Questões de Vestibular
Sobre questões sociais em conhecimentos gerais
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Leia o trecho a seguir:
Vários foram os movimentos sociais que ganharam força e visibilidade a partir dos anos 60. O movimento feminista é, reconhecidamente, um deles. As questões de gênero, bastante debatidas nos dias atuais, advêm das pautas e das reivindicações deste movimento.
A respeito das questões de gênero e com base nas informações acima, assinale a alternativa correta.
A educação sempre foi um aspecto importante no desenvolvimento das diversas sociedades, no decorrer dos processos históricos. O relato da formação educacional dos jovens, no texto, remete à civilização
TRANSPORTE DE CARGA PARA DIFERENTES TIPOS DE PRODUTOS Produtos Distância percorrida Valor por tonelada Urgência A 200 km alto sim B 600 km baixo não C 1500 km muito baixo não D 3000 km muito alto sim
De acordo com a lógica econômica capitalista, para o transporte dos produtos A e D, os modais mais adequados são, respectivamente:
Leia o texto abaixo, que discorre sobre a temática da fome.
A fome como desafio ético e espiritual
Nada mais humanitário, social, político, ético e espiritual que saciar a fome dos pobres da Terra.
Um místico medieval da escola holandesa John Ruysbroeck (1293-1381) bem disse: “Se estiveres em êxtase diante de Deus e um faminto bater em sua porta, deixe o Deus do êxtase e vá atender o faminto. O Deus que deixas no êxtase é menos seguro do que o Deus que encontras no faminto”.
Jesus mesmo encheu-se de compaixão e saciou com pão e peixe a centenas de famintos que o seguiam. No núcleo central de sua mensagem se encontra o Pai Nosso e o Pão Nosso, na famosa oração do Senhor. Somente está na herança de Jesus quem mantêm sempre unidos o Pai Nosso com o Pão Nosso. Só esse poderá dizer Amém.
Os níveis de pobreza mundial são estarrecedores. A Oxfam, que anualmente mede os níveis de desigualdade no mundo, concluiu em janeiro de 2017 que somente 8 pessoas possuem igual renda que 3,6 bilhões de pessoas, quer dizer, cerca da metade da humanidade. Tal fato é mais que a palavra fria “desigualdade”. Ético-politicamente traduz uma atroz injustiça social e, para quem se move no âmbito da fé judaico-cristã, esta injustiça social representa um pecado social e estrutural que afeta Deus e seus filhos e filhas.
A pobreza é sistêmica, pois é fruto de um tipo de sociedade que tem por objetivo acumular mais e mais bens materiais sem qualquer consideração humanitária (justiça social) e ambiental (justiça ecológica). Ela pressupõe pessoas cruéis, cínicas e sem qualquer sentido de solidariedade, portanto, num contexto de alta desumanização e até de barbárie. Causa-nos profunda tristeza o fato de termos que viver dentro de um sistema que só sobrevive à condição de que o dinheiro produza mais dinheiro, não para termos mais vida senão apenas mais riqueza.(...)
BOFF, Leonardo. A fome como desafio ético e espiritual. Mai. 2017. Disponível em: <https://leonardoboff.wordpress.com.
Acesso em: 25 mar. 2018.
A partir do texto acima e de seus conhecimentos sobre a questão da fome no mundo, marque a
alternativa CORRETA.
Em relação ao trecho destacado, compreende-se que as mulheres

“A fome é a expressão biológica de males sociológicos”, frase de Josué de Castro, médico pernambucano que estudou a questão da fome no Brasil em seu livro de 1964
– “Geografia da fome”.
Após a interpretação dos gráficos e contando com o
auxílio da frase de Josué de Castro, assinale a alternativa
que melhor justifica o tema fome:
Leia com atenção o fragmento do Samba Enredo da Paraíso do Tuiuti, que trouxe para a avenida o enredo
"Meu Deus, Meu Deus, Está Extinta a Escravidão?", e, depois, responda ao que se pede:
"E assim quando a lei foi assinada
Uma lua atordoada
Assistiu fogos no céu
Áurea feito o ouro da bandeira
Fui rezar na cachoeira
Contra a bondade cruel.
Meu Deus, meu Deus
se eu chorar não leve a mal
Pela luz do candeeiro
Liberte o cativeiro social"
(Fonte: https://g1 .globo.com/rio-de-janeiro/camaval/2018/noticia/paraiso-do-tuiuti-veja-a-letra-do-samba-enredo-para-o-camaval-2018.ghtml.)
Levando em consideração a letra do samba e os seus conhecimentos sobre o tema, assinale a alternativa
CORRETA:
Atente aos seguintes excertos sobre a década de 1970:
“A padronização do ‘moderno’ chegava ao auge no Brasil dos anos 70 em meio a flagrantes contrastes e desigualdades sociais, regionais, culturais”.
“Depois do vendaval dos anos 60 que atingiu ‘corações e mentes’ de uma geração inteira, os anos 70 começaram sob a égide da fragmentação: desdobramentos da contracultura, movimentos underground, punk, misticismo oriental, vida em comunidades religiosas ou naturalistas, valorização do individualismo, expansão do uso de drogas”.
HABERT, N. A década de 70: apogeu e crise da ditadura militar brasileira. São Paulo: 3ª Ed. Editora Ática, 1996, p.71 e 74.
Assinale a opção que apresenta exemplo(s) da cultura da década de 1970 no Brasil.

Com mais de cinquenta anos de existência, o personagem “Pantera Negra” esteve associado a debates sobre as condições de vida de populações afrodescendentes na sociedade norte-americana.
Tendo em vista as transformações ocorridas entre a década de 1960 e o momento atual, a comparação
entre as imagens aponta para a seguinte mudança acerca do protagonismo afrodescendente:

O cartaz, afixado nos muros de Paris em maio de 1968,
durante os episódios de rebelião estudantil, representa
O professor Emerson Ribeiro do Departamento de Geociências do Curso de Geografia da Universidade Regional do Cariri, em seu “Livro Arte e Criatividade em Geografia: Práticas Pedagógicas em Instalações Geográficas”, passa uma mensagem da importância do papel dos professores e a relevância da Geografia no contexto da formação cidadã. Quando o autor enfatiza a formação cidadã o mesmo se enquadra na:
“No início do século XVII, temos as primeiras referências, nos documentos, a escravos fugidos que formam uma comunidade na área dos Palmares, na região serrana a cerca de 60 quilômetros da costa do atual estado de Alagoas, por volta de 1605. (...) Em 1667, os quilombolas começaram a atacar fazendas para conseguir armas, libertar escravos e vingar-se de senhores e feitores. (...)Os ataques portugueses intensificaram-se nos anos seguintes, sem sucesso, até que o paulista Domingos Jorge Velho ofereceu-se para conquistar os índios de Pernambuco, em 1685, o que abria as portas para sua atuação, também, no combate aos escravos fugidos e agrupados em Palmares.”
FUNARI, Pedro Paulo e CARVALHO, Aline Vieira de. Palmares, ontem e hoje. Rio de Janeiro: Jorge ZAHAR Editor, 2005, pp. 11-13
“Em meados de 1887, escravos fugidos de várias partes da província, estimulados pelos caifazes, organizaram no Mont Serrat, em Santos, no litoral paulista, o Quilombo do Jabaquara – uma verdadeira cidade, de onde seus ocupantes saíam para trabalhar nas minas de carvão ou como carregadores de café no porto. Foi a maior colônia de escravos fugidos no período.
O Quilombo do Jabaquara fazia parte de uma rede de quilombos muito mais ampla, ligada à Confederação Abolicionista – criada em 1883 na sede do jornal Gazeta da Tarde, na cidade do Rio de Janeiro por José do Patrocínio, João Clapp, André Rebouças, Aristides Lobo e muitos outros intelectuais, jornalistas, empresários etc.”
VAINFAS, Ronaldo e outros. História. São Paulo: Editora Saraiva, 2014. p. 485.
Os textos permitem afirmar que os quilombos no Brasil
“Há quinze anos (...) fiz a pergunta: o que sabemos das mulheres [medievais]? (...) tratei de descobrir, no meio de todos os vestígios deixados pelas damas do século XII. Apreciava-as. Sabia bem que não veria nada de seu rosto, de seus gestos, de sua maneira de dançar, de rir, mas esperava perceber alguns aspectos de sua conduta, o que pensavam de si próprias, do mundo e dos homens. Não entrevi mais que sombras, vacilantes, inapreensíveis. Nenhuma de suas palavras me chegou diretamente.”
DUBY, Georges. Eva e os padres. São Paulo: Cia das Letras, 2001, p. 167
“(...) não há camponês nem mundo rural na literatura dos séculos V e VI [embora] a realidade mais profunda da história da Alta Idade Média Ocidental [seja a da] ruralização da economia e da sociedade. (...) Os atores desse fenômeno primordial não aparecem na literatura da época [senão] sob diversos disfarces.”
LE GOFF, Jacques. Para um novo conceito de Idade Média. Petrópolis: Vozes, 2013, pp. 168-169. Adaptado.
• Uma das explicações possíveis para que os medievalistas obtenham informações indiretas sobre
as mulheres e encontrem os camponeses “disfarçados” é que: