Questões de Vestibular
Sobre república autoritária : 1964- 1984 em história
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No décimo aniversário da morte de Levindo, Nando resolve comemorar a data com uma espécie de “quarup”. Ele reúne, então, seus antigos companheiros de lutas políticas, pescadores, prostitutas e amigos para o grande jantar. Este ritual acontece simultaneamente à grande Marcha da Família com Deus pela Liberdade (nome comum de uma série de manifestações públicas organizadas por setores da sociedade, contra os protestos da população que era contra a ditadura militar). Muitos são presos, outros fogem e Nando é espancado quase até a morte. [...].
Disponível em: https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/quarup-resumo-da-obra-de-antonio-callado/. Acesso em: 31 jan. 2021 (fragmento/adaptado).
A obra Quarup, de Antônio Callado, publicada em 1967, retrata um país em conflito e oferece um contexto propício para leituras importantes sobre a história do Brasil, em especial, as relacionadas às tensões e aos conflitos sociais registrados nas décadas de 1950 e 1960. Em 1964, dias antes do Golpe Militar e da deposição do presidente João Goulart, ocorreu primeiramente em São Paulo a denominada Marcha da Família com Deus pela Liberdade, articulada pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPES). Sobre essa marcha, assinale a alternativa correta.
Caminhando e cantando e seguindo a canção Somos todos iguais, braços dados ou não Nas escolas, nas ruas, campos, construções Caminhando e cantando e seguindo a canção
Vem, vamos embora, que esperar não é saber Quem sabe faz a hora, não espera acontecer Vem, vamos embora, que esperar não é saber Quem sabe faz a hora, não espera acontecer
Pelos campos há fome em grandes plantações Pelas ruas marchando indecisos cordões Ainda fazem da flor seu mais forte refrão E acreditam nas flores vencendo o canhão
Vem, vamos embora, que esperar não é saber Quem sabe faz a hora, não espera acontecer Vem, vamos embora, que esperar não é saber Quem sabe faz a hora, não espera acontecer
Há soldados armados, amados ou não Quase todos perdidos de armas na mão Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição De morrer pela pátria e viver sem razão
Vem, vamos embora, que esperar não é saber Quem sabe faz a hora, não espera acontecer Vem, vamos embora, que esperar não é saber Quem sabe faz a hora, não espera acontecer
Nas escolas, nas ruas, campos, construções Somos todos soldados, armados ou não Caminhando e cantando e seguindo a canção Somos todos iguais, braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão A certeza na frente, a história na mão Caminhando e cantando e seguindo a canção Aprendendo e ensinando uma nova lição
Vem, vamos embora, que esperar não é saber Quem sabe faz a hora, não espera acontecer Vem, vamos embora, que esperar não é saber Quem sabe faz a hora, não espera acontecer
Vem, vamos embora, que esperar não é saber Quem sabe faz a hora, não espera acontecer Vem, vamos embora, que esperar não é saber Quem sabe faz a hora, não espera acontecer Vem, vamos embora...
( Compositores: Dias Geraldo Pedrosa de Araujo © Editora E Imp. Musical Fermata Do Brasil)
O historiador brasileiro Marcos Napolitano, escreveu que "Na segunda metade dos anos 1960, Millôr Fernandes cunhou uma frase que expressa a estranha situação da cultura e das artes no Brasil entre 1964 e 1968: ´Se continuarem permitindo peças como Liberdade, Liberdade, vamos acabar caindo em uma democracia’. O artista se referia à peça teatral de sua autoria, junto com Flávio Rangel, grande sucesso de 1965, que era uma grande colagem de falas sobre a democracia e a liberdade, dos gregos antigos aos contemporâneos." (Marcos Napolitano, No entanto é preciso cantar, in. 1964: História do Regime Militar no Brasil, 2015, p. 97).
Depois de estabelecer relação com a letra da música e o fragmento do texto de Marcos Napolitano, marque a alternativa correta:
Recife proíbe homenagens a torturadores e violadores de direitos humanos - Lei vale para denominação de ruas, prédios, monumentos e totens públicos: Uma nova lei proíbe homenagens a violadores de direitos humanos, torturadores e escravocratas no Recife. A sanção foi feita pelo prefeito João Campos (PSB) na terça-feira (26). O projeto é de autoria da vereadora Dani Portela (PSOL) e tinha sido aprovado pela Câmara Municipal em junho. De acordo com a nova lei, estão proibidas homenagens a agentes sociais individuais ou coletivos que possuem ligação direta com a ordem escravista, as práticas de tortura e a ditadura militar, cujos nomes estejam presentes no relatório final da Comissão Nacional da Verdade, e agentes do Estado condenados por violações aos direitos humanos. A regra vale para denominação de ruas, prédios, monumentos, bustos, estátuas e totens públicos. "Essa lei é importante para que não possamos seguir reproduzindo violências daqui para frente. Entender o que aconteceu no nosso passado é fundamental para não termos que revivê-lo no futuro", afirma a vereadora Dani Portela. A nova lei já está em vigor desde a publicação no Diário Oficial do Município, na terça (26). (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2022/07/recife-proibe-homenagens-a-torturadores-e-violadores-de-direitos-humanos.shtml).
Segundo o cientista político brasileiro, Jairo Marconi Nicolau, em 1º de abril de 1964, um golpe de Estado, promovido por uma coalizão de militares e setores da elite política, afastou o presidente João Goulart e assumiu o poder no país. Chegava ao fim o regime iniciado em fins de 1945 e que, pela primeira vez na história brasileira, havia combinado a realização de eleições regulares e competitivas com alta taxa de incorporação de adultos ao processo eleitoral. Dentre todos os 17 Atos Institucionais baixados durante a vigência do Regime Civil Militar destaca-se a ampliação do número de vagas em escolas públicas no Brasil.
I. A memória coletiva de uma sociedade não pode exaltar indivíduos ou práticas responsáveis por ações equivocadas no passado, especialmente quando essas ações feriram o direito de liberdade dos cidadãos. II. O número ampliado de vagas ofertadas durante o Regime Civil Militar estava relacionado ao cumprimento de metas políticas sem acompanhar o padrão de qualidade, resultando em uma grande massa de analfabetismo funcional. III. A proibição do uso de nomes de torturadores e violadores de direitos humanos do passado no tempo presente representa o cerceamento do direito da liberdade de expressão, condiciona o coletivo a uma perspectiva única da história. IV. O Ato Institucional número 5, AI-5, baixado em 13 de dezembro de 1968, durante o governo do general Costa e Silva, foi a expressão mais branda da ditadura militar brasileira.
Marque a alternativa CORRETA:
Tendo os fragmentos de texto precedentes como referência inicial e considerando aspectos marcantes da República brasileira, julgue o item que se segue.
O golpe político de 1964 sepultou a experiência democrática
liberal-conservadora inaugurada em 1946: à deposição do
presidente João Goulart seguiu-se um regime militar
autoritário que perdurou por duas décadas, cujo caráter
ditatorial é emblematicamente expresso no Ato Institucional
n.º 5 (AI 5).
O AI-5 concedeu ao Executivo plenos poderes para prender qualquer cidadão brasileiro e para cassar-lhe os direitos políticos.
A Lei da Anistia permitiu a volta de exilados políticos, ao mesmo tempo em que impediu o julgamento de torturadores da ditadura militar brasileira.
O sistema pluripartidarista que havia sido extinto em 1964 foi restabelecido pelo AI-5.
Os direitos estabelecidos no AI-5 serviram como base para a formulação do art. 5.º da Constituição Federal de 1988.
SCHWARCZ, Lilia M.; STARLING, Heloisa M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Cia das Letras, 2015, p. 455.
Em dezembro de 1968, a ditadura civil-militar brasileira impôs ao país o Ato Institucional nº 5 – o AI 5. Esse ato marcou o endurecimento do regime que governou o país entre 1964 e 1985. É correto afirmar que o AI 5
Especialistas debatem influências do movimento estudantil atual. Para eles, o mais importante ato da sociedade brasileira contra a Ditadura Militar, que completou 50 anos, foi a chamada Passeata dos 100 mil, que ocorreu no Rio de Janeiro. Estudantes, políticos, intelectuais e trabalhadores enviaram sua mensagem ao governo militar. A manifestação foi pacífica, diferente de outras que aconteceram naquele ano de 1968. Para os professores da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, os frutos da Passeata reverberam até hoje entre os jovens.
Disponível em: www.jornaldausp.com.br.
Acesso em: 14 set. 2019 (adaptado).
Na atualidade, o movimento descrito no texto foi importante para a construção da ideia de
1. Estado Novo; 2. Ditadura Militar.
( ) Criação do Departamento de Imprensa e Propaganda — DIP — que implantou a censura à imprensa e à propaganda do regime. ( ) Instauração do Ato Institucional nº 5, que estabeleceu a censura prévia de música, cinema, teatro e televisão, e a proibição de reuniões não autorizadas pelas autoridades. ( ) Criação do DOI-CODI, com o objetivo de coordenar e integrar as ações dos órgãos de repressão a indivíduos ou organizações contrárias ao regime. ( ) Prisão e tortura de opositores do regime, como Pagu, Graciliano Ramos e Carlos Marighela pela polícia subordinada a Filinto Müller.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
Art 10. Fica suspensa a garantia de habeas corpus, nos casos de crimes políticos, contra a segurança nacional, a ordem económica e social e a economia popular.
Art. 11. Excluem-se de qualquer apreciação judicial todos os atos praticados de acordo com este Ato Institucional Complementares, bem como os respectivos efeitos.”
Ato Institucional Nº 5 (AI-5), 13/12/1968
Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ait/ait-05-68.htm Acesso em 29/05/2021.
O AI-5 foi responsável pelo endurecimento da ditadura militar brasileira, dando início a um período histórico comumente conhecido como “os anos de chumbo”.
Uma consequência das medidas criadas pelo AI-5 foi a
Fonte: ALTEMANI, Henrique. Política externa brasileira. São Paulo: Saraiva, 2005. (Adaptado)
As principais características da política externa do governo citado no texto foram

A cena do documentário retratado na imagem resgata a trajetória dos atores e bailarinos que se tornaram símbolo da contracultura no Brasil de 1970, ao confrontar a Ditadura Civil-Militar por meio da

1964: que dizem os novos estudos históricos. Disponível em: https://outraspalavras.net/outrasmidias/golpe-de-1964-o-que-dizem-os-novos-estudos-historicos/ Acesso em: 08 ago. 2020.
“Mudar a vida e transformar o mundo. O ano de 1968 foi o da ousadia, da recusa dos partidos políticos tradicionais, com forte distanciamento da política oficial, recusa do mundo da mercadoria e dos valores burgueses e opressivos, e também recusa do marxismo burocratizado da União Soviética”. (CARMO, Paulo Sérgio do. 1950 - Culturas de Rebeldia: a juventude em questão. São Paulo. SENAC, 2001, p.80). A segunda metade do século XX foi marcada por tensões políticas, econômicas, sociais e culturais.
Nesse contexto alguns eventos se fizeram protagonistas:
I) Movimento estudantil com objetivos contraditórios ao modelo de sociedade burguês e a ditadura militar;
II) Movimento feminista questionando os costumes historicamente opressores e excludentes do sexo feminino. Luta por equidade de direitos, uso de pílula anticoncepcional, entre outros.
III) Decreto do Ato Institucional nº5 censurando os meios de comunicação e privando a sociedade de expressão. A fase mais tenebrosa da ditadura militar.Entre estas afirmativas estão corretas: