Questões de Vestibular
Sobre república de 1954 a 1964 em história
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A presidência de Juscelino Kubitschek apresentou um lema para o futuro do Brasil que se concentrou na ideia de que era possível desenvolver o país em tempo recorde, retirando o atraso que marcava a vida brasileira e fazendo o país ingressar no cenário mundial.
Esse lema é:
I. Jânio Quadros, em seu discurso de posse, fez sérias acusações ao governo de Juscelino Kubitschek. Salientou a inflação, o endividamento externo e ainda a corrupção, que se propagava em todos os setores da vida pública. II. Autoritário e conservador, Jânio Quadros governou de forma que todas as deliberações careciam de sua aprovação. Ele tomava decisões e as comunicava aos ministros por meio de bilhetes. III. Como forma de sanear a economia, Jânio Quadros adotou medidas bastante impopulares: congelou os salários, demitiu cerca de 10 mil funcionários públicos, limitou o crédito e ainda desvalorizou o cruzeiro em 100%.
Está correto o contido em:
A tragédia dos últimos meses do governo Goulart residiu na tendência cada vez mais acentuada de se descartar a via democrática para a solução da crise. A direita ganhou os conservadores moderados, sobretudo amplos setores da classe média, para sua perspectiva de que só uma revolução promoveria a “purificação da democracia”, pondo fim aos perigos do comunismo, à luta de classes, ao poder dos sindicatos e à corrupção. Na esquerda, a então chamada democracia formal era vista apenas como um instrumento que ia se tornando inútil, ao aproximar-se a tomada do poder.
(Boris Fausto. “A vida política”. In: Angela de Castro Gomes (org). Olhando para dentro: 1930-1964, vol 4, 2013. Adaptado.)
Essa interpretação do historiador sobre o final do governo de
João Goulart (1961-1964) remete
(Antonio C. R. Moraes. Território e história do Brasil, 2005. Adaptado.)
O planejamento estatal apontado no excerto tinha como objetivo
Varre, varre, varre vassourinha! Varre, varre a bandalheira. Que o povo já está cansado De sofrer dessa maneira. Jânio Quadros é a esperança desse povo abandonado! Jânio Quadros é a certeza de um Brasil moralizado! Alerta, meu irmão! Vassoura, conterrâneo! Vamos vencer com Jânio!
FICO, Carlos. História do Brasil contemporâneo. São Paulo: Contexto, 2015. p. 41.
O TEXTO, jingle da campanha eleitoral de Jânio Quadros, “antecipou” algumas decisões que seriam tomadas em seu curto mandato presidencial. Escolha, entre as alternativas abaixo, a que melhor expressa o simbolismo da vassoura presente na canção.
Observe o gráfico abaixo, a respeito da história da distribuição de renda no Brasil entre 1927 e 1975.

Fonte:<http://brasil.elpais.com/brasil/2015/10/29/economia/1446146892_ 377075.html> . Acesso em: 04 out. 2016
Considere as seguintes afirmações.
I - O processo econômico do governo de JK, caracterizado pelo chamado nacional-desenvolvimentismo, ocasionou o maior índice de desigualdade na distribuição de renda do período.
II - O golpe civil-militar que depôs o presidente João Goulart reverteu a tendência histórica iniciada desde o Estado Novo, desencadeando um aumento da concentração de renda entre os mais ricos no país.
III- O neoliberalismo assumido pelo governo militar durante o período conhecido como “milagre econômico”, caracterizado pelo não intervencionismo estatal na economia, foi responsável pela perda do poder aquisitivo dos mais ricos.
Quais estão corretas?
A ideia da adoção, aqui no Brasil, do planejamento como instrumento de política econômica em economias de mercado, que acabou por ser posta efetivamente em prática com o Programa de Metas, foi acompanhada de acirrados debates. De um lado, como ferrenhos opositores, tínhamos adeptos da postura liberal, cujos expoentes eram Eugênio Gudin e Octavio Gouvêa de Bulhões. De outro, como proponentes, tínhamos Roberto Simonsen, que exerceu a presidência da Federação das Indústrias do estado de São Paulo, e Evaldo Lódi, que presidiu a Confederação Nacional das Indústrias. Para esses últimos era imprescindível a coordenação estatal das decisões econômicas.
SALOMÃO, C. F.; SILVA, L. Q. A década de 1950 e o programa de metas. In. GOMES, A. C. O Brasil de JK. Rio de Janeiro: FGV/CPDOC, 1991. p. 80.
O Plano de Metas foi fundamental para o desenvolvimento do Brasil moderno e se norteou por um modelo econômico baseado
Vistas em conjunto, as aspirações ruralistas não eram contraditórias ou incompatíveis com o programa desenvolvimentista de Juscelino Kubitschek. A ideia de incompatibilidade entre o projeto nacional-desenvolvimentista e os interesses agrários era uma ficção.
(Adaptado de Vânia Moreira, “Os Anos JK: industrialização e modelo oligárquico de desenvolvimento rural”, em Jorge Ferreira e Lucília Delgado (Orgs.), O Brasil Republicano. v. 3. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003, p. 169-170.)
Considerando a composição do setor rural nacional e o
programa desenvolvimentista do governo JK, é correto
afirmar que:
No presidencialismo, a instabilidade da coalisão pode atingir diretamente a presidência. É menor o grau de liberdade de recomposição de forças, através da reforma do gabinete, sem que se ameacem as bases de sustentação da coalisão governante. No Congresso, a polarização tende a transformar “coalisões secundárias” e facções partidárias em “coalisões de veto”, elevando perigosamente a probabilidade de paralisia decisória e consequente ruptura da ordem política.
(Sérgio Henrique H. de Abranches. “Presidencialismo de coalisão: o dilema institucional brasileiro”. Dados, 1988.)
Os impasses do chamado “presidencialismo de coalisão” podem ser identificados em pelo menos dois momentos da história brasileira:
Com relação ao contexto dessas eleições e ao governo JK, considere as seguintes afirmações.
I - Descontentes com o resultado das eleições, Carlos Lacerda e políticos ligados à União Democrática Nacional (UDN) tentaram impugnar as eleições, gerando uma crise política que ativou setores golpistas da sociedade civil e das forças armadas. II - O Plano de Metas previa investimentos do Estado em infraestrutura, visando à modernização social e ao desenvolvimento do setor industrial. III- O governo de JK caracterizou-se por instabilidade política, devido à inexistência de maioria parlamentar no Congresso, o que acabou atrasando a construção de Brasília.
Quais estão corretas?
A construção desse imaginário está relacionada:
Lilia M. Schwarcz e Heloísa M. Starling. Brasil: Uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015, p.445
Em 19 de março de 1964, a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade” reuniu cerca de 500 mil pessoas em São Paulo. De tendências políticas diversas, as pessoas que ali se reuniram tinham em comum a oposição ao governo, as críticas à suposta ligação do presidente com o comunismo e associavam o agravamento da crise econômica à incapacidade administrativa de João Goulart. A respeito da realização e das consequências de tal movimento, assinale a alternativa INCORRETA.
“Entre setembro de 1944 e maio do ano seguinte, mais de 25 mil soldados e oficiais brasileiros estiveram na Itália combatendo o Eixo. Foi a maior e mais sangrenta operação de guerra em que o país esteve envolvido neste século, contabilizando um saldo de quase 500 mortos e 3 mil feridos nas fileiras nacionais. Por outro lado, a Força Expedicionária Brasileira (FEB) capturou cerca de 20 mil soldados inimigos, saindo vitoriosa de 8 batalhas”. (MOTA, C. G. (org.) Brasil em Perspectiva. São Paulo: Difel, 1989, p. 279).
Assinale quem ocupava a Presidência República no Brasil no contexto apontado acima.

cartaz alude à situação histórica brasileira marcada por