Questões de Vestibular
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Considerando o fragmento do poema de Cecília Meireles apresentado, que compõe a obra Romanceiro da Inconfidência, publicada em 1953, julgue o próximo item.
Um dos eventos históricos a que se refere o poema é a
criação do lema da bandeira do movimento de inconfidência:
“LIBERDADE, AINDA QUE TARDE”.
Considerando o fragmento do poema de Cecília Meireles apresentado, que compõe a obra Romanceiro da Inconfidência, publicada em 1953, julgue o próximo item.
O vocabulário, a métrica e o sistema de rimas utilizados
nesse poema de Cecília Meireles sinalizam sua recusa à
apropriação da linguagem popular, conforme propuseram as
diferentes gerações modernistas.
Considerando o fragmento do poema de Cecília Meireles
apresentado, que compõe a obra Romanceiro da Inconfidência,
publicada em 1953, julgue o próximo item.
No poema, é recontado fato histórico brasileiro por meio de
um ponto de vista não oficial, o que se evidencia nos versos
“Atrás de portas fechadas” (primeiro verso da primeira
estrofe) e “Através de grossas portas” (primeiro verso da
segunda estrofe).
Julgue o próximo item, com base na leitura do texto 1A2-III.
O predomínio da função referencial da linguagem em
Suspiro de Gaia, embora cause prejuízo estético ao poema,
garante que a realidade violenta que cerca o eu-lírico seja
imediatamente comunicada ao leitor.
Julgue o próximo item, com base na leitura do texto 1A2-III.
No título do poema, a evocação da mitologia grega, em que
Gaia era a deusa que representava a Terra, aproxima a
produção do poeta indígena da fonte primária da literatura
ocidental: a Antiguidade Clássica.
Julgue o próximo item, com base na leitura do texto 1A2-III.
Nos versos finais do poema Suspiro de Gaia, a
personificação da Terra contribui tanto para criar uma
imagem poética de grande beleza plástica quanto para
expressar a concepção indígena da natureza.
Julgue o próximo item, com base na leitura do texto 1A2-III.
A assimetria entre os dois primeiros versos do poema, o
caráter informativo do terceiro verso e a ausência de rimas e
de pontuação, excetuando-se o ponto final empregado no
verso 4, são características suficientes para classificar
Suspiro de Gaia como um poema modernista.
Com base na leitura dos textos 1A2-I e 1A2-II, julgue o item a seguir.
Os dois últimos versos da primeira estrofe de Promessas do
Sol sugerem uma identificação, embora em perspectiva e
tempo diversos, entre o eu-lírico da canção e o do poema
Canção do Tamoio, ou seja, ambos são uma figuração do
canto do indígena no Brasil.
Com base na leitura dos textos 1A2-I e 1A2-II, julgue o item a seguir.
Da leitura comparativa dos textos Canção do Tamoio e
Promessas do Sol entende-se que a representação do
indígena na arte e sua condição social na realidade brasileira
sofreram poucas alterações entre os séculos 19 e 20.
Com base na leitura dos textos 1A2-I e 1A2-II, julgue o item a seguir.
A canção Promessas do Sol não oferece resposta à pergunta
que a encerra — “Que tragédia é essa que cai sobre todos
nós?” —; portanto, cabe ao leitor encontrar, fora do texto,
as razões que justifiquem o fato de o eu lírico classificar
como trágica a realidade que o cerca.
Com base na leitura dos textos 1A2-I e 1A2-II, julgue o item a seguir.
Em Promessas do Sol, a função apelativa presente na
abertura das três estrofes evidencia o objetivo do produtor do
texto de se dirigir ao leitor para convencê-lo da força, da
beleza e da justiça que caracterizam o estado de espírito do
eu-lírico na canção.
Com base na leitura dos textos 1A2-I e 1A2-II, julgue o item a seguir.
Na estrofe V da Canção do Tamoio, os versos de 3 a 8
indicam a centralidade dos valores próprios aos tamoios no
poema, e o trabalho estético do poeta amplia o tema
específico, para que o leitor perceba a dimensão humana do
canto do tamoio, evidenciada nos versos “Penetra na vida: /
Pesada ou querida, / Viver é lutar.” (estrofe X).
Com base na leitura dos textos 1A2-I e 1A2-II, julgue o item a seguir.
Na Canção do Tamoio, a figuração do indígena alinha-se
à exaltação dos nativos, que caracterizava o Indianismo
romântico, empenhado em criar a imagem de um passado
nacional grandioso para o país recém-independente da
metrópole portuguesa.
As poesias de Mario Quintana, não muito raro, trazem imagens que dialogam com a proposta surrealista, como se pode observar no seguinte conjunto de versos, extraído do livro de poemas Esconderijos do tempo:
Texto 3
Retrato
Cecília Meireles

Saiu e andou. Olhou o céu, os ares, as árvores de Santa Teresa, e se lembrou que, por estas terras, já tinham errado tribos selvagens, das quais um dos chefes se orgulhava de ter no sangue o sangue de dez mil inimigos. Fora há quatro séculos. Olhou de novo o céu, os ares, as árvores de Santa Teresa, as casas, as igrejas; viu os bondes passarem; uma locomotiva apitou; um carro, puxado por uma linda parelha, atravessou-lhe na frente, quando já a entrar do campo... Tinha havido grandes e inúmeras modificações. Que fora aquele parque? Talvez um charco. Tinha havido grandes modificações nos aspectos, na fisionomia da terra, talvez no clima... Esperemos mais, pensou ela; e seguiu serenamente ao encontro de Ricardo Coração dos Outros. TERCEIRA PARTE V - A Afilhada
Com base no fragmento, o final do romance, apesar de triste, como anuncia o próprio título, contém uma mensagem de otimismo, expressa nos pensamentos da personagem Olga, afilhada de Policarpo. O otimismo se justifica pela expectativa de:
Policarpo Quaresma, cidadão brasileiro, funcionário público, certo de que a língua portuguesa é emprestada ao Brasil; certo também de que, por esse fato, o falar e o escrever em geral, sobretudo no campo das letras, se veem na humilhante contingência de sofrer continuamente censuras ásperas dos proprietários da língua; sabendo, além, que, dentro do nosso país, os autores e os escritores, com especialidade os gramáticos, não se entendem no tocante à correção gramatical, vendo-se, diariamente, surgir azedas polêmicas entre os mais profundos estudiosos do nosso idioma — usando do direito que lhe confere a Constituição, vem pedir que o Congresso Nacional decrete o tupi-guarani como língua oficial e nacional do povo brasileiro. O suplicante, deixando de parte os argumentos históricos que militam em favor de sua ideia, pede vênia para lembrar que a língua é a mais alta manifestação da inteligência de um povo, é a sua criação mais viva e original; e, portanto, a emancipação política do país requer como complemento e consequência a sua emancipação idiomática. PRIMEIRA PARTE IV - Desastrosas Consequências de um Requerimento
O teor da solicitação de Policarpo Quaresma expressa uma ironia ao deixar implícita uma crítica histórica. O alvo dessa crítica é:
Marechal Floriano Peixoto, segundo presidente do Brasil, é também personagem de Triste Fim de Policarpo Quaresma. O conceito que melhor sustenta a construção desse personagem ficcional, baseado numa figura histórica, é o da: