Questões de Vestibular
Sobre expansão comercial a marítima: a busca de novos mundos em história
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Sobre o mapa abaixo é possível afirmar:

Fonte:http://historiaeumbarato.blogspot.com.
br/2012/04/o-brasil-antes-de-1500-o-tratado-de.
html.Acessado em: 14/12/2016.
Observe a imagem.

A imagem acima apresenta o Tratado de Tordesilhas, que foi assinado em 1494 e estabeleceu
Ao observamos mapas ou relatos de viajantes dos séculos XV e XVI, é comum encontrarmos referências a seres fantásticos, descritos, muitas vezes, como monstros sem olhos ou nariz, com uma perna ou com corpo desproporcional. A existência destes seres na África, Ásia e América foram relatados por diversos navegadores da época.
Tais relatos são considerados indicativos do(a):
Se tomarmos como referência a história econômica mundial, veremos que o fenômeno da globalização é recente, não ultrapassando cinco séculos de existência. Tendo sua origem com a expansão marítima europeia no século XV, amadurece com a Revolução Industrial e as políticas imperialistas e colonialistas do século XIX, e se consolida com a globalização neoliberal do século XX. Cada etapa apresenta seus contornos ideológicos e seus significados históricos.
(SE TOMARMOS... 2017).
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, sobre a expansão de Portugal e a formação do império ultramarino entre os séculos XV e XVIII.
( ) O principal resultado da dinâmica expansionista de Portugal foi a homogeneização de todas as regiões que compunham o território imperial, tornando-as plenamente dependentes da metrópole e desprovidas de autonomia política e econômica.
( ) A formação do Império português, iniciada no contexto do Renascimento europeu, deu-se a partir da constituição de um ideário predominantemente clássico, que rompeu com as tradições medievais de governo.
( ) O reino de Portugal, do ponto de vista econômico, estava amplamente ligado ao comércio atlântico, tendo como uma das principais fontes de renda as receitas obtidas pelo tráfico ultramarino.
( ) A Igreja Católica, marcada pela dependência em relação à Coroa por meio do padroado régio, desempenhou um importante papel unificador do Império ao longo da expansão territorial portuguesa.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Leia o segmento abaixo, sobre a escravidão nas Américas.
A escravidão no Novo Mundo e os tipos de comércio a que deu origem surgiram como uma consequência e um componente da “primeira globalização”, fase da história humana inaugurada pelas explorações marítimas, comerciais e coloniais de Portugal e Espanha, no final do século XV e no início do século XVI.
BLACKBURN, R. Por que segunda escravidão? In: MARQUESE, R.; SALLES, R. (org). Escravidão e capitalismo histórico no século XIX. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2016. p. 32.
O segmento faz referência à institucionalização da escravidão no Novo Mundo, pensada a partir de determinados processos socioeconômicos globais que influenciaram definitivamente a sua conformação moderna.
Assinale a alternativa que indica esse
fenômeno.
A colonização europeia na América apresentou características gerais comuns, contudo manteve algumas especificidades, como a colonização
- Foi a quatro de agosto. Perto de Alcácer Quibir – garantia um. - Uma batalha de três reis – asseverava outro. Ao galope dos cavalos, de boca em boca a notícia foi se espalhando. [...] Um sentimento de comoção popular tomou conta do Reino. [...] Pior. Ninguém sabia o paradeiro do rei. Não constava que houvesse sucumbido na peleja ou sido pego como refém do Maluco. Dom Sebastião simplesmente deixara de ser visto. Sumira. [...] Evaporara sem deixar vestígio. [...] Decerto acontecera ao Messias do Reino o mesmo que a Nosso Senhor Jesus Cristo. Ocultara-se por uns tempos para, um belo dia, ressurgir das brumas do Mar Oceano e voltar a sentar-se no trono que lhe fora designado por Deus.
(RORIZ, Aydano. O Desejado – a fascinante história de Dom Sebastião. SP: Prestígio, 2002, p. 353-354.
O fragmento descreve a visão dos portugueses após o anúncio do desaparecimento de seu rei, dom Sebastião I, na batalha de Alcácer Quibir, no norte da África. Assinale a alternativa na qual estão presentes consequências deste desaparecimento para os portugueses.
(Conquistadores. Música da banda alemã de heavy metal Running Wild, lançada em 1988 no álbum Port Royal. Disponível em: https://www.letras.mus.br/ running-wild/140554/traducao.html. Acesso em: 11 ago. 2016, às 11h00.)
Assinale a alternativa na qual podem ser identificadas, no excerto, motivações para a exploração e conquista do Continente Americano pelos europeus.

(Serge Gruzinski. 1480-1520: a passagem do século, 2008. Adaptado.)
Considerando o mapa e o contexto histórico, é correto constatar que essas viagens
Considerando o trecho acima, escreva V ou F conforme seja verdadeiro ou falso o que se afirma a seguir: ( ) A tradição de exportar escravos para países árabes era comum em várias partes da África. ( ) Aprisionar pessoas para escravidão foi uma prática inexistente na África até a chegada dos europeus. ( ) Os portugueses acreditavam que ser escravo era uma possibilidade de salvação, porque os negros não eram cristãos. ( ) Para muitos europeus, os negros eram descendentes de Ham, o que os tornava amaldiçoados à escravidão eterna.
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:
Leia o texto abaixo para responder à questão.
“O Descobrimento da América, no quadro da expansão marítima europeia, deu lugar à unificação microbiana do mundo. No troca-troca de vírus, bactérias e bacilos com a Europa, África e Ásia, os nativos da América levaram a pior. Dentre as doenças que maior mortandade causaram nos ameríndios estão as 'bexigas', isto é, a varíola, a varicela e a rubéola (vindas da Europa), a febre amarela (da África) e os tipos mais letais de malária (da Europa mediterrânica e da África). Já a América estava infectada pela hepatite, certos tipos de tuberculose, encefalite e pólio. Mas o melhor 'troco' patogênico que os ameríndios deram nos europeus foi a sífilis venérea, verdadeira vingança que os vencidos da América injetaram no sangue dos conquistadores. Traços do trauma provocado por essas doenças parecem ter-se cristalizado na mitologia indígena. Quatro entidades maléficas se destacavam na religião tupi no final do Quinhentos: Taguaigba ('Fantasma ruim'), Macacheira ou Mocácher ('O que faz a gente se perder'), Anhanga ('O que encesta a gente') e Curupira ('O coberto de pústulas'). É razoável supor que o curupira tenha surgido no imaginário tupi após o choque microbiano das primeiras décadas da descoberta.”
Luiz Felipe de Alencastro. “Índios perderam a guerra
bacteriológica”. Folha de S. Paulo, 12.10.1991, p. 7. Adaptado.
Leia as informações:

(Mapa possivelmente do século XII, no qual aparece, à esquerda, a Ilha Brazil. Disponível em: http://i.kinja-img.com/gawker-media/image/upload/s--BgiNf2AB--/17rthoiknm56zjpg.jpg. Acesso em: 28 jan. 2015, às 11h00.)
Quando se pensa em viagens de exploração, quase sempre a ideia de conquista de terras e de riquezas vem à mente. Por isso, é curioso pensar que o que levou o primeiro europeu que teria chegado à América a tentar o feito não foi ambição, mas a fé. Conforme o manuscrito do século 10, Navegatio Sancti Brendani, que narra a expedição, São Brendan, ou Brendan, o Viajante, zarpou da península de Dingle, na Irlanda, em aproximadamente 535 d. C. para levar o Evangelho “ao desconhecido continente do oeste”. [...] [São Brendan partiu] inspirado pelas narrativas dos antigos navegadores celtas sobre Hy Brazil, uma ilha movediça a oeste da Irlanda. [...] Os celtas acreditavam ser um lugar onde a verdade era dúbia e onde não havia nem juventude nem velhice, pena ou tristeza, bem ou mal. [...] A palavra Hy quer dizer terra e Brazil vem do celta Bress, que originou o verbo inglês to bless (abençoar). Há quem diga que o Brasil tem esse nome por causa do mito da tão procurada Hy Brazil, e não devido à abundância de pau-brasil [...].
(BLANC, Cláudio. Guia da mitologia celta. SP: OnLine, 2014, p. 32-33.)
Tomando por base o conteúdo das informações e o período histórico por elas retratado, julgue os itens:
I. A viagem de São Brendan demonstra, antes mesmo do período conhecido como Grandes Navegações, uma preocupação com a expansão do catolicismo para terras e povos distantes.
II. Além da busca por riquezas, relatos sobre a existência de um paraíso a oeste da Europa teriam estimulado o início da expansão marítima europeia.
III. A colonização da América teria se iniciado aproximadamente mil anos antes da chegada dos ibéricos, e já apresentava como base a catequização e a exploração do pau-brasil.
Estão corretos:
Leia as informações, para responder à questão.

(O Infante Dom Henrique na conquista de Ceuta. Painel de azulejos de Jorge Colaço (1864-1942) na Estação de São Bento, cidade do Porto, Portugal.)
Costuma-se considerar a conquista da cidade de Ceuta, no Norte da África, em 1415, como o ponto de partida da expansão ultramarina portuguesa. [...] Para alguns [historiadores portugueses] a conquista tinha por objetivo [...] abrir caminho na busca do ouro do Sudão [...]. Sem penetrar profundamente no território africano. Os portugueses foram estabelecendo na costa uma série de feitorias, que eram postos fortificados de comércio [...]. [...] A opção pela feitoria praticamente tornava desnecessária a colonização do território ocupado pelas populações africanas [...].
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. SP: Edusp, 2012, p. 26-27.)
Há exatos 600 anos, Portugal iniciava sua aventura no processo conheci-
do como Grandes Navegações por meio da conquista da cidade de Ceuta, realizada pelo Infante Dom Henrique. Essa conquista foi o ponto de
partida para o início da formação do Império Ultramarino Português. De
acordo com o fragmento acima:
O Capitão-mor perguntou a todos se nos parecia ser bem mandar a nova do achamento desta terra a Vossa Alteza pelo navio dos mantimentos, para a melhor mandar descobrir e saber dela mais do que agora nós podíamos saber, por irmos de nossa viagem. E foi por todos ou a maior parte dito que seria muito bem. Perguntou mais se seria bom tomar aqui por força um par destes homens para os mandar a Vossa Alteza e deixar aqui por eles outros dous destes degradados. A isto acordaram que não era necessário tomar por força homens por ser gente que ninguém entende.
(Pero Vaz de Caminha. Carta a el-rei dom Manuel sobre o achamento do Brasil, 1974. Adaptado.)
A carta de Pero Vaz de Caminha para o rei de Portugal, datada de 1 de maio de 1500, revela