Questões de Vestibular Sobre história
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Leia atentamente o trecho abaixo:
(...) o século VII, talvez a centúria medieval que menos obras escritas nos legou, produziu mais livros do que toda a Antiguidade junta, com exceção do século IV depois de Cristo. Ou seja, as trevas da Alta Idade Média certamente não podem ser vistas como o recuo da cultura, do letramento (...)
Fonte: WICKHAM,C. O Legado de Roma:iluminando a Idade das Trevas. Campinas: Editora da Unicamp, Imprensa Oficial do estado de São Paulo, SP, 2019.
Com relação à associação entre Alta Idade Média (séculos V ao X) como Idade das Trevas assinale a alternativa CORRETA:
"Havia lido em algum lugar que os nativos da ilha, os arahuacos chamavam-na de Haiti, antes dos conquistadores mudarem seu nome para A Espanhola e acabarem com eles. Em 50 anos, não sobrou um só arahuaco vivo para contar a história: todos morreram, vítimas da escravidão, das doenças europeias, do suicídio. (...) Quando exterminaram os indígenas, eles importaram escravos sequestrados na África. (...)"
ALLENDE, Isabel. A Ilha sob o Mar. São Paulo: Bertrand, 2011. p. 11-12.
No Haiti surgiu uma nação resultante de um movimento revolucionário, marcado por violências de todos os lados. No entanto, mesmo sendo uma ilha, o Haiti não estava isolado do mundo.
Sobre o Movimento de Independência do Haiti, assinale a alternativa CORRETA:
Leia o texto:
"A esquadra composta de oito naus, três fragatas, dois brigues, uma escuna de guerra, uma charrua de mantimentos e mais de vinte navios mercantes da marinha lusitana foi pequena para alojar 15 mil almas, embarcadas portando o que puderam carregar de seus bens materiais, tanto públicos quanto particulares, levados a bordo "sem despacho, nem revista" , tudo avaliado depois em cerca de 80 milhões de cruzados. Após os atropelos de um embarque organizado em algumas poucas horas, ganhava a esquadra a foz do Tejo (...) que mudaria a história de Portugal e do Brasil".
MALERBA, Jurandir. A Corte no Exílio. Civilização e poder no Brasil às vésperas da Independência ( 1808 a 1821). São Paulo: Companhia das Letras, 2000, p.20.
Luís Gama, o ex-escravo que se tornou advogado
Luís Gonzaga Pinto da Gama nasceu em 1830, em Salvador, lho de mãe africana livre e pai branco de origem portuguesa. Quando o menino tinha quatro anos, sua mãe, Luísa, teria participado da revolta dos Malês, na Bahia, pelo m da escravidão.
Adelina, a charuteira que atuava como 'espiã'
Filha bastarda e escrava do próprio pai, Adelina passou a vender charutos que ele produzia nas ruas e estabelecimentos comerciais de São Luís (MA). (...) Adelina enviava à associação Clube dos Mortos - que escondia escravos e promovia sua fuga - informações que conseguia sobre ações policiais e estratégias dos escravistas.
Dragão do Mar, o jangadeiro que se recusou a transportar escravos para os navios
O jangadeiro e prático (condutor de embarcações) Francisco José do Nascimento (1839-1914), um homem pardo conhecido como Dragão do Mar, foi membro do Movimento Abolicionista Cearense, um dos principais da província, a primeira do Brasil a abolir a escravidão.
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-44091469 Acesso em: 20 jun.2024.
Leonardo Padura, considerado o maior nome da literatura cubana no mundo, disse em reportagem a Jamil Chade no site do UOL
“Nesse momento falta combustível em Cuba, falta alimento, falta remédio. Mas o que mais falta é esperança. E uma sociedade sem esperança é uma sociedade que tem um grande problema de funcionamento.”
Disponível em: https://noticias.uol.com.br/colunas/jamilchade/2024/03/03/o-que-mais-falta-em-cuba-e-esperanca-dizescritor-leonardo-padura.htm. Acesso em 11 jun. 2024
O depoimento do escritor se relaciona ao contexto histórico de:
Observe as imagens abaixo:


Sobre o contexto histórico de atuação dos dois movimentos na Era Vargas, representados pelos cartazes, assinale a alternativa CORRETA:
Na Rússia de 1927, a escritora, jornalista e revolucionária russa, Aleksandra Mikháilovna Kollontai, publicava na Revista das Mulheres o artigo “As combatentes no dia do grande Outubro”. O Texto abaixo apresenta fragmentos do referido artigo.
AS COMBATENTES NO DIA DO GRANDE OUTUBRO
Para a Grande Revolução de Outubro, quem foram elas? Indivíduos? Não, uma massa, dezenas, centenas de milhares de heroínas anônimas que caminharam lado a lado com operários e camponeses em nome da bandeira vermelha, com o lema dos sovietes, através das ruínas do odioso passado religioso e tsarista em direção a um novo futuro...
Se olharmos para o passado, veremos essas massas de heroínas anônimas nos dias de Outubro em cidades famélicas, em vilas destituídas e espoliadas pela guerra. (...) Para onde quer que se olhe, por toda parte há mulheres: nos comícios, reuniões, manifestações...
(...) Algum dia os historiadores escreverão sobre o que fizeram essas heroínas anônimas, mortas no front, executadas pelos brancos. (...) E quantas “anônimas”?
Fonte: SCHNEIDER, Graziela. A Revolução das Mulheres: emancipação feminina na Rússia Soviética. São Paulo: Boitempo Editorial, 2017, pp. 265-270
Sobre o valor histórico do artigo, é CORRETO afirmar que se trata de:
Disponível em: https://memoriasdaditadura.org.br/. Acesso em: 03 Jan. 2024.
Tomando como base o texto acima, entre as razões que explicam a degradação das condições de vida dos povos indígenas durante o período da ditadura militar podemos incluir a
HOBSBAWM, Eric J. A Era das Revoluções (1789-1848). Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2014. p. 59.
Sobre a Revolução Industrial, assinale a alternativa que NÃO caracteriza o desenvolvimento desse processo na Grã-Bretanha.
SOUZA, Laura de Mello. Idade Média e Época Moderna: fronteiras e problemas, Signum, Rio de Janeiro, Revista da Associação Brasileira de Estudos Medievais, 2005, n. 7, p. 224.
De acordo com a proposta do historiador Jacques Le Goff, o período cronológico da Idade Média é muito maior do que tradicionalmente delimitado nos livros didáticos, uma vez que
HOBSBAWM, Eric. Era dos Extremos: o breve século XX (1914-1991). São Paulo: Companhia das letras, 1994. p. 41.
Segundo o historiador inglês Eric Hobsbawm (1994), o Breve Século XX ou a Era dos Extremos inaugurou um período de grandes catástrofes por todo o mundo. Em relação à Segunda Guerra Mundial, foram determinantes para que esse conflito se globalizasse
DELUMEAU, Jean. Nascimento e Afirmação da Reforma. São Paulo: Livraria Pioneira Editora, 1989. p. 164.
Sobre a Reforma Protestante e o movimento da Contrarreforma, é correto afirmar que
[...] ROCHA, Antônio Penalves. F. Braudel: tempo histórico e civilização material. Um ensaio bibliográfico. Anais do Museu Paulista. São Paulo. v. 3. p. 239-249, Jan./Dez. 1995.
A noção tripartite do tempo histórico, elaborada por Fernand Braudel, define que o tempo
CHARLEVOIX, Pierre François Xavier de. S.J. Histoire du Paraguay. Paris, 1747. p. 241-242. 6 vols.
O excerto do documento se refere a um tipo de organização social implementada no processo de colonização da América, caracterizada pelo sistema de trabalho forçado e educação religiosa, que prosperou significativamente. Essas experiências foram definidas como
PRESTES, Anita Leocádia. A Coluna Prestes: uma proposta de trabalho. Revista de História, São Paulo: USP, 1985, p. 47.
Sobre o fenômeno histórico conhecido como Coluna Prestes, que teve seu início há um século (1924), analise as asserções abaixo.
I. O levante se iniciou na Região Nordeste com a mobilização exitosa das massas rurais.
II. Foi um movimento de descontentamento e de aversão ao sistema político vigente na Primeira República.
III. Apesar de seu conteúdo militar, expressava a inquietação das classes médias e os anseios da burguesia progressista.
IV. Os revolucionários marcharam pelos principais centros urbanos com o apoio dos tenentes.
Assinale a alternativa que apresenta apenas afirmações corretas.
(Eric Hobsbawm. Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991, 1995.)
O excerto sustenta que, no âmbito da Guerra Fria, os armamentos nucleares
(Kauê Lopes dos Santos. Africano: uma introdução ao continente, 2022. Adaptado.)
Pode-se entender a chamada política de substituição de importações como
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling. Brasil: uma biografia, 2018.)
O excerto apresenta o AI-5, emitido em dezembro de 1968, como uma ferramenta
Analise a charge, que representa Oswaldo Cruz e foi publicada no Rio de Janeiro em 1904.

(https://basearch.coc.fiocruz.br)
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