Questões de Vestibular
Comentadas sobre período colonial: produção de riqueza e escravismo em história
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A imagem acima, do artista francês Jean-Baptiste Debret, presente em seu livro, Viagem pitoresca e Histórica ao Brasil, retrata uma cena referente aos costumes presentes no Brasil colonial. A respeito da sociedade que se organizou em função da economia agroexportadora, implantada no século XVI, em nosso país é correto afirmar que
(Celso Furtado. Formação econômica do Brasil, 1971. Adaptado.)
A afirmação do texto, relativa à economia do ouro no Brasil colonial, pode ser explicada
A assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, reuniu uma multidão em frente ao Paço Imperial, no Rio de Janeiro.

Fotografia de Antonio Luiz Ferreira
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A fotografia e a reportagem registram aspectos particulares sobre os significados da abolição, os quais podem ser associados aos seguintes fatores do contexto da época:
LOPEZ, Adriana. Açúcar: esse doce objeto de desejo. Revista História Viva: Temas Brasileiros. São Paulo: Duetto Editorial, 2007. p. 20-23.
Dentre os incentivos fiscais e privilégios oferecidos pela Coroa aos produtores de cana, encontrava(m)- se
“(...) é junto ao papado que os reinos ibéricos buscam autoridade para dirimir as disputas pela partilha dos mundos a descobrir; e, a partir daí, a legitimação da conquista pela catequese (...)”
NOVAIS, Fernando A. In SOUZA, Laura de Mello. História da Vida Privada no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
A partir do excerto acima, considere as seguintes afirmações:
I. A cristianização interligou-se às necessidades do desenvolvimento mercantil e aos interesses políticos, assumindo uma importância decisiva no projeto português para o novo mundo.
II. A religião forneceu a base ideológica da conquista e da colonização brasileira; além disso, a catequese possibilitou algumas atrocidades cometidas em nome da fé.
III. A colonização foi motivada por questões materiais e políticas, e o discurso universalista da Igreja, de conversão dos povos, pouco contribuiu para o projeto da colonização.
Está correto o que se afirma somente em
I. A explicação para a ampla difusão dessas práticas sincréticas está na precariedade do processo de catequização, o que resultou no fracasso de todas as tentativas de evangelização.
II. A grande diversidade dos africanos oriundos de diversas etnias que, propositadamente, eram separados ao desembarcar, contribuiu para as dificuldades do processo de evangelização.
III. Vários rituais e práticas religiosas originadas nas religiões africanas mesclaram-se aos ritos católicos e encontraram diferentes formas de expressão entre os africanos escravizados.
Está correto o que se afirma somente em
[...] Considerando-se que os povos das minas por não estarem suficientemente civilizados e estabelecidos em forma de republicas regulares, facilmente rompem em alterações e desobediências e se lhe devem aplicar todos os meios que os possa reduzir a melhor forma: me parecem engarregar-vos como por essa o faço procureis com toda diligência possível para que as pessoas principais e ainda quaisquer outras tomem o estado de casados e se estabeleçam com suas famílias reguladas na parte que elegeram para sua conveniência do sossego dela e consequentemente ficarão mais obedientes às minhas realis ordens e os filhos que tiverem do matrimônio o façam ainda mais obedientes [...]
(Carta de D. Lourenço de Almeida ao Rei. Vila Rica, 19 de abril de 1722, p. 111. Citada por LEWKOWICZ, Ida. Concubinato e casamento nas Minas Setencentistas. In.: RESENDE, Maria Efigênia Lage, VILLALTA, Luiz Carlos (orgs). História de Minas Gerais: As Minas Setecentistas (V.2). Belo Horizonte: Autentica, 2007. P. 532-533.)
O trecho acima demonstra a preocupação da administração colonial com os casamentos nas Minas Gerais.
Lewkowicz analisou os casamentos e a noção defendida pela Coroa de que os “mineiros aparentemente não
gostavam de casar”. Essa falta de gosto pelo casamento é percebida na grande quantidade das uniões ilegítimas
e no considerável número de famílias que vivia em domicílios chefiados por mulheres solteiras com seus filhos nas
Minas. Considerando-se o contexto colonial como um todo, é indicação da ilegitimidade das uniões em Minas:
I. Eram redutos de negros fugidos, na maioria das vezes instalados em locais de difícil acesso, onde buscavam reproduzir a vida das sociedades tribais africanas. II. Eram comunidades isoladas de escravos alforriados que não admitiam a presença de não negros fugitivos e desenvolviam atividades de comércio no interior do Brasil. III. Eram refúgios de negros que acolhiam, também, brancos fugitivos da justiça e indígenas, entre os séculos XVI e XIX, na luta comum contra o dominador branco. IV. Desenvolveram-se nas regiões do nordeste e sudeste do país, exclusivamente, articulados aos interesses comerciais dos inimigos da Coroa Portuguesa. V. Resultaram da luta de escravos fugidos das regiões mineradoras a partir da Independência do Brasil, fundamentalmente, vinculados aos movimentos nativistas.
Marque a alternativa que contém as informações CORRETAS.
Em dezembro de 1815, Dom João elevou o Brasil à condição de Reino Unido de Portugal e Algarves. Atente para o que é dito sobre esse assunto.
I. Tal medida deveu-se à transferência da família real portuguesa para o Brasil, posto que acabara de desembarcar e precisava oficializar a nova sede do governo português.
II. O Brasil deixou de ser colônia e, tornando-se a sede da monarquia portuguesa, equiparava-se politicamente à metrópole.
III. A medida facilitou as relações comerciais, e possibilitou maior autonomia à antiga colônia.
Está correto o que se afirma em
Com a vinda da Corte, pela primeira vez, desde o início da colonização, configuravam-se nos trópicos portugueses preocupações próprias de uma colônia de povoamento e não apenas de exploração ou feitoria comercial, pois que no Rio teriam que viver e, para sobreviver, explorar “os enormes recursos naturais” e as potencialidades do Império nascente, tendo em vista o fomento do bem-estar da própria população local.
(Maria Odila Leite da Silva Dias.
A interiorização da metrópole e outros estudos, 2005.)
Com a vinda da Corte, pela primeira vez, desde o início da colonização, configuravam-se nos trópicos portugueses preocupações próprias de uma colônia de povoamento e não apenas de exploração ou feitoria comercial, pois que no Rio teriam que viver e, para sobreviver, explorar “os enormes recursos naturais” e as potencialidades do Império nascente, tendo em vista o fomento do bem-estar da própria população local.
(Maria Odila Leite da Silva Dias.
A interiorização da metrópole e outros estudos, 2005.)
I. A prática da autoridade incontestável do pai sobre toda família e agregados, destaca-se como uma das caraterísticas dessa sociedade.
II. As diferenças de cor e de condição social marcam profundamente as relações sociais, interferindo inclusive na vida íntima das pessoas.
III. A condição da mulher negra a obriga a desempenhar os papéis de produtor direto e de complemento sexual.
IV. A estrutura da sociedade e o caráter autoritário das relações sociais e de poder são legitimados pela Igreja.
As afirmações contidas nos itens
RODRIGUES, André Figueiredo. “A revolução dos ricos”. Revista de História da Biblioteca Nacional, ano 6, nº 67, abril 2011, p. 23.
“O movimento político pelo qual homens negros e pobres manifestaram o seu descontentamento contra a monarquia portuguesa e contra a sociedade escravista na Bahia, em 1798, tem chamado a atenção de várias gerações de historiadores (…) Ao colocar em questão a desigualdade racial e a escravidão (…) os revolucionários baianos terminaram por assustar os simpatizantes dos inconfidentes mineiros.”
ARAÚJO, Ubiratan Castro de. “A política dos homens de cor no tempo da Independência”, Estudos Avançados, vol 18, nº 50, 2004, p. 253 e 267.
De acordo com os textos apresentados e os seus conhecimentos acerca dos movimentos políticos a favor da independência no século XVIII, assinale a alternativa INCORRETA.
Desce do espaço imenso, ó águia do oceano!
Desce mais ... inda mais... não pode olhar humano
Como o teu mergulhar no brigue voador!
Mas que vejo eu aí... Que quadro d'amarguras!
É canto funeral! ... Que tétricas figuras! ...
Que cena infame e vil... Meu Deus! Meu Deus! Que horror!
Era um sonho dantesco... o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...
Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras moças, mas nuas e espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs!

GOMES, Flávio dos Santos (Org.) Mocambos de Palmares: histórias e fontes (séculos XVI-XIX). Rio de Janeiro, 7 Letras, 2010, p. 7
A partir da leitura do texto e de acordo com seus conhecimentos sobre resistência escrava no Brasil colonial, assinale a alternativa correta.
*Magano: trapaceiro.
Estas estrofes, extraídas de dois poemas do escritor baiano Gregório de Matos (1633-1696), apelidado de “Boca do Inferno”, referem-se

Considerando o sentido da colonização apontado no texto, é correto afirmar que na organização do Brasil Colonial predominavam