com os estudos teóricos sobre gêneros literários, é correto afirmar:
Na obra dramática, o mundo se apresenta autônomo, com interferência de vários sujeitos.
De acordo com os estudos teóricos sobre gêneros literários, é correto afirmar:
O gênero épico é caracterizado como o mais objetivo, visto que o narrador não exprime o seu próprio
estado de alma.
De acordo com os estudos teóricos sobre gêneros literários, é correto afirmar:
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que leem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração. (PESSOA, 2005, p. 164).
O poema lírico possui extensão menor e nele uma voz central, o eu lírico, exprime o seu próprio estado
de alma, traduzido em um discurso rítmico, o que se pode inferir do poema Autopsicografia, de Fernando
Pessoa.
De acordo com os estudos teóricos sobre gêneros literários, é correto afirmar:
A teoria dos gêneros é um sistema de normas a que os autores têm que se submeter, a fim de produzirem
obras literárias puramente líricas, épicas, ou dramáticas.
De acordo com os estudos teóricos sobre gêneros literários, é correto afirmar:
É possível limitar a interpretação da literatura à classificação genérica dos três gêneros tradicionais: o
lírico, o épico e o dramático.
Leia também este texto, para responder às questão.
Quando Bauer, o de pés ligeiros, se apoderou da cobiçada esfera, logo o suspeitoso Naranjo lhe partiu ao encalço, mas já Brandãozinho, semelhante à chama, lhe cortou a avançada. A tarde de olhos radiosos se fez mais clara para contemplar aquele combate, enquanto os agudos gritos e imprecações em redor animavam os contendores. A uma investida de Cárdenas, o de fera catadura, o couro inquieto quase se foi depositar no arco de Castilho, que com torva face o repeliu. Eis que Djalma, de aladas plantas, rompe entre os adversários atônitos, e conduz sua presa até o solerte Julinho, que a transfere ao valoroso Didi, e este por sua vez a comunica ao belicoso Pinga. (...)
Assim gostaria eu de ouvir a descrição do jogo entre brasileiros e mexicanos, e a de todos os jogos: à maneira de Homero. Mas o estilo atual é outro, e o sentimento dramático se orna de termos técnicos.
Carlos Drummond de Andrade, Quando é dia de futebol. Rio: Record, 2002.
Ao narrar o jogo entre brasileiros e mexicanos "à maneira de Homero", o autor adota o estilo
