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Q222426 História
A partir do século XII, as corporações de ofício passaram a expressar uma cultura do trabalho própria ao mundo medieval, na medida em que
Alternativas

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Alternativa correta: C

Tema central: Corporações de ofício (guildas) na Europa medieval. Importância: entendê‑las como instituições econômicas e sociais que regulavam produção, formação profissional e relações entre trabalhadores nas cidades medievais — conteúdo recorrente em provas de História Geral.

Resumo teórico: As corporações organizavam mestres, oficiais e aprendizes. Funções principais: controlar acesso à profissão (aprenderia/aprendizagem), fiscalizar qualidade e normas técnicas, fixar regras de concorrência e mercados locais, e prestar assistência mútua (ajuda em doença, funeral, viúvas/órfãos). Eram também associações com feição religiosa e corporativa, ligadas à solidariedade interna (ver: Postan, The Medieval Economy and Society; Epstein, Wage Labor and Guilds in Medieval Europe).

Por que C é correta: A noção de “rede de proteção” resume bem uma face central das corporações: previdência informal e benefícios coletivos. As guildas organizavam fundos de socorro, assistência a doentes, despesas funerárias e amparo às famílias dos membros. Esse caráter mutualista e de proteção social distingue as corporações na cultura do trabalho medieval.

Análise das alternativas incorretas:

A — "propiciavam a troca de conhecimento entre mestres": parcialmente verdadeira (havia transmissão de saber), mas o aspecto definidor das corporações é mais amplo: regulação profissional e proteção social. A troca de conhecimento ocorre dentro do sistema de aprendizagem, mas não resume a “cultura do trabalho” como expressão principal.

B — "ampliavam a divisão do trabalho": incorreto. As corporações tendiam a padronizar ofícios e a limitar a fragmentação do trabalho para proteger o ofício e o mercado dos mestres; não estimularam a grande especialização produtiva típica da indústria moderna.

D — "redefiniam preço justo ao incorporar juros": falso. As guildas regulavam preços e pesos em alguns casos, defendendo preços justos, mas não institucionalizaram juros na mercadoria; a usura era geralmente condenada no período.

E — "estabeleciam nova temporalidade associada à circulação monetária": não é característica relevante das corporações. Temporalidades e uso de moeda evoluíram de forma mais ampla na economia urbana, mas não foram função específica das guildas.

Dica de prova: Procure palavras‑chave como "proteção", "assistência", "solidariedade" — elas apontam para o caráter mutualista das guildas. Atenção a alternativas que misturam verdades parciais (troca de saber) com conclusões absolutas.

Fontes sugeridas: M. M. Postan, The Medieval Economy and Society; S. R. Epstein, Wage Labor and Guilds in Medieval Europe.

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Comentários

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 A) Havia troca de conhecimento, sim. Mas isso não é o elemento central que define uma “cultura do trabalho”.

B) A divisão do trabalho se amplia muito mais no capitalismo industrial. No mundo medieval, o artesão dominava quase todas as etapas do ofício.

C) Correta

D) A Igreja condenava a usura. Incorporar juros como prática normal não era característica das corporações.

E) A nova temporalidade ligada ao dinheiro é mais característica do capitalismo moderno.

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