Questões de Vestibular
Sobre república autoritária : 1964- 1984 em história
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Adaptado de: Como 'Ainda Estou Aqui' inspira jovens a compartilhar no TikTok histórias de pais e avós torturados na ditadura. BBC, 02 dez. 2024. Disponível em: <https://www.bbc.com/ portuguese/ articles/crk0mp5l26go>. Acesso em: 20 jul. 2025.
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, com relação às práticas de desaparecimento e de tortura no Brasil, durante e ditadura civil-militar (1964-1985).
( ) A prática do desaparecimento foi um mecanismo utilizado pelos órgãos repressores para implantar medo e terror na população.
( ) A prática da tortura, de início, não foi benquista pelos militares, porém sua eficácia durante os interrogatórios, somada à justificativa da derrocada dos inimigos internos, foi fundamental para que os militares cedessem.
( ) A prática do desaparecimento foi implementada desde o início do regime ditatorial, mas alcançou seu auge nos anos 1970, período mais acirrado da repressão.
( ) A prática da tortura durante os interrogatórios foi uma inovação dos órgãos repressores e se restringiu ao período ditatorial.
A sequência correta do preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Leia os versos do poema “A implosão da mentira ou o episódio do Riocentro”, escrito por Affonso Romano de Sant’Anna e publicado em 1984.
Mentiram-me. Mentiram-me ontem
e hoje mentem novamente. Mentem
de corpo e alma, completamente.
E mentem de maneira tão pungente
que acho que mentem sinceramente.
[...]
Mas não se chega à verdade
pela mentira, nem à democracia
pela ditadura.
[...]
E a mentira repulsiva
se não explode pra fora
pra dentro explode
implosiva.
(https://mpac.ufes.br)
O poema é inspirado em um episódio ocorrido no Brasil em 1981 e refere-se
A ditadura civil-militar, instalada no Brasil no período de 1964 a 1985, criou uma série de medidas para reprimir e censurar todas as pessoas que se opunham ao regime autoritário.
Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre as medidas de repressão e censura, adotadas pela referida ditadura.
( ) O Ato Institucional nº 2: extinguiu o pluripartidarismo e estabeleceu eleição indireta para os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República.
( ) O Ato Institucional nº 1: permitiu aos tomadores do poder cassar mandatos legislativos e suspender direitos políticos de várias personalidades da vida pública brasileira.
( ) A Lei de Anistia: concedeu redução de pena aos presos, perseguidos e exilados políticos e condenou todos os agentes do Estado, responsáveis pela prática de tortura e assassinato.
( ) A Lei de Imprensa: impôs a censura a jornais, espetáculos, cinema, rádio e televisão, considerando criminosas publicações que atentassem contra a moral e os bons costumes.
( ) O Ato Institucional nº 5: suspendeu a garantia de habeas corpus, isto é, de proteção ao direito fundamental da liberdade de locomoção, permitindo que qualquer pessoa fosse presa sem direito de defesa.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é:
Internet: <https://anpuh.org.br> (com adaptações).
Acerca dos momentos históricos citados no fragmento e assuntos correlatos, assinale a alternativa correta.
(Adaptado de STARLING, Heloisa Maria Murgel. Silêncios da ditadura. Revista Maracanan, [S. l.], n. 12, p. 37–46, 2015. P. 43-44.)
A partir do texto e de seus conhecimentos, assinale a alternativa correta sobre as políticas da ditadura militar (1964-85) para as populações indígenas.
Em maio de 1977, um mês e um dia depois de fechar o Congresso e decretar o Pacote de Abril, o general presidente Ernesto Geisel disse a jornalistas franceses que o Brasil era uma democracia “relativa”. Na entrevista, Geisel negou a prática de torturas e assassinatos políticos no país.
(Adaptado de http://memorialdademocracia.com.br/card/pais-tem-de mocracia-relativa-diz-geisel. Acesso em: 23/08/20
Tendo em vista seus conhecimentos sobre o regime militar e considerando o texto acima, assinale a alternativa correta.
Considere o texto abaixo.
O caso que mais ganhou destaque neste período foi a morte do jornalista Wladimir Herzog, em 26 de outubro de 1975, nas dependências do Centro de Operações para a Defesa Interna (CODI), em São Paulo. Herzog, que se apresentou espontaneamente às autoridades militares, morreu sob a tutela do Estado. (…) E meses após este “incidente”, em 17 de janeiro de 1976, a morte do operário Manuel Fiel Filho, nas mesmas condições em que morreu Herzog, deixava claro esta situação de descontrole.
DA SILVA, F. C. T. A modernização autoritária: do golpe militar à redemocratização 1964/1984. In: LINHARES, M. Y. História geral do Brasil. Rio de Janeiro: Campus, 1990.
Os eventos sobre os anos finais da ditadura militar no Brasil, narrados no texto, estão diretamente relacionados
Tendo o texto precedente como referência inicial e considerando a abrangência da temática que ele focaliza, julgue o item seguinte.
O modelo econômico adotado no Brasil durante o regime militar (1964-1985) privilegiava a aplicação de recursos em projetos de proteção ambiental, por isso não houve, durante esse período, investimento em tecnologia para o desenvolvimento de grandes obras na área da construção civil.
(Rubens Ricupero. A diplomacia na construção do Brasil: 1750-2016, 2017.)
A distensão mencionada no excerto
[...] o anticomunismo tocava menos as convicções políticas e mais a moralidade e a religiosidade. A opinião conservadora via o regime político comandado pelos militares como garantia da defesa da ordem moral, por isso apoiava (e cobrava) ações como a censura dos meios de comunicação e a punição dos corruptos.
MOTTA, Rodrigo Patto Sá. Passados presentes: o golpe de 1964 e a ditadura militar. Rio de Janeiro: Zahar, 2021, p. 154 (fragmento).
O excerto apresentado aborda a ditadura militar brasileira (1964-1985) e identifica o apoio
Durante a maior parte dos anos de 1960 e toda a década de 1970, enquanto o Brasil vivia um período de ausência de liberdades civis, a cultura nacional apresentava, contraditoriamente, uma produção vertiginosa, tanto de uma expressão artística politicamente engajada quanto de uma notadamente alienada da realidade brasileira. Em relação a essas manifestações culturais, assinale com V ou F conforme seja verdadeiro ou falso o que se afirma a seguir.
( ) Engajado politicamente na luta contra a ditadura militar, o movimento da Jovem Guarda notabilizou-se por canções de protesto político que se tornaram hinos contra os governos militares.
( ) Artistas famosos desde os anos 1960, Roberto Carlos e seu amigo Erasmo Carlos produziram muitas obras de sucesso, mas, por tratar de temas políticos, foram perseguidos e se exilaram em Londres.
( ) Membros do grupo que criou a tropicália, movimento que fez uma releitura da Antropofagia cultural da Semana de Arte Moderna de 1922, Caetano Veloso e Gilberto Gil chegaram a ser presos e buscaram exílio na Europa.
( ) Ao contrário da música, os artistas de teatro não foram alvo tão frequente da censura da ditadura militar: grupos como o Teatro de Arena e o Teatro Oficina puderam exercer livremente sua arte sem sofrer perseguição ou censura.
A sequências correta, de cima para baixo, é:
As ditaduras implantadas na América do Sul, a partir dos anos 1960, chegaram ao fim na última década do século XX, tendo sido o Brasil o único país que julgou e condenou os militares golpistas e os envolvidos nos casos de desrespeito aos direitos humanos.
Os golpes que iniciaram as ditaduras militares brasileira (1964) e chilena (1973) ocorreram em uma conjuntura marcada pelo avanço político autoritário e conservador na América Latina e pelas disputas da Guerra Fria, tendo sido influenciados pelos Estados Unidos da América (EUA).
(Adaptado de: LIMA, N. Ditadura no Brasil e Censura nas Canções de Rita Lee. Curitiba: Appris, 2019, p.17.)
A partir da leitura do texto e de seus conhecimentos a respeito desse período da História do Brasil, é correto afirmar, sobre os eventos narrados, que
NÃO DEIXEM ACABAR COM OS IANOMÂMIS

Ianomâmi. Talvez você nunca tenha ouvido falar nesse nome. Pois saiba que é o nome genérico de cerca de 8400 brasileiros, gente boa que vive em 203 cabanas, no interior da floresta tropical, bem na fronteira com a Venezuela. Formam 14% da população de Roraima e encontram-se ainda no Amazonas.
Os ianomâmis correm no momento um grande risco e estão precisando de você. Cabe a você interessar-se pelo projeto de um grupo de antropólogos, juristas, médicos e jornalistas, que visa a proteger a vida pacífica dos ianomâmis, nos locais que habitam, e dentro do tipo de cultura que é tradicionalmente o deles. Esse projeto, ou anteprojeto, propõe a criação do Parque Indígena Ianomâmi.
Essa é a única maneira de salvar a comunidade social e cultural desses homens, mulheres e crianças que desde 1974 vêm sofrendo as consequências do processo de expansão econômica da Amazônia em sua parte negativa, sem se beneficiar com suas possíveis vantagens. A abertura da Perimetral Norte, BR-210, levou àquela região gripe, sarampo, tuberculose, moléstias de pele e doenças venéreas. O garimpo irrompeu como outra modalidade da doença. Em 1978, é a Cia. Vale do Rio Doce que se apresta para extrair a cassiterita, antes explorada ilegalmente pelos garimpeiros. E a Perimetral Norte vai prosseguir, fornecendo espaço à colonização. Topógrafos percorrem o território ianomâmi, demarcando lotes em terras insofismavelmente pertencentes aos índios.
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
Adaptado de Caderno Ilustrado, Folha de S. Paulo, 02/08/1979.
Em seu artigo de 1979, o escritor Carlos Drummond de Andrade situa circunstâncias do projeto de criação do Parque Indígena Ianomâmi, no contexto das ações de exploração da Amazônia durante os governos militares (1964-1985).
A defesa da criação desse Parque, naquela conjuntura, tinha como objetivo tornar pública a
seguinte problemática:
Com base na charge e em seus conhecimentos sobre a campanha "Diretas Já", ocorrida no Brasil entre 1983 e 1984, é correto afirmar que esse movimento
[...] o sol se reparte em crimes espaçonaves guerrilhas em cardinales bonitas eu vou
em caras de presidentes em grandes beijos de amor em dentes pernas bandeiras bomba e brigitte bardot
o sol nas bancas de revistas me enche de alegria e preguiça quem lê tanta notícia eu vou
ela pensa em casamento e eu nunca mais fui à escola sem lenço e sem documento eu vou
eu tomo uma coca-cola ela pensa em casamento uma canção me consola eu vou
por entre fotos e nomes sem livros e sem fuzil sem fome sem telefone no coração do brasil [...]
(Heloísa B. de Hollanda e Marcos A. Gonçalves. Cultura e participação nos anos 60, 1987.)
Ao representar o período em que foi composta, essa canção de 1967 apresenta