Questões de Vestibular
Sobre história do brasil em história
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Para exemplificar o envolvimento civil, é possível citar
(Antonio Candido, O Romantismo no Brasil. São Paulo: Humanitas, 2004,
Tendo em vista o movimento literário mencionado no trecho acima, e seu alcance na história do período, é correto afirmar que p. 19.)
Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,
Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,
Deus lhe pague
(Construção — Chico Buarque)
A partir dos versos, é CORRETO afirmar que:

A charge circulou no Jornal do Brasil, em 1994, e nela há um diálogo entre marido e mulher em frente à TV. Considerando o contexto brasileiro de uma década atrás, é CORRETO afirmar que:

A charge evidencia a cerimônia do Beija-mão introduzida com a chegada da família real portuguesa ao Rio de Janeiro. A insatisfação da Corte portuguesa no Brasil encontra-se associada:
O nosso estado sanitário foi fortemente abalado há 4 ou 5 dias, com a entrada da Influenza Espanhola entre nós, a começar pelo cordão sanitário em Areias prostrando o respectivo Inspetor de Higiene e acabando por invadir em grande escala a nossa urbe. Em tão poucos dias, contam-se já milhares de casos, felizmente todos de caráter benigno.
CORREIO OFICIAL. Cidade de Goiás, 11. Jan. 1919.
A gripe espanhola chegou ao Brasil em setembro de 1918 e vitimou milhares de pessoas no país, inclusive o presidente da República Rodrigues Alves. A disseminação da doença em Goiás demonstra
Assim, o esforço de promoção desses candidatos a heróis resultou em muito pouco. A pequena densidade histórica do 15 de novembro não fornecia terreno adequado para a germinação de mitos. A busca de um herói para a República acabou tendo êxito onde não o imaginavam muitos dos participantes da proclamação.
CARVALHO, José Murilo de. A formação das almas: o imaginário da República no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. p. 57. (Adaptado).
Um dos grandes desafios vividos pelos fundadores da República no Brasil foi construir um personagem que pudesse representar o imaginário popular do novo regime. Esse personagem foi encontrado em
FAORO, Raimundo. Os donos do poder. Porto Alegre, RS: Globo, 1976. p. 367.
A citação remete ao processo eleitoral durante o Império. Mesmo em face das mudanças realizadas no código eleitoral, foi característico dos pleitos realizados no período
O imenso continente da América assiste à chegada do homem, em pequenos grupos de nômades, atravessando o estreito de Behring. Em vinte ou vinte e cinco mil anos, esses homens exploraram de alto a baixo os recursos de um meio natural novo: domesticaram (ao lado de alguns animais) as espécies vegetais mais variadas para sua alimentação e para seus remédios; promoveram substâncias venenosas, como a mandioca, ao papel de ou de anestésico; levaram, enfim, certas indústrias, como a tecelagem, a cerâmica e o trabalho de metais preciosos, ao mais alto nível de perfeição.
(Claude Lévi-Strauss. Raça e história, 1987. Adaptado.)
Nas peças teatrais produzidas na época a que se refere o texto, utilizavam-se metáforas para representar as diferentes formas de opressão que marcavam a história brasileira.
O AI 5 foi baixado em 1968 pela Junta Militar que assumiu interinamente o poder em decorrência da morte de Costa e Silva e da renúncia do vice-presidente Pedro Aleixo, um civil que se recusou a apoiar atos de força.
Paralelamente à censura feita pelo governo militar, alguns artistas desenvolveram um processo de autocensura, para evitar que seus trabalhos fossem proibidos de circular.
Na época do Regime Militar, havia censura prévia das representações de peças teatrais, como forma de o governo controlar o que poderia ou não ser veiculado na cena teatral.
Ao acusar Jango de usurpar função do Poder Legislativo, o editorial certamente reportava-se ao fato de o presidente da República ter alterado a Constituição com o objetivo de executar as reformas de base que se propunha fazer, a começar pela reforma agrária.
Eleito presidente da República pelo voto direto, Goulart tomou posse sob a desconfiança das esquerdas, em geral, e dos trabalhistas, em particular, que viam nele falta de pulso para promover as reformas de que o país necessitava e excessiva autonomia em relação ao legado de Getúlio Vargas.
Da campanha das Diretas Já, fundamental para que o regime militar compreendesse seu esgotamento como irreversível, decorreu, entre outros importantes passos para a redemocratização do país, a Lei da Anistia.
A partir da Era Vargas e do impulso dado pela Segunda Guerra Mundial, o Brasil levou adiante uma política de modernização econômica, de que a usina siderúrgica de Volta Redonda foi sinal eloquente. Na segunda metade dos anos 1950, o Plano de Metas de JK fez o país avançar nessa direção, tendo a construção de Brasília simbolizado a busca pela interiorização do desenvolvimento nacional.
Os acontecimentos de 1954 sugerem que o Vargas que governou o Brasil sob o regime ditatorial do Estado Novo mostrou-se bem diferente daquele que voltou à presidência da República em contexto democrático. No segundo governo, o veterano político gaúcho despertou verdadeiro fascínio no Congresso Nacional, nos partidos políticos e na imprensa, deles recebendo apoio e com eles convivendo com extrema habilidade política.