Questões de Vestibular
Sobre medievalidade europeia em história
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"O corpo está no centro de toda relação de poder. Mas o corpo das mulheres é o centro, de maneira imediata e específica. Sua aparência, sua beleza, suas formas, suas roupas, seus gestos, sua maneira de andar, de olhar, de falar e de rir (provocante, o riso não cai bem às mulheres, prefere-se que elas fiquem com as lágrimas) soa o objeto de uma perpétua suspeita. Suspeita que visa o seu sexo, vulcão da terra. Enclausurá-las seria a melhor solução: em um pesco fechado e controlado, ou no mínimo sob um véu que mascara sua chama incendiária. Toda a mulher em liberdade é um perigo e, ao mesmo tempo, está em perigo, um legitimando o outro. Se algo de mal lhe acontece, ela está recebendo apenas aquilo que merece."
PERROT, Michele. As mulheres ou os silêncios da história. Bauru: EDUSC, 2005. p. 447.
Michele Perrot faz referência à descrição das normas de controle impostas às mulheres na Idade Média. Em relação às mulheres europeias no período medieval, assinale a alternativa correta.
Jacques Le Goff. A Idade Média explicada aos meus filhos.
Rio de Janeiro: Agir, 2007, p. 18
A ambígua imagem da Idade Média que hoje temos deriva, em parte, de representações

No quadro acima, observa-se a organização espacial do trabalho agrícola típica do período medieval. A partir dele, podemos afirmar que
BISPO ADALBERON DE LAON, século XI, apud LE GOFF, Jacques. A civilização do ocidente medieval. Lisboa: Editorial Estampa, 1984. p. 45-46.
A sociedade do período medievo possuía como uma de suas características a estrutura social extremamente rígida e segmentada. A sociedade dos homens era um reflexo da sociedade divina. Essa estrutura é uma herança da filosofia

Com base no texto, considere as afirmações abaixo:
I. A multiplicação das heresias na Baixa Idade Média foi um sintoma do apogeu da ordem feudal, demonstrando que a igreja atendia às necessidades espirituais e materiais de amplos setores da população.
II. Muitas mulheres suspeitas de heresias foram perseguidas pela igreja como bruxas ou feiticeiras. Entretanto, o imaginário sexual perverso, implícito na idéia de feitiçaria não teve influências no julgamento e nem tão pouco colaborou para dar aos heréticos uma imagem de depravação.
III. Pessoas acusadas de heresia ou bruxaria eram julgadas pelo Tribunal de Inquisição, instituído no século XIII com a finalidade de investigar e punir os crimes contra a Coroa.
IV. A insatisfação com relação ao comportamento do clero favoreceu o aparecimento de doutrinas contrárias aos ensinamentos da igreja, as chamadas heresias. Nos séculos XII e XIII proliferaram movimentos heréticos especialmente na França, que atraíram as populações humildes.
V. As pessoas acusadas de heresias eram presas, submetidas a interrogatórios e submetidas à torturas cruéis. Quem fosse considerado herético ou adepto à bruxaria poderia ter seus bens confiscados e ser condenado à fogueira.
Assinale as alternativas contendo apenas as afirmações INCORRETAS em relação ao texto de Jules Michelet:

Nesse texto, o bispo Adalberon de Laon, por volta do século IX, descreve a integração entre Igreja e poder feudal. Em relação ao poder da Igreja no período medieval é INCORRETO afirmar que:

TSE convoca hackers para invadir urna eletrônica. Limão notícias. Disponível em: http://noticias.limao.com.br/tecnologia/tec117107.shtm.


A partir das informações do texto, julgue o item a seguir.


A partir das informações do texto, julgue o item a seguir.

A partir dessas informações, julgue o item e assinale a opção correta no item 58.
e velha república onde ainda se aplica a pena de morte. Na prática
judiciária, esse recurso põe a descoberto todas as injustiças e
mazelas da sociedade: a desigualdade social, uma vez que são os
menos favorecidos e os mais marginalizados que povoam os
pavilhões da morte nas prisões americanas; a desigualdade
financeira, pois, no sistema judiciário americano, somente os ricos
ou mafiosos têm os meios de aceder a serviços de advogados
especializados, capazes de enfrentar um ministério público
poderoso e uma polícia eficiente; a desigualdade racial, já que,
nos casos hediondos — em que o horror do crime provoca, no
público e em alguns jurados, pulsão de ódio e de vingança —, o
racismo, que, no cotidiano, se disfarça, pode, ali, manifestar-se.
Não é irrelevante o fato de que, nos pavilhões da morte, o número
de negros ou de latinos é proporcionalmente bem superior à sua
representação na população americana.
Robert Badinter. Contre la peine de mort. Écrits 1970-2006.
Paris: Fayard, 2006, p. 19-21 (tradução com adaptações).
Tendo o texto acima como referência e considerando os múltiplos
aspectos que ele suscita, julgue os próximos itens.

É o fogo do mal dos ardentes que queima as populações
do ano 1000. Uma doença desconhecida que provoca um terror
imenso. Mas o pior está por vir: a peste negra devastará a Europa
e ceifará um terço de sua população durante o verão de 1348.
Como a AIDS, para alguns, essa epidemia é vivida como uma
punição do pecado. Então, procuram-se bodes expiatórios e
encontram-se os judeus e os leprosos, acusados de envenenar
poços. As cidades isolam-se, proibindo-se a entrada de estrangeiro
suspeito de trazer o mal. A morte está em toda a parte, na vida, na
arte, na literatura. Contudo, os homens desse tempo temem muito
mais outra doença, a lepra, considerada o sinal distintivo do
desvio sexual.
Georges Duby. Ano 1000, ano 2000: no rastro de nossos
medos. São Paulo: UNESP, 1998, p. 78-9 (com adaptações).
Julgue os itens a seguir com base no texto acima e considerando
a obra apresentada acima, de Jerônimo Bosch (séculos XV-XVI),
pintor famoso por suas aterradoras representações da vida e da
morte.

A imagem acima representa o ciclo infinito da vida e da
morte. Na mitologia grega, os fenômenos vida e morte eram
representados pela díade Eros e Tânatos. Eros é a força
fundamental do cosmo, e seu poder estende-se sobre todos os
seres vivos e todos os elementos da natureza. Eros representa a
energia fecundante do universo, consubstanciada no amor físico,
que dá origem à vida. Eros constitui o princípio da ação, da vida,
o qual se opõe à pulsão de morte e se realiza na libido. Segundo
a mitologia grega, Tânatos, conhecido por ter coração de ferro e
entranhas de bronze, existe desde antes da criação da humanidade
e personifica a morte. Foi descrito como uma figura sinistra
coberta de negro, passeando entre os homens com uma foice na
mão. Em psicanálise, é a representação mítica da pulsão de morte,
um impulso instintivo e inconsciente de busca da morte e(ou) da
destruição. Essa dualidade vida-morte está expressa, em
linguagem moderna, na letra da canção de Lulu Santos
apresentada a seguir.

Considerando a imagem, as informações e a letra da canção
apresentadas acima, julgue os itens .
“Os mitos dos soberanos da Idade Média e do Renascimento fundavam-se consideravelmente numa visão de mundo ou mentalidade tradicional. Se um soberano desta época era representado como (digamos) Hércules, isso era muito mais que uma metáfora para dizer que ele era forte, ou mesmo que resolveria os problemas de seu reino com a mesma facilidade com que Hércules realizara seus vários trabalhos”
(Peter Burke – A fabricação do Rei: a construção da Imagem pública de Luís XIV; RJ; Jorge Zahar Editor; 1994 – p.139).
Com base no fragmento textual acima é correto afirmar que, durante o Antigo Regime, os soberanos:
Eixo temático: os significados atribuídos à felicidade no medievo: poder, tensão e promessas cristãs
“Desde a época romântica, continuada pela literatura e pelo cinema fantásticos até a história em quadrinhos contemporânea, os fantasmas fazem parte do cenário obrigatório da Idade Média tal como gostamos de imaginá-la. Uma Idade Média de castelos mal-assombrados, de dragões, de fantasmas ou mesmo de vampiros. Nem tudo é falso nessa imagem não obstante fácil demais: em uma cultura eminentemente religiosa (no sentido em que cada um admitia a existência e o poder de seres sobrenaturais, geralmente invisíveis, mas muito próximos) e familiar à morte e aos mortos, a ‘crença nos fantasmas’ era admitida por todos.”
(SCHMITT, Jean-Claude. Os vivos e os mortos na sociedade medieval. São Paulo: Companhia das Letras, 1999, p. 16.)
Sobre as atribuições dos vivos em relação aos mortos na Europa Medieval, é correto afirmar que:
I) A força da mística cristã conseguiu apagar as marcas de tradições pagãs greco-romanas e “bárbaras” referentes a modos singulares de culto aos mortos, apaziguando a crença nos castelos mal-assombrados e nos vampiros.
II) A crença no mundo sobrenatural era experimentada pelos medievais, favorecendo o crescimento de relatos sobre fantasmas que, após o ano 1000, passaram a ser difundidos pelo clero católico, interessado em preservar a memória dos mortos.
III) A lembrança acerca dos mortos era uma forma de administrar a dor da perda, na medida em que aplacava as consciências e reforçava a separação entre o mundo dos vivos e o dos mortos.
IV) A criação do purgatório pela Igreja Católica, no século XII, implicou no enfraquecimento das práticas de culto aos mortos, o que só seria retomado a partir das Reformas religiosas.
Estão corretas:
Figura 1 – Camponês arando a terra
Figura 2 – Relações de suserania e de vassalagem
“O feudalismo foi constituído pela articulação entre dois eixos de relações: as relações feudo-vassálicas e as relações servis de produção. As relações feudovassálicas estabeleciam-se entre membros da aristocracia militar e territorial e baseavam-se no feudo, na fidelidade e na reciprocidade. As relações servis de produção estabeleciam-se entre o senhor da terra e o trabalhador e estavam baseadas na desigualdade de condições e na exploração do trabalho.”
PEDRO, Antonio; LIMA, Lizânias de Souza; CARVALHO, Yvone de. História do mundo ocidental: ensino médio. São Paulo: FTD, 2005. p. 97.
A partir da análise das imagens e do fragmento textual, sobre a sociedade medieval na Europa Ocidental é correto afirmar:
