Questões de Vestibular
Sobre escolas literárias em literatura
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Tupã, ó Deus grande! cobriste o teu rosto
Com denso velâmen de penas gentis;
E jazem teus filhos clamando vingança
Dos bens que lhes deste da perda infeliz!
Tupã, ó Deus grande! teu rosto descobre:
Bastante sofremos com tua vingança!
Já lágrimas tristes choraram teus filhos
Teus filhos que choram tão grande mudança.
Anhangá impiedoso nos trouxe de longe
Os homens que o raio manejam cruentos,
Que vivem sem pátria, que vagam sem tino
Trás do ouro correndo, vorazes, sedentos.
E a terra em que pisam, e os campos e os rios
Que assaltam, são nossos; tu és nosso Deus:
Por que lhes concedes tão alta pujança,
Se os raios de morte, que vibram, são teus?
[...]
DIAS, Gonçalves. Cantos. Introdução, organização e fixação do texto: Cilaine Alves. São Paulo: Martins Fontes, 2000, pp. 16-17.
De acordo com os versos do poeta Gonçalves Dias, assinale a alternativa correta.
Sobre essa autora é correto afirmar que
— A questão é científica, dizia ele; trata-se de uma doutrina nova, cujo primeiro exemplo sou eu. Reúno em mim mesmo a teoria e a prática.
— Simão! Simão! meu amor! dizia-lhe a esposa com o rosto lavado em lágrimas.
Mas o ilustre médico, com os olhos acesos da convicção científica, trancou os ouvidos à saudade da mulher, e brandamente a repeliu. Fechada a porta da Casa Verde, entregou-se ao estudo e à cura de si mesmo. Dizem os cronistas que ele morreu dali a dezessete meses, no mesmo estado em que entrou, sem ter podido alcançar nada. Alguns chegam ao ponto de conjeturar que nunca houve outro louco, além dele, em Itaguaí; mas esta opinião, fundada em um boato que correu desde que o alienista expirou, não tem outra prova, senão o boato; e boato duvidoso, pois é atribuído ao Padre Lopes, que com tanto fogo realçara as qualidades do grande homem. Seja como for, efetuou-se o enterro com muita pompa e rara solenidade”.
ASSIS, Machado de. O alienista. In: ASSIS, Machado de. Papéis Avulsos. Belo Horizonte: Itatiaia,1882.
O trecho supracitado pertence ao conto “O alienista”, de Machado de Assis, publicado no livro Papéis avulsos (1882), acerca do qual é correto afirmar que
ROSA, João Guimarães. Grande sertão: veredas. 22. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
Esse fragmento do romance exemplifica uma característica da terceira geração modernista ao
O poema abaixo é de Álvares de Azevedo (1831-1852), escritor brasileiro que pertenceu à segunda geração ___________, conhecida como “Mal do Século”:
Amor Amemos! quero de amor Viver no teu coração! Sofrer e amar essa dor Que desmaia de paixão! Na tu’alma, em teus encantos E na tua palidez E nos teus ardentes prantos Suspirar de languidez!
A alternativa correta para preencher a lacuna, identificando o movimento literário ao qual o autor pertencia, é:
Livre! Ser livre da matéria escrava, Arrancar os grilhões que nos flagelam E livre, penetrar nos Dons que selam A alma e lhe emprestam toda a etérea lava.
Livre da humana, da terrestre bava Dos corações daninhos que regelam, Quando os nossos sentidos se rebelam Contra a Infâmia bifronte que deprava.
Livre! bem livre para andar mais puro, Mais junto à Natureza e mais seguro Do seu Amor, de todas as justiças.
Livre! para sentir a Natureza, Para gozar, na universal Grandeza, Fecundas e arcangélicas preguiças.
Fonte: Últimos Sonetos / Cruz e Sousa. – 4. ed. rev. – Florianópolis: Ed. da UFSC, 2011.
No poema “Livre!”, o escritor brasileiro Cruz e Souza, considerado o principal representante do Simbolismo no Brasil, expressa a busca pela liberdade não como algo concreto ou político, mas como um ideal ligado à alma, ao espírito e à elevação interior. Com base nessa leitura e nas características do Simbolismo, assinale a alternativa que apresenta um traço característico do movimento evidenciado no poema.
Texto para a questão.

José de Alencar. Iracema. Série prazer de ler, n.º 4.
Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2013.
(originalmente publicado em 1865).
Texto para a questão.

Gregório de Matos. A ponderação do Dia do Juízo Final, e Universal.
No _______________, a rima nunca foi abandonada. Mas os poetas adquiriram grande liberdade no seu tratamento. O uso do verso livre, com ritmos muito mais pessoais, podendo aceitar todas as inflexões do poeta, permitiu deixá-la de lado. No verso metrificado, ela foi usada ou não, e pela primeira vez pôde se observar na poesia o verso branco em metros curtos. A poética sempre se ocupou dos tipos de rima e do modo de combiná-la, distinguindo diversas modalidades e estabelecendo regras. Essas regras formais chegaram ao máximo de exigência com os _________________.
(Antonio Candido. O estudo analítico do poema, 2006. Adaptado.)
As lacunas do texto são preenchidas, respectivamente, por:
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.
Poética
Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente protocolo e manifestações de apreço ao Sr. Diretor.
Estou farto do lirismo que para e vai averiguar no dicionário o cunho vernáculo de um vocábulo.
Abaixo os puristas
[…]
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbados
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare
– Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.
BANDEIRA, Manuel. Poética. Disponível em: https://www. ufrgs.br/enunciarcotidianos/2017/04/11/poetica-manuelbandeira/. Acesso em: 25 fev. 2025. [Fragmento]
"Somos muitos Severinos, iguais em tudo na vida: na mesma cabeça grande que a custo se equilibra, no mesmo ventre crescido sobre as mesmas pernas finas."
Considerando a obra O Mamoeiro, de Tarsila do Amaral, qual é o principal elemento que caracteriza a influência do movimento modernista brasileiro na pintura?
Lira VII (Parte II)
“Meu prezado Glauceste, Se fazes o conceito Que, bem que réu, abrigo A cândida Virtude no meu peito; Se julgas, digo, que mereço ainda Da tua mão socorro; Ah! Vem dar-mo agora, Agora, sim, que morro!
Não quero que, montado No Pégaso fogoso, Venhas com dura lança Ao monstro infame traspassar, raivoso. Deixa que viva a pérfida calúnia, E forje o meu tormento: Com menos, meu Glauceste, Com menos me contento.”
Tomás Antônio Gonzaga. Marília de Dirceu.
Romance LXVI ou De Outros Maldizentes
“- Que fica, na fortaleza, daquele poeta Gonzaga? - Um par de esporas, somente. Um par de esporas de prata. (...) Dizem que tinha um cavalo que Pégaso se chamava. Não pisava neste mundo, mas nos planaltos da Arcádia!”
Cecília Meireles. Romanceiro da Inconfidência.
Considerando o substantivo Pégaso, presente nos dois excertos, é correto afirmar:
(Paul Teyssier. Dicionário de literatura brasileira, 2003.)
O texto trata do movimento
Sete annos de pastor Jacob servia
Luís Vaz de Camões
Sete annos de pastor Jacob servia
Labão, pae de Raquel, serrana bella:
Mas n˜ao servia ao pae, servia a ella,
Que a ella só por premio pertendia.
Os dias na esperança de hum só dia
Passava, contentando-se com vella:
Porém o pae, usando de cautella,
Em lugar de Raquel lhe deo a Lia.
Vendo o triste Pastor que com enganos
Assi lhe era negada a sua Pastora,
Como se a não tivera merecida;
Começou a servir outros sete annos,
Dizendo: Mais servíra, senão fôra
Para tão longo amor tão curta a vida.
Fonte: CAMOES, Luís Vaz de. Obras Completas de Luis de Camões, Tomo II (Portuguese Edition). Edição do Kindle.
Leia com atenção o poema abaixo, de Manuel Bandeira.
O Bicho
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
Assinale a alternativa correta em relação ao poema.