Questões de Vestibular
Comentadas sobre república oligárquica - 1889 a 1930 em história
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I. “(...) Custava-lhes admitir que toda aquela gente inútil e frágil saísse tão numerosa ainda dos casebres bombardeados durante três meses. Contemplando-lhes os rostos baços, os arcabouços esmirrados e sujos, cujos molambos em tiras não encobriam lanhos, escaras e escalavros – a vitória tão longamente apetecida decaía de súbito. Repugnava aquele triunfo.”
CUNHA, Euclides da. Os sertões. São Paulo, Martin Claret, 2007, p. 593.
II. “No noite de 22 de novembro de 1910, a revolta explodiu. João Cândido assumiu o comando do Minas Gerais (...). Os primeiros tiros assustaram o recém-empossado Hermes da Fonseca, que assistia tranquilamente a uma ópera de Wagner... Outros marujos tomaram o São Paulo, o Bahia e o Deodoro. Manobrando as belonaves com grande perícia, apontaram seus canhões para pontos estratégicos, exigindo (...) a reforma do Código Disciplinar, o fim das chibatadas, 'bolos' e outros castigos, o aumento dos soldos e a preparação e educação dos marinheiros.”
ALENCAR et alii, Francisco. História da sociedade brasileira. Rio de Janeiro, Ao Livro Técnico, 1992, p. 207.
III. “A rebelião, da qual participaram cerca de 50.000 camponeses, recebeu este nome por ter ocorrido em região do planalto Catarinense (…) disputada pelo Paraná e por Santa Catarina. Os romeiros (...) seguiam o monge José Maria, que pregava o fim da República, a 'lei do diabo'.”
ALENCAR et alii, Francisco. Op. cit., p. 209.
Os conflitos a que se referem os fragmentos acima envolveram grupos rebeldes que questionaram aspectos da ordem política vigente no Brasil sob a Primeira República (1889-1930) e foram, respectivamente, denominados
Mas, à medida que o séquito de Antônio Conselheiro se avolumava, as autoridades começaram a manifestar seu desagrado e decidiram acossar o bando.
Prevendo a escalada da perseguição, os peregrinos bateram em retirada até o arraial de Canudos, no fundo do sertão e no alto de serranias, onde se entrincheiraram em 1893 e se fortificaram. Quatro expedições seriam necessárias para erradicar o perigo, destruir o arraial e exterminar seus habitantes.”
GALVÃO, Walnice Nogueira. Uma tragédia brasileira. In. FIGUEIREDO, Luciano (org.). Guerras e batalhas brasileiras. RJ: Sabins, 2009. p. 54
Com base no texto acima e em seus conhecimentos sobre a Guerra de Canudos (1896-1897), analise as sentenças a seguir:
I - O arraial de Belo Monte, ou Canudos como foi denominado, foi fundado no sertão da Bahia (região do rio Vaza-Barris) pelo beato Antônio Conselheiro seguindo preceitos profundamente católicos.
II - Os moradores de Canudos eram oriundos de várias partes do Nordeste e em sua maioria muito pobre, fugindo da seca ou das condições precárias de vida.
III - Antônio Conselheiro foi considerado monarquista, pois lutou pelo fim da República e pregava ideias comunistas e de igualdade entre seus seguidores.
IV - Foram necessárias quatro expedições e a mobilização do Exército para massacrar Canudos, e garantir a existência da República brasileira.
A alternativa que indica a(s) sentenças(s) verdadeira(s) é
I. O Tenentismo surgiu entre militares, especialmente entre os militares de baixa patente.
II. Os Tenentes, de modo geral oriundos das camadas médias da população, defendiam a moralização da vida política.
III. Nos anos 1920, organizaram várias ações militares, entre elas o chamado Levante de Copacabana.
IV. Os Tenentistas pretendiam um governo comunista e exigiram, a partir de 1922, que seus líderes se filiassem ao PCB (Partido Comunista Brasileiro).
Está correto o que se afirma apenas em

No livro Os sertões, Euclides da Cunha aborda o episódio da Guerra de Canudos (1896-1897), organizando seu texto em três partes: a terra, o homem, a luta.
A letra do samba, inspirada nessa obra, apresenta uma imagem do sertão nordestino vinculada ao
seguinte aspecto:
MOTA, Carlos Guilherme. O Brasil do Estado Novo (1937-1945). Matrizes Político-Ideológicas. Memorial da América Latina, São Paulo, 2009.
Dentre os eventos apresentados a seguir, assinale aquele que NÃO ocorreu na década de 1920, na sequência da Greve Operária de 1917.
I. Seu pretexto imediato foi a campanha de vacinação em massa contra a varíola, desencadeada por decisão da própria presidência da república, num momento em que uma onda de insatisfação popular varria o Rio de Janeiro.
II. O governo esbravejava contra métodos de execução da aplicação da vacina que eram truculentos, os soros e os aplicadores pouco confiáveis, e os funcionários, enfermeiros e fiscais encarregados da campanha manifestavam atitudes pouco recomendáveis, mas a vacina era absolutamente necessária.
III. O combate foi intenso. Aproveitando-se das reformas então em curso para a abertura de avenidas, os populares se armaram de pedras, paus, ferros, instrumentos e ferramentas contundentes, e os utilizaram como material bélico contra a polícia.
Está correto o que se afirma somente em
O projeto de reforma urbana do Rio de Janeiro, conhecido como “Bota Abaixo” e implantado pelo prefeito Pereira Passos, e a política sanitarista do dr. Osvaldo Cruz desencadearam um movimento popular na capital da República. Trata-se da
Período de intensas discussões e questionamentos acerca dos rumos da República, os “anos 20” foram uma época de crise, mas também de fertilidade da vida brasileira. Naquele momento, variados projetos políticos e culturais foram elaborados tendo por objetivos organizar a sociedade e propiciar um sentido de pertencimento à população brasileira.
A respeito da forma como se comportaram os distintos grupos sociais frente a esses projetos, assinale a afirmativa CORRETA.

A figura representa um aspecto da República Velha brasileira,
mais especificamente a República Oligárquica. A crítica
presente na figura remete

https://www.google.com.br/search?q=imagem+capoeira. Acesso em: 06 out. 2014.
Assinale a alternativa que melhor identifica a
capoeira no Rio de Janeiro do século XIX.
Leia um trecho de uma entrevista com o historiador Francisco Alembert.
(...) os governos vêm sucessivamente utilizando a retórica, a imagem e o mito do governo de Juscelino, por isso ele continua tão forte e tão presente. Mas há também algo em comum na utilização de JK por esses governos. De uma forma ou de outra, eles procuram justificar o crescimento econômico dentro da democracia. Ele agradava a burguesia, porque se mostrava um governo modernizador, e também agradava a esquerda, mesmo não tendo uma política de esquerda. Mas alcançou um crescimento realmente fantástico, nunca visto antes. O grande problema é que isso não foi dividido por toda a sociedade.
(www.sinprosp.org.br/reportagens_entrevistas.asp?especial=102&materia=281. Acessado em 20.08.2014)
A partir da entrevista, é correto afirmar que o chamado mito JK
INDÚSTRIA – 1920 – PERCENTAGEM POR RAMOS

(Recenseamento do Brasil, 1920 Apud Boris Fausto, A revolução de 1930: historiografia e história, 1979, p. 20)
A partir dos dados, é correto afirmar que a indústria brasileira, em 1920,
O movimento deflagrado em 1922 estava se reconfigurando.
(Ivan Marques. “Trem da modernidade”. Revista de História
da Biblioteca Nacional, fevereiro de 2012. Adaptado.)
Entre as características da “reconfiguração” do Modernismo, citada no texto, podemos incluir