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Ano: 2016 Banca: Esamc Órgão: Esamc Prova: Esamc - 2016 - Esamc - Vestibular - Primeiro Semestre |
Q1369231 História
Leia o excerto para responder a questão:
- Foi a quatro de agosto. Perto de Alcácer Quibir – garantia um. - Uma batalha de três reis – asseverava outro. Ao galope dos cavalos, de boca em boca a notícia foi se espalhando. [...] Um sentimento de comoção popular tomou conta do Reino. [...] Pior. Ninguém sabia o paradeiro do rei. Não constava que houvesse sucumbido na peleja ou sido pego como refém do Maluco. Dom Sebastião simplesmente deixara de ser visto. Sumira. [...] Evaporara sem deixar vestígio. [...] Decerto acontecera ao Messias do Reino o mesmo que a Nosso Senhor Jesus Cristo. Ocultara-se por uns tempos para, um belo dia, ressurgir das brumas do Mar Oceano e voltar a sentar-se no trono que lhe fora designado por Deus.
(RORIZ, Aydano. O Desejado – a fascinante história de Dom Sebastião. SP: Prestígio, 2002, p. 353-354.

O fragmento descreve a visão dos portugueses após o anúncio do desaparecimento de seu rei, dom Sebastião I, na batalha de Alcácer Quibir, no norte da África. Assinale a alternativa na qual estão presentes consequências deste desaparecimento para os portugueses.
Alternativas

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Gabarito: Bcorreta

Tema central: consequências do desaparecimento de dom Sebastião (Alcácer‑Quibir, 1578): o surgimento do sebastianismo (crença messiânica na volta do rei) e a crise dinástica que permitiu a ascensão de Filipe II de Espanha ao trono português, iniciando a União Ibérica (1580–1640).

Resumo teórico curto: A derrota em Alcácer‑Quibir e o desaparecimento do rei geraram vazio dinástico e instabilidade política. Sem sucessor direto, competidores reivindicaram o trono; Filipe II de Espanha (primo de Sebastião) conseguiu impor‑se em 1580, unindo as coroas de Portugal e Espanha sob os Habsburgos. Paralelamente desenvolveu‑se o sebastianismo, movimento popular-religioso que via o rei como um salvador que retornaria.

Fontes recomendadas: A. H. de Oliveira Marques, História de Portugal; C. R. Boxer, The Dutch in Brazil, 1624–1654 (para as consequências coloniais no contexto da União Ibérica).

Por que a alternativa B é correta: Ela combina duas consequências históricas diretamente ligadas ao desaparecimento de Sebastião: 1) o sebastianismo, citado no excerto como crença do “ressurgir” do rei; 2) a subida ao trono de Filipe II de Espanha, que aproveitou o vazio dinástico para instaurar a União Ibérica. Ambas são efeitos bem documentados e cronologicamente consequentes de 1578.

Análise das alternativas incorretas:

A — Incorreta: fala em “Guerra dos 30 Anos entre Portugal e Espanha” (impreciso). A Guerra dos Trinta Anos (1618–1648) envolveu potências europeias, não foi uma guerra entre Portugal e Espanha. Embora holandeses tenham invadido o Nordeste brasileiro, a explicação e a caracterização da guerra estão erradas.

C — Parcialmente verdadeira em relação ao sebastianismo, mas errada ao afirmar que “os reis dos dois países (Holanda e Espanha) eram herdeiros ao trono lusitano”. A disputa dinástica principal envolveu candidatos espanhóis (Filipe II) e outros nobres portugueses; a Holanda não era herdeira do trono.

D — Incorreta: atribui a União Ibérica a Carlos V (imperador anterior). A união começou com Filipe II (Filipe I de Portugal) em 1580, não com Carlos V. Também contém afirmações confusas sobre cronologia e motivos das invasões holandesas.

E — Parcialmente enganosa: é verdade que houve domínio espanhol e problemas econômicos, mas afirma que o açúcar era “a única fonte de renda” e que a Holanda “cortou investimentos” — explicação simplista e imprecisa. As invasões holandesas foram motivadas por conflitos comerciais e políticos contra os Habsburgos, não só por "corte de investimentos".

Dica de prova: Procure palavras‑chave (sebastianismo, Filipe II, União Ibérica, Alcácer‑Quibir). Verifique nomes e cronologias (Carlos V ≠ 1580). Desconfie de alternativas que misturam fatos reais com explicações erradas ou anacronismos.

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Comentários

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Após o sumiço de D. Sebastião, uma crise sucessória esteve a se iniciar nas terras portuguesas. Além disso, havia uma crença no retorno triunfal de Sebastião, o qual surgiria do nada para salvar a nação portuguesa de qualquer risco. Além disso, partindo da crise na linha do próximo rei, surge a figura de Filipe II, então rei da Espanha, afirmando ter uma linhagem sanguínea com o desaparecido.

B

EsPCEx 2022

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