Questões de Vestibular
Sobre questões sociais em conhecimentos gerais
Foram encontradas 340 questões
No que toca os movimentos sociais urbanos, pode-se destacar que alguns dos aspectos que envolvem a inserção da classe trabalhadora em movimentos sociais é a falta de moradia. A matéria abaixo evidencia a defasagem de moradia no Brasil:
“A população cresce ano a ano e o déficit habitacional segue a mesma trajetória no Brasil e é uperior a 7,7 milhões de moradias necessárias para suprir essa demanda por imóvel próprio. Os dados são baseados em informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Pnad/IBGE) de 2015. Um problema e tanto para ser administrado pela gestão pública” (Sucena Resk. Carta Capital).
Um importante instrumento para contribuir com a amenização da falta de moradia é a correta aplicação do Estatuto da Cidade, este regula o uso da propriedade em prol do bem coletivo, da segurança, do bem estar dos cidadãos e do meio ambiente. Dentro do Estatuto da Cidade, se prevê a Função Social da propriedade. Sobre a Função Social da propriedade, é correto afirmar que ela prevê

A representação do mapa mundial, em anamorfose, faz referência à
O filme representa a aventura de quatro mulheres africanas, que atravessam as fronteiras do Senegal, Mali, Burkina Faso e Benin até chegarem a Lagos, cidade da Nigéria. Considerando a imagem do cartaz e conhecimentos sobre a história da África ocidental, pode-se destacar a
(Charles Seignobos. Histoire sincère de la nation française, 1982. Adaptado.)
Esse movimento social resultou
(Cássio A. N. Teixeira et al. BNDES Setorial, no 47, março de 2018. Adaptado.)
Considerando os indicadores de eficiência apresentados, o modal
No contexto da demarcação de terras indígenas no Brasil, o mapa permite concluir que
Durante muito tempo, os doentes eram tratados, principalmente, com remédios populares. Nas terras não cristãs, os homens e as mulheres que aplicavam esses tratamentos eram considerados feiticeiros e feiticeiras. Nas terras cristãs, a feitiçaria era proibida, mas havia “curandeiros” cristãos a quem Deus havia dado um saber. As pessoas mais ricas (senhores e burgueses) eram quase sempre tratadas por médicos judeus, pois os judeus possuíam conhecimentos de medicina vindos da Antiguidade.
(Jacques Le Goff. A Idade Média explicada aos meus filhos, 2007. Adaptado.)
Ao tratar das doenças e dos tratamentos médicos na Idade
Média, o texto
O artigo 231 do capítulo “Dos Índios” da Constituição Federal de 1988 diz: “São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcálas, proteger e fazer respeitar todos os seus bens.”
A partir do texto constitucional e de seus conhecimentos
mais amplos, assinale a alternativa correta.
A fotografia a seguir retrata uma mulher kaingang na colheita de trigo, no Rio Grande do Sul, em 1952.

A partir da leitura da imagem e dos seus conhecimentos sobre a política de Estado para a educação dos povos indígenas nessa época, assinale a alternativa correta.
O panorama da saúde no Brasil se caracteriza pela existência, no sentido figurado, de regiões “africanas” e “europeias” quando se trata da infraestrutura para atendimento dos serviços de saúde e da distribuição de médicos. Sobre esse assunto, escreva V ou F, conforme seja verdadeiro ou falso o que se diz a seguir:
( )Embora fortemente influenciada por contrastes sociais, a geografia do atendimento da saúde no Brasil não apresenta disparidades no que tange à sua cobertura regional.
( )O Brasil apresenta um dos maiores e mais complexos sistemas de saúde pública do mundo, o Sistema Único de Saúde (SUS), que abrange desde o simples atendimento para avaliação da pressão arterial até o transplante de órgãos.
( )A polêmica em torno do trabalho de médicos cubanos do Programa Mais Médicos estava relacionado ao fato de que esses profissionais não aceitaram trabalhar nas periferias das cidades ou em regiões distantes dos maiores centros econômicos do País.
( )O mapa de distribuição dos médicos pelo território brasileiro revela profunda desigualdade, com contrastes marcantes entre regiões como a Sudeste, bem atendida, e as regiões Norte e Nordeste ainda com inúmeras carências.
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:
O meu pai era paulista Meu avô, pernambucano O meu bisavô, mineiro Meu tataravô, baiano (...)
BUARQUE, Chico. Paratodos. RCA Records. 1993.
Os versos da canção “Paratodos”, de Chico Buarque, aponta uma territorialidade para cada um dos citados. Ao mesmo tempo, traz uma ligação desses sujeitos pelo território brasileiro. Pois, na mesma família, paulista, pernambucano, mineiro e baiano se encontram. Diante desses percursos de deslocamento que marcam a nossa sociedade é CORRETO afirmar.
Ao longo de 15 anos (1498 a 1513), Leonardo desenhou órgãos e elementos dos sistemas anatomofuncionais do corpo humano em um estudo que começou pela leitura das obras de autores da medicina pré-renascentista [...]. Ele também participou de dissecações do corpo humano e de diversos animais. Porém, jamais terminou e publicou a obra que, segundo pesquisadores, poderia ter revolucionado a medicina.
Disponível em: www.unicamp.br/unicamp/jr/568/leonardo-da-vinci-o-desbravador-do-corpo-humano. Acesso em: 6 maio 2019.
Em 2019 completam 500 anos da morte do pintor e inventor italiano Leonardo Da Vinci. A não publicação de suas pesquisas sobre corpos humanos e de animais impediu que ele somasse à sua fama de gênio universal também o título de “pai da anatomia” moderna. Esse reconhecimento ficou com
“Eu tinha muito medo, estava sozinha, não tinha como não trabalhar. Ela não me deixava amamentar meu filho pela manhã, dizia que eu perderia tempo.” (Dora E. A. Calle)
“Quando eu precisava sair da casa, sempre tinha que pedir a chave. E nessa hora a chave sempre sumia.” (Raul G. P. Mendoza)
“A casa onde eu trabalhava tinha outros 14 bolivianos, que, assim como eu, queriam guardar dinheiro e voltar para nosso país. Mas não é bem assim que acontece.” (Alicia V. Balboa)
(Bárbara Forte. “Tecendo sonhos”.
https://noticias.bol.uol.com.br, 09.05.2019. Adaptado.)
Esses depoimentos retratam a realidade vivida por imigrantes bolivianos que trabalharam no setor têxtil da capital paulista. Os depoimentos evidenciam
A reação diante da alteridade1 faz parte da própria natureza das sociedades. Em diferentes épocas, sociedades particulares reagiram de formas específicas diante do contato com uma cultura diversa à sua. Um fenômeno, porém, caracteriza todas as sociedades humanas: o estranhamento, que chamamos etnocentrismo, diante de costumes de outros povos, e a avaliação de formas de vida distintas a partir dos elementos da sua própria cultura. Assim, percebemos como o etnocentrismo se relaciona com o conceito de estereótipo2. Os estereótipos são uma maneira de “biologizar” as características de um grupo, isto é, considerá-las como fruto exclusivo da biologia, da anatomia. No interior de nossa sociedade, encontramos uma série de atitudes etnocêntricas e biologicistas.
(https://gdeufabc.wordpress.com)
1 alteridade: característica, estado ou qualidade de ser distinto e diferente, de ser outro.
2 estereótipo: ideia ou convicção classificatória preconcebida sobre alguém ou algo.
Um exemplo de etnocentrismo incorporado a uma política estatal foi
O advento de chefes de Estado-empresa marca uma transição sistêmica entre o enfraquecimento do Estado- -nação e o fortalecimento da corporação apoiada em sua racionalidade técnico-econômica e gerencial. Essa transferência leva, por um lado, ao esvaziamento do Estado, reduzido à administração e à gestão, e, de outro, à politização da empresa, que expande sua esfera de poder muito além de sua atividade tradicional de produção. A corporação tende a se tornar o novo poder político-cultural.
(Pierre Musso. “Na era do Estado-empresa”. http://diplomatique.org.br, 30.04.2019. Adaptado.)
Coerentes com o neoliberalismo, as propostas do Estado- -empresa convergem para
Nem existia Brasil no começo dessa história. Existiam o Peru e o México, no contexto pré-colombiano, mas Argentina, Brasil, Chile, Estados Unidos, Canadá, não. No que seria o Brasil, havia gente no Norte, no Rio, depois no Sul, mas toda essa gente tinha pouca relação entre si até meados do século XVIII. E há aí a questão da navegação marítima, torna-se importante aprender bem história marítima, que é ligada à geografia. [...] Essa compreensão me deu muita liberdade para ver as relações que Rio, Pernambuco e Bahia tinham com Luanda. Depois a Bahia tem muito mais relação com o antigo Daomé, hoje Benin, na Costa da Mina. Isso formava um todo, muito mais do que o Brasil ou a América portuguesa. [...]
Nunca os missionários entraram na briga para saber se o africano havia sido ilegalmente escravizado ou não, mas a escravidão indígena foi embargada pelos missionários desde o começo, e isso também é um pouco interesse dos negreiros, ou seja, que a escravidão africana predomine. [...] A escravização tem dois processos: o primeiro é a despersonalização, e o segundo é a dessocialização.

