Questões de Vestibular Comentadas sobre história
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Chiquinha. Disponível em:<http://www.historialivre.com/moderna/renascimento.htm>. Acesso em: 3 mar. 2017.
A charge apresentada ironiza as mudanças estéticas advindas durante o chamado Renascimento Cultural. Do ponto de vista histórico, a leitura promovida pela charge é
Antes de partir, o príncipe-regente recomendara que o exército francês fosse recebido em boa paz. Parecia uma veleidade qualquer tentativa de oposição às forças de Napoleão, cujo imenso poder triunfava por toda a Europa. O exército atravessou o país sem encontrar nenhuma resistência, nem organizada, nem popular.
SARAIVA, José Hermano. História concisa de Portugal. Lisboa: Publicações Europa-América, 1996. p. 267.
O maior desafio ao citado “triunfo de Napoleão por toda Europa” foi a forte resistência mantida pela Inglaterra, que envolveu Portugal no conflito ao
Betty Milan: (no Islã) Em que condições o homem pode repudiar a mulher com que se casou? Juliette Minus: Em quaisquer condições. Por ser estéril, por não ter filhos homens, por não cozinhar bem, ter mau humor, enfim, por qualquer coisa. E o homem não tem que prestar contas a ninguém. Basta usar a fórmula do repúdio, com ou sem testemunha, e o que resta à mulher é ir embora. MILAN, Betty. As mulheres do véu. Folha de São Paulo, 06 jan. 2002, Caderno Mais, p. 14 – 15.
Normalmente, a muçulmana repudiada volta para a casa dos pais ou do irmão mais velho sem ficar necessariamente estigmatizada socialmente, recuperando inclusive seu dote e podendo se casar novamente depois de três meses. Porém, fica privada de levar seus filhos. Tal situação se justifica em termos religiosos e sociais pelo fato de que no Islã
Umberto Eco (1932-2016) é uma das personalidades que melhor poderiam definir esse regime, pois nele se combinaram a experiência própria, a erudição e a lucidez analítica. Com base nas características abaixo, identifique o regime político o qual Umberto Eco definiu.
1. Culto da tradição, dos saberes arcaicos.
2. Rechaço do modernismo. O Iluminismo, a idade da Razão, são vistos como o princípio da depravação moderna.
3. Culto da ação pela ação. Pensar é uma forma de castração. Por isso a cultura é suspeita, à medida em que é identificada com atitudes críticas.
4. Rechaço do pensamento crítico. O espírito crítico opera distinções e distinguir é sinal de modernidade.
5. Medo ao diferente, racista por definição.
6. Apelo às classes médias frustradas.
7. Nacionalismo e xenofobia.
8. Elitismo, desprezo pelos fracos.
9. Transferência da vontade de poder a questões sexuais. Machismo, ódio ao sexo não-conformista, como a homossexualidade.
Em qual regime abaixo as características se encaixam perfeitamente segundo Humberto Eco?
A nota à edição do Livro que Emília Viotti da Costa faz nos leva a perceber que existem estruturas sistêmicas no Brasil que nos remetem a uma história de longa duração. Assim, podemos corretamente afirmar sobre o Brasil pós-independência que:
Há um consenso entre os historiadores de que entre as civilizações europeias da Antiguidade, a grega legou elementos essenciais para constituição do mundo ocidental tal qual o vivenciamos hoje. Assim, podemos corretamente assinalar sobre esta sociedade que:
Considerando as temáticas abordadas pela historiadora Mary Del Priory, assinale a única afirmativa correta nos itens a seguir.
Observando o texto do historiador acima e considerando o período histórico da Europa, por ele destacado, pode-se corretamente afirmar:
“Por quase um século e meio, a bandeira tricolor francesa forneceu abertamente o modelo para as bandeiras da maioria dos Estados recém-independentes ou unificados no mundo... Em comparação, eram muito poucas as bandeiras nacionais que mostravam a influência direta das estrelas e listas, mesmo se considerarmos a presença de uma única estrela no topo do canto esquerdo como um sinal de derivação da bandeira dos Estados Unidos” (HOBSBAWM, Eric. Ecos da Marselhesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1996).
Considerando
as influências francesa e norte-americana nos processos de independência,
unificação e revolucionários dos séculos XVIII a XX, conforme destaca o texto,
assinale a alternativa CORRETA:
Sobre as práticas políticas no cairiri, nos primeiros anos da República (1889¬1930), assinale a única alternativa CORRETA:
Considerando o mundo pós-Guerra Fria identificado nas passagens textuais acima, assinale a alternativa que expressa corretamente sua(s) característica(s):
“Nessa confusão de meios, é difícil concluir se as imagens visuais ilustravam os textos ou o contrário. O que importa é que certamente eles se influenciavam e reforçavam mutuamente. A figura de Vitória, por exemplo, aparece não só em medalhas, estátuas e pinturas, mas em peças teatrais, como no Toison d’or (1660), de Corneille. Os arcos do triunfo provisórios erigidos para as entradas reais e os arcos de pedra construídos em Paris e outros lugares eram espelhos uns dos outros. Se os relevos esculpidos em torno da estátua de Luís na Place des Victoires imitavam algumas medalhas do reinado, cunhou¬se por outro lado uma medalha para comemorar a inauguração da estátua Medalhas e monumentos eram reproduzidos em gravuras. Abundavam as representações do rei e de seus feitos.” (BURKE, Peter. A fabricação do rei: a construção da imagem pública de Luís XIV. Rio de Janeiro: Jorge Zahar editora, 1994).
Observando o texto acima e com base nos seus conhecimentos sobre a História da França assinale a única alternativa CORRETA:
Considerando o substrato de texto acima e a questão fundiária na História do Brasil, assinale a alternativa CORRETA.
Considerando as características desses rituais e o texto acima, assinale a alternativa correta no que se refere ao ritual da penitência:
Leia o fragmento para responder à questão.
“O dilema racial brasileiro, na forma em que ele se manifesta na cidade de São Paulo, lança suas raízes em fenômenos de estratificação social. (...) O sistema de castas foi abolido legalmente [com a Abolição da Escravidão]. Na prática, porém, a população negra e mulata (...) em vez de ser projetada, em massa, nas classes sociais (...), viu-se incorporada à ‘plebe’, como se devesse converter-se numa camada social dependente e tivesse de compartilhar de uma ‘situação de casta’ disfarçada. ”
(FERNANDES, F. A persistência do passado. In: FERNANDES, F. O negro no mundo dos brancos. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1972, pp. 84-85. Adaptado.)
De acordo com a abordagem do dilema racial na sociedade brasileira após a Abolição da Escravidão, presente no fragmento,
pode-se afirmar corretamente que
“[A burguesia] afogou os fervores sagrados da exaltação religiosa, do entusiasmo cavalheiresco, do sentimentalismo pequeno-burguês nas águas geladas do cálculo egoísta. Fez da dignidade pessoal um simples valor de troca (...) A burguesia despojou de sua auréola todas as atividades até então reputadas como dignas e encaradas com piedoso respeito. Fez do médico, do jurista, do sacerdote, do poeta, do sábio seus servidores assalariados. A burguesia rasgou o véu do sentimentalismo que envolvia as relações de família e reduziu-as a meras relações monetárias.” (MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto comunista. São Paulo: Boitempo, 2002, p. 42. Adaptado.)
O fragmento trata da burguesia europeia, que se consolidou como classe dominante no século XIX. As características da classe social burguesa apresentadas no fragmento remetem à
“O governo imperial [...] esmagou a nossa principal indústria, vexando-a ainda mais. [...] Repetidas reclamações de nossa parte sobre este assunto foram constantemente desprezadas pelo governo imperial [...]. Um só recurso nos restava, um único meio se oferecia à nossa salvação; e este recurso e este meio único era a nossa independência política e o sistema republicano [...].” Manifesto dos Farrapos, Piratini, 1838. In: PESSOA, R.C. A ideia republicana no Brasil através dos documentos. São Paulo: Alfa-Ômega, 1973. pp.21-31.
A Revolução Farroupilha ou Guerra dos Farrapos, no Rio Grande do Sul, foi a mais longa rebelião do Brasil Império, estendendo-se de 1835 a 1845. Entre as causas da insatisfação dos rebeldes, estava
“No presente, o homem se faz através da posse da razão. Se as árvores e bestas selvagens crescem, os homens, creia-me, moldam-se. [...] A natureza, ao dar-vos um filho, vos presenteia com uma criatura rude, sem forma, a qual deveis moldar para que se converta em um homem de verdade. Se este ser moldado se descuidar, continuareis tendo um animal; se, ao contrário, ele se realizar com sabedoria, eu poderia quase dizer que resultaria em um ser semelhante a Deus”. Erasmo de Rotterdam (1469-1536). In: ACKER, T.V. Renascimento e Humanismo. São Paulo: Atual, 1992. p.32-33.
O texto de Erasmo de Rotterdam expressa uma das principais características do movimento artístico e filosófico conhecido como Renascimento. Essa característica é o