Questões de Vestibular Sobre gêneros literários em literatura

Foram encontradas 82 questões

Ano: 2025 Banca: UFRGS Órgão: UFRGS Prova: UFRGS - 2025 - UFRGS - Vestibular - 1º Dia |
Q4129404 Literatura
Luis Fernando Verissimo criou diversos personagens que se tornaram símbolos de sua obra, como Ed Mort, Analista de Bagé e Velhinha de Taubaté. Sobre esses personagens, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UFRGS Órgão: UFRGS Prova: UFRGS - 2025 - UFRGS - Vestibular - 1º Dia |
Q4129398 Literatura
Instrução: Para responder a questão, leia o trecho abaixo, retirado de Niketche: uma história de poligamia, de Paulina Chiziane.


Vou ao espelho tentar descobrir o que há de errado em mim. Vejo olheiras negras no meu rosto, meu Deus, grandes olheiras! Tendo andado a chorar muito por esses dias, choro até demais. Olho bem para a minha imagem. Com esta máscara de tristeza, pareço um fantasma, essa aí não sou eu. Titubeio uma canção antiga daquelas que arrastam as lágrimas à superfície. Nessa coisa de cantar, tenho as minhas raízes. Sou de um povo cantador. Nessa terra canta-se na alegria e na dor. Canto e choro. Delicio-me com as lágrimas que correm com sabor a sal, com o maior prazer do mundo, Ah, mas como me liberta esse choro!


Paro de chorar e volto ao espelho. Os olhos que se refletem brilham como diamantes. É o rosto de uma mulher feliz. Os lábios que se refletem traduzem uma mensagem de felicidade, não, não podem ser os meus, eu não sorrio, eu choro. Meu Deus, o meu espelho foi invadido por uma intrusa, que se ri da minha desgraça.  
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre esse excerto, considerando, também, a leitura integral da obra Niketche: uma história de poligamia.

( ) O protagonismo do enredo está sob a responsabilidade do personagem Antônio Tomás (Tony), marido de Rosa Maria (Rami) e pai de Bentinho, filho caçula do casal.
( ) A narrativa evidencia a relevância de refletir sobre a condição feminina em um contexto poligâmico, além de expor os conflitos e os dilemas decorrentes dessa conjuntura.
( ) A rua em que Rami e Tony residem é permeada por mulheres traídas, solitárias e abandonadas por seus maridos, as quais invejam a dedicação, a felicidade e a fidelidade do marido da narradora.
( ) A narradora, quando se vê diante do espelho, toma consciência de sua ancestralidade e do quanto é oprimida por uma sociedade patriarcal, sentindo compaixão de si própria.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UFRGS Órgão: UFRGS Prova: UFRGS - 2025 - UFRGS - Vestibular - 1º Dia |
Q4129397 Literatura
No bloco superior abaixo, encontram-se alguns personagens do enredo de Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez; no inferior, alguns trechos do enredo da obra relacionados a tais personagens.

Associe adequadamente o bloco inferior ao superior.

1- Amaranta
2- Coronel Aureliano Buendía
3- Prudencio Aguillar
4- Remédios, a Bela
5- Úrsula Iguarán

( ) ........ promoveu trinta e duas revoluções armadas e perdeu todas. Teve dezessete filhos varões de dezessete mulheres diferentes, que foram exterminados um atrás do outro numa mesma noite, antes que o mais velho fizesse trinta e cinco anos. Escapou de quatorze atentados, setenta e três emboscadas e de um pelotão de fuzilamento. Sobreviveu a uma dose de estricnina no café que teria sido suficiente para matar um cavalo. Recusou a Ordem do Mérito outorgada pelo presidente da república.
( ) Ela estava tão comovida que na outra vez em que viu o morto destampando as panelas do fogão entendeu o que ele buscava, e desde então pôs potes de água pela casa afora. Certa noite em que o encontrou lavando as feridas em seu próprio quarto, José Arcádio Buendía não conseguiu resistir. – Está bem, ........ – disse a ele. – Vamos embora deste lugar o mais longe que a gente conseguir, e não voltaremos nunca mais. Agora, vá embora tranquilo.
( ) Nem mesmo levantou os olhos para apiedar-se dela na tarde em que ........entrou na cozinha e pôs a mão nas brasas do fogão, até doer tanto que não sentiu mais dor e sim a pestilência de sua própria carne chamuscada. Foi uma dose de cavalo contra o remorso. Durante vários dias andou pela casa com a mão metida num pote cheio de claras de ovos, e quando as queimaduras sararam foi como se as claras de ovo também tivessem cicatrizado as úlceras de seu coração.
( ) ........ foi a única que permaneceu imune à peste da banana. Empacou numa adolescência magnífica, cada vez mais impermeável aos formalismos, mais indiferente à malícia e à suspicácia, feliz num mundo próprio de realidades singelas. Não entendia por que as mulheres complicavam a vida com espartilhos e anáguas de balão, e então costurou para si mesma uma batina de estopa que simplesmente metia a cabeça e resolvia sem mais delongas o problema de se vestir, sem abandonar a impressão de estar nua (...). 
( ) Amanheceu morta na quinta-feira santa. Na última vez em que tinham ajudado ........ a fazer as contas de sua idade, nos tempos da companhia da bananeira, calcularam entre cento e quinze e cento e vinte e dois anos. Foi enterrada numa caixinha pouco maior que a cestinha em que Aureliano tinha sido levado, e muito pouca gente assistiu ao enterro, em parte porque não eram muitos os que se lembravam dela, e em parte porque naquele meio-dia fez tanto calor que os pássaros desorientados se esfacelavam feito perdigotos contra as paredes (...).

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UFRGS Órgão: UFRGS Prova: UFRGS - 2025 - UFRGS - Vestibular - 1º Dia |
Q4129396 Literatura
Instrução: Para responder a questão, leia a letra da canção Vingança, de Lupicínio Rodrigues. 


Q22.png (329×481)
A partir da leitura da letra da canção, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UFRGS Órgão: UFRGS Prova: UFRGS - 2025 - UFRGS - Vestibular - 1º Dia |
Q4129395 Literatura
Instrução: Para responder a questão, leia o excerto abaixo, retirado de Água funda, de Ruth Guimarães.


Aí, o Joca entrou no meio da conversa:

— Mãe de Ouro... Hum... — espichou o beiço com pouco caso. — Mãe de Ouro... Mãe de bosta, com perdão da má palavra. Aquilo é uma estrela que mudou de lugar.

— Ela escuta, Joca!

— Que escute!

— Se não acredita, não abuse...

Ele agravou a Mãe de Ouro, porque era abusante como ele só. Mas pagou. Ela escutou a praga e veio. Porque, se não fosse a praga, podia bem ser que ele escapasse.
Assinale a alternativa correta sobre o excerto acima, considerando, também, a leitura integral da obra Água funda.
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Ano: 2025 Banca: UFRGS Órgão: UFRGS Prova: UFRGS - 2025 - UFRGS - Vestibular - 1º Dia |
Q4129390 Literatura
Leia as afirmações a seguir sobre O demônio familiar, de José de Alencar.

I - O demônio familiar, do título da peça, refere-se a Pedro, escravizado, pois ele “perturba a paz doméstica”, como diz Eduardo, no último ato.
II - Eduardo, jovem médico, defende a abolição da escravidão e faz da alforria de Pedro um ato político para criticar as leis do Império.
III- Azevedo, depois do retorno da França, critica a escravidão brasileira, pois seria uma vergonha nacional.

Quais estão corretas?
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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2025 - EINSTEIN - Vestibular - Prova I - 1º Semestre 2026 |
Q4116337 Literatura
Para responder à questão, leia o poema “Desencontro (2)”, de Mia Couto. 

No avesso das palavras
na contrária face
da minha solidão
eu te amei
e acariciei
o teu imperceptível crescer
como carne da lua
nos noturnos lábios entreabertos

E amei-te sem saberes
amei-te sem o saber
amando de te procurar
amando de te inventar

No contorno do fogo
desenhei o teu rosto
e para te reconhecer
mudei de corpo
troquei de noites
juntei crepúsculo e alvorada

Para me acostumar
à tua intermitente ausência
ensinei às timbilas1
a espera do silêncio

(Mia Couto. Poemas Escolhidos, 2016.)

1timbila: instrumento musical de percussão, do tipo xilofone, tradicional de Moçambique.
A situação amorosa descrita pelo eu lírico envolve 
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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2025 - EINSTEIN - Vestibular - Prova I - 1º Semestre 2025 |
Q4114272 Literatura

Leia o soneto de Luís de Camões para responder à questões.



Quem diz que Amor é falso ou enganoso,

ligeiro, ingrato, vão, desconhecido,

sem falta1 lhe terá bem merecido

que lhe seja cruel ou rigoroso.


Amor é brando2, é doce e é piadoso3.

Quem o contrário diz não seja crido;

seja por cego e apaixonado tido,

e aos homens, e inda4 aos deuses, odioso.


Se males faz Amor, em mim se veem;

em mim mostrando todo o seu rigor,

ao mundo quis mostrar quanto podia.


Mas todas suas iras são de amor;

todos estes seus males são um bem,

que eu por todo outro bem não trocaria.



(Luís de Camões. Sonetos: antologia comentada, 2012.)



1 sem falta: sem dúvida.

2 brando: manso, meigo.

3 piadoso: piedoso.

4 inda: ainda.

Em relação às pessoas que fazem afirmações negativas sobre Amor, o eu lírico propõe
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Q3857465 Literatura
Para responder a questão, leia o primeiro poema da seção intitulada “Homenagem a Ricardo Reis”, da poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004), publicado originalmente em 1972 no livro Dual.


Não creias, Lídia, que nenhum estio1
Por nós perdido possa regressar
                    Oferecendo a flor
                    Que adiamos colher.


Cada dia te é dado uma só vez
E no redondo círculo da noite
                    Não existe piedade
                    Para aquele que hesita.


Mais tarde será tarde e já é tarde.
O tempo apaga tudo menos esse
                    Longo indelével rasto2
                    Que o não-vivido deixa.


Não creias na demora em que te medes.
Jamais se detém Kronos3 cujo passo
                    Vai sempre mais à frente
                    Do que o teu próprio passo.


(Sophia de Mello Breyner Andresen. Coral e outros poemas, 2018.)


1 estio: verão.
2 rasto: rastro.
3Kronos: do grego khrónos, “tempo”. Na mitologia grega, titã do tempo.

Logo na estrofe inicial do poema, o eu lírico ressalta o caráter


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Q3508170 Literatura

Texto I


Entendo que poesia é negócio de grande responsabilidade, e não considero honesto rotular-se poeta quem apenas verseje por dor de cotovelo, falta de dinheiro ou momentânea tomada de contato com as forças líricas do mundo, sem se entregar aos trabalhos cotidianos e secretos da técnica, da leitura, da contemplação e mesmo da ação. Até os poetas se armam, e um poeta desarmado é, mesmo, um ser à mercê das inspirações fáceis, dócil às modas e compromissos.


ANDRADE, Carlos Drummond de. Prosa seleta. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2003.



Texto II

POESIA


Gastei uma hora pensando um verso

que a pena não quer escrever.

No entanto ele está cá dentro

inquieto, vivo.

Ele está cá dentro

e não quer sair.

Mas a poesia deste momento

inunda minha vida inteira.


ANDRADE, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 24.



Texto III

 O LUTADOR

 

Lutar com palavras

é a luta mais vã.

Entanto lutamos

mal rompe a manhã.

São muitas, eu pouco.

[...]

 

Mas lúcido e frio,

apareço e tento

apanhar algumas

para meu sustento

num dia de vida.

Deixam-se enlaçar,

tontas à carícia

e súbito fogem

[...].

 

Insisto, solerte.

Busco persuadi-las.

[...]

 

Sem me ouvir deslizam,

perpassam levíssimas

e viram-me o rosto.

 

Lutar com palavras

parece sem fruto.

Não têm carne e sangue…

Entretanto, luto.

Palavra, palavra

(digo exasperado),

se me desafias,

aceito o combate.

[...]

 

Luto corpo a corpo,

luto todo o tempo,

sem maior proveito

que o da caça ao vento.

[...]

 

Iludo-me às vezes,

pressinto que a entrega

se consumará.

Já vejo palavras

em coro submisso,

esta me ofertando

seu velho calor,

aquela sua glória

feita de mistério,

outra seu desdém,

outra seu ciúme,

e um sapiente amor

me ensina a fruir

de cada palavra

a essência captada,

o sutil queixume.

[...].

 

O ciclo do dia

ora se conclui

e o inútil duelo

jamais se resolve.

O teu rosto belo,

ó palavra, esplende

na curva da noite

que toda me envolve.

Tamanha paixão

e nenhum pecúlio.

Cerradas as portas,

a luta prossegue

nas ruas do sono.

 

Andrade, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 104-105.



Texto IV

PROCURA DA POESIA


Não faças versos sobre acontecimentos.

Não há criação nem morte perante a poesia.

Diante dela, a vida é um sol estático,

não aquece nem ilumina.

As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não

contam.

Não faças poesia com o corpo,

esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à

efusão lírica.

Tua gota de bile, tua careta de gozo ou dor no escuro

são indiferentes.

Não me reveles teus sentimentos,

que se prevalecem de equívoco e tentam a longa viagem.

O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.


Não cantes tua cidade, deixa-a em paz.

O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo

das casas.

Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas

junto à linha de espuma.

O canto não é a natureza

nem os homens em sociedade.

Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada

significam.

A poesia (não tires poesia das coisas)

elide sujeito e objeto.


Não dramatizes, não invoques,

não indagues. Não percas tempo em mentir.

Não te aborreças.

Teu iate de marfim, teu sapato de diamante,

vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família

desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.


Não recomponhas

tua sepultada e merencória infância.

Não osciles entre o espelho e a

memória em dissipação.

Que se dissipou, não era poesia.

Que se partiu, cristal não era.


Penetra surdamente no reino das palavras.

Lá estão os poemas que esperam ser escritos.

Estão paralisados, mas não há desespero,

há calma e frescura na superfície intata.

Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.

Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.

Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.

Espera que cada um se realize e consume

com seu poder de palavra

e seu poder de silêncio.

Não forces o poema a desprender-se do limbo.

Não colhas no chão o poema que se perdeu.

Não adules o poema. Aceita-o

como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada

no espaço.


Chega mais perto e contempla as palavras.

Cada uma

tem mil faces secretas sob a face neutra

e te pergunta, sem interesse pela resposta,

pobre ou terrível que lhe deres:

Trouxeste a chave?


Repara:

ermas de melodia e conceito

elas se refugiaram na noite, as palavras.

Ainda úmidas e impregnadas de sono,

rolam num rio difícil e se transformam em despreza.


ANDRADE, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 104-105.

Considerando-se o conteúdo temático, os poemas Poesia (Texto II), O lutador (Texto III) e Procura da poesia (Texto IV) podem sem classificados como textos
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Ano: 2024 Banca: COPESE - UFJF Órgão: UFJF Prova: COPESE - UFJF - 2024 - UFJF - Vestibular - Módulo 2 - Dia 2 |
Q3385625 Literatura
TEXTO III


Amor
Clarice Lispector


        Os filhos de Ana eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam, tomavam banho, exigiam para si, malcriados, instantes cada vez mais completos. A cozinha era enfim espaçosa, o fogão enguiçado dava estouros. O calor era forte no apartamento que estavam aos poucos pagando. Mas o vento batendo nas cortinas que ela mesma cortara lembrava-lhe que se quisesse podia parar e enxugar a testa, olhando o calmo horizonte.Como um lavrador. [...] No fundo, Ana sempre tivera necessidade de sentir a raiz firme das coisas. E isso um lar perplexamente lhe dera. Por caminhos tortos, viera a cair num destino de mulher, com a surpresa de nele caber como se o tivesse inventado. O homem com quem casara era um homem verdadeiro, os filhos que tivera eram filhos verdadeiros. Sua juventude anterior parecia-lhe estranha como uma doença de vida. Dela havia aos poucos emergido para descobrir que também sem a felicidade se vivia: abolindo-a, encontrara uma legião de pessoas, antes invisíveis, que viviam como quem trabalha - com persistência, continuidade, alegria. [...] O bonde se arrastava, em seguida estacava. Até Humaitá tinha tempo de descansar. Foi então que olhou para o homem parado no ponto. A diferença entre ele e os outros é que ele estava realmente parado. De pé, suas mãos se mantinham avançadas. Era um cego. O que havia mais que fizesse Ana se aprumar em desconfiança? Alguma coisa intranquila estava sucedendo. Então ela viu: o cego mascava chicles... Um homem cego mascava chicles. Ana ainda teve tempo de pensar por um segundo que os irmãos viriam jantar - o coração batia-lhe violento, espaçado. Inclinada, olhava o cego profundamente, como se olha o que não nos vê. Ele mastigava goma na escuridão. Sem sofrimento, com os olhos abertos [...]

- o bonde deu uma arrancada súbita jogandoa desprevenida para trás, o pesado saco de tricô despencou-se do colo, ruiu no chão - Ana deu um grito, o condutor deu ordem de parada antes de saber do que se tratava - o bonde estacou, os passageiros olharam assustados. Incapaz de se mover para apanhar suas compras, Ana se aprumava pálida. Uma expressão de rosto, há muito não usada, ressurgiralhe com dificuldade, ainda incerta, incompreensível. O moleque dos jornais ria entregando-lhe o volume. Mas os ovos se haviam quebrado no embrulho de jornal. Gemas amarelas e viscosas pingavam entre os filhos da rede. [...] A rede perdera o sentido e estar num bonde era um fio partido; não sabia o que fazer com as compras no colo. [...] como se pudesse cair do bonde, como se as coisas pudessem ser revertidas com a mesma calma com que não o eram. O que chamava de crise viera afinal. E sua marca era o prazer intenso com que olhava agora as coisas, sofrendo espantada. O calor se tornara mais abafado, tudo tinha ganho uma força e vozes mais altas.


FONTE: LISPECTOR, Clarice. O Amor. In: MORICONI, Ítalo (org). Os cem melhores contos brasileiros do século, Editora Objetiva: Rio de Janeiro, 2000, p. 212-219.
Nos trechos apresentados do conto "Amor", de Clarice Lispector, observa-se:
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Q3380504 Literatura
TEXTO I


Sete annos de pastor Jacob servia
Luís Vaz de Camões


Sete annos de pastor Jacob servia
Labão, pae de Raquel, serrana bella:
Mas não servia ao pae, servia a ella,
Que a ella só por premio pertendia.


Os dias na esperança de hum só dia
Passava, contentando-se com vella:
Porém o pae, usando de cautella,
Em lugar de Raquel lhe deo a Lia. 


Vendo o triste Pastor que com enganos
Assi lhe era negada a sua Pastora,
Como se a não tivera merecida;


Começou a servir outros sete annos,
Dizendo: Mais servíra, senão fôra
Para tão longo amor tão curta a vida.


Fonte: CAMÕES, Luís Vaz de. Obras Completas de Luis de Camões, Tomo II (Portuguese Edition). Edição do Kindle. 



Assinale a única alternativa INCORRETA sobre o poema de Camões.
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Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2024 - UNESP - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q3352035 Literatura
Para responder à questão, leia o conto “Passei por um sonho”, do escritor angolano José Eduardo Agualusa (1960- ).


1   Começou com um sonho. Afinal, é como começa quase tudo. Justo Santana, enfermeiro de profissão, sonhou um pássaro.

      — Passei por um sonho — disse à mulher quando esta acordou —, e vi um pássaro.

      A mulher quis saber que espécie de pássaro, mas Justo Santana não foi capaz de precisar. Era um pássaro grande, grave, branco como um ferro incandescente, e com umas asas ainda mais brilhosas, que o dito pássaro usava sempre abertas, de tal maneira que fazia lembrar Jesus Cristo pregado na cruz.

     — Fui sonhado por ti — disse-lhe o pássaro —, com o fim de esclarecer o espírito dos Homens e de trazer a liberdade a este pobre país.

5   O discurso do pássaro assustou o enfermeiro, homem simples, tímido, avesso a confrontos, e sem qualquer vocação para a política.

      — Foi apenas um sonho — disse à mulher —, um sonho estúpido.

     Na noite seguinte, porém, o pássaro voltou a aparecer- -lhe. Estava ainda mais branco, mais trágico, e parecia aborrecido com o desinteresse do enfermeiro:

       — Ordeno-te que vás por esse país fora e digas a todos os homens que se preparem para um mundo novo. Os brancos vão partir e os pretos ocuparão as casas, os palácios, as igrejas e os quartéis, e a liberdade há de reinar para sempre.

      Dizendo isto sacudiu as asas e as suas penas espalharam-se pelo quarto:

10  — Com estas minhas penas hás de curar os enfermos — disse o pássaro —, e assim até os mais incrédulos acreditarão em ti e seguirão os teus passos.

    Quando Justo Santana despertou o quarto brilhava com o esplendor das penas. Na manhã desse mesmo dia o enfermeiro serviu-se de uma delas para curar um homem com elefantíase e à tardinha devolveu a vista a um cego. Passado apenas um mês a sua fama de santo e milagreiro já se espalhara muito para além das margens do Rio Zaire e à porta da sua casa ia crescendo uma multidão de padecentes. [...]

   Justo Santana colocava na boca dos enfermos uma pena do pássaro, como se fosse uma hóstia, e estes imediatamente ganhavam renovado alento. Enquanto fazia isto o enfermeiro repetia os discursos do pássaro, incapaz de compreender a fúria daquelas palavras e o alcance delas. Todas as noites sonhava com a ave e todas as noites esta o forçava a decorar um discurso novo, após o que sacudia as asas, espalhando pelo ar morto do quarto as penas milagrosas:

     — Se esse pássaro continuar assim tão generoso — disse Justo Santana à mulher —, ainda o veremos transformado numa alma despenada.

     Isto durou um ano. Então, numa manhã de cacimbo1 , apareceram quatro soldados à porta da casa, afastaram com rancor a multidão de desvalidos, e levaram Justo Santana. O infeliz foi acusado de fomentar o terrorismo e a sublevação, e desterrado para uma praia remota, em pleno deserto do Namibe, onde passou a exercer o ofício de faroleiro.

15 Quando o encontrei, muitos anos depois, em Luanda2 , ele falou-me desse desterro com nostalgia:

      — Foi a melhor época da minha vida.

      Encontrei-o doente, estendido numa larga cama de ferro, sob lençóis muito brancos. No quarto havia apenas a cama e um pequeno crucifixo preso à parede. Na sala ao lado os devotos rezavam murmurosas ladainhas. Aquela era a sede da Igreja do Divino Espírito. Não tinha sido nada fácil chegar até junto do enfermeiro: os seus seguidores guardavam-no corno a uma relíquia — na verdade mantinham-no preso ali, naquele quarto, quase isolado do mundo, desde 19753.

     A melhor época da vida de Justo Santana terminou de forma trágica, numa noite de tempestade, quando um bando de aves migratórias caiu sobre o farol. Enlouquecidas pela luz as avezinhas batiam contra o cristal até quebrarem as asas, sendo depois arrastadas pelo vento. Isto está sempre a acontecer. Milhares de aves migratórias morrem todos os anos traídas pelo fulgor dos faróis. Naquela noite, desrespeitando as normas, Justo Santana foi em socorro das aves e desligou o farol. Teve pouca sorte: um barco com tropas, de regresso à metrópole, perdeu-se na escuridão e encalhou na praia. Dessa vez o enfermeiro foi julgado, condenado a quinze anos de prisão, e enviado para o Tarrafal4 , em Cabo Verde. Foi solto com a Revolução de Abril5 e regressou a Angola.

     Quando o visitei, antes de me ir embora, quis saber se o pássaro ainda lhe frequentava os sonhos. Ele olhou em redor para se certificar de que estávamos sozinhos:

20   — Estrangulei-o — segredou com um sorriso cúmplice —, mas enquanto eu for vivo não conte isto a ninguém.

(Rita Chaves (org.).
Contos africanos dos países de língua portuguesa, 2009.)


1cacimbo: estação com elevado índice de umidade caracterizada pela descida gradual da temperatura e pelo aumento da nebulosidade.

2 Luanda: capital de Angola.

3Angola tornou-se um país independente em 1975.

4Tarrafal: antiga colônia penal portuguesa.

5Ocorrida em 25 de abril de 1974, a Revolução de Abril, também conhecida como Revolução dos Cravos, restabeleceu a democracia em Portugal, abrindo caminho para o processo de descolonização dos países da África.
Na construção de seu conto, Agualusa conjuga história e ficção, isto é, conjuga, respectivamente, 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: UFGD Órgão: UFGD Prova: UFGD - 2024 - UFGD - Vestibular |
Q3249966 Literatura

Tendo como referência que o poema é um gênero literário composto, principalmente, por versos, métrica, estrofes, rimas e ritmo, leia o texto I e o trecho do poema Tabacaria (texto II), de 1933, de autoria de Álvaro de Campos, heterônimo do poeta Fernando Pessoa.


TEXTO I


Como expressão linguística, um poema tende a organizar-se em frases ritmadas, com base na entonação, no número de sílabas, na distribuição mais ou menos regular, ou irregular, das sílabas acentuadas, constituindo-se desta maneira numa série de versos. [...] Na atividade poética formal de construção de um poema, exploram-se as possibilidades da linguagem em geral e da língua específica, em particular: a) no material sonoro; b) nas palavras; c) nas associações de ideias; d) nas construções frasais, utilizando-se o ritmo, a harmonia imitativa, a rima, a assonância, a aliteração, as figuras de palavras, as figuras de pensamento, as figuras de sintaxe [...].


Disponível em: https://edtl.fcsh.unl.pt/encyclopedia/poema. Acesso em: 01 jul. 2024.


TEXTO II


Tabacaria


[...] Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)

E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.

Semiergo-me enérgico, convencido, humano,

E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.


Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los

E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.

Sigo o fumo como uma rota própria,

E gozo, num momento sensitivo e competente,

A libertação de todas as especulações

E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.


Depois deito-me para trás na cadeira

E continuo fumando.

Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.


(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira

Talvez fosse feliz.)

Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.


O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).

Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.

(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)

Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.

Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo

Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.


Disponível em: http://arquivopessoa.net/textos/163. Acesso em: 01 jul. 2024 (fragmento).



Assinale a alternativa correta a respeito dos elementos estruturais e simbólicos que constituem o poema Tabacaria.

Alternativas
Ano: 2023 Banca: UFGD Órgão: UFGD Prova: UFGD - 2023 - UFGD - Vestibular |
Q3274977 Literatura
A mãe sabia que estivera presa, mas não sabia (não queria saber) o que havia acontecido lá dentro: era demais para o seu coração de mãe, para o seu corpo frágil. Um dia a filha lhe contaria tudo, porque ela acha que as dores têm de ser ditas, que o silêncio é muito perigoso. Ela lhe contaria tudo o que se passou quando esteve presa, mas não hoje, não nesse dia de encontro e despedida, não depois de tanto tempo sem se verem.  

LEVY, Tatiana Salem. A chave de casa. Rio de Janeiro: Record, 2009. E-book.

Tendo como referência o livro A chave de casa, de Tatiana Salem Levy, e analisando mais especificamente o trecho dado, é correto afirmar que esse excerto é parte de uma cena
Alternativas
Ano: 2022 Banca: UEMG Órgão: UEMG Prova: UEMG - 2022 - UEMG - Vestibular |
Q2054663 Literatura

Com base no seguinte excerto de Vidas Secas, assinale a alternativa correta.


[...]

Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da catinga rala.

Arrastaram-se para lá, devagar, sinha Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás.

Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. O menino mais velho pôs-se a chorar, sentou-se no chão.

[...]

RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. 144ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2020.

Alternativas
Ano: 2022 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2022 - UNB - Vestibular - 1º Dia |
Q2021160 Literatura



7 DE SETEMBRO DE 1960

Eu não sai porque, hoje é feriado passei o dia em casa, lavando roupas. O senhor Antonio Soeiro Cabral foi pra casa de sua sogra. Que silencio. Os visinhos são bons.

8 DE SETEMBRO DE 1960 Levantei as 5 horas, preparei a refeição matinal para os filhos, preparei o almoço, carne com batata. A Vera está alegre. Eu comprei um radio, eu gosto de dramas e tangos.

9 DE SETEMBRO DE 1960

Ela diz: agora, nós somos ricos porque temos o que comer, ate encher a barriga. E da risada. Vendo-a sorrir eu fico contente e penso em Deus, ele escreveu outra peça para eu representa-lá no palco da vida. Aquela peça de morar na favela e ouvir aquela canção que o custo de vida compôs. Eu estou com fome!

Carolina Maria de Jesus. Casa de alvenaria. Vol. 1. Osasco, São
Paulo: Companhia das Letras, 2021, p. 47-8 (com adaptações). 

Considerando a obra artística representada na imagem precedente, o fragmento de texto extraído da obra de Carolina Maria de Jesus, publicada em 1961, bem como as características e a repercussão da produção literária dessa autora, julgue o item a seguir.


A publicação de Quarto de Despejo e, posteriormente, a de Casa de Alvenaria constituem marcos isolados da literatura produzida nas periferias das grandes cidades brasileiras, sem impacto na produção literária das primeiras décadas do século XXI.

Alternativas
Ano: 2022 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2022 - UNB - Vestibular - 1º Dia |
Q2021159 Literatura



7 DE SETEMBRO DE 1960

Eu não sai porque, hoje é feriado passei o dia em casa, lavando roupas. O senhor Antonio Soeiro Cabral foi pra casa de sua sogra. Que silencio. Os visinhos são bons.

8 DE SETEMBRO DE 1960 Levantei as 5 horas, preparei a refeição matinal para os filhos, preparei o almoço, carne com batata. A Vera está alegre. Eu comprei um radio, eu gosto de dramas e tangos.

9 DE SETEMBRO DE 1960

Ela diz: agora, nós somos ricos porque temos o que comer, ate encher a barriga. E da risada. Vendo-a sorrir eu fico contente e penso em Deus, ele escreveu outra peça para eu representa-lá no palco da vida. Aquela peça de morar na favela e ouvir aquela canção que o custo de vida compôs. Eu estou com fome!

Carolina Maria de Jesus. Casa de alvenaria. Vol. 1. Osasco, São
Paulo: Companhia das Letras, 2021, p. 47-8 (com adaptações). 

Considerando a obra artística representada na imagem precedente, o fragmento de texto extraído da obra de Carolina Maria de Jesus, publicada em 1961, bem como as características e a repercussão da produção literária dessa autora, julgue o item a seguir.


No texto, Carolina Maria de Jesus mostra de que maneira o dia comemorativo da Independência do Brasil, tal qual também ocorrera em outro momento com a Semana de Arte Moderna de 1922, apresenta-se como uma oportunidade de união, em que as diferenças, sobretudo as de classe, são postas de lado em nome do lugar aglutinador ocupado pela nação. 

Alternativas
Ano: 2022 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2022 - UNB - Vestibular - 1º Dia |
Q2021158 Literatura



7 DE SETEMBRO DE 1960

Eu não sai porque, hoje é feriado passei o dia em casa, lavando roupas. O senhor Antonio Soeiro Cabral foi pra casa de sua sogra. Que silencio. Os visinhos são bons.

8 DE SETEMBRO DE 1960 Levantei as 5 horas, preparei a refeição matinal para os filhos, preparei o almoço, carne com batata. A Vera está alegre. Eu comprei um radio, eu gosto de dramas e tangos.

9 DE SETEMBRO DE 1960

Ela diz: agora, nós somos ricos porque temos o que comer, ate encher a barriga. E da risada. Vendo-a sorrir eu fico contente e penso em Deus, ele escreveu outra peça para eu representa-lá no palco da vida. Aquela peça de morar na favela e ouvir aquela canção que o custo de vida compôs. Eu estou com fome!

Carolina Maria de Jesus. Casa de alvenaria. Vol. 1. Osasco, São
Paulo: Companhia das Letras, 2021, p. 47-8 (com adaptações). 

Considerando a obra artística representada na imagem precedente, o fragmento de texto extraído da obra de Carolina Maria de Jesus, publicada em 1961, bem como as características e a repercussão da produção literária dessa autora, julgue o item a seguir.


O estilo literário de Carolina Maria de Jesus é caracterizado por períodos longos, compostos por coordenação e subordinação, contendo descrições detalhadas e elipses, que favorecem o aprofundamento das reflexões da narradora sobre a sociedade e sobre si mesma.

Alternativas
Ano: 2022 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2022 - UNB - Vestibular - 1º Dia |
Q2021156 Literatura



7 DE SETEMBRO DE 1960

Eu não sai porque, hoje é feriado passei o dia em casa, lavando roupas. O senhor Antonio Soeiro Cabral foi pra casa de sua sogra. Que silencio. Os visinhos são bons.

8 DE SETEMBRO DE 1960 Levantei as 5 horas, preparei a refeição matinal para os filhos, preparei o almoço, carne com batata. A Vera está alegre. Eu comprei um radio, eu gosto de dramas e tangos.

9 DE SETEMBRO DE 1960

Ela diz: agora, nós somos ricos porque temos o que comer, ate encher a barriga. E da risada. Vendo-a sorrir eu fico contente e penso em Deus, ele escreveu outra peça para eu representa-lá no palco da vida. Aquela peça de morar na favela e ouvir aquela canção que o custo de vida compôs. Eu estou com fome!

Carolina Maria de Jesus. Casa de alvenaria. Vol. 1. Osasco, São
Paulo: Companhia das Letras, 2021, p. 47-8 (com adaptações). 

Considerando a obra artística representada na imagem precedente, o fragmento de texto extraído da obra de Carolina Maria de Jesus, publicada em 1961, bem como as características e a repercussão da produção literária dessa autora, julgue o item a seguir. 


O registro de datas para cada fragmento escrito, a predominância do relato sobre fatos do cotidiano e a presença de reflexões pessoais sobre eventos diversos indicam que o texto apresentado consiste em um diário. 

Alternativas
Respostas
1: E
2: E
3: D
4: C
5: A
6: A
7: E
8: A
9: C
10: E
11: D
12: B
13: B
14: E
15: B
16: C
17: E
18: E
19: E
20: C