Questões de Vestibular
Sobre república de 1954 a 1964 em história
Foram encontradas 146 questões
Leia o texto a seguir.
Presidente Juscelino Kubitschek durante a inauguração de Brasília em 21 de abril de 1960. Disponível em: http://historiacsd.blogspot.com.br/2012/10/1956-1961-o-governo-jk-esse-episodio.html Acesso em: 03 junho 2016.
Apesar da desconfiança de que não seria terminada, a nova capital federal foi inaugurada em 1960 por
um sorridente Juscelino Kubitschek. Entregar Brasília foi uma questão de honra diante das dificuldades
enfrentadas para erguer uma cidade do zero em três anos. A construção de uma nova capital era ideia
antiga, mas foi levada a cabo como parte do chamado Plano de Metas, que tinha como objetivo principal
Sobre este período, é INCORRETO afirmar que:
Adaptado de Ata da Reunião Ordinária do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, 07/04/1964.
O apoio da Ordem dos Advogados do Brasil à deposição do presidente João Goulart (1961-1964), como indicado no texto, insere-se no contexto de intensas polarizações de opiniões entre partidos e associações.
Essas polarizações expressavam posicionamentos distintos acerca da seguinte proposta do governo João Goulart:

Entre 1956 e 1960 o Brasil alcança taxas espetaculares: a indústria cresce em 80% e o produto interno expande-se a uma média de 7% ao ano. Mas nem tudo são flores: as Ligas Camponesas se espalham pelo Nordeste [...], a dívida externa assume proporções estratosféricas, a moeda desvaloriza- se e a inflação galopa entre preços e salários. (NOVAES, Carlos Eduardo e LOBO, César. História do Brasil para principiantes – 500 anos de idas e vindas. SP: Ática, 2005, p. 250.)
Brasil já vai a guerra, comprou um porta-aviões um viva pra Inglaterra de oitenta e dois bilhões [...] a classe proletária na certa comeria com a verba gasta diária em tal quinquilharia sem serventia. [...] Brasil, terra adorada comprou um porta aviões oitenta e dois bilhões Brasil, oh pátria amada, que palhaçada.
(Brasil já vai à guerra. Juca Chaves. Disponível em: Brasil já vai à guerra http://letras.mus.br/juca-chaves/209261/. Acesso em: 30 jan. 2015, às 15h00.)
No final de 1956, o governo federal, comandado por Juscelino Kubitschek, comprou da Inglaterra um porta-aviões de segunda mão no valor de 82 bilhões de cruzeiros, preço considerado altíssimo pelos opositores do governo. Na esteira das críticas, o compositor Juca Chaves gravou a modinha “Brasil já vai à guerra”, que, rapidamente, caiu no gosto popular.
Sobre o contexto retratado, julgue os itens abaixo:
I. A compra do porta-aviões da Inglaterra pode ser explicada pela necessidade de garantir a segurança nacional, ameaçada pelo aumento das manifestações contra o governo e pelas disputas territoriais com a Argentina. II. Apesar do crescimento do país, alcançado graças ao Projeto Desenvolvimentista, algumas ações de JK levaram ao agravamento da crise econômica e social e a um aumento da oposição e das críticas ao seu governo. III. O crescimento alcançado durante os anos JK tem como causa fundamental os investimentos feitos em infraestrutura, porém, a entrada maciça de capitais estrangeiros levou a um grande aumento da dívida externa.
Estão corretos:
Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
A década de 1950 foi marcada pelo anseio de modernização do país, cujos reflexos se fazem sentir também no plano da cultura. É de se notar o amadurecimento da poesia de João Cabral, poeta que se rebelou contra o que considerava nosso sentimentalismo, nosso “tradicional lirismo lusitano”, bem como o surgimento de novas tendências experimentalistas, observáveis na linguagem renovadora de Ferreira Gullar e na radicalização dos poetas do Concretismo. As linhas geométricas da arquitetura de Brasília e o apego ao construtivismo que marca a criação poética parecem, de fato, tendências próximas e interligadas.
(MOUTINHO, Felipe, inédito)
João Goulart, em comício no Rio de Janeiro, 13/03/1964.
Adaptado de jornalggn.com.br.
No evento conhecido como Comício da Central do Brasil, o Presidente João Goulart proferiu discurso em que reafirmava algumas das propostas de seu governo, atendendo a demandas de organizações sindicais.
A proposta desse governo mais diretamente associada à promoção da justiça social foi:

“Fui vencido pela reação e, assim, deixo o governo (...). Sinto-me, porém, esmagado. Forças terríveis levantam-se contra mim e me intrigam ou me infamam, até com a desculpa da colaboração. Se permanecesse não manteria a confiança e a tranquilidade, ora quebradas, indispensáveis ao exercício da minha autoridade. Creio, mesmo, que não manteria a própria paz pública."
Jânio Quadros, 25.08.1961, apud Maria Victoria Benevides. O governo Jânio Quadros. São Paulo: Brasiliense, 1982, p. 73.
O texto reproduz declaração de Jânio Quadros, no momento de sua renúncia à presidência da República. Essa renúncia deve ser analisada no contexto de
Manifesto de Leonel Brizola, na madrugada de domingo, 27 de agosto de 1961. (Citado na obra de Flávio Tavares, 1961: “O golpe derrotado”)
Durante treze dias, em 1961, o Brasil passou por uma situação de guerra civil, com mobilização de tropas e ordens de bombardeio aéreo. Qual das alternativas abaixo não está corretamente relacionada com aqueles dias de tensão vividos no país?
I. Ocupou-se de temas de menor importância como a proibição de brigas de galo, lançaperfume e uso de biquínis nas praias brasileiras. II. No âmbito político, combinou iniciativas simpáticas à esquerda, com medidas agradáveis aos conservadores. III. Criou conflitos em relação a sua política externa ao declarar “uma vaga simpatia” pelo regime de Fidel Castro e ao condecorar Che Guevara.
Está correto o que se afirma em
Naquele momento, afirma Gattai: “vivíamos a euforia da vitória, que coroava o clima de entusiasmo e de otimismo criado pelas realizações do governo democrático e progressista de Kubitschek”.
Refletindo sobre as informações apresentadas, é correto concluir que o governo mencionado