Questões de Vestibular Comentadas sobre história
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O Manifesto de Agosto de 1961 convocava a população goiana para a “resistência legalista, democrática e patriótica”. Caso a previsão da ditadura golpista fosse concretizada, o Palácio das Esmeraldas se transformaria em uma espécie de trincheira com os batalhões militares e de voluntários em derredor. As armas dos civis foram reunidas, uma rede de rádio foi montada para a comunicação. Até um plano de dinamitar as pontes que ligavam Goiás ao resto do território nacional foi imaginado, para o caso de ocorrer uma invasão territorial. Então o governador [Mauro Borges] ofereceu Goiânia para ser sede provisória do governo de Jango, deixando um avião à sua disposição.
QUADROS Eduardo. Seminário de Extensão do Curso de História da UEG. 28 de setembro de 2024. Disponível em: https://youtube.com/watch?v=LGUBXZvsX2A . Acesso em: 3 out. 2024.
Quando escreveu, no dia 13 de maio de 1964, ao primeiro presidente da ditadura militar, marechal Castello Branco, para tentar provar o alinhamento do Palácio das Esmeraldas com o regime que se iniciava, o governador Mauro Borges terminou sua defesa com as seguintes palavras: “Vossa Excelência removerá por certo as injúrias e, enfim, os menosprezos de toda ordem adredemente (intencionalmente) preparados contra o espírito da Revolução da qual – permita-me a imodéstia – fui parte integrante.”
Secretaria de Comunicação da UFG. A atuação de Mauro Borges no golpe de 64. Disponível em: https://secom.ufg.br/n/68451-a-atuacao-de-mauro-borges-nogolpe-de-64. Acesso em: 10 out. 2024.
Em relação aos excertos apresentados, conclui-se que
Provincia de Goyaz, Matutina Meiapontense, 11 de maio de 1830.
A Constituição de 1824, a primeira do Brasil, cuja efeméride de 200 anos é celebrada neste ano de 2024, é um dos marcos fundadores do Império e da Imprensa nacional. A historiadora Iara Souza afirma: “Vale ressaltar que entre as décadas de 1820 e de 1830, houve uma preocupação por parte do Estado em erigir as datas do Brasil, os marcos temporais da jovem nação, que exprimissem sua história e a conquista do direito de ser uma nação independente, regida por uma constituição própria [...] Na discussão sobre a criação de datas comemorativas do Brasil, na Assembléia Legislativa, em 1826, afirmou-se, a propósito do 12 de outubro, que ele encerra a particularidade de reunir os mais gloriosos fatos do Brasil: é o dia da fundação do império, e do nascimento do seu augusto fundador, e portanto próprio para ser solenizado pela nação”
SOUZA, Iara Lis Franco Schiavinatto Carvalho. Pátria coroada: o Brasil como corpo político autônomo - 1780-1831. São Paulo: UNESP, 1999. p. 252.
A Constituição de 1824 reconheceu e reforçou a importância da imprensa livre a toda nação que almeja, verdadeiramente, os princípios liberais e democráticos. A partir dos temas abordados acima, considera-se que
SANTOS, Rodrigo. Povos Originários – Goiás +300: Reflexão e Ressignificação, 2023, p. 34.
Sobre a chegada dos bandeirantes ao interior do Brasil, os contatos com povos originários de Goiás e a implantação sistemática da empresa colonial, verifica-se:
Deixe cada nação saber, caso nos deseje bem ou fraqueza, que pagaremos qualquer preço, suportaremos qualquer encargo, atenderemos qualquer dificuldade, apoiaremos qualquer amigo, oporemos todos os inimigos, a fim de assegurar a sobrevivência e o sucesso da liberdade.
Discurso de John Kennedy, realizado em 20 janeiro de 1961. Disponível em: pt.wikipedia.org/wik/Doutrina_Kennedy. Acesso em: 06 mar. 2024.
A obstinação na defesa do liberalismo e no combate ao comunismo, defendida pelo presidente John Kennedy, materializouse em qual dos eventos históricos?
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Quando, no curso dos acontecimentos humanos, se torna necessário um povo dissolver laços políticos que o ligavam a outro, e assumir, entre os poderes da Terra, posição igual e separada, a que lhe dão direito as leis da natureza e os do Deus da Natureza, o respeito digno às opiniões dos homens exige que se declarem as causas que os levam a essa separação.
JEFFERSON, T. Declaração de Independência dos Estados Unidos da América. São Paulo: Jalovi, 1987. p. 9.
O trecho citado foi extraído da Declaração de Independência dos Estados Unidos da América, escrita por Thomas Jefferson com a colaboração de Benjamin Franklin e John Adams, e publicada em 4 de julho de 1776. A maior inspiração para construção do texto foram as ideias iluministas de John Locke, o qual pregava que
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Como havia ordem de Vossa Majestade para esta Provedoria assistir as aldeias com o que lhe fosse necessário, aproveitaram, os ditos jesuítas, na administração que delas tinha [...] para fazerem um exorbitante roubo à Real Fazenda, e enviando réis de fingidas despesas.
CARTA do governador João Manuel à Corte. 29 de maio de 1760. In: PALACIN, L. Subversão e corrupção. Goiânia: Ed. da UFG, 1983. p. 14.
Na carta do governador da capitania de Goiás João Manuel à corte, percebe-se a intenção de apresentar a ordem jesuíta como sendo desonesta. O motivo político que explica essa atitude do governador foi
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Fixou também a ideia de que o período intermediário entre a Antiguidade e a Época Moderna nada produziu de importante. Foi um período não só estéril, mas de retrocesso: “a Idade das Trevas”. Atualmente, ainda encontramos considerável parcela de pessoas que associam o termo medieval à ideia de retrocesso, intolerância, intransigência, imobilismo, obscurantismo.
COTRIM, G. História Global. São Paulo: Saraiva, 2013. p. 175.
O autor responsável pela difusão e consagração do termo “Idade das Trevas” foi o
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A partir de novembro de 1914, os soldados enterraram-se para sobreviver. Os alemães tinham dado o exemplo, ao construírem verdadeiras redes de trincheiras paralelas, linhas de partida, linhas de ligação, passagens em zigue-zague e abrigos. Os ingleses imitavam-nos, mas os franceses e os russos construíram as trincheiras com menos cuidado: não imaginavam que aí pudessem ficar enterrados durante quase três anos.
FERRO, M. História da Primeira Guerra Mundial -– 1914 - 1918. Lisboa: Edições 70, sd. p. 139.
A estratégia bélica do uso das trincheiras marcou a segunda fase da Primeira Guerra Mundial, que ficou conhecida como
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Em 21 de junho de 1919, sete meses após a assinatura do armistício, nove marinheiros alemães morreram ao tentar defender o último vestígio do orgulho do Império Alemão: a frota de alto mar. [...] Consequentemente 52 dos 74 navios [ancorados na Baia de Scapa Flow, na Escócia] naufragaram.
KNIGHT, B. Naufrágio da frota alemã em Scapa Flow completa 100 anos. 21 jun. 2019. Disponível em: http://noticias.uol.com.br/ultimasnoticias/deutschewelle/2019/06/21/naufragio-de-frota-alema-em-scapa-flow-completa-100-anos.htm. Acesso em : 21 fev. 2024.
O naufrágio da frota imperial alemã em Scapa Flow, uma das últimas baixas militares da I Guerra Mundial, ocorreu porque
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O desejo que sentem os povos de ser livres raramente prejudica a liberdade, porque nasce da opressão ou do temor de ser oprimido. E se o povo se engana, os discursos em praça pública existem justamente para retificar as suas ideias.
MAQUIAVEL, N. Comentários sobre a primeira década de Tito Lívio. Brasília: UnB, 1994. p. 32.
Na verdade não há maneira segura de possuir um Estado senão arruinando-o. Quem se torna senhor de uma cidade habituada a viver livre, e não a destrói, pode estar certo de que por ela será destruído. Os seus habitantes encontram sempre como incentivo à revolta, a ideia da liberdade e das antigas instituições, instituições que nunca esquecem nem com o perpassar do tempo, nem com os benefícios acaso trazidos pelo conquistador.
MAQUIAVEL, N. O Príncipe. Brasília: Senado Federal, 2019. p. 39.
As citações foram retiradas das duas obras mais conhecidas de Nicolau Maquiavel: O Príncipe, finalizada em 1513, e Comentários sobre a primeira década de Tito Lívio, finalizada em 1521. Comparando as duas citações, percebe-se que
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A história desse “I Congresso Nacional de Intelectuais”, realizado em Goiânia em 1954, pode ser assim resumida: derrubada a Ditadura e finda a Guerra Mundial, começam a agitar-se os escritores brasileiros, em vários Estados [...]. Então, para que se unissem, não somente os escritores, mas todos os intelectuais brasileiros, em vez de se realizar o “V Congresso de Escritores”, programou-se o “I Congresso Nacional de Intelectuais”, que conseguiu atingir os seus objetivos.
TELES, G. M. Estudos Goianos: A Poesia em Goiás. 2. ed. Goiânia: Editora da UFG, 1983. p. 135.
Em 2024 completam 70 anos da realização do I Congresso Nacional de Intelectuais, que contou com a participação de figuras importantes da cultura como Pablo Neruda, Jorge Amado e Lima Barreto. Politicamente, esse evento serviu para reafirmar
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Os rapazes começavam o treinamento para o serviço militar. A caça, para eles, era um treino para a guerra, assim como as competições esportivas que eles participavam. A educação dos rapazes consistia no conhecimento das letras, da poesia e da retórica, ainda que pudessem seguir e continuar a instrução, com o estudo da filosofia.
FUNARI, P. P. Grécia e Roma. São Paulo: Contexto, 2001. p. 44
O ideal grego de educação pretendia disciplinar o corpo e a mente, buscando uma formação integral do cidadão, sendo chamado de
Em maio de 1977, um mês e um dia depois de fechar o Congresso e decretar o Pacote de Abril, o general presidente Ernesto Geisel disse a jornalistas franceses que o Brasil era uma democracia “relativa”. Na entrevista, Geisel negou a prática de torturas e assassinatos políticos no país.
(Adaptado de http://memorialdademocracia.com.br/card/pais-tem-de mocracia-relativa-diz-geisel. Acesso em: 23/08/20
Tendo em vista seus conhecimentos sobre o regime militar e considerando o texto acima, assinale a alternativa correta.
Na Lei de Terras de 1850, podia-se ler o seguinte artigo: “Art. 12. O Governo reservará das terras devolutas as que julgar necessárias: 1º, para a colonização dos indígenas; 2º, para a fundação de povoações, abertura de estradas, e quaisquer outras servidões, e assento de estabelecimentos públicos; 3º, para a construção naval”.
A Lei de Terras
O trecho a seguir é extraído do “Livro das leis da Siderúrgica Crowley”, Inglaterra, início do século XVIII.
“Nenhuma pessoa deve confiar, para calcular o tempo, em qualquer relógio que não o do supervisor. [...] Toda manhã, às 5 horas, o diretor deve tocar o sino para o início do trabalho; às 8 horas, para o café da manhã; depois de meia hora, para o retorno ao trabalho; ao meio-dia, para o almoço; às 13 horas, para o trabalho; e às 20 horas, para o fim do expediente, quando tudo deve ser trancado”. (Adaptado de THOMPSON, E.P. Costumes em comum. São Paulo: Cia das Letras, p. 290, 1998.)
Sobre a relação com o tempo, que se esperava dos trabalhadores ingleses, a leitura do texto revela que
O jesuíta José de Acosta, no final do século XVI, propôs três métodos de evangelização para o que distinguia como três tipos de bárbaros. Os povos brasis – “sem lei, sem rei, que mudam de casa ou se, a tendo fixa, elas se assemelham a covis de feras” – somente podiam ser convertidos com o auxílio da força. Incas e Astecas – que possuíam cidades, governo, magistrados e leis – podiam ser administradas por um governador cristão. Por fim, somente nas nações civilizadas da Ásia, como a China e o Japão, podiam os religiosos aplicar o mesmo método utilizado – entre os gregos e os romanos – pelos apóstolos: ou seja, a catequese pacífica e racional que não envolvia mudança de governo. (Adaptado de CARVALHO, F. A. L. Imagens dos índios na Amazônia espanhola, nos séculos XVI e XVII. Revista de Indias, vol. LXXVIII, n. 274, p. 695, 2018.)
No século XVI, a percepção do jesuíta Acosta sobre como deveria ser o governo de povos não europeus