Questões de Vestibular
Comentadas sobre período colonial: produção de riqueza e escravismo em história
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(Boris Fausto. História do Brasil, 2012. Adaptado.)
A primeira frase, citada no início do excerto,
(Patrícia Melo Sampaio. “Floresta negra: A experiência e os impactos da escravidão africana na Região Amazônica”. www.geledes.org.br. Adaptado.)
O excerto demonstra que
Em 1580, o Brasil, com uma população de cerca de 60 mil habitantes, dos quais 30 mil eram europeus, havia se transformado numa colônia de povoamento, embora de tipo peculiar: uma colônia de agricultura tropical capitalizada a partir da Europa, que supria uma demanda europeia de produtos tropicais [...].
(Stuart B. Schwartz. “O Brasil colonial, 1580-1750: as grandes lavouras e as periferias”. In: Leslie Bethell (org.). História da América Latina: a América Latina Colonial, 1999.)
A exploração de produtos tropicais em grande escala na colônia do Brasil, no século XVII, era ligada
(Lilia Moritz Schwarcz e Heloisa Murgel Starling. Brasil: uma biografia, 2018.)
O excerto mostra a constituição, na primeira metade do século XVIII, de
Era um sistema quase perfeito: homens brancos (europeus em sua maioria) desenvolveram uma nova mentalidade, na qual a liberdade e a igualdade são entendidas como conceitos que definem a experiência humana. [...] esse mesmo mundo estava organizado numa prática amplamente sistematizada de exploração do trabalho humano em regime de servidão. Aqueles que estavam sujeitos à escravidão eram seres humanos biologicamente inferiores, assim como os não brancos incivilizados, que, se não fossem escravizados, deveriam ser “salvos” pela colonização. O circuito estava fechado. Mas eis que surgiram os revolucionários de São Domingos, que colocaram em xeque todo esse sistema, ousando projetar possibilidades de mundo até então impensáveis. Não é de estranhar que a Revolução do Haiti tenha sido vista com profundo temor. [...]E o Brasil nisso tudo? Bem, o Brasil foi mais uma nação americana que nasceu em meio a esse processo de profundas transformações, construído em um mundo no qual as ideias de nação, progresso, civilidade e a própria humanidade estavam unicamente vinculadas à população branca vinda da Europa.
SANTOS, Y. L. Racismo brasileiro: uma história da formação do país. São Paulo: Todavia, 2022. p. 95-96.
Considerando a história das relações étnico-raciais no Brasil Colônia e Império, a principal ideia contida no segmento é que
(Yuko Miki. “Fugir para a escravidão: as geografias insurgentes dos quilombolas brasileiros, 1880-1881”. In: Flávio Gomes e Petrônio Domingues (orgs.). Políticas da raça: experiências e legados da abolição e da pós-emancipação no Brasil, 2014.)
O excerto caracteriza a ação dos quilombos no Brasil pré-abolição como
Lilia M. Schwarcz e Flávio Gomes. “Apresentação”. In: Dicionário da escravidão e liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. Adaptado.
De acordo com o excerto, é correto afirmar:
A guerra justa foi utilizada na colônia pela primeira vez em 1562, contra os Caeté, que supostamente haviam devorado, em um ritual antropofágico, o primeiro bispo do Brasil, o bispo Sardinha […] Em janeiro de 1751, foi a vez do governador de Goiás, em carta ao rei Dom José, noticiar ao monarca sobre as “hostilidades” que os Kayapó do sul haviam feito aos Araxá “que não só lhe fizeram huma grande mortandade mas depois lhe cativarão todas as mulheres e crianças, as quais levarão para o seo alojamento para as comerem, porque sempre que tem ocasião se sustentão de carne humana”.
MORI, Robert. Os aldeamentos indígenas no caminho dos Goiases: guerra e etnogênese no “sertão do gentio kayapó” (sertão da farinha podre) – Séculos XVIII e XIX. Dissertação (mestrado em História). Universidade Federal de Uberlândia; Uberlândia; 2015, p. 38, 82.
Texto 2
Na década de 1740 "coincidiu" a criação dos primeiros aldeamentos indígenas da província de Goiás com a plena abundância das minas auríferas e florescimento febril dos arraiais. A preocupação da população era extrair o máximo possível de ouro; a do governador era cuidar para que o contrabando fosse coibido. […] Os índios não deveriam perturbar a economia da colônia e para que assim fosse existiam os quartéis-aldeamentos e o sertanista Antônio Pires de Campos, responsáveis pela manutenção da "ordem" criada pelos conquistadores para seu usufruto.
RAVAGNANI, Oswaldo Martins. A Agropecuária e os Aldeamentos Indígenas Goianos. Perspectivas, 9/10, São Paulo, 1986/1987, p. 119, 143.
A partir da leitura dos textos acima, podemos considerar que
MARQUESE, R. de B. A dinâmica da escravidão no Brasil: resistência, tráfico negreiro e alforrias, séculos XVII a XIX. Novos Estudos CEBRAP, (74), março 2006. p. 107.
Sobre o processo de resistência dos escravizados no Brasil, podemos afirmar que
Os versos de Cecília Meireles, no Romanceiro da Inconfidência, remetem
(Sônia Maria de Araújo Cintra. “José de Anchieta: um missionário singular do contexto ibero-americano no alvorecer do século XVI”. In: Gerson Damiani et al (orgs.). O mundo indígena na América Latina: olhares e perspectivas, 2022.)
Os termos do Tratado derivaram
Leia o texto a seguir.
Como havia ordem de Vossa Majestade para esta Provedoria assistir as aldeias com o que lhe fosse necessário, aproveitaram, os ditos jesuítas, na administração que delas tinha [...] para fazerem um exorbitante roubo à Real Fazenda, e enviando réis de fingidas despesas.
CARTA do governador João Manuel à Corte. 29 de maio de 1760. In: PALACIN, L. Subversão e corrupção. Goiânia: Ed. da UFG, 1983. p. 14.
Na carta do governador da capitania de Goiás João Manuel à corte, percebe-se a intenção de apresentar a ordem jesuíta como sendo desonesta. O motivo político que explica essa atitude do governador foi
(José Rivair Macedo. História da África, 2015.)
O excerto apresenta alguns aspectos das “organizações sociais escravistas” do século XV ao XIX. Um desses aspectos apresentados refere-se
Com base nesses acontecimentos, assinale a alternativa CORRETA.
No Brasil, o sistema escravocrata transformou-se num modelo tão enraizado que acabou se convertendo numa linguagem, com graves consequências. Grassou por aqui, do século XVI ao XIX, uma escandalosa injustiça amparada pela artimanha da legalidade.
SCHWARCZ, Lilia M. Sobre o autoritarismo brasileiro. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. p. 27.
Lilia Moritz Schwarcz reflete sobre a formação da sociedade brasileira, no que diz respeito ao sistema escravocrata no Brasil. Sobre esse sistema, é correto afirmar que
I. Esses tratados garantiram a continuidade do controle português sobre as atividades comerciais entre o Brasil e a Europa e fortaleceu a presença lusitana à frente da colonização brasileira.
II. Enquanto a Abertura dos Portos pôs fim ao “Pacto Colonial” ou “Exclusivo Colonial” de Portugal sobre o Brasil, os tratados assinados em 1810 garantiram a predominância britânica sobre o mercado brasileiro.
III. Essas decisões de cunho administrativo e econômico são consideradas como os primeiros passos do processo que conduziu à Independência política do Brasil em relação ao reino de Portugal.
É correto o que se afirma em