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Comentadas sobre história do brasil em história
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“[...] Marchava para o suplício, cujo campo estava ocupado por multidão, ávida de espetáculos, sacrilegamente curiosa. Muitas crianças se haviam trepado em um cajueiro para melhor saborear aquela transição da vida para o nada. Ao peso, quebraram-se os galhos da árvore, e caíram todos. O padre Gonçalo riu-se!
Por vezes lhe vendaram os olhos, para não ver apontar os fuzis; ele porém se desvendava, e encarava os matadores. Atirem aqui, lhes bradou por último, pondo a mão sobre o coração! Seis balas lhe vararam o peito, três dedos lhe destacaram da mão, caindo na terra! Respeitaram-no os assassinos, que a lei da ocasião tinha armado. Não lhe despejaram sobre a cabeça o tiro reservado às vítimas palpitantes, o qual as desfigurava. Não houve quem chamasse os cães para lhe dragarem os miolões, como a seus companheiros!”
O suplício e a execução do Padre Gonçalo Ignácio de Loyola Albuquerque de Mello Mororó, na Praça dos Mártires, antigo Passeio Público, no dia 30 de abril de 1825, ocorreu dentro do contexto histórico que envolveu
Tendo o texto precedente como referência inicial e considerando a abrangência da temática que ele focaliza, julgue o item seguinte.
O modelo econômico adotado no Brasil durante o regime militar (1964-1985) privilegiava a aplicação de recursos em projetos de proteção ambiental, por isso não houve, durante esse período, investimento em tecnologia para o desenvolvimento de grandes obras na área da construção civil.
Com base em seus conhecimentos sobre o ideário eugênico e seu contexto, e tendo em vista elementos do excerto, assinale a alternativa correta.
(Marquês de Lavradio (Governador do Rio de Janeiro, 1769-1779). Carta de Amizade Escrita a Manuel da Cunha de Menezes em Pernambuco, em 13 de dezembro de 1769. In: Marquês de Lavradio. Cartas do Rio de Janeiro, 1769-1776. Rio de Janeiro: Secretaria de Estado de Educação e Cultura, p. 10, 1978.)
Tendo em vista seus conhecimentos sobre o século XVIII e considerando as informações do excerto, assinale a alternativa correta.
Assinale a alternativa que explicita a crítica de Krenak à monocultura, tal como é enunciada no excerto.
No dia 19 de março de 1942, 10 mil pessoas se reuniram em Curitiba para “verberarem os golpes do nazismo contra a integridade nacional”. Em seguida, saíram pelas ruas invadindo e depredando estabelecimentos comerciais, bancos, indústrias e clubes pertencentes a imigrantes alemães, italianos e japoneses. Um dos piores quebra-quebras da ocasião ocorreu em uma loja de um alemão próxima a Prefeitura, onde botaram fogo em tudo. Os vândalos corriam pelas ruas da cidade arrastando metros e metros de tecido em chamas, gritando “morte aos quinta-colunas” e o povo se deliciava assistindo aquelas cenas horripilantes.
(Adaptado de: SETO, C.; UYEDA, M. H. Ayumi: caminhos percorridos. Curitiba: Imprensa Oficial do Paraná, 2002. p.230-231.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre história do Paraná, assinale a alternativa correta.
1958
“A taça do mundo é nossa
Com brasileiro, não há quem possa
Eh, eta, esquadrão de ouro
É bom no samba, é bom no couro!
O brasileiro lá no estrangeiro
Mostrou futebol como é que é
Ganhou a taça do mundo
Sambando com a bola no pé
Gol!”
(Victor D'agostino / Antonio Maugeri Sobrinho / Joao Carlos Muller / Wagner Maugeri)
1962
“Vocês vão ver como é
Didi, Garrincha e Pelé
Dando baile de bola
Quando eles pegam no couro
O nosso escrete de ouro
Mostra o que é uma escola
Quando a partida esquentar
E Vavá de calcanhar
Entregar a pelota a Mané
E Mané Garrincha a Didi
Didi diz que é por aqui
Aí vem o gol de Pelé!”
(Frevo do Bi de Silvério Pessoa)
1970
“90 milhões em ação
Pra frente Brasil, no meu coração
Todos juntos, vamos pra frente Brasil
Salve a seleção!!!
De repente é aquela corrente pra frente, parece que todo o Brasil deu a mão!
Todos ligados na mesma emoção, tudo é um só coração!”
(Miguel Gustavo)
A respeito das letras, leia as afirmativas a seguir:
I As letras das Copas de 1958 e de 1962 enfatizavam a união dos brasileiros em torno de um projeto de futuro, em que são afirmadas as figuras individuais do brasileiro e o plano desenvolvimentista de JK.
II A letra da Copa de 1970 é um hino de celebração da unidade de 90 milhões de brasileiros e refere-se ao período posterior ao Ato Institucional Número 5, com a marca do “Brasil Grande” e da integração nacional, em torno de projetos como a Transamazônica.
III As letras das Copas de 1958 e 1962 referem-se aos resultados do projeto nacional-populista de Getúlio Vargas, reforçando o ideal da industrialização, e demarcam a qualidade dos trabalhadores brasileiros, representados pelos jogadores da seleção.
IV A letra da Copa de 1970 refere-se ao período do governo Collor, que abriu caminho para a renovação da política econômica brasileira, com ênfase na automobilística, no arrocho salarial e no sequestro das cadernetas de poupança.
São corretas as afirmativas:
As consequências do Decreto-lei 9214, de 30 de abril de 1946, para a cidade do Rio de janeiro foram:
Com uma plataforma política baseada numa suposta “modernização” do país e com a promessa de lutar contra a corrupção e os “marajás”, além de proteger os “descamisados”, Collor procurou encarnar a modernidade e a esperança de justiça social.
Em março de 1990, surpreendeu a todos com a implementação do chamado Plano Collor I, que estabelecia medidas drásticas, como
A alternativa que identifica esses conflitos é a
Sobre os quilombos no Brasil, analise as afirmações a seguir.
I. A partir do momento que a escravidão negra se transformou na relação de produção hegemônica na colônia, foram se formando as primeiras comunidades quilombolas como símbolo de resistência e preservação identitária.
II. Ao longo do domínio holandês, em que se fortaleceram as formas de controle do trabalho escravo, o quilombo foi ampliando em extensão e população.
III. A organização social dos quilombos estabelecia-se a partir de uma pequena elite de guerreiros, líderes da comunidade, que promoviam sua defesa e os ataques armados às povoações portuguesas.
IV. Era frequente a manutenção de relações de escravidão doméstica no interior de comunidades quilombolas, durante todo o período colonial.
V. A preservação das comunidades quilombolas constitui uma forma de resgatar a dívida histórica que o Brasil tem com sua população afrodescendente.
A alternativa que apresenta todas as afirmativas corretas é a
Veja o indígena nas palavras de Gonçalves Dias.
O primeiro tópico de que havemos de tratar na história do Brasil é o dos Índios. [...] Eles são instrumento do quanto aqui se praticou de útil ou de glorioso; são o princípio de todas as nossas cousas; são os que deram a base para o nosso caráter nacional; ainda mal desenvolvido, e será a coroa da nossa prosperidade o dia da sua inteira reabilitação (sic) (Gonçalves Dias, 1850, p. 28-29).
A idealização do poeta não escondia a situação vivida pelas populações indígenas no Pós-Independência, ao longo da construção do Estado nacional brasileiro, caracterizada por
“CONCEIÇÃO passava agora quase o dia inteiro no Campo de Concentração, ajudando a tratar, vendo morrer às centenas as criancinhas lazarentas e trôpegas que as retirantes atiravam no chão, entre montes de trapos, como um lixo humano que aos poucos se integrava de todo no imundo ambiente onde jazia.”
Fonte: QUEIROZ, Raquel de. O quinze. 82. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2006. p. 51.
No início do século XX, algumas capitais brasileiras como o Rio de Janeiro foram objeto de projetos de modernização que tinham como consequência a tentativa de limpeza, de higienização das cidades. Considerando a criação dos campos de concentração no Ceará e a tentativa de higienização, assinale a alternativa CORRETA.
“13 de maio de 1958. Hoje amanheceu chovendo. É um dia simpático para mim. É o dia da Abolição. Dia que comemoramos a libertação dos escravos. Continua chovendo. Eu tenho só feijão e sal. A chuva está forte. Mesmo assim mandei os meninos para a escola. Estou escrevendo até passar a chuva, para eu ir lá no senhor Manuel vender os ferros. Com o dinheiro dos ferros vou comprar arroz e linguiça. A chuva passou um pouco. Vou sair. Eu tenho tanto dó dos meus filhos. Quando eles veem as coisas de comer eles bradam: Viva a mamãe. A manifestação me agrada. Mas eu já perdi o hábito de sorrir. Dez minutos depois eles querem mais comida. Eu mandei o João pedir um pouquinho de gordura pra Dona Ida. Ela não tinha. Mandei-lhe um bilhete assim: Dona Ida peço-te se pode me arranjar um pouco de gordura, para eu fazer uma sopa para os meninos. Hoje choveu e eu não pude ir catar papel. Agradeço. Carolina. Choveu, esfriou. É o inverno que chega. E no inverno a gente come mais. A minha filha Vera começou pedir comida. E eu não tinha. Era a reprise do espetáculo. Eu estava com dois cruzeiros. Pretendia comprar um pouco de farinha para fazer um virado. Fui pedir um pouco de banha a dona Alice. Ela me deu a banha e arroz. Era 9 horas da noite quando comemos. E assim no dia 13 de maio de 1958 eu lutava contra a escravatura atual, a fome!”
JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Francisco Alves, 2004. p. 29.
A partir do texto e sobre a abolição da escravidão no Brasil, é possível afirmar:
Corneteiro Luís O corneteiro Luís tocou O corneteiro Luís trocou Na batalha de Pirajá Quando o corneteiro tocou O comandante mandou recuar Mas o corneteiro trocou Pode avançar, pode avançar O corneteiro trocou BaianaSystem
Em 2 de julho de 1823, as tropas lusitanas que ainda permaneciam em terras brasileiras foram expulsas. O 2 de julho e o processo de Independência do Brasil foram marcados por/pela
Leia, atentamente, a transcrição de trechos do documento enviado à Comissão de Anistia:
“Várzea da Palma, 21 de agosto de 2002.
Excelentíssimo Senhor:
Presidente da Comissão de Anistia
Vimos, respeitosamente, à presença desta Comissão requerer os direitos de anistiado político, em favor de Flávio Ferreira da Silva.
Flávio Ferreira da Silva era natural da cidade de Pirapora (MG), de nacionalidade brasileira, nascido aos 07-12- 1934. [...]
Esclareço, portanto, que Flávio Ferreira da Silva foi preso e torturado, durante o período militar, que vigorou no país a partir de março de 1964. Foi punido com a cassação de seu mandato eletivo, na cidade de Três Marias (MG), onde acabara de ocupar o cargo de Prefeito Municipal; vale ressaltar que foi o primeiro prefeito eleito daquela cidade. [...]
Fomos condenados a viver sem um pai amoroso, responsável, que nos ensinou a ler e nos fazia valorizar acima de tudo os estudos. Para piorar ainda mais a situação, perdemos no mesmo dia a nossa mãe, nosso amparo e toda nossa fonte de segurança e formação Estamos requerendo os seguintes direitos do Artigo 1° da Medida Provisória n.° 2.151-3, de 24 de agosto de 2001:
Inciso I – Declaração da condição de anistiado político;
Inciso II – Reparação econômica, de caráter indenizatório, em prestação mensal, permanente e continuada.
Desde já, agradecemos a atenção.”
Fonte: ARQUIVO NACIONAL. DOSSIÊ. Fundo: Comissão especial sobre mortos e desaparecidos políticos. Adaptado.
O documento faz referência ao processo de prisão e tortura do prefeito da cidade de Três Marias pela ditadura civilmilitar (1964-1985) e foi enviado pelos seus filhos, radicados em Várzea da Palma, município da região do Alto São Francisco.
A repressão, na ditadura civil-militar no Brasil,
Sobre o bandeirantismo na formação de São Paulo, o historiador John Monteiro afirma que:
Mais do que em qualquer outra instância da história do Brasil, as campanhas do Norte mostraram o lado cruelmente destrutivo da política indigenista em zonas de franca expansão econômica. Não recebendo a esperada recompensa em cativos – como ocorrera nas campanhas do sertão da Bahia –, os paulistas tiveram que medir seu êxito em outros termos. Com o fim de ressarcir-se dos prejuízos, as expedições de apresamento dos paulistas nestes sertões logo assumiram o triste caráter de massacres impiedosos.
MONTEIRO, John. Negros da Terra. Índios e bandeirantes nas origens de São Paulo. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. p.95.
Sobre o contexto da exploração indígena no século XVII, é correto afirmar que: